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5.3 U ØNSKET SUPPORTERATFERD

5.3.2 Strategier for å hindre uønsket supporteratferd

A “gestão ambiental” é uma nova área do conhecimento e este fato vem causando alguma confusão entre os especialistas em meio ambiente. Para Ortega e Rodrigues (1994

apud SCARDUA, 2003), a gestão do meio ambiente pode ser definida como um conjunto de

ações para levar ao fim uma política de meio ambiente, ou alcançar a manutenção de um capital ambiental suficiente para que a qualidade de vida das pessoas e do patrimônio natural seja a mais alta possível dentro de um complexo sistema de relações econômicas e sociais que condicionam tal objetivo. Por outro lado, Fernandez-Vitória (1997 apud SCARDUA, 2003) a define como o conjunto de atividades, meios e técnicas que tendem a conservar os elementos do ecossistema e as relações ecológicas entre eles, em especial quando se produzem alterações provocadas pelo homem.

DeacordocomBruns (2002),“agestão ambientalvisaordenarasatividadeshumanas paraqueestasoriginemomenorimpactopossívelsobreomeio.Estaorganizaçãovaidesdea escolhadasmelhores técnicas atéo cumprimentodalegislaçãoeaalocação correta de recursos humanos e financeiros”. Ainda segundo a autora, “o que deve ficar claro é que 'gerir' ou

'gerenciar' significa saber manejar as ferramentas existentes da melhor forma possível e não necessariamente desenvolver a técnica ou a pesquisa ambiental em si”2.

Nesse sentido, conforme observa Lima (2002, p. 3), “hoje o termo gestão aparece sem maiores dificuldades no campo das políticas públicas, mas historicamente o seu emprego origina-se no domínio do privado, especialmente como um conceito jurídico administrativo”3.

Godard (1997, p. 209) ao analisar os conceitos e as instituições implicadas no projeto de uma gestão mais integrada dos recursos naturais e do meio ambiente, também afirma que o conceito de gestão surgiu no domínio do privado e “diz respeito à administração dos bens possuídos por um proprietário”. Para o autor, no conceito original estão em jogo duas idéias importantes:

[...] a) esses bens são suscetíveis de serem apropriados por pessoas, mas eles podem ser separados dessas pessoas a ponto de sua administração poder ser confiada a um terceiro; b) repousando sobre uma relação entre um sujeito (o titular do direito de propriedade ou seu representante) e um objeto (o bem possuído), a relação de gestão pressupõe que o vir-a-ser do objeto, incluindo-se aqui sua destruição, submete-se aos projetos, usos e preferências do sujeito, o que manifesta a concepção plenamente desenvolvida do direito de propriedade que é, de forma última, um direito de destruir. (RÉMOND-GOUILLUD, 1989, apud GODARD, 1997, p. 209).

Resgatando essas idéias, Lima (2002, p. 5) afirma que:

11 Para a autora pode estar aí o foco da confusão de conceitos entre a enorme gama de profissionais em meio

ambiente, pois muitos desses profissionais desenvolvem parte das inúmeras ferramentas de gestão ambiental, porém, nem sempre, a compreendem como um todo. Esta função pertence aos gestores ou gerentes ambientais, que devem ter uma visão holística apurada.

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Para Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, gestão provém do latim gestione e significa “1. Ato de gerir, gerência, administração. Gestão de Negócios. Jur. 1. Administração oficiosa de negócio alheio sem mandato, ou sem representação legal” (1999, p. 685). O Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis traz o mesmo sentido: “1.Ato de gerir. 2. Administração, direção. G. de Negócios: administração oficiosa de negócio alheio, feito sem procuração.” (MICHAELIS, 1998, p. 915).

[...] hoje, quando se formula o conceito de gestão ambiental, anuncia- se muito mais do que a simples gerência de bens privados por um terceiro mandato, sem procuração ou representação legal [...]. Em projetos, planos e atividades pautadas pelas diretrizes do conceito de desenvolvimento sustentável4, o emprego do termo gestão deixa a raiz

gerir e se acomoda no significado de gestar. Não se restringindo mais

à gerência de bens particulares (ou públicos), mas também ao planejamento, à discussão pública, à implantação, ao monitoramento e à avaliação de planos, programas e atividades, isto é, de gestão — da gestação coletiva — de políticas públicas ambientais e de desenvolvimento.

Ainda, segundo Lima (2002, p. 5), “a gestão vista pela administração é tida como a própria gerência do bem econômico, envolvendo todo o processo administrativo na busca de atingir metas e os objetivos traçados (de planejamento, de organização, de produção, de rentabilidade, de comercialização)”.

Assim considerada como um processo, a gestão possui características dinâmicas e flexíveis. “A cada mudança ou incremento no sistema produtivo (crescimento, expansão, complexidade), a gestão incorporava mecanismos de administração e um maior controle do processo do trabalho” (LIMA, 2002, p. 5).

Nesse contexto, é possível afirmar que os modelos de gestão adotados pelas organizações são estabelecidos conforme uma dada situação, isto é, composta por uma realidade histórica, política, social, econômica e ambiental.

Por esta razão, “em cada período de tempo, predominam certas abordagens (ou modelos), os quais são complementados ou questionados por modelos mais recentes que já incorporam novas variáveis” (PEREIRA, J., 1995, p. 8). Esta afirmação caracteriza-se como uma tendência, não significando que todas as organizações ajustarão, necessariamente, a sua evolução gerencial

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O conceito de desenvolvimento sustentável utilizado pelo autor refere-se à matriz conceitual estabelecida por Sachs (Estratégias de Transição para o Século XXI. In: Burstyn, M. [org]. Para pensar o desenvolvimento

de acordo com as mudanças no seu contexto – há empresas que não evoluem ou não acompanham a velocidade das mudanças e tornam-se obsoletas.

Ao longo da história da ciência da administração, pôde-se registrar algumas Escolas da Administração que, em dado momento, sobressaíram-se a outras por responderem e se adequarem melhor à realidade da época. Tais Escolas trouxeram consigo seus respectivos modelos de gestão, como, por exemplo: a escola das relações humanas, a abordagem estruturalista da administração, a abordagem dos sistemas abertos e, dentre outras, a abordagem contingencial da administração que, segundo Lima (2002, p. 6) “passa a abordar a influência nas condições e no espaço de trabalho, da tecnologia e dos sistemas culturais, políticos, econômicos e sociais. Abre-se a gestão da produção às influências e condicionantes ambientais, internas e externas ao processo produtivo”.

Para Lima, o surgimento do modelo da escola da abordagem contingencial da administração foi um passo importante para a aproximação entre gestão de negócios e a gestão ambiental, na medida em que variáveis ambientais internas e externas ao processo produtivo passaram a exercer influência e assim nortear e balizar as tomadas de decisão que o conduzem. Atualmente, é impossível fazer gestão de negócios e gestão ambiental sem que as variáveis internas e externas sejam efetivamente consideradas.

A década de 1980 trouxe o estabelecimento do modelo de gestão participativa, o qual rompe com o modelo taylorista e fordista no que diz respeito à prática de separação entre as “tarefas de concepção e execução, da fragmentação e da especialização das tarefas e da desresponsabilização do trabalhador com a produção e com a vida da empresa” (LIMA, 2002, p. 6).

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sustentabilidade social, sustentabilidade econômica, sustentabilidade ecológica, sustentabilidade espacial e sustentabilidade cultural.

O princípio da participação aqui executado por técnicos de empresas em todo o processo produtivo — planejamento, implantação, monitoramento e avaliação, foi também sendo incorporado por técnicos ambientais que passaram a definir a gestão ambiental como processo participativo, indo além do significado restrito de gerência e de direção para estabelecer um fluxo entre planejamento, implantação, monitoramento e avaliação dos recursos naturais.

Além da concepção de gestão enquanto um processo global — que permite romper com os limites impostos pelo gerenciamento restrito do bem econômico, ampliando a atuação do gestor a um ciclo que vai desde o planejamento à análise dos resultados, Lima (2002, p. 7) ainda traça outros paralelos entre o modelo de gestão de negócios e o modelo de gestão ambiental, tais como:

• A denúncia da falta de racionalidade do processo produtivo. Na empresa está caracterizada pelo foco na produtividade, e, na gestão ambiental está caracterizada pelo foco na utilização mais racional dos recursos, na prevenção e previsão de futuros danos ou acidentes, no controle do desperdício, no reaproveitamento de materiais.

• Planejamento e internalização. O Planejamento permite antever e prevenir possíveis percalços e acidentes nos empreendimentos. A internalização consiste em integralizar todos os custos do processo produtivo, inclusive os danos causados pela externalização dos impactos ambientais negativos (degradação, poluição, contaminação...). Ambos estão presentes nos dois casos. • Apelo à participação. Envolvimento coletivo nas organizações empresariais e

• O controle da participação. Em ambos os casos a participação se efetiva mediante critérios definidos pelas gerências técnico-administrativas.

• Os limites impostos à participação. A participação é limitada, pois não deve gerar conflitos. Nos dois casos, pode-se restringir os debates aos objetivos dos projetos.

Diante do exposto, é possível perceber as semelhanças e as complementaridades entre gestão de negócios e gestão ambiental; logo, por conseqüência, entre crescimento econômico e preservação ambiental. Isso nos leva ao conceito de desenvolvimento sustentável: “O Desenvolvimento Sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações atenderem as suas próprias necessidades”. (NOSSO..., 1988, p. 46).

Esse conceito se propõe a, de um lado, coroar e harmonizar a relação entre crescimento econômico, gestão de negócios e necessidades do presente e, de outro lado, preservação ambiental, gestão ambiental e necessidades futuras.

Assim, a evolução do conceito de gestão ambiental vem acompanhando o processo de mudanças em todas as dimensões da vida contemporânea. A partir dos anos 70, uma das questões centrais que emergiram no contexto internacional diz respeito à questão ambiental, principalmente no que se refere ao grau de compatibilidade entre o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente. De fato, a antiga divisão entre os defensores da natureza, ditos ecologistas, e os que pregavam a exploração irrestrita dos recursos naturais, visando o desenvolvimento econômico, acabou sendo minimizada com o surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável.

A incorporação desse conceito e a sua conseqüente aplicação pelas organizações acarretaram uma mudança no padrão de atuação, bem como na formação de profissionais com diferentes perfis: agregando a visão ambientalista à exploração “racional” dos recursos naturais.

A ampliação da consciência coletiva em relação ao meio ambiente e a complexidade das atuais demandas ambientais da sociedade impõem um modelo de gestão ambiental compatível com essa nova realidade. Qualquer intervenção será insuficiente se não forem considerados os aspectos políticos, econômicos sociais e culturais.

Nessa perspectiva, Lanna (2000, p. 75) define a gestão ambiental como um processo de articulação das ações dos diferentes agentes sociais que interagem em um dado espaço com vistas a garantir a adequação dos meios de exploração dos recursos ambientais — naturais, econômicos e sócio-culturais — às especificidades do meio ambiente, com base em princípios e diretrizes previamente acordados e definidos.

Para efeito deste trabalho, a gestão ambiental deve integrar dialeticamente as organizações privadas,as organizações públicas, o terceiro setor e a sociedade civil. Sendo que a cada um desses atores cabe desempenhar suas funções, cumprir com suas responsabilidades e buscar sempre equilibrar a equação entre uso racional dos recursos naturais, promoção social e desenvolvimento econômico, correspondendo, dessa forma, ao princípio do desenvolvimento sustentável.