TABLE 2: MEASURES AND LEVELS OF ACTION
C: Canada S: Sweden N: Norway
5.3.4 STRUCTURAL INITIATIVES
O Anuário do Agronegócio 2006/2007 menciona que o Brasil é o líder em vendas de carne bovina e ocupa a quarta posição em carne suína.
O FAS (2007) mencionou que as exportações brasileiras de 2007 tiveram um forte aumento na previsão, reavaliada em aproximadamente 13%, sendo o Brasil o principal exportador de carne bovina, e tal crescimento teve um impacto significativo no mercado mundial. Enfrentando restrições ao comércio relacionadas à febre aftosa, em mercados tradicionais, como a Rússia e a União Européia, o crescimento foi estimulado por um conjunto diversificado de produtos e um aumento nas vendas para mercados não tradicionais, tais como o Oriente Médio e Norte da África.
De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio - SRI (2006), as exportações de carnes brasileiras cresceram 31% (de US$ 6,148 bilhões para US$ 8,066 bilhões), resultado de um aumento de 15,5% na quantidade e preços mais elevados da carne bovina in natura (5%), frango in natura (17%) e suína (22,6%). Entre os produtos de maior participação, é importante destacar o crescimento das exportações de carne bovina in natura (23,2%, de US$ 1,9 bilhão para US$ 2,4 bilhões); frango in natura (33,3%, de US$ 2,5 bilhões para US$ 3,3 bilhões) e carne suína (50,9%, de US$ 744 milhões para US$ 1,1 bilhão). A ocorrência de febre aftosa nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná resultou em queda das exportações de carne bovina in natura no quarto trimestre de 2005. O valor exportado foi 6,6% inferior em relação ao mesmo período de 2004. Os preços apresentaram um incremento de 14,2%, enquanto a quantidade exportada teve uma redução de 18%.
O ANUALPEC (2006) faz uma observação quanto às campanhas difamatórias da produção brasileira de carnes; apesar disso, o país continua a ser o primeiro fornecedor de produtos alimentares para o bloco europeu. O Brasil vem se consolidando a cada ano e melhorando seu potencial de produção e de qualidade do produto final; mesmo com altas barreiras tarifárias e com limitações de ordem sanitária, o custo no país ainda é baixo em comparação com outros países.
Do ponto de vista de Nantes e Scarpelli, apud Batalha (2001), o principal problema não se encontra nas técnicas agropecuárias que, dentro da realidade de cada produtor, estão plenamente disponíveis. Ele reside na compreensão da realidade comercial, que impõe articulações com os segmentos pré e pós-porteira, novas formas de negociação e práticas de
gestão do processo produtivo. Além disso, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a articulação com os agentes da cadeia de produção e a conseqüente perda do poder
decisório, em troca de maior rentabilidade e estabilidade proporcionadas.
Pigatto (2001) considera que o segmento de abate e processamento também enfrenta o efeito da excessiva influência e capacidade de pressão das grandes redes de supermercados, que gradativamente vêm aumentando seu poder de barganha no mercado de carnes. Esse fator, acrescido do aumento do consumo de outras carnes, principalmente de carne branca, tem afetado o poder de mercado e a rentabilidade do segmento de abate e processamento, que, tradicionalmente, regulava o mercado de carne bovina no país, sendo responsável pela sua organização.
A EMBRAPA (2004) concorda que o processo competitivo entre cadeias e a evolução tecnológica na criação de bovinos de corte estão produzindo uma melhora na qualidade de carne no Brasil. Esse novo cenário aponta uma outra expectativa importante para o setor, que é o aumento da participação no cenário de consumo mundial. Projeções internacionais sinalizam para, em futuro próximo, a consolidação do Brasil como o principal fornecedor de carne bovina. Tal projeção não está calcada na condição de maior rebanho do mundo, mas sim na rápida e contínua evolução do modelo produtivo, do uso intenso de novas tecnologias e das condições favoráveis existentes para essa exploração no país.
No entanto, é necessário destacar a presença e uma coexistência entre os modelos de negócio da bovinocultura atual e o sistema produtivo tradicional, com ramificações em pontos do agronegócio pouco estruturados e competitivos. Essa coexistência acarreta um diagnóstico ainda negativo do setor, com problemas estruturais a serem superados em curto tempo, nas áreas de genética, nutrição, manejo sanitário, processos agroindustriais, ação governamental e ações de marketing segmentado do produto, entre outros fatores.
Um dos fatores que prejudicam a avaliação do desempenho da bovinocultura de corte é a falta de organização de suas informações, fato este que impossibilita obter dados de desenvolvimento e importância. No entanto, pode-se verificar que a bovinocultura de corte responde por 47% de toda a carne produzida no país. Com o maior rebanho comercial mundial de gado bovino, com cerca de 160 milhões de cabeças, o Brasil detém o segundo lugar,com 12% da produção mundial, sendo o terceiro maior exportador, com cerca de 800 mil toneladas no ano de 1999.
As pressões impostas pela globalização da economia têm exigido da pecuária brasileira, assim como de outros setores produtivos, uma reestruturação fundamentada na eficiência.
Na tentativa de atender a essa demanda, os segmentos produtivos têm procurado se ajustar, estabelecendo novos paradigmas, inovando e aprendendo a empregar a visão sistêmica.
Partindo desse pressuposto, busca-se, no presente estudo, atender ao interesse da autora no setor da pecuária bovina de corte, uma vez que, em sua dissertação de mestrado, estudou o tema Estratégias Empresariais nas Micro, Pequenas e Médias Indústrias de
Produtos Alimentícios na Região de Ribeirão Preto, e excluiu desse estudo as empresas
que utilizavam como matéria-prima insumos de origem animal.
Espera-se que a pesquisa possa contribuir com a cadeia produtiva da pecuária de corte e na prática aos micro e pequenos pecuaristas de corte, como um instrumento de melhoria para a tomada de decisões nas negociações, de forma que os resultados contribuam para a maximização dos lucros da atividade.
Para a coleta dos dados, contou-se com o apoio da Prefeitura Municipal, Secretaria do Planejamento e Secretaria da Agricultura e Abastecimento – e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI –, escritório de desenvolvimento rural de São José do Rio Preto.