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SOSIAL KOMPETANSE: METODISKE TILNÆRMINGER

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O A Modelagem Matemática, surgida na década de 1960, no Ensino Superior, expandiu-se na escola básica, desde as décadas de 1980 e 1990, intensificando-se em 2000. Esta intensificação pode ter ocorrido devido à mudança de concepção de currículo, à inclusão da tecnologia, às orientações advindas dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’S, 1997) apontam para a necessidade da busca de alternativas inovadoras que auxiliem o processo de construção do conhecimento matemático. A resolução de problemas, o uso das tecnologias da informação e comunicação, a Etnomatemática, a História da Matemática, o uso de jogos e a Modelagem Matemática são alguns exemplos de propostas metodológicas que visam à melhoria do ensino e aprendizagem da Matemática.

De acordo com Breiteig et al (apud BARBOSA, 2001), um marco histórico desse movimento deu-se no Simpósio de Lausanne, em 1968, cujo tema era “Como ensinar Matemática de modo que seja útil”.

Em matemática usamos e construímos modelos, modelos esse seguindo o contexto matemático, que implica para explicar, representar e fazer previsões para situações usando matemática. O modelo matemático é então “um sistema conceitual, descritivo ou explicativo, expresso por meio de uma linguagem ou uma estrutura matemática e que tem por finalidade descrever ou explicar o comportamento de outro sistema”. (BLANTON et al, 2012, p.13).

A Modelagem, embora venha crescendo em termos de pesquisas, está presente de maneira tímida nas salas de aula de Matemática, considerando principalmente a Educação Básica. Alguns fatores têm sido encontrados na literatura e, embora haja uma razoável diferença entre os períodos de publicação de algumas pesquisas (BARBOSA, 2004; BASSANEZI, 1999), as mesmas retratam cenários próximos.

É passível dizer que do ponto de vista conceitual, não existe uma definição única do que seja Modelagem Matemática, tanto na fala de educadores quanto na fala de pesquisadores sobre o assunto. Pesquisas a respeito do assunto nos levam à conclusão de que existem diversas linhas nesse segmento.

Barbosa (2001) apresenta a Modelagem Matemática como um “ambiente de aprendizagem no qual os alunos são convidados a indagar e/ou investigar, por meio da Matemática, situações oriundas de outras áreas da realidade” (2001, p. 6, grifos do autor). Segundo o autor, o que diferencia sua compreensão de Modelagem Matemática de outras, é o objetivo de desenvolvê-la, o qual tem como foco a importância da matemática escolar em diversos setores da sociedade, promovendo uma formação crítica do estudante.

Para Anastácio (1991) a Modelagem Matemática é “como processo de capacitação do aluno para a análise global da realidade na qual ele tem sua ação”. A Modelagem Matemática vem sendo considerada bastante eficaz, em vários níveis de ensino, enfatizada no currículo de Matemática.

Os conceitos de Modelagem Matemática que estão presentes na literatura quando usada no contexto escolar, poder-se-ia inferir que as divergências nas ideias dos autores apresentados se referem quanto à forma de conceituar a Modelagem Matemática no contexto escolar.

Dado esse contexto, e enquadrado na referida temática, o presente artigo é referente á pesquisa, em de “Estado da Arte da Pesquisa em Modelagem Matemática na Educação Básica: um estudo das teses e dissertações produzidas no Brasil entre 2007 e 2017 ”.

Mediante deste artigo tem com o objetivo de tecer um panorama das pesquisas acadêmicas relacionando a Modelagem Matemática na Educação Básica no período de 2007 a 2017, procedendo-se por meio do mapeamento de teses e dissertações defendidas em

programas brasileiros de pós-graduação, localizadas junto a bibliotecas virtuais e bancos de teses e dissertações.

Procurou-se fazer um estudo teórico tendo como referência as dissertações e teses, tratando-se, portanto, de uma pesquisa bibliográfica. Justificando-se o interesse pelo desenvolvimento de uma pesquisa sobre essa temática, pois se acreditam que a Modelagem Matemática é uma abordagem que pode despertar a motivação e o interesse do aluno para estudar Matemática, além de propiciar à contextualização, a interdisciplinaridade, a investigação, aspectos esses que podem contribuir com a aprendizagem da Matemática.

3. Metodologia

A metodologia deste artigo possui características dos estudos do tipo estado da arte, que de acordo com Fiorentini e Lorenzato (2006, p. 103) “tendem a ser mais históricos e procuram inventariar, sistematizar e avaliar a produção científica numa determinada área (ou tema) de conhecimento, buscando identificar tendências e descrever o estado do conhecimento de uma área ou de um tema de estudo”.

Neste artigo foram feitas pesquisas bibliográficas de teses e dissertações sobre o tema, Modelagem Matemática na educação Básica. Para coletar os dados, inicialmente foram listadas as dissertações e teses encontradas no período de 2007-2017. Para realizar as análises, foram considerados o título da pesquisa, o resumo e os objetivos das dissertações e teses que trataram de Modelagem Matemática na Educação básica. No Quadro 1, a seguir, está listadas as teses e dissertações analisadas neste artigo , destacando o ano de defesa, autor, nível (Mestrado ou Doutorado), instituição, orientador e títulos das pesquisas.

Para o levantamento de dados foram usados: Banco de Teses da Capes, na Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina, na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), Biblioteca Digital Mackenzie, Acervo digital da Universidade Federal do Paraná, que nesse caso foram pesquisados palavras chaves como: Modelagem Matemática na Educação Básica; Modelagem matemática no ensino básico; Modelagem Matemática na educação Brasileira e Modelagem na educação matemática.

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