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3.   Constitutional Development 1956-1985

3.5   The Jaafar Numayri Years 1969-1985

O episódio da Baia dos Porcos obrigou os Estados Unidos, em especial o presidente Kennedy, a rever toda a sua estratégia de vigilância sobre a América Latina. Houve a necessidade de se enviar aos países da América do Sul outro tipo de emissário e foi na pessoa do chefe da Delegação dos Estados Unidos na ONU, Adlei Ewing Stevenson, que Kennedy atribuiu a missão de averiguar os ânimos latino-americanos e arrefecer pontos de vista ‘antiamericanos’. Stevenson era uma personalidade mundialmente conhecida e respeitada.

Tratava-se de um homem culto e moderado em suas atitudes e “equilibrado na análise dos

problemas continentais”, naquele momento, ele “receberia como tarefa auscultar dez governos sobre o projeto da Aliança para o Progresso, ao longo da próxima reunião extraordinária do Conselho Interamericano Econômico em Punta del Leste, em agosto.”494

Em junho de 1961, a TIME trouxe uma reportagem tratando das relações entre EUA e América Latina e tendo como pano de fundo o antiamericanismo. Defendemos, em capítulos anteriores, que sintomas, ou ações, de repulsa aos EUA significavam uma afronta ideológica ao Século Americano, conhecido ideário da revista e de Henry Luce. No capítulo 2, discorremos sobre duas visitas ocorridas por lideranças norte-americanas no hemisfério sul cujos efeitos chamaram a atenção da revista, dentre eles, o mais agudo foi o ataque que Nixon sofreu na Venezuela. Dois anos depois, nem mesmo o austero e simpático Eisenhower escapou de protestos na Argentina.

O método que intercalava visitas (Boa Vizinhança?), averiguação e reconhecimento de área parecia estar esgotado naquele contexto. Para além da fronteira estava o wilderness, a constante necessidade por dominá-lo inquietava os ideólogos do Século Americano. Uma das cartas que Kennedy ainda tinha na manga era a dos seus “homens de fronteira”, tais homens tinham, além de outros países, o Brasil como foco:

Um após o outro, o Presidente Kennedy enviou seus Novos Homens da Fronteira voando para o sul para testar o temperamento da opinião da América Latina, particularmente no Brasil, onde o novo e enigmático Presidente Jânio Quadros e os protetores de Castro podiam criar problemas para os EUA.495

Em 5 de junho de 1961, Stevenson partia rumo à América do Sul numa viagem que

494 BARBOSA, op cit, p. 201

495 One after another, President Kennedy has sent his New Frontiersmen winging south to test the temper of

Latin American opinion, particularly in Brazil, where new President Jánio Quadros' enigmatic ways and hands- off-Castro attitude create problems for the U.S. Time Magazine: The Americas: Hello, But No Help, 23-06-1961.

tinha duração prevista para 18 dias e tinha no roteiro a seguinte ordem de visita: Brasil, Venezuela, Uruguai e Argentina.

Havia uma guerra psicológica. Era necessário averiguar comportamentos, sentimentos, “temperamentos”. Quadros já não era mais um enigma e, no Brasil, os simpatizantes de Castro incomodavam os EUA, incomodavam TIME!

A vinda de Stevenson pode ser considerada como uma missão exploratória, “sem qualquer proposta objetiva para apreciação das chancelarias; visto que, na realidade, o seu escopo era avaliar a extensão do dano político causado pela tentativa de invasão de Cuba e as possibilidades de recuperação a curto prazo da imagem de Kennedy e do governo norte- americano.”496

Para TIME, o temperamento do presidente Quadros não parava de chamar a atenção dos EUA. Quadros sempre alterava sua voz quando o assunto a ser tratado era Cuba. Seu temperamento foi testado duas vezes no primeiro semestre (com Berle e com Dillon) e foi o suficiente para provar a sua hostilidade, a sua ‘falta de educação’ e, por fim, a sua arrogância e ingratidão:

Em março passado, o chefe da força-tarefa para a América Latina, Adolf A. Berle, se deparou com uma recepção tão gélida que beirava à hostilidade. Há dois meses, o secretário do Tesouro C. Douglas Dillon, no Brasil, ofereceu a Jânio Quadros uma ajuda de quase US $ 1 bilhão, tendo como resposta algo pouco maior do que um simples “olá”, além de ter sido empurrado de dentro para fora do Palácio do Planalto de Brasília, por meio da garagem subterrânea.497

Se não fosse cômico, seria trágico. Um embaixador mal recebido alude à possibilidade de uma nota de reparo. Um Secretário do Tesouro sendo desprezado como se a sua ajuda não fosse necessária e quase sendo “empurrado para fora”, escadarias abaixo, ofereciam, no mínimo, condições para um impasse diplomático. Todas essas situações, em tom teatral, fundiam o real e o fictício para o leitor da revista.

O Itamaraty aceitou receber a missão de Stevenson, mas alertou de antemão que considerava a Operação Pan-americana “um instrumento válido nas relações intra-americanas e Stevenson deveria ter tal propósito em mente nas entrevistas com os presidentes latino- americanos.”498

Segundo a TIME, Adlai Stevenson desfrutou de certo prestígio junto aos brasileiros

496 BARBOSA, op cit. Idem

497 Last March, Latin America Task Force Chief Adolf A. Berle met an icy reserve that bordered on hostility.

Two months ago, Treasury Secretary C. Douglas Dillon, in Brazil to present Quadros with aid of nearly $1 billion, got a somewhat bigger hello, but was still hustled in and out of Brasilia's Planalto Palace via the underground garage. Time Magazine, loc. cit.

e, ao contrário de outras autoridades americanas, ele foi bem recebido. A revista apresentou os motivos da sua visita à América Latina:

Na semana passada, o embaixador da ONU, Adlai Stevenson, por quem os latino- americanos têm um grande respeito, recebeu a mais calorosa recepção no Brasil até agora. Em uma turnê pelas 10 nações para discutir a Aliança para o Progresso de Kennedy – e, incidentalmente, para ver se alguém tinha mudado de ideia sobre a ação conjunta com Castro – ele encontrou expressões de amizade e conversas entusiasmadas a respeito do desenvolvimento. Mas ainda nenhuma oferta para Castro.499

Novamente, o Brasil não deu ouvidos às propostas para isolar Castro. Do mesmo modo, a simples confirmação de amizade entre as nações não oferecia peso algum, sugeria apenas que a proposta e o conceito de amizade são meros instrumentos. Havia a necessidade de se ajustar meios e fins. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, Stevenson foi recebido por Afonso Arinos que durante o almoço enfatizou diplomaticamente “a fidelidade do governo e da imensa maioria do povo deste país à tradicional e sincera amizade do Brasil para com os Estados Unidos e à nossa inquebrantável solidariedade para com os ideais que unem a América.”500 Arinos informou Stevenson de que a política externa brasileira não estava em

contradição com a sua política interna, na verdade, elas eram complementares. O encontro com Arinos fazia parte de uma estratégia para antecipar os principais pontos que seriam

discutidos na reunião com Quadros. O encontro entre as duas autoridades, Quadros- -Stevenson, era uma “temida incógnita”501. Havia uma grande preocupação, de ambas as

partes, para que ‘incidentes’ tais como os que aconteceram com Berle não se repetissem. No entanto, o contexto parecia favorável às discussões diplomáticas. Segundo Barbosa, Jânio se mostrou mais tranquilo com os resultados da negociação e dos compromissos financeiros internacionais.502 Os motivos desse ‘bem-estar’ podiam ser identificados nas “perspectivas positivas criadas pela Aliança para o Progresso e que colaboravam para um ambiente mais desnuviado (...)”503 O encontro foi registrado na matéria. Porém, a postura de Quadros

permanecia inalterada:

Quadros se sentiu muito a vontade, muito mais do que com qualquer outro diplomata dos EUA. Ele conversou com o "seu caro amigo" Stevenson por duas

499 Last week U.N. Ambassador Adlai Stevenson, for whom Latin Americans have a great regard, got the

warmest welcome in Brazil yet. On a ten-nation tour to discuss Kennedy's Alliance for Progress — and incidentally to see if anyone had changed his mind about joint action on Castro — he found expressions of friendship and enthusiastic talk about development. But it was still no sale on Castro. Time Magazine, loc. cit.

500 BARBOSA, op cit, p 203 501 Ibid., p 205

502 Ibid., p 205 503 Ibid., ibidem.

horas, disse à imprensa: "Acredito firmemente que as relações entre esta democracia e a grande democracia da América do Norte se tornará constantemente mais e mais estreita" Sobre Castro, a quem Stevenson diplomaticamente se esqueceu de trazer à tona, Quadros simplesmente reiterou sua posição anterior: o ditador era um problema para Cuba resolver, e não para os EUA ou para o hemisfério.504

A fala de Jânio denunciava uma contradição histórica e política, que TIME parecia fazer vistas grossas. Dizer que os assuntos cubanos deviam ser tratados pelos próprios cubanos serviam para retomar o argumento da autodeterminação dos povos, da América para os americanos. TIME, a todo o momento, parece se esquecer desse ideário.

Ao final do encontro da missão com as autoridades brasileiras, Stevenson assegurava que os EUA não alimentavam nenhuma intenção de intervir em Cuba.

Os Estados Unidos aceitariam uma mediação para reintegrar a família continental? Em resposta a Arinos, Stevenson “respondeu afirmativamente, desde que Havana se afastasse da União Soviética e da China, condição requerida para que se restabelecesse o diálogo com Washington.”505

Depois do Brasil, nos demais países da escala, os espectros antiamericanos pareciam aguardá-lo. A presença do Frontierman foi quase um flashback de Nixon em 1958.

A mensagem – de não intervenção – foi a mesma em todos os lugares que Stevenson passou. Ele não precisa ir longe para buscar razões. Na Venezuela, na semana passada, os comunistas e castristas, que ameaçam todos os governos do hemisfério democrático, queimaram o carro do embaixador dos EUA, Teodoro Moscoso. 506 No

Chile, onde a fome gera as mesmas ligas “vermelhas” camponesas que já empesteiam o Brasil, manifestantes quebraram janelas em protesto contra a visita de Stevenson. Na infeliz Bolívia, ele assistiu a uma disputa permanente entre o governo e os mineiros de estanho, que terminou com cinco mortos. E, no Peru, os estudantes de esquerda que haviam declarado Stevenson como persona non grata foram dispersados pela polícia com gás lacrimogêneo.507

Sua presença foi contestada em Lima, La Paz e Montevidéu, segundo Barbosa, houve “ruidosas manifestações de rua, lembrando as agitações que em 1958 marcaram a passagem de Nixon pelo continente. Mas essas agitações, na maioria de origem estudantil, refletiam da

504 Brazil's aloof Quadros unbent farther than he has for any other U.S. diplomat. He chatted with "my dear

friend" Stevenson for two hours, told the press: "I firmly believe that relations between this democracy and the great democracy of North America will become constantly closer and more intimate." On Castro, whom Stevenson tactfully refrained from bringing up first, Quadros simply reiterated his previous stand: the dictator was a problem for Cuba, not the U.S. or the hemisphere, to solve. Time Magazine, loc. cit..

505 Barbosa, loc cit.

506 The message — nonintervention — was the same most everywhere Stevenson went. He did not have far to

look for reasons. In Venezuela last week, the Communists and Castroites, who threaten every hemispheric democratic government, burned U.S. Ambassador Teodoro Moscoso's car. Time Magazine, loc. cit.

507 In Chile, where famine breeds the same Red-led peasant leagues that already plague Brazil, rioters smashed

windows to protest Stevenson's visit. In hapless Bolivia, he witnessed a continuing feud between the government and tin miners that ended in five dead. And in Peru, leftist students who had declared Stevenson persona non grata were dispersed by police with tear gas. Time Magazine, loc. cit.

mesma forma o clima de insatisfação com a política norte-americana.”508 Em Buenos Aires,

os manifestantes protestaram contra Stevenson, este acabou ouvindo de Frondizi que “os Estados Unidos estavam sobestimando o poder de influência de Fidel em detrimento de outros pontos da agenda interamericana de maior relevo para o hemisfério.”509

O perfil contraditório de 1960 deu espaço gradual ao perfil perigoso de 1961. Enquanto foi candidato, Jânio soube confundir as expectativas da revista em relação a sua política externa. No entanto, durante o primeiro semestre de 1961 e com o poder em mãos, Jânio explicitava sua política independente. Os desgastes com a UDN foram marcantes, ao ponto de promover o distanciamento claro entre o candidato e o partido. Por meio de suas reportagens sobre Jânio, a revista compreendia que a política externa independente era análoga a aproximação com o bloco socialista. Tal política não favorecia o dialogo amistoso com os Estados Unidos. As contradições estavam vencidas e a TIME, finalmente, tinha o perfil definitivo de Quadros.

Era necessário naquele momento realizar uma biografia não-oficial de Jânio. Foi o que a revista fez em sua próxima publicação e que analisaremos no capítulo 5.

508 BARBOSA, op cit., p. 209 509 Ibid., ibidem.

I

MAGENS

CAPÍTULO

4

Imagem 22 – President-elect Quadros (06-01-1961)

Over there – somewhere.

Lá - em algum lugar.

Imagem 23 – Quadros debarking in Santos (03-02-1961)

About to pull himself out of a hat?

Imagem 24 – Jânio Quadros (Center wearing sash) taking over as President of Brazil? (10-02-1961)

Winning with faults, governing with qualities?

Ganhando com falhas, governando com qualidades?

Imagem 25 – President Quadros (17-02-1961)

Small spread in the palace.

Imagem 26 – Brazil’s Quadros & U.S. Ambassador Cabot (03-03-1961)

What fidelity didn’t get, angling might.

O que a fidelidade não conseguiu, um outro ponto de vista pode.

Imagem 27 – Task Force Chief Berle at Rio Luncheon (10-03-1961)

Respect, affection – and limitations.

Imagem 30 – U.S. Spokesman Dillon (10-03-1961)

$500 million, with more to come.

$ 500 milhões, e ainda mais por vir.

Imagem 31 – Niemeyer’s Cathedral in Brasília (06-05-1961)

The frontier days were ending.

Imagem 32 – Belém-Brasília Highway (12-05-1961)

Underneath: “a blanket of rotteness.”

Embaixo: "um manto de podridão."

Imagem 33 – Navy Minister Heck, War Minister Denys, Admiral Penna Botto, Air Minister Moss. (12-05-1961)

Presidential mutes for the sounding brass.

Imagem 34 – Quadros & Goulart (02-06-1961)

Quite for the quirk.

Muitas peculiaridades

Imagem 35 – Quadros at Press Conference. (09-06-1961)

Stopped by notorius modesty.

Imagem 36 – Ex-Diplomat Leitão da Cunha (16-06-1961)

Nobody speaks for Jânio.

Ninguém fala por Jânio.

Imagem 37 – Stevenson & Quadros (23-06-1961)

How much were friends willing to do for a friend?

CAPÍTULO 5

ONE MAN'S CUP OF COFFEE

5.1–ONE MAN’S CUP OF COFFEE

TIME, em sua edição de 30 de junho de 1961, trouxe Jânio em sua matéria de capa. O próprio Jânio se recusou meses antes em conceder entrevistas ou posar para a essa revista. Sua capa foi encomendada a Candido Portinari. Nela encontramos a figura de um homem magro, sisudo, sério, com topete e olhar fixo. O terno está ‘meio’ surrado, mas pode estar ‘meio’ arrumado. O fundo que lhe aparece às costas na capa estava dotado de pouca luz, sugeria um anoitecer, nublado ao fundo e com a constelação do Cruzeiro do Sul, lembrando a condecoração de Che Guevara. O céu negro, no qual adentrava sua cabeça, poderia significar o obscurantismo de suas ideias, de suas intenções, de suas propostas. O mar é vermelho, da cor do comunismo com o qual Jânio flertava, ao mesmo tempo em que pode aludir à cor do sangue. O horizonte mescla o verde e o amarelo com o nascer do sol (ou o pôr do sol!), esperança?

Neste capítulo analisaremos essa reportagem que congrega o maior esforço em saber “Quem é Jânio?”, “Onde está Jânio?” ou “Para onde vai Jânio?”. Seja quem fosse, onde

estivesse e para onde se dirigisse, os interesses americanos estariam à sua espreita. Jânio era um espectro antiamericano, Antisséculo Americano. A maioria dos elementos que iremos encontrar nessa reportagem foram debatidos nos capítulos anteriores. Não iremos realizar um debate bibliográfico com os trechos, pois a maioria dos argumentos já foi tratada. No intuito de contribuir com pesquisas futuras, realizaremos uma tradução comentada dessa reportagem. O subtítulos que aparecem neste capítulo correspondem aos mesmos que foram utilizados no corpo da própria reportagem e resumem o assunto.

5.1.1–O

L

EAD INTRODUTÓRIO

O lead desta reportagem expõe de forma clara a preocupação da revista em torno dos efeitos pós-Baía dos Porcos. Os líderes latino-americanos estavam em choque com a “vitória” de Castro. Algo parecia ter mudado no hemisfério. Cuba parecia ter aumentado de tamanho. As ligações entre Cuba e a URSS eram a grande preocupação da TIME.

No início da semana, passada após uma turnê por dez nações da América Latina, o enviado presidencial, Adlai Stevenson, foi o portador de notícias preocupantes. Os líderes de governos democráticos da América Latina ainda estavam em um estado de "choque mental" sobre o desastre de Cuba; o prestígio dos EUA estava em declínio acentuado. 510 Embora todos reconhecessem o perigo do comunista Fidel Castro, em

Cuba, o barbudo ditador agigantou-se por todo o Caribe e agora ninguém está disposto a juntar-se numa forte ação contra ele. A única esperança imediata, informou Stevenson, que estava num aeroplano rumo à Colombia, seria fazer Castro renunciar à sua ligação com a Rússia. Se ele se recusar, a Organização dos Estados Americanos poderá riscá-lo da família de nações do hemisfério.511

Quais seriam os aliados dos Estados Unidos? Quais seriam seus adversários numa eventual polarização? Quadros apareceu, finalmente, como a grande interrogação.

A Venezuela provavelmente se juntaria a um movimento Anticastro. Na América Central, Guatemala, Nicarágua e Honduras também não teriam problemas. Argentina e Peru provavelmente também poderiam somar. 512 Mas a enorme nação,

o cada vez mais poderoso Brasil – o Brasil de Jânio Quadros – era, mais do que nunca, um grande ponto de interrogação. Para o presidente Quadros, de 44 anos de

510 Home last week after a ten-nation tour of Latin America, Presidential Envoy Adlai Stevenson was the bearer

of uneasy tidings. The leaders of Latin America's democratic governments were still in a state of "mental shock" over the Cuban disaster; U.S. prestige was in sharp decline. Time Magazine, loc cit.

511 Though everyone recognized the danger of Castro's Communist Cuba, the bearded dictator loomed so large

across the Caribbean that no one was willing to join in strong, concerted action against him. The one immediate hope, reported Stevenson, was a mild plan, advanced by Colombia, for a call to Castro to renounce his ties to Soviet Russia. If he refuses, the Organization of American States might then read him out of the hemisphere's family of nations. Time Magazine, loc cit.

512 Venezuela would probably join an anti-Castro move. In Central America, Guatemala, Nicaragua and

idade, e depois do agitado período de cinco meses no cargo, ele provou que não é amigo de ninguém, exceto, talvez, do Brasil.513