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4 Rødlistede arter

4.2 Rødlistede arter i kommunen

4.2.3 Sopp

Desde a primeira consulta que foram realizadas alguns exercícios de leitura e escrita (regulares e não-estruturados), de modo a serem estabelecidas as primeiras hipóteses de avaliação e diagnóstico.

A partir destas hipóteses decidiu-se e foram então aplicados os seguintes instrumentos e provas de avaliação:

• Matrizes Progressivas Coloridas de Raven: conjunto de escalas não-verbais destinadas a avaliar a aptidão da criança para apreender relações entre figuras e desenhos geométricos e perceber a estrutura do desenho a fim de seleccionar a parte apropriada (entre várias) que completa cada padrão ou sistema de relações (avaliação da inteligência não verbal);

• Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC III): bateria de testes, aferida à população portuguesa, que visa avaliar o desempenho cognitivo da criança, relativamente às suas capacidades verbais e perceptivo-motoras (capacidade de realização e manuseamento visuo-espacial), de acordo com um conjunto específico de condições já definidas.

IV. Comportamento e atitudes do P (9) ao longo das avaliações

Durante as avaliações, o P (9) cooperou e manifestou interesse na realização das tarefas propostas, sendo que respeitou sempre as indicações e recomendações que foram dadas. Ele apresentou-se sempre seguro das suas respostas, mesmo nas situações em que estas revelavam-se, posteriormente, como incorrectas/inadequadas (não demonstrando quaisquer sintomas de ansiedade).

De referir ainda, que na execução de algumas tarefas, o P (9) não revelou qualquer lentidão, sendo que algumas vezes até manifestava impulsividade (“Ai, isto é muito difícil, não vou conseguir fazer.”), acabando por realizar a maioria destas tarefas.

Foi possível constatar, que algumas vezes, o P (9) apresentava alguma desatenção durante a realização das tarefas, o que sempre resultava numa resposta incorrecta, sendo que quando solicitado (e prestava atenção) respondia/realizava a dita tarefa correctamente.

V. Avaliação Cognitiva

No que se refere à apresentação dos resultados obtidos da avaliação realizada, esta será feita de forma qualitativa, omitindo-se quaisquer resultados quantitativos.

Em primeiro lugar, e em relação à avaliação feita através das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, os resultados permitem-nos concluir que o P (9) apresenta uma Capacidade Intelectual (não-verbal) dentro da média considerada “normal”, sendo que os resultados indicam que existe uma correspondência entre a idade mental e a idade cronológica. Esta análise mostra que o P (9) apresenta uma capacidade de estruturação espacial e representação mental adequada à idade.

No entanto e relativamente à WISC III, de um modo geral, o P (9) apresenta um funcionamento intelectual abaixo do nível esperado para a sua idade. Num grau mais específico, o P (9) revela alguma heterogeneidade nos resultados, na medida em que destaca-se (positivamente), ainda que minimamente, nas provas de realização que fazem apelo às capacidades perceptivo-motoras (ex.: cubos e disposição de objectos), em detrimento das todas provas de carácter Mestrado em Psicologia (UBI) 2007/2008______________________________________________________________________________ 136

verbal (em que apresenta resultados muito abaixo da media esperada). Deste modo e apesar dos resultados obtidos, apontam-se os seguintes pontos fortes do P (9): memória, acuidade visual, percepção visual, manipulação de objectos e destreza motora.

No que se refere à área social, o P (9) parece possuir as capacidades de juízo prático, compreensão e adaptação a situações sociais, bem um comportamento social aceitável e eficaz.

As áreas menos desenvolvidas (e que merecem muita da nossa atenção) encontram-se ao nível da compreensão e na capacidade de estabelecimento de relações conceptuais, o que denota dificuldades na utilização do raciocínio abstracto. Outra área deficitária (tal como foi assinalada pela mãe e professora) trata-se do nível linguístico, que revela uma pobreza no tipo de vocabulário empregue e ainda uma fluidez e compreensão verbal diminutas. Do mesmo modo, a aritmética também revela-se como um campo a desenvolver, pois o P (9) revela algumas dificuldades na capacidade de concentração, de raciocínio e de cálculo numérico, acompanhada por uma dificuldade acentuada na utilização e compreensão automático de símbolos (exceptuando as situações em são requeridas os processos de memorização, sendo que neste contexto o P (9) não apresenta quaisquer dificuldades).

VI. Integração dos Resultados da Avaliação Psicológica

Através das informações fornecidas tanto pela mãe, como pelo relatório enviado pela professora e pela observação feita ao desempenho e comportamentos o P (9) durante o processo psicoterapêutico, considera-se que este não preenche os critérios de diagnóstico necessários para a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, apesar deste apresentar algumas dificuldades relativamente ao processo atencional, sendo muitas vezes facilmente distraído com objectos. Estas dificuldades, durante as consultas,

revelaram-se de fácil controlo, pois foi necessário somente chamar a sua atenção (poucas vezes) para que este se concentrasse novamente na tarefa.

Ilustração 5 – Exemplo de uma das tarefas realizadas no processo de Avaliação Psicológica (cópia).

Relativamente às suspeitas de Dislexia, e tendo em conta os exercícios de leitura e escrita realizados, considera-se que o P (9) apresenta e preenche os critérios para o diagnóstico desta problemática, principalmente no que se refere aos seguintes:

• Na leitura notaram-se confusões de grafemas cuja correspondência fonética é próxima ou cuja forma é aproximada, bem frequentes inversões, omissões, adições e substituições de letras e sílabas, bem como problemas na compreensão semântica e na análise compreensiva de textos lidos;

• Na produção escrita em que as características são semelhantes à leitura, em que se verificava a presença de muitos erros ortográficos, grafia disforme e ilegível, para além de défices acentuados na construção frásica, bem como a omissão ou adição de letras e sílabas;

• Ilegibilidade da escrita, letra rasurada, disforme e irregular, presença de muitos erros ortográficos e dificuldades ao nível da construção frásica;

• Incapacidade em apreender as vogais, sendo que até agora, e tal como confirmam as informações recolhidas o P (9) somente utiliza a vogal “O”;

• Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças subtis de grafia ou de som (a-o; o-u; p-t; b-v; s-z; m- n; f-v; ch-j-x; nh-lh-ch);

• Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço (b-d; d- p; b-q; d-q;);

No entanto não se verificou a presença dos seguintes critérios:

• Problemas ao nível da dominância lateral (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, lateralidade cruzada).

• Problemas ao nível da motricidade fina e do esquema corporal.

• Problemas na percepção visuo-espacial e na orientação espaço-temporal.

No entanto, não sendo necessário o diagnóstico concreto desta problemática para se iniciar a intervenção, recomenda-se que desde já se comece a trabalhar de modo a diminuir a sintomatologia descritiva desta problemática, ou pelo menos se contribua para que estes não se agravem/intensifiquem, prejudicando ainda mais o P (9), nas diversas áreas da sua vida.

Neste sentido, a seguir são apresentadas breves e práticas sugestões, que poderão ser úteis para a intervenção com o P (9). No entanto convém referir e alertar que uma intervenção neste contexto, deve incidir essencialmente sobre as dificuldades específicas de cada criança, sendo por isso necessário adaptar as sugestões, neste caso às dificuldades específicas do P (9). Isto é, não há “receitas” infalíveis e adaptáveis a todos os casos. Antes pelo contrário, cada caso é um caso e deve ser encarado na sua singularidade e especificidade.

In document Naturtypekartlegging i Tydal kommune (sider 30-34)