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Statistik – ej normalfördelade data

A- P / P-A projektion av Columna lumbalis, definition av diagnostiskt intressant område (se även bilaga 9 figur 39):

4. Databehandling och analys

6.1 Statistik – ej normalfördelade data

Segundo Womack e Jones (1998), para que uma empresa abandone as práticas tradicionais da produção em massa e se torne uma empresa enxuta, ela necessita adotar uma mentalidade enxuta, composta de cinco princípios: especificar valor, identificar o fluxo de valor, fazer a produção fluir, puxar a produção e buscar incessantemente a perfeição. Esses princípios são resumidos abaixo.

a. Especificar o valor sob a ótica do cliente

Para os autores, valor pode ser compreendido como tudo aquilo que o cliente espera receber e está disposto a pagar a alguém que se proponha a fornecer.

As empresas geralmente invertem a lógica do valor ao focar em suas capacidades internas e em sua tecnologia. Dessa forma, elas criam produtos e serviços que são lançados ao mercado sem necessariamente refletir o gosto ou a preferência de um mercado consumidor. Essa atitude é reforçada, muitas vezes, pela visão de resultados de curto prazo, fruto da pressão de acionistas, e da visão financeira predominante nas organizações.

Na mentalidade enxuta, porém, a criação de valor começa com uma tentativa consciente de definir precisamente valor em termos de produtos específicos, com capacidades específicas, oferecidos a preços específicos, através do diálogo com clientes específicos (WOMACK e JONES, 1998).

E, para que o valor seja corretamente especificado, deve haver um questionamento da maneira tradicional de se definir valor, pois o foco nos ativos da empresa e na eficiência operacional deve ser substituído por uma melhor compreensão acerca das reais necessidades dos clientes. E isso só pode ser realizado através do estabelecimento de um canal aberto e ativo entre a empresa, seus consumidores e parceiros de negócios.

b. Identificar a cadeia de valor

A cadeia de valor é caracterizada pelo conjunto de ações necessárias para se levar um produto específico a passar pelos três processos críticos em qualquer negócio: projetar um produto (da concepção até o lançamento do produto), pedido de um produto (do recebimento do pedido até a entrega ao cliente) e produção (da obtenção da matéria-prima até a disponibilidade do produto acabado). As atividades presentes nesses processos podem ser

dividas em três categorias de ações: as que criam o valor requerido pelo cliente; as que não geram valor, mas que são importantes para o produto ou processo e que, portanto, devem ser mantidas; as que não criam valor e que devem ser eliminadas imediatamente.

c. Fazer a produção fluir

Esse princípio consiste em fazer com que as etapas que criam valor fluam, uma vez que já se tenha especificado com precisão o fluxo de valor de determinado produto. Esse fluxo deve ser totalmente mapeado pela empresa e as etapas que geram desperdício devem ser eliminadas.

Isso exige uma mudança de comportamento e de mentalidade, ou seja, o paradigma da produção em massa ou por departamentos deve ser substituído por uma nova visão que privilegie o fluxo das atividades que agregam valor. Elas devem ser alinhadas em sequência em busca do fluxo unitário de peça (one piece flow). Nesse conceito, quanto menor o lote, melhor é o desempenho da área produtiva. E o menor lote possível de produção, em tese, é o de uma peça.

Quando implantado o fluxo contínuo, observa-se imediatamente a redução nos tempos de concepção do produto, de processamento (lead time) e de estoques. Isso permite à empresa competir com um diferencial frente a seus competidores que não possuem essa competência, pois se pode atender às demandas dos clientes quase que imediatamente, de maneira personalizada.

A implantação de um fluxo contínuo de produção torna necessário um perfeito balanceamento das operações ao longo da célula de fabricação e montagem. A abordagem da Toyota para o balanceamento das operações difere, em muitos sentidos, da abordagem tradicional, que procura nivelar os tempos de ciclo de cada trabalhador, fazendo com que trabalhadores, numa mesma linha produtiva, recebam cargas de trabalho semelhantes. O tempo de ciclo é o tempo total necessário para que um trabalhador execute todas as operações alocadas a ele.

d. Puxar a produção

Esse princípio consiste em inverter o fluxo produtivo vigente na produção em massa. As empresas, nesse caso, não produzem seus produtos em antecipação à demanda para, em seguida, deixá-los em estoque ou empurrá-los a seus clientes.

Nessa etapa deve-se eliminar ou dimensionar todos os estoques do fluxo de valor de acordo com a estabilidade do processo. Com a mudança para a mentalidade enxuta, toda a produção é puxada, ou seja, deve-se entregar apenas o que os clientes precisam e, assim, os estoques serão minimizados ou eliminados e os lucros serão maximizados.

A alternativa enxuta é redefinir o trabalho das funções, departamentos e empresas, permitindo-lhes contribuir, de forma positiva, para a criação de valor numa mudança de mentalidade dos funcionários ao longo da cadeia de valor. A cultura dos recursos de segurança, como uma forma de suavizar as flutuações ocorridas na oferta e demanda, deve ser substituída por outra na qual eles realmente se interessem em fazer o valor fluir.

e. Buscar a perfeição

O quinto e último princípio da mentalidade enxuta deve ser perseguido constante e incansavelmente por todos os envolvidos na geração de valor aos clientes. Ele consiste em buscar o melhoramento contínuo em busca da excelência, canalizando todos os esforços em toda a cadeia de suprimentos (fornecedores, fabricantes, distribuidores e revendedores em todos os níveis) para disseminar por completo o profundo conhecimento de todo o processo. A troca de ideias e informações deve ocorrer independente do nível organizacional, com a finalidade de buscar sempre novas formas de criação de valor.