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A RBCV se constitui no elemento autotrófico mais importante do complexo ecológico metropolitano da capital paulista, e o serviço de provisão de água um dos mais críticos em consequênci a de uma expansão urbana periférica e dispersa, que vem ocasionando uma rápida redução da floresta e destruição do solo. Em paralelo, ocorre a perda da biodiversidade e a aumento da vulnerabilidade do meio quanto a acidentes natur ais, efeitos que resultam em altos custos par a o controle.

A vocação sócio-econômica da metrópole é um fator considerado obrigatório no planejamento do uso do solo. Os espaços existentes em diferentes padrões de adensamento no tecido urbano, é uma demonstração da possibilidade, em termos de mercado e políticas públicas, de adotar conceitos que incorporarem os serviços ambientais da biosfera, especialmente nas áreas associadas aos corredores ecológicos. Para isso, o parcelamento do solo precisa considerar os atributos ambientais, adotar índices de áreas verdes condizentes com a preservação da reserva da biosfera, bem como aceitar apenas atividades compatíveis com a idéia de sustentabilidade sócio-ambiental.

A criação da APA do Cabuçu-Tanque Grande representa uma alternativa razoável de planejamento ao tentar compatibilizar a vocação urbana com a ambiental. O respectivo território apresenta um quadro de muita atenção quanto a expansão urbana e destruição irreversível da biosfera, que deverá impactar o Parque da Cantareir a.

O diagnóstico geoambiental revelou os principais fatores físicos que influenciam a dinâmica ecológica e do uso do solo da APA do Cabuçu-Tanque Grande. Algumas conclusões apontam aspectos centrais a serem considerados no planejamento e gestão ambiental, com destaque para aquelas que podem orientar ações de urgentes ou imediatas, e situações que devem ser melhor aprofundadas e estudadas.

Em termos de uso do solo, dados do ano 2004 indicam que o território da APA apresenta 43% de floresta atlântica preservada (Mata). O estudo da fragmentação dos remanescentes de floresta seria uma importante iniciativa para se entender melhor o grau de conectividade ecológica.

Há riscos de incremento de urbanização entre o Sítio do Morros e a Vila Julieta, no Novo Recreio, na Vila União, na bacia do Tanque Grande, locais que podem ser considerados os mais críticos. Esses casos conferem uma atenção urgente para seu controle, pois poderão potencializar a facilidade de ocupação de setores desfavoráveis, gerando degradação dos manaciais e áreas de risco geológico-geotécnico.

Um processo de industrialização pode ser observado avançando sobre as áreas baixas da planície do córrego Cabuçu, a exemplo do que ocorreu no baixo e médio curso do Rio Cabuçu de Cima. Há indícios que apontam esta região no traçado do rodoanel metropolitano, representando uma grande ameaça para a reserva da biosfera, seja pelo desmatamento que inevitavelmente a obra irá ocasionar, mas principalmente pelo aspecto indutor do desenvolvimento urbano- industrial.

Verificando-se a legislação de preservação ambiental, o território de APA está sob incidênci a de APPs em 63% (20,4 Km2) do território. Estimativas da situação das

APPs permite concluir que há a possibilidade imediata de recuperação dos setores cobertos por campo antrópico que são áreas degradadas sem uso. Pode-se recuperar cerca de 17% das APPs de corpos d

O zoneamento ecológico-econômico estabelece usos diferenciados buscando atender a vocação da região, propondo um novo modelo que visa a sustentabilidade sócio-ambiental. Cabe ressaltar que, além das regras específicas de cada zona estabelecida, sobrepõem-se regras gerais que são aplicáveis a todas as zonas, com destaque para a manutenção das Áreas de Preservação Permanentes e Reservas Legais estabelecidas pelo Código Florestal e Lei Municipal, bem como pela Lei da Mata Atlântica.

Este estudo pr etende contribuir para uma melhor compreensão do terri tório da APA do Cabuçu-Tanque Grande, e oferecer uma proposta planejamento ambiental factível para gestão local.

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