• No results found

Chapter 2. Housing delivery and informal settlements in South Africa

2.1. South African townships and informal settlements

Durante as reuniões de HTPC foram realizadas Simulações Realísticas nos cenários referentes à obstrução de vias aéreas por corpo estranho/engasgo, parada cardiorrespiratória (PCR), queda com corte/hemorragia e convulsão em ambiente escolar.

Posteriormente ao primeiro contato com os professores, caracterizado por período de aproximação, foram agendadas as datas das intervenções com a diretoria da escola, que dependeram do cronograma anual escolar. Os cenários simulados foram realizados no horário de HTPC dos professores, que na escola A contemplava o horário das 18h30-20h15 às segundas-feiras, na escola B o horário das 18h30-20h15 às quartas-feiras e na escola C das 18h00-20h00 às segundas-feiras.

A simulação realística caracterizou-se pelos seguintes passos metodológicos: 1) Entrega do pré briefing via e-mail

2) Briefing

3) Cenário simulado 4) Debriefing

Aos professores foi enviado material pré briefing via e-mail, que se constituiu na entrega, prévia ao curso, da cartilha educativa construída e validada por Galindo Neto, et al (2017) denominada “Primeiros Socorros na Escola: orientações para professores de educação infantil pré escolar e do ensino fundamental I”. O documento abrangia temáticas relacionadas à segurança do local do acidente, a chamar ajuda, às ações a serem realizadas em situações de corte e hemorragia, pancadas e fraturas, crise convulsiva, amputações, queimaduras, acidentes nos olhos, traumatismo com os dentes, ingestão de produtos tóxicos, picadas de animais peçonhentos, desmaio, engasgo, parada cardiorrespiratória e afogamento. A intenção da entrega da cartilha foi oportunizar aos professores aproximação do conhecimento teórico, para que a participação no cenário simulado não se tornasse traumática ou expositiva.

No dia pactuado para realização do cenário simulado, os professores foram colocados sentados dentro de uma sala de aula da escola em que lecionavam, onde foi explicada a atividade pela qual passariam e sua caracterização, enfatizado que considerassem o mais próximo da realidade do seu ambiente de trabalho tudo o que eles vivenciariam.

Na ocasião também foi pactuado que para cada cenário dois professores seriam voluntários ativos (e nesse momento, já foram selecionados), e que esses, fariam o atendimento inicial do cenário, enquanto que os demais participantes seriam observadores da

cena. Ao final, foi exposto que seria realizado momento de discussão grupal, em que todos teriam oportunidade de relatar o que sentiram ao experienciarem o cenário; também nesse momento seriam retomadas algumas fundamentações teóricas e realizadas reflexões.

Anteriormente à realização do cenário simulado, os professores voluntários permaneceram dentro da sala de aula nos cenários de PCR e queda/corte, enquanto que os demais foram convidados a se organizarem no local onde estava montada a cena. Posteriormente, uma atriz caracterizada como monitora da escola, vinha chamar os professores voluntários, demonstrando preocupação e ansiedade, para que realizassem prontamente o atendimento à criança simulada, e conduzia-os até o cenário. Optou-se por esse percurso metodológico para que o realismo dos cenários fosse mantido, e apesar dos demais professores terem sido colocados na cena previamente aos voluntários, o cenário já estava montado e os atores nele imersos.

Nos casos de engasgo e convulsão, todos os professores foram mantidos dentro de um mesmo ambiente e, quando o cenário iniciou-se, os voluntários se prontificaram ao atendimento. Nesses determinados cenários, optou-se pela reunião de todo grupo em um mesmo ambiente, pois entendeu-se que não haveria prejuízo ao realismo do cenário, se o grupo de professores voluntários e observadores estivessem em conjunto.

Os cenários utilizados nesse projeto foram adaptados por meio de cenários que percorrem processo de validação de conteúdo, e que foram utilizados em teste piloto em uma atividade de extensão realizada na Universidade Federal de São Carlos no ano de 2016, estando todos os autores de acordo para a utilização nesta pesquisa (APÊNDICE F).

Optou-se pelos cenários em questão, devido à revisão bibliográfica não sistematizada sobre as principais intercorrências de saúde na escola, que demonstram incidência alta de picos febris e engasgo nessse ambiente. A hipertermia pode ocasionar crises convulsivas e, consequentemente, parada cardiorrespiratória, bem como o engasgo, que, pela falta de oxigenação, também pode culminar em situação de emergência. O mesmo ocorre na opção pelo cenário de queda com corte e hemorragia que, se não contida, pode evoluir para choque hipovolêmico, posterior instabilidade hemodinâmica e também, como consequência, a parada cardiorrespiratória. Nesse sentido, trabalhou-se nesta pesquisa com situações iniciais, ou seja, crise convulsiva, engasgo e queda com corte e hemorragia que, se não bem manejados, podem evoluir para parada cardiorrespiratória como evento secundário.

A partir da definição dos objetivos propostos, foram separados os materiais necessários aos cenários, treinados os atores e facilitadores; e, trabalhado em equipe para integração dos conhecimentos e implementação da atividade. A adaptação dos cenários

originais (APÊNDICE G) foi necessária, em decorrência do espaço físico disposto pela escola, pelo número de participantes e pelas características dos atores; entretanto, nenhuma modificação realizada repercutiu no alicerce de cada situação e no objetivo de aprendizagem, sendo o fluxograma de atendimento mantido. Assim, para este trabalho utilizou-se a seguinte sistematização para cada situação vivenciada (Quadro I):

QUADRO I: Operacionalização dos cenários adaptados para intervenção educativa com professores de ensino infantil, em um município da região Sudeste, Brasil, 2018

CENÁRIO 1: MANEJO DE CRISE CONVULSIVA