5. DATA
5.3. D ATA USED IN THE INTEREST BARRIER RULE TESTS
4.3.1 Caracterização e avaliação dos artigos
Nas Tabelas 1 e 2 constam dados referentes à caracterização dos 49 artigos selecionados.
Tabela 1- Distribuição dos estudos conforme país, ano de publicação, área profissional dos autores, cenário e temática. Fortaleza, 2011
Variáveis Frequência %
País do estudo
Canadá 13 26,7
Estados Unidos da América 8 16,4
Holanda 5 10,2 Reino Unido 5 10,2 Suécia 4 8,2 Austrália 3 6,1 China 2 4,1 Noruega 2 4,1 Nigéria 1 2,0 Itália 1 2,0 Germânia 1 2,0 Alemanha 1 2,0 Coreia 1 2,0 Hong Kong 1 2,0 Brasil 1 2,0 Total 49 100 Ano de publicação 2009 8 16,4 2008 5 10,2 2007 3 6,1 2006 8 16,4 2005 4 8,2 2004 3 6,2 2003 6 12,0 2002 5 10,2 2001 5 10,2 1999 2 4,1 Total 49 100 Área profissional dos
autores
Fisioterapia 17 34,6
Multiprofissional 11 22,5 Terapia ocupacional 3 6,2 Enfermagem 2 4,1 Total 49 100 Cenário do estudo Unidade de reabilitação 30 61,5 Não referido 7 14,5 Domicílio 6 12,0 Hospital 6 12,0 Total 49 100 Temática do estudo Programas de exercício/ terapias para melhorar a
mobilidade
20 40,8 Consequências de pacientes
com AVC 14 28,6
Mobilidade 11 22,4
Uso de escalas em pacientes
com AVC 4 8,2
Total 49 100
De acordo com a Tabela 1, observa-se a diversidade de locais onde foram publicados artigos com a temática do estudo. Entre os quinze diferentes países, destacam-se o Canadá e os Estados Unidos da América com 26,7% e 16,4% das produções, respectivamente. No Brasil, encontrou-se apenas uma publicação.
No tocante ao ano de publicação, com exceção de dois artigos datados de 1999, os demais foram publicados a partir do ano de 2001. Em 2009, obteve-se o maior número (16,4%).
Os profissionais responsáveis pelos artigos eram na sua maioria fisioterapeutas (34,6%), seguidos pelos médicos (32,6%). Também houve um considerável número de publicações de equipes multiprofissionais (22,5%). Entre estas equipes estavam mais presentes os fisioterapeutas, médicos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais. Apenas dois artigos eram de autoria exclusiva de enfermeiros.
Na maior parte dos artigos os dados foram coletados em unidades de reabilitação (61,5%). O domicílio e os hospitais também foram cenários de coleta de dados referidos, respectivamente, em 12,0% dos artigos analisados. Em 14,5% não se definiu o cenário do estudo por se tratar de pesquisas de revisão, incluindo estudos desenvolvidos em diferentes locais.
Prevaleceu nos artigos a temática relacionada a programas de exercícios para melhorar a mobilidade (40,8%), seguida pelas consequências decorrentes do AVC (28,6%),
tais como: problemas urinários, escaras, dor, problemas ósseos, alteração de equilíbrio e queda da própria mobilidade em pacientes com AVC.
Tabela 2 – Distribuição dos estudos segundo o delineamento e a força de evidência estabelecidos porMelnykee, Fineout-Overholt (2005). Fortaleza, 2011
Tipo de estudo Nível de evidência Frequência %
Revisão sistemática/Metanálise I 3 6,1
Ensaio clínico randomizado bem
delineado II 5 10,2
Estudos de coorte ou caso-controle
bem delineados IV 5 10,2
Revisão de estudos descritivos ou
qualitativos V 1 2,0
Estudo descritivo ou qualitativo VI 34 69,5
Opinião de autoridades/Relatório de
Comitê de Especialistas VII 1 2,0
Conforme a Tabela 2, entre os estudos avaliados, destacaram-se as pesquisas descritivas ou qualitativas (69,5%) relativas ao nível VI de evidência. Também estiveram presentes os ensaios clínicos randomizados bem delineados, nível de evidência II (10,2%), assim como os estudos de coorte ou caso-controle bem delineados, com nível de evidência IV (10,2%). E, apesar de em menor quantidade, é relevante o fato do presente estudo incluir artigos de revisão sistemática/metanálise (6,1%). No entanto, não foi identificado nenhum estudo de ensaio clínico bem delineado sem randomização correspondente ao nível de evidência III.
4.3.2 Etapas da análise de conceito do resultado Mobilidade mediante modelo proposto por Walker e Avant (2005)
A partir das informações obtidas nos 49 artigos selecionados elaborou-se a análise do conceito Mobilidade e Limitação da mobilidade em pacientes com AVC, de acordo com o modelo proposto por Walker e Avant (2005). Cada etapa da análise de conceito está explicitada a seguir. Apesar de discutidas como sequenciais, na verdade as etapas são interativas, consoante Walker e Avant (2005), e ocorreram concomitantemente à revisão integrativa.
• Seleção dos conceitos; determinação dos objetivos ou fins da análise do conceito; identificação de usos dos conceitos Mobilidade e Limitação da mobilidade
Selecionaram-se dois conceitos: Mobilidade e Limitação da mobilidade. Nesta etapa, os objetivos foram: realizar a análise de conceito do termo Mobilidade para identificar os usos (definições), os atributos críticos, os possíveis antecedentes e os consequentes de Mobilidade. Além disso, como os pacientes estudados tinham AVC, também foi objetivo identificar os atributos críticos, os possíveis antecedentes e os consequentes do termo Limitação da mobilidade.
Embora o termo Limitação da mobilidade corresponda praticamente ao oposto de Mobilidade, como a escala da NOC tem uma variação de 1 a 5, variável do gravemente comprometido ao não comprometido, acredita-se que um paciente com AVC que tenha limitação da mobilidade apresente um valor na escala inferior a 5. Então, surgiu a necessidade de buscar este termo no intuito também de ajudar na construção das definições das magnitudes operacionais de cada indicador.
Nos Quadros 10 e 11 expõem-se as definições identificadas na literatura para o uso do termo Mobilidade e Limitação da mobilidade, respectivamente.
Quadro 10 - Definições para o termo Mobilidade identificadas na literatura de acordo com autores e fontes de pesquisa. Fortaleza, 2011
DEFINIÇÕES AUTORES FONTES DE PESQUISA
Um meio viável de locomoção.
(CANNING; SANCHEZ,
2004)
SCOPUS Capacidade do indivíduo de se
mover de forma eficaz no seu ambiente. (STANKO; GOLDIE; NAYLER, 2001) PUBMED Capacidade de se movimentar de um local para outro e exige tanto a função motora como a capacidade de passar de
uma posição para outra ou de um local para outro.
(JUTAI et al.,
2007) PUBMED
Movimento da pessoa de uma posição postural para outra ou de um local para outro.
(ENG; ROWE; MCLAREN,
2002)
PUBMED
dentro do ambiente. 2006)
Quadro 11 - Definições para o termo Limitação de mobilidade identificadas na literatura de acordo com autores e fontes de pesquisa. Fortaleza, 2011
DEFINIÇÕES AUTORES FONTES DE PESQUISA