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Amatørbestemmelsen

In document Kommersialisering av Norsk Langrenn (sider 36-40)

2.2 Ambisjoner og begynnende glamour; Utøvernes praksis og mediefremstilling

2.2.1 Amatørbestemmelsen

Um método que pode ser utilizado na investigação da funcionalidade dos músculos mastigatórios é a eletromiografia de superfície (EMGS), a qual é capaz de identificar as variações dos potenciais elétricos da musculatura durante as contrações, em condições fisiológicas e patológicas, para auxiliar no diagnóstico e terapêutica das funções e distúrbios motores orofaciais, como a mastigação e a deglutição. Existe no mercado aparelhos de EMG laboratoriais e aparelhos portáteis operados por bateria, que registram os eventos em casa. As atividades musculares são registradas em número, duração e magnitude.

Um exemplo de aparelho laboratorial disponível para ser utilizado para avaliar os músculos mastigatórios durante a vigília é o Myosystem Br1 P84 (Figura 18). O sinal EMG é adquirido pelo equipamento acoplado a um computador. O sinal captado no corpo humano é um sinal analógico (sinal contínuo no tempo) que deve ser convertido para sinal digital (um sinal discreto, que é definido somente para certos intervalos de tempo), para poder ser registrado pelo computador. Para tanto, parâmetros devem ser ajustados na aquisição do sinal EMG, dependendo da tarefa e objetivos para posterior análise. Os principais parâmetros são:

http://www.scielo.br/img/revistas/dpress/v 9n4/a09fig03.jpg

Fonte: DataHominis Tecnologia Ltda Figura 18 – Myosystem Br1 P-84 e eletrodo ativo

bipolar de superfície

Figura 19 – Eletrodo ativo bipolar, colocado perpendicular às fibras do masseter Fonte:

componentes como eletrodo, amplificadores, filtro, conversor analógico/digital, frequência de amostragem, além do equipamento de armazenagem dos dados (computador). As coletas das atividades eletromiográficas são realizadas simultaneamente nos músculos temporal e masseter direito e esquerdo. A colocação e posicionamento dos eletrodos perpendicular às fibras do masseter (Figura 19), bem como o preparo da pele devem seguir as determinações do protocolo Surface Electromyography for the Non-Invasive Assessment of Muscles (SENIAM) (HERMENS et al., 1996).

A relação entre bruxismo e atividade eletromiográfica (EMG) do masseter e temporal está demonstrada por vários estudos, os quais foram avaliados durante o sono no equipamento de polissonografia que é multimodal. Porém inúmeros trabalhos têm avaliado a diferença entre atividade dos músculos mastigatórios de sujeitos bruxômanos e não bruxômanos e principalmente de sujeitos que apresentem sintomas de DTM (KYDD et al., 1985; SJÖHOLM et al., 1995; MOLINA; DOS SANTOS, 1999a; DE MEDEIROS et al., 2012). Uma pesquisa recente (LAINE et al., 2015) de identificação de um sujeito BS no período de vigília, submeteu dois grupos ao experimento, controle e BS. Foi realizada a eletromiografia de superfície sobre os músculos masseter e durante a tarefa de contração muscular em rampa (ele visualiza a rampa no monitor e de acordo com a inclinação ele mantem a sua contração) foi verificado se houve tremor nas fibras musculares massetéricas ao descer a rampa (ao diminuir a força de CVM). As atividades dos músculos dos sujeitos com e sem BS foram analisadas. Identificou-se que ao final da contração controlada, os sujeitos com BS apresentavam um tremor diferentemente do controle. Assim obtendo um biomarcador para identificar o sujeito com BS, durante o período de vigília.

O uso de dispositivos portáteis tem sido recomendado para avaliar grande número de sujeitos. A validação desses dispositivos se deu nos anos de 1996 (IKEDA et al., 1996), e a aprovação do dispositivo portátil foi concretizada em 2007, com o trabalho de Yamaguchi et al. (2007). Um dos problemas é a dificuldade de excluir e confundir mioclonias fisiológicas tais como espirro, tosse, fala e deglutição, por ser difícil discriminar atividades orofaciais do BS. A orientação é a calibração do equipamento, momento que pode se criar um limiar de apartamento voluntário máximo, o qual vai se diferenciar de qualquer mioclonia durante o sono.

Há no mercado um dispositivo denominado BiteStrip® (MINAKUCHI et al., 2003), pequeno, leve, portátil, simples de usar e descartável, que registra a atividade do músculo masseter, aderido diretamente à face e contabiliza a severidade do bruxismo ao quantificar o número de apertamento dental durante o sono (Figura 20a,b), acima do limiar da CVM (contração voluntária máxima). Foi validado em comparação com polissonógrafo laboratorial

e desenvolvido como teste de triagem para bruxômanos moderados e severos (MINAKUCHI et al., 2012). É um auxílio ao diagnóstico clínico e também uma possibilidade de monitoração das terapias de BS. O dispositivo é composto por eletrodos de EMG, amplificador, unidade processadora com software, um display que apresenta o resultado pela manhã, com luz emitida por diodo e uma bateria de lítio que grava os números das atividades do masseter acima de um limiar pré-estabelecido (linha base). Há uma estimativa objetiva de eventos. Pesquisa sobre a sensibilidade e especificidade do registro do BiteStrip® (Figura 20a,b) comparou-o ao registro com polissonografia em 5 sujeitos suspeitos de bruxismo. Houve boa especificidade para todos os 5 sujeitos, entretanto pouca sensibilidade para os sujeitos com bruxismo moderado e severo (YAMAGUCHI et al., 2007). No estudo de Palinkas (2016), utilizou-se o BiteStrip® para diagnóstico e grau de severidade do BS, durante três noites consecutivas. Sendo possível avaliar o grau de severidade em leve, moderado em severo (MOLINA et al., 2002). Uma de suas vantagens é ser pouco invasivo comparado à polissonografia, com menor chance de perturbar o sono do sujeito (MINAKUCHI et al., 2012)

Outros detectores de atividade muscular para o BS têm sido divulgados e comercializados nestes últimos dez anos, muitos deles com pesquisas de validação. Um deles, o Grindcare V1, agrega a função de biofeedback (ilustrado na Figura 21a,b). Constituído por eletrodos para EMG, microprocessador, memória para os dados coletados, um display como interface para o usuário, luzes emitidas por diodo, bateria recarregável, um plug-in USB e uma banda para acoplar ao redor da testa, com eletrodos para captar atividade do músculo temporal durante o período do sono (JADIDI et al., 2008). Atualmente foi redesenhado e é wireless, pequeno e emite sinais elétricos e tem tido resultado em pesquisas com 52% de melhora no bruxismo do sono (NEEDHAM; DAVIES, 2013). Há relatos de melhora dos sintomas de dor em mais de 50% dos bruxômanos do sono.

Outro dispositivo construído em 2013 é o Grind Control Device, que se apresenta como uma banda de elástico ao redor da testa (Figura 22). Existem dispositivos intra-orais com sensores que indicam se o usuário está contraindo com intensidade, desenvolvido como projeto em Universidade Alemanha, Bruxane (Figura 23).

(a)

Fonte: S.L.P. Ltd. Scientific Laboratory Products, Israel

(a) (b)

(b) Figura 20 (a, b) – Dispositivo Bitestrip®

Figura 21 – (a) Grindcare (b) Grindcare V2 - mais recente (Medotech A/S, Dinamarca)

Figura 22 – Grindbit head band com design Figura 23 – Smart Mouthguard: projeto universitário, dispositivo nomeado de Bruxane (Alemanha)

Um dispositivo eletromiográfico não descartável, lançado por pesquisadores de diferentes universidades, chamado Bruxoff (Figura 24), tem sido considerado válido e com boa especificidade e sensibilidade. Os sinais são registados por um dispositivo portátil compacto (Bruxoff, Spes Medica, Battipaglia, Itália) utilizado em um ambiente natural pelos sujeitos do estudo sem suporte técnico durante o uso (após treinamento apropriado). É um aparelho sofisticado que possui um software para consulta dos dados no período de sono do usuário. Possibilita ao dentista conhecer o tempo do sono e dos eventos, a intensidade das contrações, a amplitude dos sinais e está sincronizado com atividades do SNA ao coletar os dados de frequência e variabilidade cardíaca (DERIGIBUS et al., 2014; CASTROFLORIO et al. 2013; 2014). Takeuchi et al. (2001), criaram um aparelho de acrílico onde inseriram um filme piesoelétrico como um intra-splint para detecção de bruxismo.

(a) (b)

Fonte: Spes Médica-Bruxoff

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