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STARS - Advanced Processes & Thermal Reservoir Simulator

3. Numerical Modeling

3.2. Reservoir Simulators

3.2.4. STARS - Advanced Processes & Thermal Reservoir Simulator

Conheci minha mulher no Rio de Janeiro. Ela era catarinense. Eu já conhecia dois irmãos dela, Valério Konder e Otáma. Valério era médíco, n homem culto, estudíoso. Co­ nheci-o em 1 934, no tempo da prefeitura do dr. Pedro Ernesto, na U mão Trabalhista do Distrito Federal.

J

á tinha conhecido a Otáma antes, não me lembro como. Não sei se i apresentado por um colega ou coisa que o valha. Mais ou menos em 1 938, 39, m a conhecer minha esposa, através desse relacionamento com os irmãos. Na época eu inha 26 anos, ela 25. Namoramos e nos casamos em 1 941. Um detalhe que vou contar é que ela estava se desquitando. Tinha se casado e ido morar em São Pau­ lo, inha se separado e voltado para o Rio, para a companhia da mãe. Quando houve a Revolução de 30, a famlia dela caiu do governo em Santa Catarina e mudou-se para o Rio. O velho, não, icou lá, em Itajaí, porque eles inham uma usina de açúcar que ele dirigia. Mnha sogra morava no Rio com os ftlhos, e ele vinha freqüentemente ver a famlia. Minha mulher se chamava Maria Luísa Régis Konder. Tinha o apelido de Musa, pelo qual

era conhecida. Seu pai era Marcos Konder, e sua mãe, Maria

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Corina Réis Konder.

Antes de conhecê· la, o senhor teve muitas namoradas, freqientava

os bailes, os cés, os cassinos, a noite caioca?

Não. Saía raramente, porque a minha vida se voltou para o trabalho, desde muito cedo eu inha muitos compromis­ sos proissionais. Mas me lembro do Assyrio, esse do Teatro Municipal, um cabaré que eu achava muito triste ... Havia um outro embaixo do Teatro Cassino, que hoje não existe mais, ali no fim do Passeio Público. Em cima era o tearo. Assisi i a

Deus lhe pague,

peça famosa de J oracy Camargo, com Procópio

Ferreira, na década dos 30. Os amigos que iam a esses lugares

comigo eram Adalberto João Pinheiro, Antônio Galbraith Gomes da Cruz, Carlos Lacerda, Chagas Freitas ... João Baista Soares de Pina, o homem que teve o incidente de Moscou, do

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qual surgiu a rutura de relações do Brasil com a Rússia. Ele era do Ministério do Exteior, inha o apelido de ''Pina Gomalina", porque usava o cabelo preso por gomalina. Era uma compa­ nhia muito agradável, recitava os poetas brasileiros e portugue­ ses, inha sempre uma históia chistosa para contar. De vez em quando, iam Haroldo Lemos Bastos, Mozart de Almeida

Roigues. Gente da Faculdade de Direito, em geral. Duas zs

num mês, digamos, saíamos à noite, sábado, íamos para a nossa farra. Os rapazes daquela época - os costumes eram inteira­ mente diferentes de hoje - freqüentavam muito a zona do mererício. Não i muito farrista, não. Não bebia quase, não por virtude, mas porque o álcool sempre me fez mal. Tive essa vida normal de um rapaz daquela época, namoicos, sem noiva­ do. Quando era com�dado, ia a uma festa, a um baile, dançava.

Mas nunca ive um namoro, como se dizia lá no Norte,

ixe

,

com som de

ch.

Namoro

ixe,

só com a Musa. Eu me apaixonei

imediatamente por ela.

A AUDÁCIA DA JUVENTUDE

Bonita?

Bonita. Loura, io germânico, sumamente inteligente, inha estudado medicina, mas sem completar o curso. Era difiJ encontrar um livro que ela não ivesse lido, os clássicos, poesia, romances de Eça de Queiroz, de Anatole France, Zola, Balzac, Proust, qualquer autor que você imainasse. Uma mulher culta, muito interessante, muito espontânea na maneira de ser. Me apaixonei por ela e fiquei lutando para nos casarmos. Consegui anular o seu casamento reliioso anterior, o que me permiiu casar no reliioso, que era uma condição quase que absoluta da minha famlia, de minha mãe.

É

muito diicil a anulação de um casamento religioso. Naquela época, era diiclimo. Mas raba­ lhei, i à Cúria, iz o processo de anulação, lutei como advoga­ do e consegui. Provei que aa um casamento religioso anterior do ex-maido. Casamos então na igreja na presença das fas e dos amigos. Bem mais tarde morreu o ex-marido, ela icou viúva, e nós casamos no civil. Nessa época eu já era minisro do Supremo Tibunal Federal.

Quando a conheci, ela morava na Urca, inicialmente. Depois mudou-se para a rua Goulart, que hoje chama-se ave­ nida Prado Júnior. Eu morava em Botafogo, na rua Viúva Lacerda, e depois mudei para a rua Mena Barreto. Tinha auto­ móvel e saíamos freqüentemente de carro. Praicamente todos os dias eu ia à casa dela à noite, visitá-la. Quando nos casamos fomos morar na rua Barão de Icaraí, transversal à avenida Os­ valdo Cruz. Depois, mudei dali para a rua ao lado, que hoje tem ouro nome, chamava-se ravessa Umbelina. Depois mudei para uma casa onde morei mais tempo, casa alugada ainda, na rua Garcia d' Ávila, em Ipanema. Morei ali muitos anos. Minha pri­ meira filha, a Teresa, nasceu quando eu ainda morava na ravessa Umbelina. Os ouros rês nascerm quando eu morava na Garcia d' Ávila: Carlos Eduardo, Paícia e Crisiano. São dois casais, a escadinha.

Posso dizer que acho que minha mulher foi a compa­ nheira ideal para mim, porque era preocupada com os assuntos da inteligência, do estudo, uma mãe de famlia exemplar, uma supermãe, protetora dos filhos, dedicada totalmente a eles. Tan­ to que nós não nhamos muias relações sociais porque o seu clã familiar é que inha importância. Ela me ajudou algumas vezes. Era uma pessoa muito ,�bráil, emoiva ... Todas as vezes que eu

ia ao júri, à noite, ela me acompanhava. O problema era que

todo júri de que eu paricipava, depois de certa fase, sempre era um júri grande. Advogado de certo destaque, o promotor queria brilhar, esforçava-se muito, alongava-se muito ... Meu desino era falar de madrugada. Muitas vezes falava com o dia

clareando. E ela ia me ver, paricipava, gostava muito de tomar

conhecimento de tudo. Quando defendi o Doca Street, por exemplo, ela não foi assisir. Tenho uma casa em Macaé, ela esta­ va lá e eu es tava hospedado na casa de uma grande amiga, Sónia Pereira da Silva Isnard, em Cabo Frio. Mas no dia em que aca­

bou o júi, de manhã, o automóvel a trouxe. Há um bom retra­

to meu com ela nessa ocasião, eu repousando nwna poltrona e

ela perto, numa cadeira.

É

o repouso do guerreiro depois da

baalha, viiado por sua amada ...

NOTAS

A páina do tempo ... Jubileu proissional de ouro do adt.Ogado Et'andro ins e