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INITIATIVES IN RECRUITING MORE WOMEN Canada

TABLE 2: MEASURES AND LEVELS OF ACTION

C: Canada S: Sweden N: Norway

5.3.7 INITIATIVES IN RECRUITING MORE WOMEN Canada

Davis e Goldberg (1957, p.85), nos anos 50, perceberam que a agropecuária deveria ser compreendida de forma sistêmica, associada a todas as atividades a ela relacionadas.

Neves e Wedekin (1995) comentam que o enfoque sistêmico da competitividade no agribusiness globalizado é mais amplo do que o dos conceitos tradicionais. Uma empresa deve ser competitiva dentro de seu sistema e este, por sua vez, tem de ser eficientemente coordenado, para que mudanças no ambiente sejam rapidamente repassadas de um lado a outro do sistema, de forma a promover sua adaptação à nova realidade.

Contribuindo com a pesquisa, Batalha (1997) considera que a abordagem sistêmica de cadeias de produção agroindustriais acaba sendo um instrumento de investigação da dinâmica e do funcionamento de um Sistema Agroalimentar; portanto, analisando a cadeia produtiva, o alimento deve ser produzido, processado e entregue ao consumidor final, sendo que qualquer disfunção em uma dessas etapas básicas compromete toda a competitividade do setor, o que pode ser verificado com alguns incidentes, como a doença da vaca louca e a febre aftosa.

Goldberg (1968), citado por Batalha (1997), descreveu o conceito de Commodity System Approach ou Enfoque Sistêmico do Produto, que tem como ponto principal a orientação sistêmica, estabelecida pela inter-relação entre as atividades de produção, processamento e distribuição de alimentos. Por definição, um sistema é compreendido pela união de seus elementos através de uma rede de relações funcionais, que se resumem na interdependência entre as partes, influenciando e sendo influenciado pelo ambiente externo, comportando-se de forma a atingir um objetivo determinado (SILVA e BATALHA, 1999; TRIENEKENS et al., 1998; BIO, 1985).

Neves et al. (2000, p.64) consideram que o pensamento sistêmico do agribusiness deve estar na mente de todos.

Nesse contexto, o enfoque sistêmico do produto examina a forma como as atividades de produção e distribuição de uma commodity se organizam numa economia e questiona a maneira de elevar a produtividade de tais atividades através de melhores tecnologias, instituições ou políticas de coordenação (STAATZ, 1997). Para o autor, a análise sistêmica inclui:

a) descrição da estrutura atual (atividades, agentes e as regras envolvidas);

b) explicação de como e por que tal estrutura surgiu;

c) análise das implicações de tal estrutura sobre o desempenho econômico, presente e futuro;

d) análise de possíveis pontos de mudança sobre o desempenho do sistema.

Para Silva et al. (1998) e Silva e Batalha (1999), a generalidade dessa análise sistêmica acaba por gerar, em princípio, um melhor entendimento de fatores que afetam o desempenho global, podendo estes estar presentes em qualquer ponto da estrutura, a exemplo de problemas, que expressam seus efeitos em apenas determinado componente do sistema, apresentando suas causas remotamente localizadas no espaço e, ou, no tempo.

Silva et al. (1998, p.27) lembram que:

“não é suficiente para um referencial conceitual sistêmico identificar quais são seus elementos, se não se analisam sua estrutura, as funções e disfunções estruturais dos seus elementos, bem como aspectos relacionados ao equilíbrio, controle, mecanismos regulatórios, mudanças e trajetórias dos sistemas nos diferentes cenários políticos-sócio-econômicos”.

Por sua vez, Salazar (1999, p. 117), em sua conceituação, determina a dimensão que deve ser dada a uma análise organizacional, e complementa que a moderna administração promove a análise da organização como um sistema aberto e pertencente a um sistema ainda maior, a sociedade. Também defende a idéia que se deve interpretar a organização como um fluxo contínuo, onde as informações, materiais e energia são processados, e novamente processados, em um constante feedback, denominado por ele “a chave dos controles do sistema”.

Revendo os conceitos, entende-se que a pecuária vem sendo introduzida num modelo sistêmico de análise integrada que diversos autores denominam Complexo Agroindustrial (Reis e Carvalho,1999, p. 58; Brisola, 2000, p. 04), Rede Agroalimentar (Neves et al., 2000, p. 200), Sistemas Agroindustriais (Batalha, 1997, p. 30) ou Commodity Sistem Approach (CSA) (IEL, CNA & SEBRAE, 2000, p. 19). O conceito de Cadeia Alimentar ou Cadeia Produtiva surge no segmento do respectivo produto de origem, na presente tese, a carne bovina. Buzzo e Batalha (2000, p. 230) evidenciam a cadeia como a formadora de sistemas integrados que definirão uma marca, em breve tempo. Dessa forma, acreditam os autores supracitados que a pecuária assim se deve ver e ser vista, no mercado de carnes: pertencente a um complexo sistêmico.

Contribuindo com a literatura, Marion et al. (1986) dizem que o enfoque sistêmico tem sua atenção voltada ao processo vertical de adição de valores ao produto final e à coordenação necessária para que se sincronize e se integre de forma eficiente a contribuição de cada elo do sistema, garantindo, assim, que o produto final seja, de fato, o que se foi demandado.

“A concepção holística da teoria sistêmica permite ver a organização como uma totalidade composta de funções e processos inter-relacionados". Esta conceituação determina a dimensão que deve ser dada a uma análise organizacional. Postula-se, ainda, que a moderna administração promove a análise da organização como um sistema aberto e pertencente a um sistema ainda maior, a sociedade (SALAZAR, 1999, p. 117).

Partindo desse pressuposto, o interesse do consumidor deve determinar os critérios que devem ser seguidos na produção da carne bovina. IEL, CNA & SEBRAE (2000, p. 104) levantam diversos referenciais de interesse do consumidor no que tange à Cadeia Produtiva da Carne Bovina. Entre eles, destacam-se a preocupação com as preferências alimentares (sabor, maciez, etc.), saúde e nutrição, segurança alimentar (transgênicos, doenças, etc.), preço, ponto e condições de venda, meio ambiente, etc., estabelecendo um pool de critérios que determinam a qualidade a ser percebida pelo mesmo. Nesse contexto, a questão ambiental formula suas exigências. "As atividades empresariais do setor agropecuário deverão continuar a buscar retornos econômicos, mas com respeito às pessoas, ao desenvolvimento sustentado e com responsabilidade ecológica. É preciso lembrar que a ênfase ao meio ambiente condiciona a proposição de novos paradigmas de administração, fazendo com que interesses da sociedade se sobreponham aos interesses do empresário rural". (ANDRADE, 1999, p. 62).

Mediante o exposto, encontra-se no enfoque sistêmico do agronegócio o arcabouço teórico necessário à compreensão da forma por meio da qual a cadeia produtiva da pecuária corte funciona, e pode-se dizer que ela é um conjunto de todas as operações que envolvem atrás, dentro e pós-porteira, a produção e distribuição dos insumos rurais, as operações de produção nas fazendas; estocagem, processamento e distribuição de produtos agrícolas e produtos gerados na propriedade rural e os demais envolvidos no processo.

Nesta tese, estudaram-se apenas os aspectos citados pelos autores como setores “antes da porteira” ou “a montante da produção agropecuária”, que são compostos basicamente pelos fornecedores de insumos e serviços, como: máquinas, implementos, defensivos, fertilizantes, corretivos, sementes, tecnologia e financiamento, e “dentro da porteira” ou “produção agropecuária”, que é o conjunto de atividades desenvolvidas dentro das unidades produtivas agropecuárias (as propriedades), ou produção agropecuária, que envolve preparo e manejo de solos, tratos culturais, irrigação e criação dos animais.