Motivation for creating new user experiences while watching online video
2 Survey on media-sharing
As discussões para a constituição de uma comunidade latino-americana remontam a Simon Bolívar,151 San Martin152 e outras figuras históricas que habitaram o solo da América Latina no século XIX e buscaram a libertação do jugo colonialista.
Durante o século XIX, após o período de descolonização das Américas, surgiram tensões geopolíticas que desembocaram em conflitos bélicos, cuja expressão mais conhecida foi a Guerra do Paraguai.
A Doutrina Monroe,153 que proclamava a América para os americanos, já perdurava havia cerca de 80 anos. Inspirado no concerto europeu em 1909, e por iniciativa do Barão do Rio Branco,154 foi proposto o Tratado ABC, entre Argentina, Brasil e Chile.
e Liberais pela Europa) sublinhou a importância das medidas fiscais destinadas a promover a eficiência energética e a utilização de combustíveis biológicos e de energias renováveis. O ministro alemão do Ambiente, Sigmar Gabriel, em representação da actual Presidência da UE, afirmou que ‘se continuarmos assim... daqui a 50 anos vamos precisar de outro planeta’.” Fonte: <http://www.europarl. europa.eu/news/public/story_page/064-2778-031-01-05-911-20070206STO02777-2007-31-01-2007/default_ pt.htm>. Acesso em: 21 fev. 2007.
151 Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios foi um militar venezuelano e líder
revolucionário responsável pela independência de vários países da América Espanhola.
152 José Francisco de San Martín y Matorras, militar argentino, foi um dos “Libertadores da América”, tendo
participado da independência da Argentina, do Chile e do Peru.
153 “Julgamos propícia esta ocasião para afirmar como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados
Todavia, esse Tratado não prosperou por causa da reticência de Buenos Aires, sob a escusa de não alienar o Peru do processo integracionista. É certo que os países envolvidos no processo temiam a desconfiança dos Estados Unidos, fracassando, dessa forma, a tentativa de um possível contrapeso à influência de Washington no Cone Sul.
conservavam, não podem mais ser considerados, no futuro, como sustentáveis de colonização por nenhuma potência européia...
Tendo sido dito, no começo da última sessão, que a Espanha e Portugal faziam grandes esforços para melhorar a sorte do povo e que esta nobre tarefa parecia conduzida com extraordinária moderação, é mais ou menos supérfluo observar que o resultado foi muito diferente daquele que então se esperava. Temos seguido sempre, com curiosidade e interesse, os acontecimentos que se verificam nesta parte do globo com a qual mantemos tantas relações e à qual devemos nossa origem. Os cidadãos dos Estados Unidos nutrem os mais cordiais sentimentos pela liberdade e ventura de seus irmãos do outro lado do Atlântico. Jamais nos imiscuímos nas guerras que as potências européias empreenderam por questões particulares; tal é a nossa política. Somente quando nos atacam ou vemos seriamente ameaçados os nossos direitos, é que nos consideramos ofendidos ou nos preparamos para a defesa.
Temos ligações mais imediatas com os acontecimentos deste hemisfério, e a razão é bem patente para todo observador imparcial e esclarecido. O sistema político das potências aliadas é essencialmente diverso, a esse respeito, do sistema político da América. Essa distinção procede da que existe entre os respectivos governos e o nosso, conquistado ao preço de tanto sangue e de tanto ouro, amadurecido pela sabedoria de nossos mais esclarecidos cidadãos e sob o qual temos desfrutado de uma felicidade sem igual; a nação inteira se consagra à sua defesa.
Devemos, no entanto, à nossa boa-fé às relações amistosas que existem entre as potências aliadas e os Estados Unidos declarar que consideraríamos como perigosa para a nossa paz e segurança qualquer tentativa da sua parte, para estender seu sistema a qualquer parcela deste hemisfério. Não temos interferido, nem interferiremos em assuntos das atuais colônias ou dependências de nenhuma das potências européias. Mas, quanto aos governos que proclamaram e têm mantido sua independência, que reconhecemos, depois de séria reflexão e por motivos justos, não poderíamos considerar senão como manifestação de sentimentos hostis contra os Estados Unidos qualquer intervenção de alguma potência européia com o propósito de oprimi-los ou de contrariar, de qualquer modo, os seus destinos. Na guerra entre esses novos governos e a Espanha, declaramos nossa neutralidade, na época de seu reconhecimento, e a ela permanecemos fiéis; assim continuaremos, contanto que não surja modificação que, a juízo das autoridades competentes de nosso governo, torne necessária, também de nossa parte, uma modificação indispensável à nossa segurança. Os últimos acontecimentos na Espanha e em Portugal provam que ainda não há bastante tranqüilidade na Europa. A prova mais cabal deste fato importante é que as potências aliadas julgaram conveniente, de acordo com os princípios que adotaram, intervir pela força nos distúrbios da Espanha. Até que ponto pode estender- se tal intervenção, segundo o mesmo princípio? Esta é uma questão na qual estão interessados todos os poderes independentes, cujos governos diferem dos deles, e nenhum está mais interessado que os Estados Unidos. A política que adotamos a respeito da Europa, no começo mesmo das guerras que, durante tanto tempo, agitaram essa parte do globo, continua a ser sempre mesma, e consiste em nunca intervir nos negócios internos de qualquer potência européia; em considerar o governo de fato como governo legítimo; em estabelecer relações amistosas com ele e conservá-las, por meio de uma política franca, firme e corajosa, admitindo, sem distinção, as justas reclamações de todas as potências, mas sem tolerar ofensas de nenhuma. Quando se trata, porém, do nosso continente, as coisas mudam completamente de aspecto. É possível que as potências aliadas estendam seu sistema político a qualquer parte dos continentes americanos, sem pôr em perigo a nossa paz e segurança, nem se pode supor que nossos irmãos do Sul o adotassem de livre vontade, caso os abandonássemos a sua própria sorte. Ser-nos-ia, igualmente, impossível permanecer espectadores indiferentes dessa intervenção, sob qualquer forma que tivesse. Se considerarmos a força e os recursos da Espanha e dos novos governos da América bem como a distância que os separa, é evidente que a Espanha jamais poderá chegar a submetê-los.” Texto obtido na Biblioteca Mario de Andrade de São Paulo.
154 José Maria da Silva Paranhos Júnior, conhecido como Barão do Rio Branco, foi político, diplomata e
historiador. Torna-se cônsul do Brasil em Liverpool, na Inglaterra, em 1876. Entre 1893 e 1900 é designado para resolver as disputas pelos territórios de Sete Povos das Missões – entre Brasil e Uruguai – e do Amapá. Em 1902 é indicado para o Ministério das Relações Exteriores. Participa, ainda, da disputa pelo Acre com a Bolívia e de questões fronteiriças com Venezuela, Colômbia e outros países.
Na formulação e execução da política externa, os países integrantes da América do Sul viveram, ao longo do século XX, conflitos155 de tensão, herdados do colonialismo e do processo de independência ocorrido nas Américas, demandando aos respectivos serviços diplomáticos a tradução e execução de uma política externa, ou seja, a expressão de suas políticas internas no cenário internacional a evitar riscos opostos.
Houve várias tentativas de aproximação diplomática entre os países da região. Todavia, as desconfianças havidas entre eles tornaram impossível uma aproximação maior.
Conforme relata Lafer:
“No século 20, desde que o Barão de Rio Branco definiu as fronteiras do país, a idéia de trabalhar em que medida o mundo viabiliza e complementa nosso desenvolvimento converteu-se num fio condutor da política externa como uma política pública.”156
O desafio agora seria o de construir uma agenda de complementaridade entre as economias dos países integrantes da América Latina, tendo em vista os aspectos assimétricos de suas economias, e as desconfianças políticas já abordadas.