Kapittel 6. Kjønn og alder
6.3 Alder og debut
6.3.1. Studier
3.1 – AÇÕES MÉDICAS CONTRA OS MOSQUITOS
Os mosquitos são vehiculos comprovados de grande numero de moléstias mais ou menos graves...Exterminando o mosquito, portanto, exterminadas seriam aquellas molestias e muito diminuidas as probabilidades de transmissão das ultimas. Dr. Carlos da Costa Ribeiro214
No final do século XIX e início do século XX os discursos e ações relacionados ao combate aos mosquitos e moscas tornaram-se mais frequentes. As pesquisas médicas e as novas teorias construídas com a microbiologia favoreceram para o fortalecimento dessas questões. No entanto, esse era um campo novo para os médicos em Fortaleza, uma vez que muitos desses métodos de tratamento estavam ainda em processo de estudo e tinha-se somente por base as pesquisas trazidas de outros estados e países.
Para essa tese a compreensão da aceitação e aplicação dessas novas teorias e conceitos da medicina sobre o tratamento de doenças, como a febre amarela, permite que se possa perceber como os médicos vão lidar com a interferência e aplicação de novos métodos como aqueles trazidos pela Comissão Rockefeller ao Ceará a partir de 1923.
Dentro dos relatórios dos inspetores da higiene notou-se que constantemente foram citadas as formas de lidar com os mosquitos e moscas. Esses insetos eram considerados pelos médicos, na época, como vetores responsáveis pela transmissão das doenças mais recorrentes e que traziam graves prejuízos à cidade.
Entre nós os principaes fócos de mosquitos, verdadeiros viveiros nos quintaes, são algumas cacimbas. Quando todas as cacimbas da Fortaleza forem substituidas por um abastecimento de água encanada ou por poços instantaneos, as condições de hygiene da cidade serão sensivelmente melhores215
Desse modo, analisando alguns dos documentos referentes à organização da saúde pública da cidade, como relatórios e ofícios dos presidentes entre os anos
214 Relatório da Inspetoria de Higiene Pública do Estado do Ceará, 1º de maio de 1916, pp.19-20. 215 Ibid.
de 1910 a 1920, observou-se que grande parte dessas fontes atribuíam a proliferação desses mosquitos e moscas à falta de esgotos, abastecimento de água e à falta de higiene da população em Fortaleza.
...oito mezes de tentativas energicas e tenazes vieram por fim demonstrar que por maior que fosse a bôa vontade era baldado todo esforço porquanto si os mosquitos desappareciam em uns continuavam em outra ponto vizinho, vieram demonstrar, que sem água encanada e esgoto é impossível um tal serviço porque ou é completo extinguido de todo o mosquito ou não se faça porque por menor que seja o numero dos restantes, não se pode viver coberto da febre amarella.216
Nas palavras do Dr. Abdenago da Rocha Lima, consegue-se perceber que
resolver a questão do combate aos mosquitos não era algo tão simples. E que encontrar a solução para deter a proliferação desses mosquitos não estava somente na construção de um sistema de esgoto e abastecimento de água para Fortaleza como ele acreditava, mas era necessário resolver outras problemáticas que envolviam a estruturação e organização política, econômica e social da cidade como saneamento, habitação, trabalho, pobreza..., ou seja, atingiam outros interesses que não estavam relacionados somente com o melhoramento da saúde e quando esse problema não era resolvido abalava tanto a vida da população quanto os setores econômicos responsáveis pelo desenvolvimento da cidade como foi o comércio.
No entanto, essa tarefa, como já visto, não era algo tão fácil, pois neste momento eram poucas as ações voltadas a deter a proliferação dessas doenças, principalmente, por ser esse um campo novo para os médicos que atuavam em Fortaleza. Assim, acredita-se que as medidas voltadas aos tratamentos eram de responsabilidade e geradas mais pelas iniciativas dos médicos ligados aos cargos da saúde pública do que para os que trabalhavam nas clínicas e hospitais em geral. A classe médica em Fortaleza, no início do século XX, estava aos poucos se organizando e como já foi abordado nesse trabalho suas atuações no campo da saúde pública, a princípio, foram lentas. Ao analisar as fontes observou-se primeiramente que as ações de combate aos mosquitos vão ser mais frequentes a partir dos anos de 1913, uma vez que os casos de febre amarela e malária (impaludismo) passam a estar mais recorrentes e os médicos ligados à higiene pública do Estado do Ceará e ao Centro Médico Cearense passam a falar mais
216
sobre esse assunto nesse período e também a participar mais ativamente das ações voltadas ao tratamento e prevenção das doenças transmitidas pelos mosquitos.
Vários fatores contribuíram provavelmente para que a partir da década de 10 do século XX houvesse uma maior preocupação com a prevenção e luta contra esses mosquitos. É possível que o aumento das pesquisas e as descobertas de novas teorias, os interesses econômicos, o aumento das doenças na cidade e também o início das campanhas do Governo Federal e da Fundação Rockefeller tenham sido fatores importantes para que esse assunto tivesse uma maior repercussão entre os médicos e a administração pública de Fortaleza.
Além da apreensão com as doenças causadas pelos mosquitos, apareceu também nos relatos dos inspetores de higiene pública a preocupação com o excessivo aparecimento das moscas, uma vez que elas eram responsáveis por grande parte das infecções intestinais que ocasionavam óbitos em muitos casos.
...Dar caça ás moscas por todos os meios, protegendo contra ellas os alimentos, destruindo as existentes e evitando a sua reprodução. As larvas das moscas, conhecidas pelo povo com os nomes de “bicho” ou “tapuru” se desenvolvem em qualquer sitio onde haja materia organica em decomposição, nas sentinas, no lixo, nas immundiceis, nas estrumeiras, nos chiqueiros, nas vaccarias, nas estribarias, etc. Com a remoção destes focos e asseio e desinfecção dos irremovíveis evita-se a reprodução das moscas.217
Nessa descrição observam-se pontos bastante relevantes tanto das questões higiênicas para a prevenção de doenças como também da estrutura da cidade. Nas palavras do Inspetor e médico Carlos da Costa Ribeiro é mostrado o quanto era preocupante para a saúde pública a presença desses insetos e que as medidas necessárias para ―caçar‖ as moscas dependiam também das ações dos
moradores, uma vez que os meios apontados por ele para a reprodução dessas moscas faziam parte do convívio desses habitantes e que as práticas higiênicas eram a solução para esse problema.
Outro ponto que se observou nos relatos do inspetor foi a questão da contribuição da estrutura para o agravamento do aumento dessas moscas. É interessante analisar que nesse momento predominava o discurso modernizador na cidade e que muitas vezes se encobria suas problemáticas, mas através dessas fontes e dos relatos médicos pode-se desconstruir essa ideia e ver que Fortaleza ainda enfrentava problemas em sua organização e estrutura e que isso contribuiu
para o aumento das doenças provocadas, sobretudo, pelos mosquitos. Desse modo, é importante notar que a cidade ainda estava cercada pelas práticas do campo e que na visão médica isso era um dos grandes empecilhos para a saúde pública.
Nas páginas do relatório, o médico Carlos Ribeiro também fez destaque aos procedimentos que a população deveria seguir. Infelizmente, não se teve contato com as matérias publicadas nos jornais locais e que tinham o intuito de alertar e orientar a população para os cuidados a serem tomados contra os mosquitos, pois já não há mais exemplares disponíveis nos locais de pesquisas referentes aos periódicos dos primeiros anos do século XX. No entanto, se pode comprovar a existência desses artigos também nos jornais através dos indicativos e menções feitas em algumas das publicações dos relatórios da Inspetoria de Saúde Pública contidos também nas páginas da revista Ceará Médico.
...Essa inspectoria sempre solicita e attenta ao bem estar da collectividade, optando, pela supposição mais corrente, divulgava, desde cedo, das columnas dos jornaes, conselhos e medidas de que a população se havia de valer para resguardar do mal...218
Nesse trecho percebe-se que a Inspetoria utilizou-se frequentemente dos jornais locais como meio de divulgação das suas orientações e procedimentos entre a população de Fortaleza.
Entre os principais métodos sugeridos à população para o combate às moscas destacam-se no relatório da Inspetoria em 1916 os seguintes tópicos:
...Não tomar leite cru, salvo quando se tem certeza de ser ordenhado com o maximo asseio previa e rigorosa lavagem das mãos e tetas; Não ingerir grande porção dagua mesmo pura e potavel, porque dilue os succos gástricos e lhes diminue o poder defensivo contra os micróbios; Evitar o excesso, como a deficiencia, a ma qualidade ou mau preparo dos alimentos que perturbando a regularidade da digestão facilitam a acção pathogena e os germes.219
Constantemente, aparecem nos discursos médicos as dificuldades enfrentadas e o desejo de que as questões de higiene pública estivessem presentes no cotidiano dos moradores de Fortaleza, contudo a documentação mostrou em vários momentos que essa tarefa era complexa, pois ia além das questões da saúde
218 Revista Norte Médico, maio e junho de 1916, p. 8.
pública e entrava no campo das questões políticas e econômicas ligadas à administração da cidade.
Os mosquitos (muriçocas, carapanans) são vehiculos comprovados de grande numero de molestias mais ou menos graves. De algumas, como a febre amarella e o impaludismo, são elles os unicos transmissores; de outras o são juntamente com muitos insectos (as moscas, etc), os objectos de uso, o proprio ar, a agua, os alimentos crus. Exterminando o mosquito, portanto, exterminadas seriam aquellas molestias e muito diminuídas as probabilidades de transmissão das ultimas.220
Percebe-se pelas colocações do Dr. Carlos Ribeiro que os mosquitos eram os grandes “inimigos” desse processo e que tentar “eliminá-los”, como numa guerra, deveria ser o objetivo central dos médicos e governantes da cidade, já que o desejo era a vitória da saúde e o extermínio das doenças. Desse modo, observar as práticas usadas para o combate e prevenção desses insetos e mosquitos permitirá compreender as formas de atuação e influência médica na aplicação desses métodos junto à população de Fortaleza.
Analisando esse relatório observou-se que além das preocupações e ações para deter a proliferação das moscas, devido às doenças digestivas, também foram aplicadas medidas contra os focos de mosquitos causadores da febre amarela221 e da malária. Dentre os procedimentos indicados estava a eliminação dos pontos de reprodução desses mosquitos e que de acordo com o inspetor de higiene pública estavam localizados nas cacimbas e águas paradas das moradias de Fortaleza. Assim, para evitar a reprodução desses mosquitos nesses locais foram sugeridas as seguintes ações:
a)Tenham peixes, como os chamados barrigados ou peixinhos vermelhos que devoram as larvas. Devem ser assim os lagos artificiaes de jardins, os tanques extensos de água não potável, etc; b) Estejam cobertos por uma tella milimetrica ou qualquer outra matéria que impeça em absoluto a entrada de mosquitos adultos para a postura, permittindo comtudo o arejamento.Devem ser assim todos os depósitos de agua potavel
220 Relatório da Inspetoria de Higiene Pública do Estado do Ceará, 1º de maio de 1916, p. 19.
221 A febre amarela já se encontrava entre as doenças mais recorrentes no Brasil desde o século XIX,
no entanto, somente no começo do século XX com as novas pesquisas sobre as causas dessa doença é que as medidas profiláticas e ações médicas se intensificaram. Não é objetivo dessa tese estudar a febre amarela, mas atualmente já se encontra diversos estudos sobre o assunto que permitem analisar além da doença as ações dos profissionais de saúde na busca pelo seu tratamento. Ver, por exemplo, BECHIMOL, Jaime Larry (coord.). Febre amarela: a doença e a vacina,
uma história inacabada. Rio de Janeiro-RJ, Editora Fiocruz, 2001; FRANCO, Odair. História da febre amarela no Brasil. Rio de Janeiro-RJ; Ministério da Saúde,1969 e LOWY, Ilana. Virus, mosquitos e modernidade: febre amarela no Brasil entre ciência e política. Rio de Janeiro-RJ; Editora Fiocruz,
(cysternas, etc) caixas d´agua para banho e usos domesticos, cacimbas, etc.c) Tenham a superfície coberta por uma camada de petróleo que sobre nadando impede a postura do mosquito adulto e a respiração das larvas porventura existentes antes. Pode-se fazer assim com todas as porções de agua inutil e irremediavel e cacimbas servidas por bombas. D) Sejam exgotadas completamente de sete em sete dias, não dando tempo assim a evolução da larva até o nascimento do mosquito. É o que se deve fazer com as jarras de agua potavel, tanques diversos, bebedouros, etc.222
É relevante mencionar que essas ações não eram inéditas dentro do campo de combate aos mosquitos, pois tanto nos demais estados brasileiros como nas campanhas de divulgação e atuação da Fundação Rockefeller223 em outros países
no começo do século XX vinham empregando esses e outros métodos para que tais enfermidades fossem eliminadas.224
Observando-se as diversas descrições do relatório da Inspetoria de Higiene Pública notou-se que todas as ações sugeridas precisavam da colaboração da população para que houvesse resultados favoráveis, uma vez que a maioria das cacimbas e poços estavam localizados em suas moradias. Esse processo não foi tão simples e as notícias dos jornais locais mais adiante vão mostrar que apesar dos escritos voltados à orientação dos citadinos, os chamados “conselhos ao povo‖, contidos nos relatórios de 1916, não tiveram o resultado esperado, e as medidas ficarão mais fiscalizadas e obrigatórias a partir de 1923 com a contratação dos “mata-mosquitos”225, ocasionando diversos conflitos junto aos moradores de
Fortaleza.
Desse modo, analisando a situação a partir das diversas opiniões formadas sobre os processos de tratamentos dessas doenças transmitidas pelos mosquitos percebeu-se que os médicos atestavam a proliferação e existência dessas doenças à falta de cuidados da população quanto às questões de higiene e aos preventivos contra esses insetos; o governo seguia as orientações médicas, uma vez que desejava evitar as epidemias e o caos e sempre associava esses problemas com
222 Relatório da Inspetoria de Higiene Pública do Estado do Ceará, 1º de maio de 1916, pp. 19-20. 223 Mais adiante será abordado sobre a presença e atuação da Fundação Rockefeller no Ceará entre
os anos de 1916 a 1935 em Fortaleza.
224 Para ver mais sobre esse assunto ver: BECHIMOL, Op. cit., e LOWY, Op. cit., nota 221.
225 Eram contratados entre os populares para visitarem e fiscalizarem as casas dos moradores de
Fortaleza no intuito de tentarem eliminar as larvas dos mosquitos causadores da febre amarela. Esse nome já era empregado desde 1902 com Oswaldo Cruz em suas campanhas preventivas no Rio de Janeiro.
decorrências das crises climáticas ou econômicas da cidade e a população, de uma maneira geral, desconhecia os procedimentos médicos e não tinham tanta confiança nessas ações de combate aos mosquitos e assim guiava-se através das experiências trazidas tanto pela medicina popular como pela religião, que fornecia explicações amenizadoras para essas enfermidades.226
Houve também ações diretas da Inspetoria para deter o avanço dessas doenças e não deixar que esses mosquitos se proliferassem ocasionando as epidemias. Ao analisar um dos trechos do relatório de 1916, questões como a falta de pessoas e recursos são apontadas pelo inspetor como motivos das dificuldades enfrentadas pela Inspetoria de Higiene Pública do Ceará na eliminação dos mosquitos transmissores da febre amarela, diferentemente do que ocorreu em outras capitais brasileiras. Talvez, devido a essa deficiência houve tanta ênfase e orientações do Inspetor para que a população se utilizasse de alguns métodos, aprovados pela ciência médica, para eliminação das larvas em suas residências.
Não temos pessoal nem recursos para proceder a caça systematica do
stegomya, na qual basta resumir-se a prophilaxia de febre amarella. O
exemplo dado pela Capital Federal, por S. Paulo (Santos), pelo Pará, por Manáos, etc. ainda não pode ser seguido pelo Ceará. Conseguimos finalmente, em janeiro deste anno que a Santa Casa preparasse um quarto à prova de mosquito, com portas em tambor para isolar os amarílicos que até então eram recebidos em plena enfermaria, se siquer ter mosquiteiro, tendo chegado a coisa a ponto de um rapaz que entrava em outubro com uma ulcera na perna lá dentro contrahiu a febre amarella e morreu.227
Essa fonte permite que se observem algumas questões que predominavam no tratamento médico da febre amarela em Fortaleza. Existiu uma grande preocupação em isolar os doentes, uma vez que se pretendia evitar que os mosquitos picassem os "amarílicos" e depois transmitissem a doença a outros pacientes do hospital. Desse modo, uma das soluções mais usadas no Brasil para deter a proliferação da febre amarela foram os isolamentos e como mostrou o inspetor houve uma precariedade na estrutura de atendimento aos doentes e
226 Não se pretende nessa tese abordar de forma mais detalhada as questões ligadas à medicina
popular e também a relação da população com a religião nesse processo de cura, sabe-se que são relações próximas, que tiveram e têm ainda na atualidade muita influência. Mas, deseja-se destacar e perceber como os médicos conseguiram tornar-se visíveis e mais próximos da população de Fortaleza dando credibilidade as suas ações.
somente os chamados ―mosquiteiros‖ serviam como maior proteção naquele
momento.
Em seus estudos sobre a febre amarela no Brasil a pesquisadora Llana Löwy analisou as diversas formas de ações aplicadas ao combate dessas doenças na cidade do Rio de Janeiro no começo do século XX. Dentre os métodos usados percebeu-se o grande investimento do estado para o isolamento dos doentes e para a erradicação dos mosquitos a partir da ―fumigação de gás sulfuroso nas casas, atividade realizada por trabalhadores recrutados para esta finalidade, os ―mata- mosquitos‖.228 Assim, observando o relatório da Inspetoria de Higiene Pública que as
medidas empregadas pelo inspetor da saúde pública em Fortaleza não eram inéditas, mas eram resultados de práticas já aplicadas desde as campanhas de Oswaldo Cruz em 1903 e que influenciaram não somente a capital federal, mas outros estados brasileiros como o Ceará no início do século XX. Basta observar que em Fortaleza as medidas de isolamento e também a utilização de uma polícia sanitária para a fiscalização e eliminação dos focos de mosquitos foram também utilizadas no processo de tratamentos e profilaxias da febre amarela.
Esse relatório do Dr. Carlos Ribeiro também permitiu observar que os médicos e profissionais da saúde envolvidos nas campanhas e ações junto à população nas questões de combate e prevenção dos mosquitos eram os que trabalhavam na Inspetoria de Higiene Pública do Ceará, enquanto os demais médicos estavam envolvidos com seus atendimentos nos consultórios e hospitais.
Deve-se mencionar que a grande maioria dos inspetores de saúde pública fez parte do Centro Médico Cearense, inclusive o Dr. Carlos Ribeiro. No entanto, como já abordado anteriormente, essa associação médica, farmacêutica e odontológica não teve em sua primeira fase uma atuação tão ativa nas questões da saúde pública e os médicos que tiveram participação tanto na Inspetoria de Higiene Pública como no Centro Médico tentavam utilizar-se dos seus cargos públicos para envolver e obter a aprovação dos outros profissionais em suas campanhas junto à população de Fortaleza.
―... O Dr. Carlos Ribeiro, Inspector de Hygiene, iniciou a leitura do novo regulamento de sua repartição, que vae ser apresentado ao Sr. Presidente do
228
Estado...‖229. Notou-se na leitura da revista Ceará Médico que em vários momentos
os inspetores da saúde pública e sócios do Centro Médico buscavam não somente envolver os outros médicos em suas ideias, mas também em conjunto aprovar alguns regulamentos e atuação da Inspetoria de Higiene Pública para depois serem apresentados ao presidente de estado. Assim, percebe-se que o Centro Médico teve