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Sosial kompetanse hos mennesker med Asperger syndrom

O processo de transformação de vida acontece pela educação. A prática pedagógica do professor pode muitas vezes interferir na vida do aluno, não apenas escolar, mas social, afetiva e até profissional, a partir da atitude que o professor tiver, do olhar que dispensará ao aluno, da validação das suas produções, da aceitação enquanto sujeito aprendente.

Credibilidade que poderá ou não ocorrer na relação professor-aluno, mas que certamente é fator determinante para a aprendizagem. Assim como o afeto, a emoção, o desejo, o acolhimento, a autoestima contribuem para dar significação à aprendizagem.

Neste sentido, amorosidade na relação educador-educando faz diferença uma vez que valores e sentimentos se constroem nas interações e são levados pela vida.

“Ouvir os outros e aprender a vê-los como são realmente é fundamental para as relações interpessoais, em especial para os professores, que devem estar muito atentos e poder, assim, agir melhor na realidade” (MOSQUERA; STOBÄUS, 2004, p. 97).

O ouvir passa a ser uma das principais armas do professor para que possa organizar este bom relacionamento, o professor se dá conta das necessidades de seu aluno e proporciona a ele meios de buscar soluções a seus questionamentos, como mediador neste processo de aprendizagem.

As Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental apontam a importância da dimensão afetiva no processo de aprendizagem. Diz o texto:

III - As escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas pela interação dos processos de conhecimento com os de linguagem e os afetivos, em conseqüência das relações entre as distintas identidades dos vários participantes do contexto escolarizado: as diversas experiências de vida dos alunos, professores e demais participantes do ambiente escolar, expressas através de múltiplas formas de diálogo, devem contribuir para a constituição de identidades afirmativas, persistentes e capazes de protagonizar ações autônomas e solidárias em relação a conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã.

A palavra passa a ser não arma essencial do professor, mas sim do aluno. Sua forma de expressar o que vive está ligada diretamente com a mensagem que deve passar ao professor, indicando suas fraquezas e suas necessidades. Além da palavra, o olhar também é um importante instrumento, pois não nos comunicamos apenas com expressões orais, mas na maioria das vezes com a expressão corporal que pode nos indicar muitos aspectos.

Segundo Gadotti (2003), os professores não podem mais ser meros transmissores de conteúdos, mas profissionais cujo perfil e atitudes também sirvam de exemplo para a aprendizagem de valores.

Aprender pressupõe como suporte um professor aberto às individualidades; que garanta os diferentes diálogos e interações; que conceba o aluno ser indiviso. O saber do professor necessita ser estruturado, evolutivo, cultural, contextualizado e afetivo para que consiga preparar a aula de forma a promover além do conhecimento, aprendizagem relevantes. A sala de aula, ambiente onde os alunos e professores exercem diálogo, reflexão, e buscam juntos ampliar o conhecimento, pode ser local de encontro prazeroso.

Quando o professor trabalha com práticas mais humanizadoras, conteúdos interessantes para seus alunos, com consciência de seu papel de educador, recebe da mesma forma a afetividade e motivação de seus alunos, tornando assim seu trabalho mais gratificante e estimulante.

Amar o ensinar significa desejar ardentemente que o outro aprenda a ter prazer nisto; ter prazer em partilhar com o outro um trecho do percurso que já fez (e que continua fazendo), tendo consciência de que o caminho do outro terá suas peculiaridades. Esta satisfação é que vai também ajudar a suportar a fadiga da atividade e a sustentar a necessária paciência, pelas formas ritmos de apreensão do outro (VASCONCELLOS, 2003, p. 63).

É de comum acordo entre educadores, que somente atos de atenção e interesse do professor não garantem a mesma resposta por parte do aluno. Eles já trazem consigo ideais de professores, de aulas, de aprendizagem. As atitudes do professor são avaliadas e enquadradas ou não neste ideal. A partir do momento em que o professor é descartado deste ideal, terá maior dificuldade em manter boa relação com o aluno, dificultando o desenvolvimento de seu trabalho.

Trabalhando os conteúdos a partir das experiências dos alunos, valorizando o contexto onde está inserido esse sujeito, o professor estará possibilitando que o aluno participe do processo de ensino e aprendizagem como autor e assim, aprendendo significativamente.

Não conta apenas o aprendizado dos conteúdos específicos de cada disciplina. Problematizar, orientar, interagir com o aluno, criando vínculo afetivo e de credibilidade com este. Algumas vezes a ação do professor ressignifica toda uma história de vida tanto positiva como negativamente Eis o objetivo da educação: ir muito além do simples transmitir conhecimentos, ensinar para a vida.

O professor, a professora precisam assumir uma postura mais relacional, dialógica, cultural, contextual e comunitária. Durante muito tempo a formação do professor era baseada em ‘conteúdos objetivos’. Hoje o domínio dos conteúdos de um saber específico (científico e pedagógico) é considerado tão importante quanto as atitudes (conteúdos atitudinais ou procedimentos) (GADOTTI, 2003, p. 25).

A escola é um espaço de interações. Não há escolas formadas por um só indivíduo, a troca de experiências, de ideias e de valores é constante e neste momento é produzido o conhecimento. Muito ouvimos falar sobre metodologia de ensino, mas em vários momentos, o professor organiza sua metodologia sem saber realmente a quem será dirigido seu trabalho.

A educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo, para cada pessoa, os pilares do conhecimento, segundo o relatório Delors (1996): aprender a conhecer - compreender o mundo que nos rodeia, possibilitar ordem e sentido para as experiências e informações, aprender a aprender;

aprender a fazer - saber pôr em prática os conhecimentos apreendidos não basta para a

escolha de meios e procedimentos, é necessário incluir as incertezas, transformar as informações recebidas em conhecimento; aprender a conviver - responsabilidade por um mundo mais solidário, aprender a viver juntos corresponde a uma das tarefas essenciais da educação; aprender a ser - construir a identidade, a subjetividade, humanizar as relações, aprender a ser deve, enquanto princípio fundamental da educação, contribuir para o desenvolvimento total da pessoa - espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido, estética, responsabilidade pessoal e espiritualidade.

O professor precisa estabelecer vínculos, garantir o bem estar, o prazer de aprender e o significado da realidade, entendimento do porquê do aprender, deve o professor agir coerentemente e acreditar nas possibilidades do outro como sujeito que é capaz, que aprende, mas que também ensina.

Sendo assim, esse desafio torna-se uma das questões a serem discutidas por educadores de toda parte, afinal quando conhecemos somente o coletivo e não o individual tendemos a normatizar, colocando todos os alunos sobre um mesmo padrão e produzimos então a exclusão daqueles que não se enquadram em nossas normas. O relacionamento interpessoal pode então ser uma das ferramentas contra a exclusão e o fracasso escolar. Basta que conheçamos a complexidade de cada indivíduo para que o compreendamos sem que para isso sejam necessárias comparações e nivelamentos.

A cada dia devemos cultivar a paciência, o respeito, afetividade, as trocas, o diálogo, a coerência de nossas ações. Para Freire (2000) somos seres inacabados, que buscam se constituir em cada ação, que buscam significados através das experiências vividas.

A pessoa constrói seu próprio conhecimento, na interação que faz com o mundo. Com os outros, organiza sua própria experiência e aprende de um jeito que lhe é original e específico. Por isso, a ênfase deve ser mais na aprendizagem, na perspectiva da construção do conhecimento e de credibilidade e confiança, não da instrução e da mera transmissão.

A educação mais do que qualquer profissão deve promover o bem comum, o bem estar de professores e alunos. O ser humano precisa ser estimulado e se sentir valorizado e aceito.

Nesta inter-relação é que aprendemos e crescemos. As diferenças promovem mudanças, porém o confronto de ideias e ideais deve vir sempre acompanhado de respeito mútuo.

Todo trabalho em educação deve estar acompanhado de um comprometimento com o outro. O aluno precisa aprender a respeitar o próximo, o ambiente onde vive e principalmente a si mesmo.

Os princípios, os valores, as necessidades da sociedade determinam o caminho a ser trilhado. Este caminho cheio de incertezas, bloqueado de ilusões transcende e evolui pela educação. Quando o educando reconhece a construção desses valores sente-se confiante para expor seus pensamentos, dúvidas, possibilitando que as relações se solidifiquem dentro da sala de aula, tornando o ambiente mais afetivo com relações de cumplicidade. O bom professor é lembrado por suas ações.

O bom relacionamento entre aluno e professor acontece quando o professor o promove entre alunos, quando o aluno tem liberdade para se expressar, quando há afetividade e respeito pelas diferenças, no momento em que o professor passa a ser um exemplo para o aluno.

A tarefa não é simples, mas para que possamos modificar a educação em nosso País, necessitamos de educadores que se proponham a realizar tarefas árduas e descobrir o prazer em educar com qualidade a todos.

Professor, mero professor. No entanto grande conhecedor dos saberes, das dificuldades, das possibilidades de seus alunos e agente incentivador na formação de cidadãos conscientes e atuantes na sociedade.

3.4 FORMAÇÃO DO PROFESSOR: FATOR IMPORTANTE DE REFLEXÃO E