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4 Selvforståelse og frihet .1 Selvrefleksjon

4.5 Språk og tanke

Apesar da comercialização entre as nações existir e ser freqüente desde os primórdios da civilização contemporânea, no século XX, o fenômeno intensificou-se com base na disseminação de acordos comerciais que fizeram desaparecer fronteiras e barreiras entre os países. A queda do Muro de Berlim, em 1989, pode ser considerada outro fator de aceleração do processo, em razão da intensificação das relações políticas e comerciais entre países do Ocidente e Oriente.

Este panorama acabou por determinar às empresas mudanças substanciais na sua forma de operar. As empresas passaram a contar com uma concorrência ampliada, fruto da facilitação de acesso a mercados antes reservados, desconhecidos ou potencialmente desfavoráveis.

Assim, a necessidade de mudança de atitude empresarial trouxe a promoção comercial o desafio de preparar as empresas para operarem em mercados permeados de incertezas, com normas, códigos e regulamentações muitas vezes hostis ao capital externo, mesmo existindo uma enorme demanda por produtos e serviços de origem estrangeira.

A questão não passa tão somente pelas dificuldades relacionadas a recursos. Há, também, a questão cultural. Durante anos, a reserva de mercado para alguns setores da economia brasileira terminou por minar a criatividade e a inventividade do empresariado brasileiro. Boa parte de seu sucesso deveu-se a estímulos governamentais para substituir produtos importados por similares nacionais, sem muita preocupação com aspectos relacionados à qualidade. Bastava ostentar um ‘made in Brazil’ e já havia subsídios públicos.

Além de prepararem-se para enfrentar a concorrência em solo brasileiro, nossas empresas tiveram de enfrentar desafios em mercados externos, razão pela qual a promoção comercial passou a ser vista e requisitada como ferramenta capaz de sustentar a expansão das operações comerciais em outros países.

Muitas empresas que se aventuraram em mercados de outros países padecem da falta de uma cultura empresarial propícia à operação em mercados com características substancialmente diferentes em relação ao mercado doméstico.

Assim, o esforço para tornar bem sucedida uma operação em mercados externos, seja de que forma a empresa desejar organizar-se depende da internacionalização de uma cultura propícia aos desafios e diferenças que separam um país de outro; e depende, também, do empenho governamental de sair do campo retórico, para a dinâmica empresarial, passando a enxergar a atividade produtiva como real fonte geradora de riquezas para o país.

Para além dos fatores acima relacionados, as empresas que desejarem internacionalizar-se cabe, também possuir competência para explorar a fundo os mercados nos quais deseja operar, para verificar a sua real capacidade de compatibilizar oferta e demanda.

Vale ressaltar que de nada adianta a uma empresa ter competência para produzir algo se as características do que vai ser produzido não estão de acordo com as expectativas dos consumidores de um mercado-alvo.

Faz-se necessária, ainda, uma avaliação das condições estruturais e conjunturais para o qual a empresas deseja expandir-se. A esse respeito, os autores Bañegil Palacios e Souza (2004) relacionam os seguintes itens:

ƒ Dívida externa do país (mercado atrativo, mas fortemente endividado); ƒ Instabilidade política (risco de mudanças);

ƒ Dificuldade de câmbio (escassez de moeda forte aliada à forte desvalorização e proliferação de mercados cambiais paralelos);

ƒ Regulamentos que dificultam a entrada de empresas estrangeiras (aspectos legais);

ƒ Direitos e barreiras não tarifárias (direitos, taxas afins e obstáculos à entrada de mercadorias);

ƒ Corrupção (propinas, ‘pedágios’); ƒ Pirataria tecnológica;

ƒ Custo dos produtos (competitividade); e

ƒ Política de comunicação (afinidades possíveis e existentes).

Para a realização da prospecção dos mercados pretendidos, a promoção comercial oferece instrumentos valiosos de apoio, como a pesquisa de mercado, que fornece

subsídios valiosos ao planejamento do marketing internacional. Porém, sobre estas duas ferramentas. O comércio exterior brasileiro parece ter reencontrado o caminho do crescimento de forma mais consistente entre os anos de 2002 e 2006.

Ainda segundo Keedi (2007), nos anos de 2003 a 2006, as exportações superaram largamente as importações, provocando superávits recordes na balança comercial, mudando a relação percentual de cada via diante do PIB14, e do comportamento da balança comercial de anos anteriores.

A baixa participação brasileira representa o passado de sua economia, sempre muito fechada em relação ao mundo, panorama que o país possui e tem tentado mudar. Mas não é uma tarefa fácil em virtude de suas características, em especial a falta de competitividade apresentada em relação ao custo Brasil formado, especialmente, pela carga tributária no Brasil que é extremamente elevada, o que dificulta a competitividade de nossos produtos nos mercados externos. Muitos outros fatores poderiam ser elencados, entre os quais a falta de visão para o comércio exterior e o quase permanente fechamento da economia, assim como nossos altos custos logísticos, que vem melhorando, mas nos quais ainda há um longo caminho a percorrer.

Há também, a possibilidade de transferência de know-how15 e tecnologia para os

processos internos, que pode parecer tentador. A verdade, porém, é que fatores geopolíticos, tecnológicos e socioeconômicos trouxeram atratividade à internacionalização empresarial (BAÑEGIL PALACIOS; SOUZA, 2004).

ƒ O aumento da População Mundial - Mesmo considerando grande parte dela à margem dos padrões mínimos de consumo – faz imaginar um proporcional aumento das demandas atuais e latentes, o que permite vislumbrar um aumento do consumo igualmente proporcional;

ƒ Aumento da Produção Industrial e Consumo - Talvez o crescimento da homogeneização dos gostos e das preferenciais, facilitando o aumento da produção

14 PIB – Produto Interno Bruto.

ƒ Desenvolvimento Tecnológico - Fazendo desaparecer barreiras e disseminando o conhecimento e as informações em velocidade inimaginável há algum tempo. É o surgimento da aldeia global;

ƒ A Integração Mundial - Decorrente do nomadismo dos fatores de produção, ou seja, produz-se naqueles lugares em que as condições sejam por ora mais favoráveis. Consolida-se o desaparecimento da nacionalidade da produção;

ƒ A Potencialização de Alianças - Sejam entre países, empresas, blocos comerciais, entre outros; e

ƒ A Transcendentalidade de Valores - Significando a disseminação de valores básicos à vida humana e encorajando a união entre idéias e causas. Isto gera uma condição baseada em condições de forte identidade, de difícil esgarçamento.

A participação brasileira em relação ao montante movimentado internacionalmente é de cerca de 0,95%, o que significa US$0.95 a cada US$100.00 transações no mundo, implicando, infelizmente, numa representatividade quase nula da nossa economia em relação ao mundo (KEEDI, 2007).

Por outro lado, essa baixa participação em relação ao PIB e ao mundo apresenta- se como uma grande oportunidade de crescimento, visto que tudo está por ser feito no Brasil. Está implícita aqui, uma possibilidade crescente de maior participação e de aumento do emprego na atividade de comércio exterior.

Segundo BAÑEGIL (2004), o que interessa às empresas é a continuidade de seu negócio, a internacionalização se apresenta como uma condição de caráter inexorável. É impossível conceber uma empresa que não esteja alerta para as oportunidade e ameaças que pode representar o processo de globalização. Mais difícil ainda é imaginar uma empresa que não deseje ou que não entenda a premência de preparar-se para esse momento.

Como forma de facilitar o acesso a novos mercados e a sobrevivência nos atualmente atendidos é que a promoção comercial se faz presente. Por meio da pesquisa de mercado ela oferece as condições de prospecção e da geração de informações valiosas à solução dos problemas promoção comercial. E por meio do planejamento, a promoção comercial oferece racionalidade ao processo decisório.