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In document Kommersialisering av Norsk Langrenn (sider 49-55)

Os 48 sujeitos completaram cinco sessões: quatro visitas e uma coleta de dados domiciliar, para conclusão do experimento. Na primeira visita foi realizada a triagem com entrevista individual (Anexo 2) e assinado o TCLE (Anexo 1). Na segunda, coleta dos dados da anamnese, questionários e escalas. Na terceira em consultório odontológico, foram realizadas as análises clínicas, funcionais e fotográficas com coleta de dados intra e extra orais. Na quarta sessão – coleta de EMG domiciliar com dispositivo descartável (Bitestrip) de eletromiografia para avaliar atividade do masseter, para identificar presença e grau do bruxismo do sono. Na quinta sessão foram realizados os experimentos com coleta de sinais elétricos biológicos: EEG com PEV. Utilizou-se equipamento específico, localizados na sala de coleta do BioLab. Um total de cinco sessões (Quadro 1) para todos os grupos de sujeitos dos grupos

(GC e GE). Os grupos: controle e experimental, realizaram todos os exames clínicos, responderam aos questionários, coleta de EMG domiciliar e participaram da aquisição dos sinais das atividades de EEG. O experimento aconteceu com o sujeito em vigília e as visitas ao laboratório tiveram duração média de sessenta minutos. Todos os procedimentos, incluindo a modalidade de exames com aparelhos eletromédicos foram realizados por profissionais treinados. Os procedimentos não foram invasivos, sem efeitos colaterais e não ofereceram riscos à saúde dos sujeitos. Os voluntários relataram que não houve dor ao serem examinados, mas houve o desconforto de aguardar pelos procedimentos e por ter os géis no couro cabeludo durante o procedimento do EEG.

Quadro 1 – Procedimentos da pesquisa

1ª sessão 1 hora (triagem);

2ª sessão 1 hora (anamnese e questionários);

3ª sessão 1 hora (exames clínicos – clínica odontológica); 4ª sessão Uma noite em casa, com uso do Bitestrip;

5ª sessão 1 hora (EEG- PEV – BioLab).

Para proteção e sigilo da identificação dos voluntários, a equipe executora criou código de identificação numérico nas fichas de anamnese e questionários. Todas as etapas dos procedimentos foram informadas com antecedência, sendo entregue o manual de orientação para o sujeito se preparar antes da sessão.

5.4.1 Coleta dos dados clínicos (anexos de triagem, fichas e exames clínicos).

1ª sessão: triagem

Entrevista individual para selecionar e identificar os sujeitos da pesquisa de acordo com critério de inclusão e exclusão, e se fosse incluso como sujeito da pesquisa assinava o TCLE (Anexos 1 e 2).

2ª sessão: fichas anamnéticas, escalas e questionários

Após preenchimento de ficha de triagem, inclusão ou exclusão do voluntário, foi preenchido termo de consentimento livre e esclarecido e sua participação confirmada. Foi realizada coleta de dados por meio de escala de satisfação com a vida Néri (Anexo 3), questionário anamnético de Fonseca modificado e qualidade do sono (Anexo 4), ficha clínica (Anexo 5), índice RDC I e II (Anexo 6), inventário de ansiedade IDATE I-II (Anexo 7), escala visual analógica de faces EVAf (Anexo 8), índice de qualidade de vida OH Br14 (Anexo 9) e Associação Americana de Mediciana do Sono (AAMS) (Anexo 10).

Os questionários e fichas de avaliação dos indivíduos foram modificados de acordo com a necessidade de busca de variáveis específicas com maior valor no que diz respeito a sinais e sintomas relacionados com o bruxismo do sono primário. Dentre os índices pesquisados e que serviram como subsídios para modificação e adequação dos índices desta pesquisa foram:

a) O RDC (Research Diagnostic Criteria) publicado em 1992, um questionário com parâmetros internacionais que não consideravam as especificidades culturais sendo impróprio para aplicação clínica como rotina (DWORKIN; LERESCHE, 1992; KOSMINSKY et al., 2004). O RDC (PEREIRA JR., 2009) editado, traduzido para português e validado para uso clínico e em pesquisa, foi o questionário padrão utilizado; b) Índice proposto pela AADS (Associação Americana de Desordens do Sono) e a AAMS (2005, 2014, 2015), que dispõe de um critério para diagnóstico simplificado, inclui as sugestões de anamnese do paciente, exames clínicos e exames complementares. Não há escores e pontuações.

3ª sessão: Exame Clínico e Funcional

Na sequência foram realizadas avaliações odontológicas por meio de exames clínicos extra e intra-bucais, tomadas fotográficas, confecção de molde de gesso e avaliações funcionais do sistema estomatognático (Anexo 5) para serem usados para avalição das discrepâncias de modelos, avaliação oclusal, interferências dentárias, desgastes dentários, assimetrias faciais, hipertrofia muscular, endentação de língua, avaliação dos tecidos moles e duros intra e extra- oral.

4ª sessão: Avaliação eletromiográfica domiciliar com dispositivo descartável

BiteStrip®

Esse exame é realizado pelo próprio voluntário, após as instruções individuais e entrega do dispositivo demonstrado na Figura 34, que deve ser usado com base em restrições dietéticas,

exercícios corporais de alto impacto e higiene do sono. O principal quesito é a calibração e a limpeza da pele antes de aderi-lo à superfície da pele, na região de masseter. O BiteStrip® possui dois eletrodos EMG pré geleificados e um amplificador EMG que capta sinais EMG gerados por músculos mastigatórios. O exame foi realizado em domicilio, em única sessão, com tempo mínimo de utilização de cinco horas. Hasegawa et al. (2013), concluíram que para gravar uma frequência nos sujeitos com BS moderado a severo, uma única noite de sono seria suficiente sessão. Após orientações, os voluntários aderiam o equipamento sobre músculo masseter (lado esquerdo) como padronizado no manual do fabricante, Figura 33, calibrando-o com contração voluntária máxima ao morder a espátula de madeira. Dessa maneira, o dispositivo contabiliza como atividade de bruxismo apenas os momentos de contração acima de 20 a 30% de sua contração voluntária máxima. Na sua CPU (unidade central processadora), há software de captação e análise de sinais em tempo real que detecta e conta os episódios de bruxismo. Os resultados do aparelho são: L, 1, 2 e 3, sendo L sem BS e os valores restantes graduam a severidade da parafunção. A maior graduação (3) corresponde a maior gravidade de BS. Um display permanente exibe os resultados como na Figura 34. Dessa forma, é capaz de avaliar a presença ou não de eventos de BS. Ao removê-lo pela manhã, o display com o grau de bruxismo foi interpretado pelo Cirurgião Dentista.

Fonte: S.L.P. Ltd. Scientific Laboratory Products, Israel.

5ª sessão - Coleta de dados EEG -PEV

Esta avaliação foi feita com equipamentos de eletroencefalografia, para verificar a atividade cortical, fisiológica em tempo real da dinâmica cerebral, durante estímulos visuais.

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