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7.   Sources and Bibliography

7.1   Sources:

Há uma linha de pesquisa na área da Ciência da Computação chamada Realidade Aumentada (RA). Podemos defini-la sucintamente como uma mistura da realidade virtual com o mundo real, que estende a percepção dos nossos sentidos aos elementos do mundo digital.

Queremos exemplificar algumas tecnologias que são usadas para implementar RA, como o QR Code, que descreveremos em detalhes na seção 1.8.4.2.

Podemos citar outro exemplo, como a utilização de um par de óculos translúcido digital, por meio do qual a pessoa pode ver ao mesmo tempo o seu campo visual “normal” e, segundo a matéria do Tecmund19o, “a tecnologia permitiria análises de ambientes em tempo real, sem que para isso seja preciso apontar uma câmera ou parar durante o trajeto.”

Figura 11. DARPA apresenta a nova geração de óculos para uso militar

Outra aplicação pode ser no campo da Medicina em cirurgias remotas, executadas por um cirurgião que se encontra em um lugar distante daquele em que está o paciente, contando com a cooperação de um médico que está junto ao paciente e ambos vêem a mesma coisa e contribuem com instruções diferentes para atuarem de forma integrada.

Existem várias definições de Realidade Aumentada. Optamos pela seguinte definição: A Realidade Aumentada é um sistema que combina elementos virtuais com o ambiente real; é interativa e tem processamento em tempo real e é concebida em três dimensões.

Queremos especificamente citar um dos instrumentos mais utilizados no nosso cotidiano: o GPS (Global Positioning System). A maioria dos seus usuários não conhece

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http://www.tecmundo.com.br/9593-darpa-apresenta-nova-geracao-de-oculos-para-uso-militar.htm acessado em 20/05/2011.

a sua classificação (realidade real X realidade virtual), mas entendemos que o papel do GPS seja fundamental no processo de aprendizagem pela nova forma de trazer a realidade aumentada à nossa vida diária. Outras áreas em que a RA pode ser largamente utilizada são a Bioengenharia, a Física, a Geologia, entre outras.

Suponhamos que todos os carros possuíssem um GPS com o StreetView da Google incorporada. Ao olharmos para o aparelho, poderíamos enxergar a provável cena da próxima rua transversal antes de dobrarmos a esquina. Essa é a Realidade Aumentada Móvel.

Portanto, a RA móvel é uma combinação da RA com tecnologia móvel da computação em aparelhos celulares dotados de conexão online. Quando a câmera do aparelho celular é direcionada a um objeto com logos ou formas reconhecidos por RA, tais elementos são substituídos por gráficos 3D enquanto todo o resto do mundo real permanece igual.

São proponentes da pesquisa dessa tecnologia a Universidade de Canterbury e o Georgia Institute of Technology.

No Brasil, a Chevrolet lançou um hotsite para a nova campanha do Vectra GT, em que o visitante pode dirigir um modelo do automóvel por meio dos movimentos da revista Carplace RA (2009), com um código RA impresso. O anúncio é direcionado para a webcam, o aplicativo no hotsite reconhece o QR code e o carro pode ser direcionado para a esquerda e a direita, como se a revista fosse o volante.

Uma parte das aplicações da RA, entretanto, necessita de óculos de exibição pessoais. Em algumas aplicações, como em carros ou aeronaves, esses aparelhos de exibição são geralmente integrados com o visor protetor em capacetes. A BMW é um dos exemplos que utiliza a RA para o treinamento de mecânicos com o uso de óculos. Ao colocar os óculos, o mecânico verá a explicação de como arrumar as peças ou os eventuais problemas do carro.

Em 1994, a empresa japonesa Toyota, por meio de sua subsidiária Denso-Wave criou um código de barras evoluído, denominado de QR Code (Quick Response), com a capacidade de ser lido por leitoras não sofisticadas, como por exemplo, câmeras fotográficas VGA. A invenção teve como objetivo criar um sistema de identificação para peças de automóvel no processo de fabricação. Há várias implementações possíveis para isso, desde o conhecido código de barras que está sendo usado nos produtos do supermercado até os protocolos RFID (Identificação por rádio frequência) que consistem na utilização de chips que podem ser lidos por meio de ativação num campo de rádio frequência similar ao que é usado pelas lojas para evitar a extração indevida de mercadoria. Essa iniciativa foi bastante bem sucedida para o que se propunha mas, com a sua aplicação estendida, obteve um sucesso muito maior do que a proposta inicial, pois ela foi adotada por outras áreas econômicas que não a da manufatura ou a da distribuição. Em especial, ela tem uma aplicabilidade quase universal na área de serviços, como por exemplo, no turismo e na aviação.

Com relação à RFID, que é uma iniciativa adotada como substituto ao código de barra, a criação do código é livre e fácil, pode ser feita por qualquer pessoa no seu microcomputador, não há necessidade de pagamento de qualquer royalty, pois a Denso- Wave abriu mão do exercício do copyright, portanto ela tem a vantagem econômica e a de facilidade de uso. Se comparado ao código de barra tradicional, o QR pode registrar uma quantidade maior de dados comparado ao sistema de código de barras que exige leitoras mais especializadas por ser unidimensional (1D). Cada QR pode registrar até

Max. 7.089 caracteres na base numérica Max. 4.296 caracteres na base alfanumérica Max. 2.953 bytes na base binária (8 bits) Max. 1.817 caracteres na escrita Kanji/Kana

O QR, que tem a sua concepção lastreada na leitura bidimensional 2D, beneficia-se de poder ser lido imageticamente e de explorar a popularização de leitores de imagem, como o scanner de páginas e qualquer câmera fotográfica que esteja conetada, ou seja, a maioria dos atuais aparelhos celulares. Podemos nos ligar ao mundo da Web, por exemplo, associando qualquer endereço Web (URL´s) a um QR, lido pelas câmeras dos telefones celulares e, em tempo real, acessar uma página para conhecer mais

informações sobre um determinado lugar ou produto, aumentando, dessa forma, o conhecimento sobre o objeto real que está diante de nós.

1.8.4.3. Um pouco da história do QR Code

A partir de 2003, foram desenvolvidas aplicações voltadas para telefones celulares, e, hoje, muitos aparelhos novos já saem das fábricas com aplicativos de QR Codes pré-carregados. Os QR Codes também são usados em revistas e propagandas, porque há necessidade de se registrarem dados de endereços e URLs, que, além de fornecer informações pessoais detalhadas, como, por exemplo, nos cartões de visitas, podem ser lidos por aplicativos de agendas de telefones celulares.

O padrão Japonês para QR Code, de 1999, corresponde ao internacional ISO/IEC 18004 de 2000. A Denso-Wave explicita no seu site o uso aberto da sua patente. Vários usos do QR Code ocorrem no Brasil utilizando o conceito de Realidade Aumentada. Citamos os pioneiros:

Publicação do anúncio publicitário da Fast Shop em dezembro de 2007 Publicação do anúncio da Nova Schin com o código em junho de 2008 Utilização em campanha da Claro do Código QR em novembro de 2008.

Adesão da Revista Galileu da Editora Globo ao QR para acesso do usuário a informações extras por meio do seu celular.

Presença, na atualidade, do uso dessa técnica em inúmeras propagandas de mídia impressa.

Hoje, a utilização do QR Code é bastante simplificada. Existem geradores de código gratuitos na internet, assim como programas leitores dos códigos que podemos baixar em nossos celulares que possuem câmera, para quase todos os tipos de sistemas operacionais. Por exemplo, gerei um QR Code para o endereço do meu Blog de comunicação com os meus alunos, para acessar a página do Professor Lawrence por meio do QR Code:

Basta posicionar o leitor de QR Code do seu celular e acessar o meu Blog.