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Studentenes og profesjonsutøvernes læring knyttet til tradisjonelle læringsperspektiver

2. Kompetanseutvikling som prosess – dobbelt situert i en kontekstoverskridende

2.4. Studentenes og profesjonsutøvernes læring knyttet til tradisjonelle læringsperspektiver

O principal objetivo do terror se concentra na eliminação dos obstáculos para a progressão do movimento totalitário, anulando a origem da resistência ao governo totalitário. A resistência ao movimento totalitário é expressão da liberdade humana. Somente a capacidade humana de iniciar processos pode retardar o movimento da Natureza e da História acelerados pelo terror totalitário. Apenas o potencial de liberdade pode frear a necessidade.

O terror congela os homens para limpar o caminho do movimento da Natureza ou da História. Elimina os indivíduos para o bem da espécie; sacrifica os homens para o bem da humanidade – não os que acabam como vítimas do terror, mas na verdade todos os homens, na medida em que esse movimento, com seu início e seu fim, só pode ser

retardado pelo novo início e pelo fim individual da vida concreta de cada homem. A cada novo nascimento, nasce um novo começo no mundo, e

nasce potencialmente um novo mundo. (EU, p. 342/361; grifo meu).

Na ideologia totalitária, o progresso da Natureza e da História é um movimento “necessário”.142 Mas na perspectiva da afirmação da liberdade a adesão ao movimento

dessas leis não é automática. É possível aos seres humanos se opor ao sistema totalitário, assumindo sua responsabilidade e resistindo por meio de um movimento contrário ao movimento tido como necessário pela ideologia. Arendt sublinha a possibilidade dada aos seres humanos de ser oposição aos processos da Natureza e

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“Compreender... significa antes examinar e suportar conscientemente o fardo que os acontecimentos colocaram sobre nós – sem negar sua existência nem vergar humildemente a seu peso, como se tudo o que de fato aconteceu não pudesse ter acontecido de outra forma. Compreender significa, em suma, encarar a realidade, espontânea e atentamente, e resistir a ela – qualquer que seja, venha a ser ou possa ter sido”. (OT, p. xiv/21).

142 Arendt sustenta que o objetivo último do governo totalitário é a aplicação das leis da natureza e da

história. De modo que, os governantes totalitários são condicionados por essas leis, cabendo-lhes o papel de serem seus executores. As leis são necessárias para todos, com a diferença que uns a executam e outros as sofrem. A resignação diante dessas leis no mundo totalitário, para Arendt, indica uma realização da concepção hegeliana de liberdade. “A definição hegeliana da Liberdade como entendimento e aceitação da “necessidade” encontra aqui uma nova e pavorosa realidade”. (EU, p. 346/365).

77 da História, por meio de um novo processo, um novo movimento ou, na terminologia arendtiana, um novo começo. Para Arendt, o ser humano realiza a possibilidade de criar um novo começo porque ele é um novo começo. Somente o ser humano visto como ser iniciante (que inicia) é capaz de opor-se a esse movimento, interferindo na sua aceleração143 e retardando-o. A oposição resulta da ação “imprevista, livre e espontânea”. (EU, p. 342/361).

A ação espontânea e livre, nessas reflexões arendtianas, retarda o curso do progresso da Natureza e da História porque a imprevisibilidade e a contingência que a definem são contrárias à previsibilidade e à necessidade que constituem o movimento totalitário. Dito de outro modo: o mundo humano constituído pelas ações humanas é o contrário do mundo totalmente coerente, fabricado pela ideologia e pelo terror. O mundo humano é construído pelo modo peculiar de agir do ser humano, que tem a capacidade de iniciar novos processos, isto é, de estabelecer começos que não são determinados pela predestinação do movimento das leis da História e da Natureza.

Os governos totalitários não negam a existência da liberdade das ações humanas - como o faz muitos filósofos - ao contrário, reconhecem na factualidade da liberdade humana um grande perigo para a realização do projeto de dominação total. A liberdade é o principal inimigo144 do movimento necessário do totalitarismo. A liberdade

humana e a contingência do mundo humano constituído pelas ações humanas são os obstáculos que o terror identifica e anula, transformando o ser humano e o mundo em que habita. “Os dois grandes obstáculos no caminho dessa transformação são a imprevisibilidade, a inconfiabilidade fundamental do homem e a curiosa incoerência do mundo... a liberdade humana de mudar de opinião constitui um grande risco”. (EU, p. 351/371). A verdade inexorável da ideologia para se concretizar precisa anular o risco

143 A noção de movimento acelerado inclui a noção de movimento pré-determinado. A aceleração

possibilita a antecipação de um fim cujo conteúdo já foi dado no começo. O terror não cria um novo telos para o processo da História e da Natureza, sua função é, antes, antecipar a aplicação da sentença final de morte de indivíduos e de raças já decretada a priori. “A humanidade, quando organizada para marchar de acordo como o movimento da Natureza ou História, como se todos os homens fossem um só, acelera o movimento automático da Natureza ou da História a uma velocidade que, sozinho, ele nunca atingiria. Em termos práticos, isso significa que, em todos os casos, o terror executa na hora as sentenças de morte que a Natureza já pronunciou para os indivíduos e raças impróprias ou que a História já decretou para as instituições e classes moribundas, sem esperar pela eliminação mais demorada e menos eficiente que presumivelmente iria ocorrer de qualquer maneira”. (EU, p. 343/362).

144“A própria lei do movimento, Natureza ou História, aponta os inimigos da humanidade e não admite a

78 da mudança de opinião. O pensamento é uma atividade humana marcada pela imprevisibilidade. A imprevisibilidade e a inconfiabilidade humanas juntamente com a incoerência e contingência do mundo são as ameaças reais para o Terror transformar a realidade segundo a Ideologia. “O terror é necessário para tornar e manter o mundo coerente, para dominar os seres humanos até que percam a espontaneidade e, com ela, a imprevisibilidade especificamente de pensamento e ação”. (EU, p. 350/369).

O que Arendt deixa bem claro na sua análise da ideologia e do terror totalitários é que, se o objetivo do governo totalitário é a dominação total do ser humano, então a liberdade humana deve ser aniquilada, porque essa é a fonte das ações espontâneas que podem frear e criar estorvos para o movimento da Natureza e da História que tende para a destruição das raças e indivíduos indignos de viver e das classes agonizantes. “O terror é a realização da lei do movimento. O seu principal objetivo é tornar possível à força da natureza propagar-se livremente por toda a humanidade sem o estorvo de qualquer ação humana. (OT, p. 465/517).