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Quelles sont les stratégies choisies par les élèves ?

C’est chouette 1 Ouverture 8

5 CINQUIÈME PARTIE : UNE ÉTUDE PRATIQUE

5.5 La fin de l’année scolaire : contrôle des connaissance

5.5.2 Quelles sont les stratégies choisies par les élèves ?

O registro que o aluno realiza pode levar o professor a refletir sobre a própria prática e avaliar o nível de conhecimento do aluno e da turma. Weffort (2001) afirma que o registro permite a revisão de direcionamentos realizados, pois admite a avaliação sobre metodologias, constituindo fonte de verificação e replanejamento para a adequação de ações futuras.

No processo de ensino e aprendizagem, o registro é importante e pode ser realizado em dois momentos distintos: durante e após a aula. No primeiro momento, aponta os dados mais relevantes que foram anotados. No segundo, acontecem as observações e reflexões dos dados coletados e as interpretações à luz de novas hipóteses de situações de ensino, pensando nas necessidades de aprendizagem (WEFFORT 2001).

De acordo com as colocações da citada autora, o educador, leitor e produtor de significados analisa com rigor as suas práticas pedagógicas; entretanto, não basta uma reflexão individual, é preciso que ocorra a socialização desses registros, para se tornarem ferramentas de interação entre pares.

Os registros servem como subsídios para o trabalho do professor e podem ser efetuados por meio de fotos, vídeos, áudios, relatos, produções escritas de professores e alunos, esquemas, imagens, portfólios, cadernos, transcrições e outros. Na óptica de

Weffort (2001), o registro é história, memória individual ou coletiva perpetuada na palavra grafada; é um exercício no processo de apropriação do pensamento. Por meio dele pode ocorrer a sistematização de um estudo ou de uma situação de aprendizagem, no entanto, é preciso selecionar o que é relevante a ser registrado.

Dependendo de sua finalidade, os registros podem ter enfoques distintos. Seguem alguns exemplos: a) registro com foco na rotina cotidiana − presença ou falta de alunos; problemas disciplinares; dúvidas de alunos; comportamento; pesquisas realizadas; questionamentos importantes; b) registro de atividades − descrevem objetivos alcançados;

materiais empregados; como foram organizados os alunos para executar as propostas do professor; o que foi produzido; interesse pelo tema; pertinência das questões levantadas; e c) registro sobre as crianças − desenvolvimento e comportamento de cada criança; aspectos cognitivos; e aspectos emocionais (EDUQA.ME NA ESCOLA, 2016).

Todas as formas de registro são válidas e podem ser realizadas concomitantemente. A trajetória do aluno não é feita somente de sucesso, é preciso valorizar os processos, as tentativas de descobertas, falhas ou dificuldades superadas. Esse registro deve ser fidedigno à situação catalogada, deve mostrar a realidade vigente.

Assim, “o ato de observar envolve todos os outros instrumentos: a reflexão, a avaliação e o planejamento, pois todos se intercruzam no processo dialético de pensar a realidade” (WEFFORT, 1996, p. 2). A autora versa sobre a importância do movimento de trazer para dentro de si a realidade registrada, para pensá-la e interpretá-la. Quando se reflete sobre o que se escreve, tem-se dois movimentos: a observação, que avalia, diagnostica; e o movimento de devolução, de sair de si para externar novas atividades.

O registro é um importante instrumento pelo qual o professor pode analisar vários enfoques, como: reflexões sobre a prática docente; diagnósticos; acompanhamento do desenvolvimento do aluno; e meio de comunicação entre a família e a escola e também entre coordenadores e professores. Os registros realizados pelo aluno em seu caderno podem se tornar uma importante fonte de informação que envolve vários aspectos importantes de sua vida escolar.

2.3.3.1 Caderno

Entre muitos tipos de registro está o caderno, e a cada término do ciclo escolar milhões são descartados e com eles os traços de aprendizagem se perdem − poucas famílias têm o hábito de conservá-los. Eles acompanham alunos e professores em todo o contexto escolar, durante todas as fases de ensino, desde a educação infantil até a pós-graduação. Apresentam, em cada etapa, finalidades específicas, são instrumentos didáticos que influem no processo organizacional de professores e alunos, servem também como registro do cotidiano, como processo de comunicação e avaliação.

Os cadernos escolares são um dos recursos didáticos mais frequentemente utilizados nas escolas. Pesquisas na área de educação têm utilizado os cadernos como fonte de informações para compreender aspectos do cotidiano escolar, principalmente nas pesquisas de caráter histórico. Para conhecer as informações registradas nos cadernos e identificar os

métodos educacionais, faz-se necessário saber como foram elaborados, como são utilizados e de que forma se inserem no contexto escolar (PERETTA E SOUZA, 2005).

As autoras supracitadas explicam que os cadernos, a partir de sua origem, estiveram associados ao controle nas unidades de ensino, desde o escolanovismo2, que o utilizou e defendeu seu emprego em grandes proporções. Antigamente, preconizava-se a padronização dos conteúdos desses cadernos, para que o diretor da escola tivesse acesso, a partir de qualquer exemplar, das práticas da sala de aula.

Na premissa de Peretta e Souza (2005), controlar e obter informações sobre o aluno faz parte das práticas do professor; assim, o caderno serve como registro das atividades realizadas pelos alunos na sala de aula e cumpre a função de proporcionar o controle e o conhecimento por parte do docente. Pelas páginas do caderno é possível identificar o que o aluno realizou ou não, como ele fez, quais foram os erros e acertos. Mesmo as correções podem ser analisadas, já que o uso da borracha deixa marcas. As autoras explicam que cadernos podem identificar possíveis avanços e retrocessos na aprendizagem, pequenas ou significativas mudanças no desempenho dos alunos.

Os cadernos podem ser instrumentos que diagnosticam a realidade escolar do estudante. Chartier (2012) afirma que os professores devem conscientizar que, pelo mesmo, é possível avaliar os alunos em vários aspectos, ou seja: se seguem um manual ou não; se adotam rotinas tranquilizadoras ou, ao contrário, não param de variar a forma dos exercícios; se escrevem muito ou pouco; se os traços escritos em geral são acabados ou incompletos; se a progressão das atividades é clara ou não: e se as atividades são datadas ou não.

Os cadernos podem auxiliar o professor a compreender a personalidade do aluno, as atividades registradas nos cadernos que se diferenciam muito do perfil do aluno podem ser vistas com desconfiança, como não sendo produção do mesmo. Desvelam traços dos estudantes: o esporte, a música e outras atividades escolares que eles adoram. Retratam também o modo como se relacionam com o saber e com a escola, e a não realização de tarefas frequentemente pode demonstrar falta de interesse ou motivação, dificuldades, não gostar da

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A Escola Nova, também chamada de Escola Ativa ou Escola Progressiva, foi um movimento de renovação do ensino, que surgiu no fim do século XIX e ganhou força na primeira metade do século XX. Disponível em:

escola e preguiça. São fontes de informações muito ricas, podem auxiliar psicólogos e especialistas a realizarem diagnósticos de aprendizagem.

Graças ao caderno as crianças realizam experiência de produção em longo prazo, se tornam autores e escribas. Esse trabalho de escrita diária reforça o sentimento de competência e êxito na aprendizagem. A apresentação da escrita para alguns alunos não tem muita importância, e atrás de uma escrita rápida e feia é possível encontrar um exercício bem- sucedido (CHARTIER, 2012).

Ainda que os cadernos pertençam aos alunos e sejam, primordialmente, preenchidos por eles, também são espaços de registros daquilo que é ensinado, relatam as práticas dos professores e a interação entre professor e aluno. Deste modo, os cadernos também oferecem subsídios para os coordenadores e especialistas acompanharem a dinâmica dos docentes.

Na visão da autora, por meio do caderno o professor pode observar se a consigna foi bem executada, se o aluno compreendeu o conteúdo ou apenas copiou de amigos. Paralelamente, pode ter uma visão intuitiva de dois aspectos: a) o progresso da criança − se efetuou ou não a resolução dos exercícios, trabalhou mais rápido ou lentamente, foi capaz de corrigir os erros, escrita desastrosa, o caderno foi utilizado para desenhos e outros fins; e b) o trabalho foi interessante do ponto de vista pedagógico − se a maioria dos alunos fez parte da tarefa, e abandonou o restante, significa que a formulação da questão não foi pertinente, paralelamente, se o exercício for muito fácil, tem um papel diferente. Assim o caderno revela a dinâmica da aprendizagem e possibilita ao professor avaliar os aspectos pedagógicos com relação ao nível da turma

Esses cadernos explicitam o perfil do aluno, as características do professor e revelam várias dimensões do trabalho docente, tais como: saberes; planejamentos; direcionamentos; metodologias; organização didática; memórias; discursos e marcas.

Em continuidade à formação docente e aprendizagem discente, abordada neste capítulo, será ponderado o contexto sociopolítico, cultural, econômico e educacional brasileiro. Também, discorrer-se-á sobre o estado de Minas Gerais e o município de Ituiutaba, abordando os aspectos acima citados.

CAPÍTULO 3 − CONTEXTO SOCIOPOLÍTICO, CULTURAL E ECONÔMICO