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3. Teoretiske perspektiver og nyere tids utvikling

3.2 Statsborgerskap og nasjonalstat matters

3.2.1 Stabilitetsperspektivet

A bacia hidrográfica do Córrego da Mooca está inserida na Bacia Sedimentar de São Paulo. Os sedimentos dessa bacia sedimentar estão assentados sobre a unidade tectônica do Pré-Cambriano o Cinturão de Dobramentos Ribeira (HASUI; CARNEIRO; COIMBRA, 1975), composto por rochas metamórficas, migmatíticas e granitoides de idade arqueana à neoproterozoica, relacionadas ao Ciclo Brasiliano e ao retrabalhamento de rochas de ciclos mais antigos. O cinturão apresenta uma densa trama de zonas de cisalhamento dúcteis, orientadas segundo ENE a E-W, ativas até o final do Ciclo Brasiliano, no Cambro-Ordoviciano (SADOWSKI; MOTIDOME2, 1987 apud RICCOMINI; SANT’ANNA; FERRARI, 2004, p. 387).

Reativações normais das antigas zonas de cisalhamento proterozoicas de direção NE a ENE durante o Paleógeno, possivelmente vinculadas à evolução da margem continental, seriam responsáveis pela formação do Rift Continental do Sudeste do Brasil (RICCOMINI; SANT’ANNA; FERRARI, 2004, p. 404).

O Rift Continental do Sudeste do Brasil (Figura 14, na página a seguir) é uma feição tectônica de idade cenozoica, caracterizada por uma depressão alongada segundo a direção ENE, com uma extensão de cerca de 900 km ao longo da costa atlântica, entre as cidades de Curitiba, no Paraná e Barra de São João, no Rio de Janeiro. Abrange nove bacias sedimentares, entre elas a Bacia Sedimentar de São Paulo (RICCOMINI; COIMBRA; TAKIYA, 1992; RICCOMINI; SANT’ANNA; FERRARI, 2004).

As reativações ao longo das zonas antigas de cisalhamento do Pré- -Cambriano provocaram soerguimentos e abatimentos relativos entre os blocos, dando condições para a deposição de materiais arenosos e argilo-siltosos e, consequentemente, para a formação de bacias sedimentares. Riccomini3 (1989 apud RICCOMINI; SANT’ANNA; FERRARI, 2004) considera que houve uma calha deposicional única entre as bacias sedimentares de São Paulo, Taubaté, Resende e Volta Redonda, que posteriormente foram isoladas em decorrência do tectonismo deformador do Rift.

2 SADOWSKI, G. R.; MOTIDOME, M. J. Brazilian megafaults. Revista Geológica de Chile, v. 31, p. 61-75, 1987.

3 RICCOMINI, C. O Rift Continental do Sudeste do Brasil. 1989. 256f. Tese (Doutorado em Geociências). Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1989.

Figura 14 - Contexto geológico regional do Rift Continental do Sudeste do Brasil (RCSB). Fonte: Riccomini, Sant’anna e Ferrari (2004, p. 386).

Legenda: 1) embasamento pré-cambriano; 2) rochas sedimentares paleozoicas da Bacia do Paraná; 3) rochas vulcânicas toleíticas eocretáceas da Formação Serra Geral; 4) rochas relacionadas ao magmatismo alcalino mesozoico-cenozoico; 5) bacias cenozoicas do rift (1 – Bacia de Itaboraí, 2 – Gráben de Barra de São João, 3 – Bacia do Macacu, 4 – Bacia de Volta Redonda, 5 – Bacia de Resende, 6 – Bacia de Taubaté, 7 – Bacia de São Paulo, 8 – Gráben de Sete Barras, 9 – Formação Pariquera-Açu, 10 – Formação Alexandra e Gráben de Guaraqueçaba, 11 – Bacia de Curitiba, 12 – Gráben de Cananeia); 6) zonas de cisalhamento pré-cambrianas, em parte reativadas durante o Mesozoico e o Cenozoico.

As reativações normais durante o Paleógeno, ao longo das zonas de cisalhamento do Pré-Cambriano, provocaram afundamentos e elevações relativas entre e falhas, dando condições para a formação da Bacia Sedimentar de São Paulo. O embasamento do Pré-Cambriano da Bacia Sedimentar de São Paulo é compartimentado em blocos justapostos limitados por grandes zonas de falhamentos transcorrentes (HASUI; SADOWSKI, 1976, p.184). As principais falhas que delimitam esses blocos são: Taxaquara, Caucaia, Jaguari, Buquira e Alto da Fartura (Figura 15, página 25).

Elas são extensas, subverticais e apresentam faixas cataclásticas espessas, que não raro ultrapassam 1.000 m, e em que é proeminente a lineação de atrito sub- -horizontal, indicativa de deslocamentos transcorrentes. São falhas desenvolvidas ao fim do Ciclo Brasiliano, no Cambro-Ordoviciano (HASUI; CARNEIRO, 1980, p. 8).

Foi identificada na bacia hidrográfica estudada uma falha na direção ENE a E-W, segundo o Mapa Geológico da bacia hidrográfica do Alto Tietê (Figura 15). O Córrego da Mooca apresenta uma mudança direcional de SE a NW para ENE a WSW na porção central da bacia, refletindo o controle estrutural relacionado à falha na evolução dessa bacia hidrográfica. Observando o direcionamento de SE-NW dos

tributários da margem direita do Rio Tietê, por exemplo, o Rio Aricanduva, supõe-se que se não houvesse a falha, que capturou da drenagem, a bacia do Córrego da Mooca teria se desenvolvido na direção SE-NW, sendo afluente do Rio Tietê.

Coutinho (1980) ao considerar o controle das falhas sobre a configuração da Bacia Sedimentar de São Paulo aponta que os falhamentos normais condicionaram a sedimentação das unidades cenozoicas, com os blocos ao norte mais elevados em relação aos blocos ao sul. Observa-se na bacia hidrográfica estudada, na área sob o controle da falha, que a vertente norte apresenta maior amplitude topográfica e rede de drenagem é mais desenvolvida com em relação à vertente sul.

A Bacia Sedimentar de São Paulo é composta por sedimentos cenozoicos que apresentam falhas pós-sedimentares relacionadas aos soerguimentos e aos abatimentos de locais de seu substrato durante o Terciário (RICCOMINI; SANT’ANNA; FERRARI, 2004, p. 392). A borda norte da bacia sedimentar é retilínea e controlada pela zona de cisalhamento Taxaquara – Jaguari, na borda sul os contatos com o embasamento cristalino são irregulares. Os sedimentos distribuem- -se irregularmente em uma área de cerca de 1.000 km², com eixo maior de 75 km, Arujá e Embu Guaçu, a oeste, e menor de 25 km, no sentido N-S entre Santana e Santo André (RICCOMINI; COIMBRA; TAKIYA, 1992, p. 23-24).

O preenchimento sedimentar paleógeno da bacia foi reunido no Grupo Taubaté, no qual são reconhecidas as seguintes as formações: a Formação Resende, a Formação São Paulo, a Formação Itaquaquecetuba e a Formação Tremembé.

A bacia hidrográfica do Córrego da Mooca apresenta a Formação São Paulo, a Formação Resende e depósitos aluviais do Quaternário. Uma pequena porção na área cabeceira do Córrego da Mooca está inserida nos terrenos cristalinos do Grupo São Roque, caracterizado nessa área por filitos (Figura 15, na página a seguir).

300.000 350.000 400.000 7. 35 0. 00 0 7. 40 0. 00 0 Falha Cauca ia Falha do Bu quira Falha do Ja guari Falha do Al to da Fartu ra

Mapa Geológico da

bacia hidrográfica do Alto Tietê

0 10 20 30 40 km

Falha do Taxaquara

Figura 15 - Mapa Geológico da bacia hidrográfica do Alto Tietê.

Fontes: Coutinho (1980), Hasui e Carneiro (1980), IGc (1990) e Luz (2010). Org.: Bárbara Berges.

340.000 345.000 7. 3 9 0 .0 0 0

Bacia hidrográfica do Córrego da Mooca

0 1 km

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Formação São Paulo

Formação Resende Depósitos aluviais Fluvial meandrante Leques proximais Leques medianos a distais

Legenda

Área de estudo Falhas Migmatitos Anfibolitos Hidrografia Granitos Gnaisses Filitos Quartzitos Micaxistos Rochas metacarbonáticas

Segundo Riccomini, Sant’anna e Ferrari (2004, p. 400) a Formação São Paulo é caracterizada por depósitos do Topo do Grupo Taubaté, recobrindo as outras formações. Esta unidade corresponde a depósitos de sistema fluvial meandrante, sendo constituída por duas litofácies principais (RICCOMINI, COIMBRA; TAKIYA, 1992). A primeira apresenta arenitos grossos, conglomeráticos, com estratificações cruzadas, base erosiva representante de depósitos de canal; siltitos e argilitos laminados depositados em meandros abandonados. A segunda é constituída por arenitos médios a grossos resultantes de depósitos de rompimentos de diques marginais, gradando para sedimentos finos, rítmicos e laminados de planície de aluvial.

A Formação Resende (RICCOMINI; COIMBRA; TAKIYA, 1992, p. 24) compreende mais de 80% do preenchimento sedimentar de Bacia de São Paulo. Essa formação, unidade basal e lateral do Grupo Taubaté, engloba depósitos de leques aluviais que gradam para depósitos relacionados à planície aluvial de rios entrelaçados (braided). Nas porções proximais dos leques predominam conglomerados de matriz lamítica a arenosa, e nas porções medianas e distais predominam os lamitos e lamitos arenosos maciços. A matriz dos lamitos é composta essencialmente por argilominerais e contém proporções variáveis de grãos de quartzo, feldspato, mica e minerais máficos disseminados (RICCOMINI; SANT’ANNA; FERRARI, 2004, p. 395-396).

Os depósitos coluvio-aluvionares quaternários correspondem, grosso modo, as áreas de planície de inundação e são formados por areias inconsolidadas de granulação variável, argilas e cascalheiras fluviais e conglomerados na base.

Riccomini, Sant’anna e Ferrari (1992, p. 32) consideram que os depósitos holocênicos seriam representados por coluviões e aluviões em várzeas e baixos terraços, com espessura raramente ultrapassando os 10 m. As coberturas coluviais holocênicas seriam descontínuas e de pequena espessura, embora com distribuição generalizada. Segundo os autores ocorrem também cascalheiras com seixos arredondados de quartzo e quartzito, separando esses depósitos coluviais de rochas do embasamento ou de sedimentos terciários. E nas várzeas ocorrem os depósitos aluviais, bem como depósitos de baixos terraços, na base dos quais normalmente desenvolvem-se cascalheiras com seixos a blocos de quartzo e quartzito