Conforme os estudos nos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, o ensino também deve acompanhar as mudanças que ocorrem no meio social, levando em consideração alguns pontos:
Pode-se dizer que as percepções modernas da aprendizagem de Língua Estrangeira foram, principalmente, influenciadas por três visões: a behaviorista, a cognitivista e a sócio interacional (BRASIL 1998, p.55).
Na visão behaviorista, o professor enfatiza exercícios de repetição e substituição, associando a aprendizagem a uma pedagogia corretiva. Na visão cognitivista, entende-se que a mente humana está apta para aprender outra língua, observando os erros cometidos como possibilidades para facilitar o seu aprendizado, e conseguir fazer transferências linguísticas da Língua Materna para a Língua Estrangeira, mostrando, também, que cada indivíduo tem sua maneira de aprender, seja por meio auditivo ou por meio visual, ou outro meio.
Na visão sociointeracional, a aprendizagem dá-se através do meio social, um aprendendo com o outro, auxiliando na construção de significados e conhecimentos com os quais os mesmos se depararem. Então se percebe que todas as concepções teóricas contribuem de maneira satisfatória para a aprendizagem do aluno, desde que haja interesse tanto do professor quanto
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do aluno, bem como das instituições de ensino para buscar uma educação de qualidade, uma educação inovadora. De acordo com os PCNs em relação às três visões, "... o foco que, na visão behaviorista, era colocado no professor e no ensino, e na visão cognitivista no aluno e na aprendizagem, passa a ser colocado na interação entre o professor e aluno e entre alunos" (BRASIL 1998, p. 57).
Esta última visão mostra que no ensino de Língua Estrangeira, o professor deixa de ser um transmissor de conhecimentos e passa a ser o mediador encarregado de criar oportunidades para que os alunos possam construir seu próprio conhecimento, e assim obter um papel importante para o exercício da cidadania e para a plena participação na vida social.
Nesse sentido, percebe-se a importância do apoio pedagógico quanto a estas perspectivas educacionais. O aluno, na perspectiva pessoal, deve ser motivado a usar a Língua Estrangeira para obter êxito nas respostas de suas atividades, através do seu conhecimento como cidadão, e fazer uso da comunicação oral falando de si mesmo para outra pessoa ou em pequenos grupos. Na perspectiva comunitária, o aluno vai se deparar com o fato de haver semelhanças e diferenças de opiniões, atividades e valores sociais e deve respeitar e refletir sobre essas inter-relações sociais. Na perspectiva global, o aluno é sensibilizado a respeito das semelhanças e diferenças que há em grupos grandes, como nações, e grupos de várias culturas que também fazem parte da dimensão global ou nacional.
Além dessas perspectivas, percebe-se que ensinar inglês a alunos requer professores competentes que possam transmitir os conteúdos selecionados com segurança, porque os educandos conseguem perceber se o professor está preparado ou não para ministrar as aulas e se o mesmo tem domínio do conteúdo, principalmente os que tratem da sua própria realidade. Percebemos, assim, a importância do planejamento das aulas e o preparo do professor, com o intuito de buscar a motivação do educando para permanecer na sala de aula e ter um bom rendimento escolar durante o ano. Desta forma, o professor, ao enfatizar a importância de se considerar as vivências e conhecimentos dos estudantes, revela a habilidade de lidar e agrupar essas diversas experiências trazidas por eles para a sala de aula, transformando-as em conhecimento significativo no processo de ensino e aprendizagem.
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Sobre aprendizagem significativa, seria de fundamental importância que essa prática fosse adotada pelos professores e que através dela buscassem desenvolver uma educação de qualidade, principalmente na língua inglesa, que é uma disciplina perante a qual alguns alunos demonstram certo desinteresse. Nesse caso, caberá ao educador estar sempre melhor sua forma de ensinar.
A desvalorização da Língua Inglesa (e de qualquer outra LE) acaba se manifestando não apenas na carga horária mínima, na falta de material didático apropriado ou nos mais diversos mitos, hoje tão arraigados no imaginário coletivo de pais e estudantes de todas as classes sociais. (LIMA, 2011 p. 97)
Atualmente, e quanto à desvalorização da língua inglesa pelos estudantes, ainda persiste o mito mais conhecido que é o de comentarem: "não sei nem o português direito quem dirá o inglês!". E essa mentalidade, alimentada pelo senso comum, já faz com que cheguem à sala de aula desmotivados e sem dar a devida importância à disciplina curricular que a escola propõe. Continuando a tratar sobre problemas metodológicos de ensino, Leffa, (2011, p.105) relata:
vemos o ensino de LE como um problema metodológico quanto estamos preocupados, por exemplo, com a atuação do professor na sala de aula, com a ênfase na escrita ou na fala, com a melhor maneira de ensinar determinado conteúdo [...].
Ou seja, esta preocupação é comum na sala de aula porque muitos professores não tem formação na área e não tem o cuidado de selecionar o material didático a ser utilizado no ano escolar, daí a importância do apoio pedagógico que compõe a grade curricular da escola. Lima (2011, p.196) continua a enfatizar sobre a problemática do estudo de inglês na escola pública:
Por agora, visualizamos que o que faz o ensino de inglês na escola não funcionar é a soma negativa de vários fatores, dentre os quais destacamos, aqui, somente três: professor, escola e aluno. O ciclo que perpetua o fracasso da LE na escola faz com que o professor não valorize sua disciplina, assim como seus colegas e a direção da escola; essa atmosfera negativa consegue baixar, ainda mais, a autoestima do professor, frustrando-o.
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Sem dúvida, os educadores que lecionam inglês devem se conscientizar que ensinar é criar situações de aprendizagem, não basta somente que tenham competências técnicas, mas devem ser capazes de identificar e valorizar suas próprias competências e habilidades dentro de sua profissão para que possam desenvolver um bom trabalho, para que haja efetiva melhora no ensino tanto da língua inglesa quanto do professor.