DEL IV PROSJEKTETS ANDRE FASE: ET FORSKENDE PARTNERSKAP -
10 FORELDRENES OG SKOLENS RELASJON TIL HVERANDRE
11.6 Hindringer i arbeidet med stimulering av minoritetsspråket
Primeiramente, houve a transferência de 391 alunos das escolas públicas existentes na cidade de Lavras para o Grupo Escolar. Num ofício Firmino Costa comunicou à Secretaria do interior que as matrículas haviam se encerrado no dia 20 de abril de 1907, com um número de 61 alunos novatos somados a 391 que já estudavam nas Escolas Isoladas. Mas outros dados posteriores não confirmaram esses números, sendo que no dia 1º de junho de 1907 o número de matriculados elevou-se para 408, sendo 238 meninos e 170 meninas divididas em 8 escolas. Isso indica que a matrícula teve de se estender em decorrência da demanda.
Antes da reforma de 1906 utilizava-se somente o termo cadeira, o qual foi cada vez mais caindo em desuso, sendo utilizado, porteriormente, apenas no regulamento para as Escolas Normais e nos relatórios dos inspetores, significando também aulas, classes ou o lugar que o professor ocupava. O termo escola podia significar turma, classe ou aula. Esse
termo era empregado por Firmino Costa como turmas. Ao referir-se a essas mudanças de categorias, Faria Filho (FARIA FILHO, 2000, p. 153) percebe certas dificuldades de compreensão, por parte dos profissionais das Escolas Isoladas e dos Grupos Escolares ao usar confusamente esses termos.
Dois fatores contribuíram para a criação e a distribuição dos alunos nas escolas: o nível de aprendizado dos alunos e o maior número de meninos matriculados do que meninas. O diretor registrou, no boletim Vida Escolar de 15 de julho de 1907, o enfrentamento dessa situação e a solução encontrada: “Verificando melhor o grau de adeantamento dos alumnos e tendo em vista o numero muito maior de meninos, organizei para este semestre cinco escolas do sexo masculino e tres do feminino, funccionando aquellas inteiramente separadas destas”. (VIDA ESCOLAR, p. 1, 15 jul. 1907)
Assim, o segundo semestre de 1907 ficou com cinco escolas do sexo masculino e três escolas para as meninas; o dobro de escolas da Casa de Instrução. Para o fechamento dessas turmas levou-se mais de um mês (entre os dias 13 de maio a 30 de junho), tendo de haver uma flexibilidade entre o calendário enviado pela Secretaria do Interior, a demora dos pais em matricularem seus filhos e o número legal de matriculados exigidos pelo Regulamento.
Interceptando todos esses procedimentos, encontrava-se a diversidade da faixa etária dos alunos, sendo que no relatório de 29 de janeiro de 1908 Firmino Costa escreveu: “Quanto á idade distribuem-se os 408 por esta fórma: 33 de sete anos; 114 de oito; 53 de nove; 79 de dez; 64 de onze; 51 de doze; 11 de treze; 3 de quatorze”. (VIDA ESCOLAR, p. 4, 1º maio 1908)
Uma fotografia da primeira turma de alunos diplomados em 1909, com os seguintes dizeres, chamou a atenção para as diferenças de idade:
Grupo Escolar de LAVRAS (Estado de Minas) – 1909 – ALUMNOS DIPLOMADOS 1. Carmelina Dessimoni 2. Carmen Goulart 3. Josephina Augusta 4. Leonor Moreira 5. Maria Augusta 6. Noemi Gomes 7. Sylvia Bandeira 8. Sylvia Fonseca 9. Theresa Maia 10. Américo Bianchini 11. Antonio de Carvalho 12. Astolpho Costa Junior 13. Cleveland Moura 14. Francisco Dessimoni 15. Francisco Mauricio 16. Francisco Vieira 17. Getulio de Oliveira 18. Gilberto Rocha 19. Harold Hermeto 20. Horacio Maximo 21. João Romaniello 22. João Valeriano 23. Jorge Bueno 24. José Corsino 25. José Satyro 26. Nardo Bandeira 27. Raul Alvarenga 28. Samuel Costa42 29. Theodolino Martins 30. Urias de Mell 31. Victorio Cosenza
1ª turma de alumnos diplomados com o seu professor Snr. Jacintho de Almeida e com o director do Grupo Snr. Firmino Costa
FIGURA 2 – Dizeres de fotografia da primeira turma de diplomados de 1909 Fonte: Arquivo da Escola Estadual Firmino Costa
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Esse era o nome do filho que Firmino Costa teve antes de seu casamento com Alice Bueno da Costa, sendo que ele aparece novamente num ofício de Firmino Costa de 1913, quando, ao referir-se aos funcionários, citou “Samuel Costa” como porteiro do Grupo Escolar. Ambos seriam a mesma pessoa? (Cf. SECRETARIA DO INTERIOR, SI 3439, 1913)
FOTO 6 – Título original: Grupo Escolar de Lavras (Estado de Minas) 1909 – 1ª. Turma de alumnos diplomados, com o seu professor Jacintho de Almeida (à esquerda) e com o director do Grupo Firmino Costa (à direita).
Encontrar essa foto permitiu-me o levantamento de algumas hipóteses e a procura de respostas revelou-me que em 1907 e 1908 não existiram turmas de quarto ano. A diversidade etária e o desnivelamento de aprendizado parecem ter sido os motivos que levaram à distribuição das turmas, como também uma prévia preparação, para o domínio de conhecimentos que os alunos deveriam ter para cursar o quarto ano primário.
No ano de 1908 a Secretaria do Interior remeteu à Firmino Costa um ofício que fora publicado no jornal ‘Minas Geraes’ aos 02 de abril, pedindo o envio do número de alunos freqüentes desde a data de instalação do Grupo Escolar de Lavras.
Na edição de 20 de abril de 1908, como resposta ao pedido feito ao Diretor pelo Secretaria, fora publicado os seguintes dados sobre a freqüência no Grupo Escolar de Lavras, mostrando a instabilidade que se instaurou com a diversidade existente entre os alunos:
Lavras
São em numero de 427 os alumnos matriculados neste grupo escolar: 151 meninas e 276 meninos. Existem funccionando tres escolas para o sexo feminino e cinco para o masculilno, achando-se por esta fórma distribuidos os alumnos; 1ª. Escola, 53 meninas; 2ª. Escola, 45; 3º. Escola, 53; 4º. Escola, 54 meninos; 5ª., 51; 6ª., 51; 7º., 58; 8ª, 62. Há cinco escolas do primeiro anno mais ou menos adeantado, uma do segundo, uma do terceiro, e uma do segundo e terceiro do sexo feminino. (MINAS GERAES, p. 3, 20 e 21 ab. 1908)
Firmino Costa escreveu que organizou uma classe de terceiro ano com alunas do segundo e do terceiro ano, indicando que, ou as alunas do terceiro ano não tinham condições de passar para o quarto ano, ou as alunas do segundo estavam mais avançadas e poderiam ir diretamente para o ano seguinte.
Sobre a origem social desses alunos, somente uma citação de Firmino Costa, presente no relatório de 1909, indica uma dedução: “A maior parte dos alumnos do grupo pertencem á
classe operaria e têm de empregar-se desde logo em algum trabalho remunerativo”. (FOLHA DE LAVRAS, p. 1-2, 16, 23 e 30 jan. 1910)
A classe operária a que Firmino Costa se referiu eram os empregados de algumas indústrias que já havia em Lavras nessa época.
Com uma população em torno de 5 mil habitantes em 1908, a cidade de Lavras possuía, no município, 19 fábricas de manteiga, algumas com fabricação de queijo, diversas com produção de cal, outras de olarias, com manufatura de tijolos, manilhas, telhas, cerâmica e uma fábrica de tecidos.
Esses dados estão registrados no boletim Vida Escolar, que também apresentou a seguir as profissões desempenhadas pelos habitantes da cidade: “Encontram-se photographos, ourives, relojoeiros, barbeiros, alfaiates, marceneiros, carpinteiros, sapateiros, selleiros, serralheiros, pedreiros, pintores, padeiros, etc., possuindo alguns delles officinas bem montadas.” (VIDA ESCOLAR, p. 4, 1º set. 1908)
Se os alunos do Grupo Escolar eram todos filhos de operários e tomando o sigificado dessa palavra que não se restringe somente aos que trabalham em fábricas, como nos dias de hoje, mas que são empregados ou desenvolvem uma atividade manual, pode-se, numa primeira dedução considerar que os alunos do Grupo eram, em sua maioria, oriundos de famílias pobres. Numa segunda hipótese, pelo fato de Lavras possuir uma fábrica de tecidos, esse seria um indício de que os filhos de operários, a quem Firmino Costa se refere, seriam todos provenientes de lá, mas no periódico Vida Escolar, de 1º de abril de 1908, há uma notícia de que seria aberta uma cadeira de instrução primária próxima à fábrica, para atender cerca de 100 meninos filhos dos operários.43
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Essa escola era mista e funcionava na zona rural de Lavras. Em 1915, teve o número de alunos bem reduzido, em decorrência do fechamento da fábrica, mas o inspetor Candido Prado garantia a freqüência para o seu
Essa dedução, no entanto, implica acrescentar que existiriam também alunos vindos de outras classes sociais, como comprovam as citações feitas por Firmino Costa, de uma visita feita pelo capitão Francisco Modesto de Souza Júnior, que tinha duas filhas estudando no Grupo Escolar, e de um pai, Francisco Pizzolanti, que faz uma doação de 10$000 à Caixa Escolar,44 em memória de sua filha, que estudava no Grupo e falecera vítima de queimaduras. Num artigo do jornal Folha de Lavras em 21 de setembro de 1911, o diretor escreveu que 2/3 dos alunos do Grupo Escolar eram pobres. Nesse ano, o número de alunos freqüentes era 369, sendo 246 o número efetivo de pobres, o que significava o dobro de alunos que não eram classificados como desprovidos.
As fotografias 7 e 8 representam duas salas de aulas do Grupo Escolar de Lavras, especificando a separação de sexos existente na época.
funcionamento destacando “mas somente de crianças minimamente pobres”. (SECRETARIA DO INTERIOR, SI 3582)
FOTO 7 – Título original: Sala de aula com alunos no Grupo Escolar de Lavras Fonte: Arquivo da Escola Estadual Firmino Costa. Sem autoria; Sem data.
FOTO 8 – Título original: Sala de aula com alunas no Grupo Escolar de Lavras Fonte: Arquivo da Escola Estadual Firmino Costa. Sem autoria; sem data.