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The strong drive to work and distaste for non-productive use of time

In document Men in Manual Occupations (sider 183-187)

Assentando este trabalho em um projeto, o método proposto para a elaboração do presente trabalho é o de trabalho-projeto. Assim para um museu virtual, o operador entra no processo para desenvolver o projeto. Segundo Rangel e Gonçalves, não é possível garantir uma só linha de trabalho em que o rigor deve ser a ordem e reflexão (Rangel, Gonçalves, 2011, p. 22).

O nosso tema de trabalho tem a utilidade de procurar contribuir para a construção de um museu virtual, através das cartas náuticas existentes na cartoteca do Instituto Hidrográfico. Este trabalho foi proposto pelo orientador em protocolo com a Faculdade de Letras e o Instituto Hidrográfico.

O trabalho seguiu a metodologia de investigação – ação. O investigador tem ação sobre o objeto de estudo. Portanto a investigação – acção é uma representação do objeto de estudo com todas as falhas e vantagens. As suas falhas sejam possível o factor inconstante humano que por si pode ser a vantagem de produção de efeito. Sendo do ponto de vista objetivo, uma tentativa de salvar fenómenos. Como indica Esteves (1999, p. 254) “uma concepção pragmática do conhecimento”.

É necessário indicar um contexto sobre o tema, assim a cartografia portuguesa pode ser definida como um processo ao longo do tempo. As primeiras cartas são carta- portulano do século XIII, relativas ao Mediterrâneo. As escalas, latitudes e a navegação por astros foram desenvolvidas em finais no século XV.A descoberta da loxodromia e a sua representação por uma linha reta e a projeção de Mercator; e o aperfeiçoamento do cronómetro, pelo inglês John Harrison, em finais do século XVIII permitiu a determinação da longitude na representação do mar. Foi Pedro Nunes, matemático, quem descobriu o conceito de loxodromia de inspiração de projeção em Mercator. A representação cartográfica foi importante para o estabelecimento das viagens numa tentativa rigorosa da navegação.

A cartografia portuguesa recebeu influência de várias escolas, principalmente pelo Mestre Jaime de Maiorca, que a pedido de D. Henrique, no século XV para a expansão ultramarina, usada no caso da redescoberta do Arquipélago da Madeira. A importância da cartografia tem uma ligação direta com o comércio.

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Determinadamente neste século, o conhecimento de cartas náuticas era ainda escasso e quando se encontra ao nível da carta náutica não sabe o produtor. Sabemos que a cartografia é uma forma de arte, portanto a forma de arte era transmitida entre pais e filhos (família Reinel, a família Homem ou a família Teixeira) (Canas, 2019).

A cartografia pode ser dividida em duas vertentes, prática e decorativa. A prática utilizada em novo dia-a-dia, enquanto a outra é a decorativa como forma preciosidade com função de decoração. Aliás, poucos exemplos da cartografia prática chegaram ao tempo de hoje, enquanto a decorativa indicava numa forma bela a fauna e a flora, servindo a representação do exótico sobre a tela do pensamento do homem do renascimento.

A construção das cartas é a construção de cartas portulano, criando uma rede de ligações que funcionava. Os erros eram cada vez maiores porque as viagens eram cada vez maiores, tendo-se tentado resolver os problemas, usando a navegação por astros no século XV, que permitiu saber a latitude com algum rigor. Pois os elementos cartográficos trouxeram maior rigor na navegação. As cartas portuguesas não apresentavam esta escala pelo simples facto de a determinação desta coordenada não ser possível naquele tempo, tendo sido resolvida apenas no século XVIII.

Assim, as formas de pesquisa usadas foram, para além da utilização da biblioteca da Universidade de Lisboa, as ferramentas de pesquisa Web of Science, RCAAP, Google Académico, B-On e Jstor. As pesquisas nestes repositórios foram feitas em português e inglês, tendo sido selecionados os últimos cinco anos, ou seja, 2015-2019. Usámos sempre os mesmos termos para encontrar diversos resultados, que nos ligassem à unidade metodológica.

A estratégia usada na Web of science foi a da pesquisa booleana, com os termos "cartography + virtual museum", "cartography", "digital museum", "virtual museum", “digital archives” e “nautical cartography”. Todos os termos pesquisados foram em inglês, porque o repositório tem informação pesquisável em inglês. Usando sempre os termos mais relevantes ou mais citados relacionados com o tema.

Quanto aos resultados, "cartography + virtual museum" apresenta 7 resultados, portanto a pesquisa deverá ser mais geral. Tentámos encontrar uma ligação que mostrasse o âmbito de ambos. Foi também usado o termo "cartography", tendo-se obtido 7.716 resultados, refinando para área de ciência da informação para um total 44

artigos pesquisáveis entre 2015 e 2019. O termo “digital museum” tinha 175 artigos. Porém, reduzindo para os últimos cinco anos, contém 50 artigos, isto é, a partir de 2015. O termo "virtual museum" tinha 415 artigos, reduzindo para os últimos cinco anos, desde 2015, reduzindo para área de ciência de informação para 14 artigos. Com o termo “digital archives” recuperou-se 615 artigos, definindo-se a pesquisa para os últimos cinco anos, até 2015, tendo esse número diminuído para o termo 63 artigos no âmbito da ciência da informação. E, por fim, o termo “nautical cartography” contém 20 artigos no web of science.

A pesquisa no RCAAP apresenta resultados de âmbito mais geral. Efetuou-se a Pesquisa em português, pois é um repositório em português. Os termos pesquisados são ‘cartografia’, ‘cartas náuticas’, ‘museu virtual’ e ‘arquivo digital’. Havendo também termos compostos como ‘cartografia + museu’ e ‘cartografia + catalogação’.

No RCAAP, o termo ‘cartografia’ contém 4.469 resultados. Porém quando delimitamos a pesquisa a os últimos cinco anos, obtiveram-se 2073 artigos. Com o termo ‘cartas náuticas’, recuperaram-se 82 artigos, todavia pela pouca quantidade não foi colocado nenhum termo anual. O termo museu virtual contém 592 artigos, tendo diminuído, quando se delimitou a pesquisa aos últimos cinco anos. O termo ‘arquivo digital’ contém 1.487 artigos, diminuindo a pesquisa para os últimos cinco anos e os termos compostos como ‘cartografia + museu’ contém 176 artigos, o termo ‘cartografia + catalogação com 52 artigos’.

O Google Académico foi onde se pesquisou mais termos. Tentou-se sempre ver os termos mais relevantes em português e inglês, fazendo uma pesquisa híbrida. Os termos pesquisados são ‘cartografia’, ‘cartas eletrónicas náuticas’, ‘cartas náuticas’, ‘museu virtual’, ‘museu virtual digital’, ‘museu digital’, ‘desmaterialização’, e ‘cartografia náutica’.

O termo “cartografia” em português contém 78 mil resultados. Porém, circunscrevendo a pesquisa aos últimos cinco anos, recuperou-se 16.200 resultados, pesquisando-se os mais relevantes. O termo “cartography” recuperou 501 mil títulos, ficando os últimos cinco anos em 35.300 resultados. O termo “cartas eletrónicas” náutico contém 173 resultados. O termo inglês 4.770 resultados nos últimos cinco anos. O termo “cartas náuticas” obteve, nos últimos cinco anos, 1.050 resultados. O termo inglês 1350 resultados nos últimos cinco anos. O termo “museu virtual” 802 resultados.

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