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Skattemessige konsekvenser for Couche-Tard i Canada

3.3 Statoil Fuel & Retail

3.3.9 Skattemessige konsekvenser for Couche-Tard i Canada

O hidróxido de cálcio foi introduzido e empregado em Odontologia pela primeira vez por Hermann,52 em 1920. O fato do

hidróxido de cálcio induzir a formação de ponte de tecido duro iniciou uma nova era no tratamento das exposições do tecido pulpar. Apesar do crescente sucesso do hidróxido de cálcio na terapia conservadora da polpa, foi observado que algumas das suas propriedades eram bastante deficientes, principalmente a solubilidade e a falta de resistência mecânica (Stanley & Lundy, 1972).146

Devido a estas deficiências, um esforço conjunto dos fabricantes e pesquisadores foi feito para desenvolver um cimento à base de hidróxido de cálcio que superasse estes problemas e que fosse também biologicamente compatível como o hidróxido de cálcio em seu estado puro (Stanley & Lundy, 1972).146

Um dos produtos comercialmente disponíveis é o Dycal£

. Este material é apresentado sob a forma de duas pastas, uma base e outra

catalisadora. A pasta base é constituída por dióxido de titânio (56,7%) em glicol salicilato, com um pigmento. O pH da base é de aproximadamente 8.6. A pasta catalisadora é composta por hidróxido de cálcio (53,5%) e óxido de zinco (9,7%) em etiltolueno sulfonamida, cujo pH é de 11,3 (Sekine et al., 1971).133

Buscando avaliar o efeito direto de materiais à base de hidróxido de cálcio (Calcipulpe£

, Acrical£

, Dycal£

, Calvital£

e Hydrex£ ) no tecido pulpar, Sekine et al. (1971)133 utilizaram 125 dentes humanos

para avaliação clínica e microscópica. Foram preparadas cavidades de classe I e V e as polpas expostas e capeadas com os materiais experimentais. As cavidades foram restauradas com amálgama. Os resultados foram avaliados imediatamente e no decorrer de 618 dias após tratamento. Na avaliação clínica, foi verificado 91% de sucesso com o uso dos materiais à base de hidróxido de cálcio, sendo que o Calvital£

e o Dycal£

apresentaram os melhores resultados. Apesar do sucesso clínico, todos os materiais apresentaram desconforto como dor espontânea e sensibilidade, principalmente logo após o tratamento. Os resultados da análise histomorfológica demonstraram 80,8% de sucesso, sendo que com o Calvital£

todos os dentes apresentaram bons resultados, seguido do Dycal£

Stanley & Lundy (1972)146 estudaram microscopicamente a

formação de ponte dentinária com a utilização de um cimento de hidróxido de cálcio (Dycal£

) diretamente sobre o tecido pulpar e determinaram o tempo requerido para esta formação. Prepararam cavidades de classe I e V em 35 dentes humanos hígidos e as exposições foram capeadas com o material experimental. Os dentes foram restaurados com amálgama e extraídos num período de 1 a 330 dias de pós-operatório. Os resultados demonstraram que 27 dentes apresentaram ótimas condições pulpares, 5 regulares e 3 dentes apresentaram formação de abscessos. O Dycal£

produziu necrose do tecido pulpar com posterior reabsorção por fagócitos e substituição por tecido de granulação, com aparecimento de novos odontoblastos que produziram ponte dentinária aos 23 dias de pós- operatório.

McWalter et al. (1973)89 estudaram a reação de polpas

contaminadas de macacos, quando capeadas diretamente com cimento de hidróxido de cálcio (Dycal£

), um antibiótico (Keflin£

) e um cimento de policarboxilato (Durelon£

). Foram preparadas cavidades de classe V em 64 dentes e aplicados os materiais sobre o tecido pulpar e as cavidades restauradas com amálgama. Os animais foram sacrificados após 15, 50, 100 e 200 dias, e os dentes preparados para análise microscópica. O Keflin£

evidenciando sua ação irritante. O Durelon£

e o Dycal£

mostraram 90% e 96% de sucesso, respectivamente, mas o Dycal£

apresentou completa formação de ponte dentinária, iniciada aos 30 dias. Os autores concluíram que a alcalinidade do cimento de hidróxido de cálcio foi responsável pelos melhores resultados obtidos com o Dycal£

.

Tronstad (1974)170 investigou o processo de reparo da polpa

exposta após capeamento com um cimento à base de hidróxido de cálcio (Dycal£

) e com uma pasta aquosa de hidróxido de cálcio. Cavidades de classe I e V foram preparadas em 64 dentes de macacos e as polpas expostas e capeadas com os materiais experimentais. As cavidades foram restauradas com amálgama e os animais sacrificados após 9, 14, 30 e 82 dias do término dos procedimentos clínicos. A análise histomorfológica

demonstrou que os espécimes capeados com Dycal£

apresentavam formação de tecido mineralizado após 30 dias, e que não havia necrose junto ao material e, sim, um infiltrado inflamatório crônico que desaparecia com o tempo, dando lugar à deposição do tecido duro adjacente a esse material. O processo de formação de barreira mineralizada, nos casos da pasta de hidróxido de cálcio, ocorria a distância do material e com formação de zona de necrose, diferindo do que se verificava com o Dycal£

. Vono et al. (1975)175 analisaram microscopicamente os efeitos

de substâncias à base de hidróxido de cálcio (Dycal£

e Pulpdent£

hidróxido de cálcio puro, sobre a polpa dentária de ratos. Após a exposição do tecido pulpar, foi aplicado os materiais e os dentes restaurados com óxido de zinco e eugenol. Os animais foram sacrificados após 12, 24 e 48 horas, 7, 15, e 30 dias de pós-operatório, sendo as peças processadas para análise microscópica. Nos primeiros períodos experimentais (12, 24 e 48 horas), para todos materiais, foi observado uma faixa de necrose adjacente à substância capeadora, seguida de infiltrado inflamatório, proliferação fibroblástica e hiperemia pulpar. Nos períodos mais longos, sob o Dycal£

foi observada uma massa mineralizada que, embora constante, não chegou a formar uma barreira completa, nem mesmo aos 30 dias. Entre as substâncias utilizadas, a que obteve melhor resposta pulpar foi o Pulpdent£

, sob a qual o processo de reparo foi completo aos 30 dias.

Holland et al. (1978)61 estudaram o processo de reparo de

polpas de dentes de cães após proteção do remanescente pulpar com duas marcas comerciais de cimentos de hidróxido de cálcio (Dycal£

e MPC£ ), manipulados em diferentes proporções, e compararam com o hidróxido de cálcio puro. Após a remoção da polpa coronária, os materiais foram aplicado e as cavidades seladas com cimento de óxido de zinco e eugenol. Após 30 dias os animais foram sacrificados e as peças preparadas para análise microscópica. Os resultados demonstraram que a ausência ou presença de ponte de tecido duro não teve relação com o uso de diferentes

proporções entre a base e o catalisador do produto. O Dycal£

, com maior quantidade de catalisador obteve melhores resultados do que a proporção indicada pelo fabricante, mas apresentou resultados inferiores ao hidróxido de cálcio puro. O MPC£

foi o material que obteve os piores resultados. Vono & Lia (1978)174 capearam polpas de dentes de ratos com

pasta de hidróxido de cálcio puro, MPC£

e Hypocal£

. Sobre estes materiais foi colocado um disco de aço inoxidável e as cavidades foram seladas com cimento de óxido de zinco e eugenol. Decorridos 24, 48 e 72 horas, e 7, 15 e 30 dias de pós-operatório, os animais foram sacrificados e os dentes preparados para estudo histomorfológico. Observaram que, nos períodos iniciais, a resposta pulpar não diferiu para os três materiais, consistindo na presença de uma faixa de necrose adjacente ao material capeador, seguida de infiltrado inflamatório. Somente o hidróxido de cálcio puro favoreceu, em 30 dias, a formação de uma barreira mineralizada.

Esberard et al. (1978)36 analisaram o comportamento de dois

cimentos de hidróxido de cálcio (Dycal£

e MPC£

) e um material à base de cianocrilato (Nobecutane£

) no processo de reparo em pulpotomias e compararam ao hidróxido de cálcio puro. Os materiais capeadores foram aplicados em 126 dentes de cães e as cavidades seladas com óxido de zinco e eugenol. Os resultados foram analisados aos 30, 60 e 120 dias do pós- operatório. Microscopicamente, o Dycal£

moderada, inicialmente, e que diminuiu no final. O MPC£

apresentou intensa reação inflamatória em todos os períodos de análise. Barreira mineralizada foi constatada a partir do trigésimo dia para o Dycal£

, sendo

que o MPC£

não estimulou deposição de tecido duro. Para ambos materiais à base de hidróxido de cálcio, não foi observada área de necrose

abaixo dos medicamentos. O Nobecutane£

induziu uma reação inflamatória intensa, chegando a ocasionar lise da polpa. Também não se constatou a formação de barreira mineralizada.

Fitzgerald (1979)40 utilizou 64 dentes de macacos, nos quais

foram preparadas cavidades classe V e a exposição da polpa foi realizada com a extremidade de uma sonda exploradora. O tecido pulpar exposto foi recoberto com Life£

e as cavidades seladas com amálgama. Decorridos 1 a 14 dias, foi constatado microscopicamente lise e resolução macrofágica do coágulo e invasão da área de coágulos pelos fibroblastos e células endoteliais. Também foi verificado uma organização e diferenciação dessas células em odontoblastos funcionais. Um relativo aumento na atividade fibroblástica, quando comparado com a atividade endotelial, sugeriu que fibroblastos podem ser as células que se difereciam em odontoblastos.

Pitt Ford (1979)114 investigou a resposta pulpar ao capeamento

pulpar com Procal£

e Dycal£

cavidades na superfície vestibular. A polpa foi exposta com a ponta do explorador e capeada com os materiais à base de hidróxido de cálcio, sendo o selamento realizado com amálgama. Os animais foram sacrificados 3 e 12 semanas após os procedimento clínicos, para posteriormente serem processados para análise histomorfológica. Os resultados demonstraram que ambos materiais causaram resposta pulpar semelhante. O Procal£

, contendo menor quantidade de hidróxido de cálcio que o Dycal£

, parece ter a mesma efetividade no tratamento da exposição pulpar.

Holland et al. (1980)64 verificaram o comportamento da polpa

dental, de dentes de cães, após a pulpotomia e recobrimento com hidróxido de cálcio ou Dycal£

. Os dentes foram selados com óxido de zinco e eugenol e os animais sacrificados 1 e 30 dias após os procedimentos clínicos. A análise microscópica dos resultados mostrou que o mecanismo do processo de reparo da polpa dental, recoberta com Dycal£

, é semelhante ao daquela protegida com hidróxido de cálcio sendo, no entanto, a

porcentagem de sucesso menor com o emprego do Dycal£

.Os autores

concluem que o Dycal£

poderia ser usado somente em casos de capeamento pulpar indireto. Em casos de exposições do tecido pulpar, o material indicado seria uma pasta de hidróxido de cálcio.

Em 1980, Heys et al.53 compararam os efeitos de quatro

materiais à base de hidróxido de cálcio (Dycal£

, Pulpdent£

, MPC£

10, MPC£

- pH 12). Os materiais foram aplicados sobre polpas expostas de 120 dentes de macacos e as cavidades de classe V restauradas com amálgama. Os animais foram sacrificados após 3 dias, 5 e 8 semanas do término dos procedimentos clínicos e os dentes preparados para análise microscópica. Os materiais apresentaram diferenças, sendo que o Dycal£

apresentou melhores resultados induzindo à formação de dentina reparadora, adjacente à interface do material sem perda de volume pulpar, e reparo pulpar. Com o MPC£

- 12 e Pulpdent£

, a deposição de tecido duro foi menos freqüente, formando-se à distância do local da exposição com perda do volume pulpar. O MPC£

- 10 foi incapaz de induzir formação de barreira. Os achados indicaram que o pH foi um fator que contribuiu no sucesso dos materiais com hidróxido de cálcio, mas não o único fator. Segundo os autores, o Dycal£

apresentou os melhores resultados, pois o hidróxido de cálcio, neste produto, encontra-se em uma matriz de etiltolueno sulfonamida que permite a difusão de água e a liberação de cálcio.

Em um estudo clínico e microscópico, Negm et al. (1980)104

compararam em polpas dentais humanas dois cimentos experimentais à base de hidróxido de cálcio com o Dycal£

. Foram preparadas cavidades de classe I e V em 97 dentes permanentes os quais tiveram ou não as polpas expostas. Após a aplicação dos materiais capeadores, os dentes foram

restaurados com óxido de zinco e eugenol. O período de avaliação clínica foi de 8 meses, enquanto que para a avaliação histológica foi de 2 meses. A análise clínica mostrou ausência de sinais e sintomas, e de alterações patológicas para todos os materiais, como também, deposição de dentina secundária após 30 dias. Microscopicamente, os cimentos experimentais provocaram reação inflamatória suave e deposição de ponte dentinária de alta qualidade, quando comparado ao Dycal£

. Após 30 dias, nenhum material mostrou qualquer infiltrado inflamatório, com 80% de sucesso para todos os materiais.

Negm et al. (1981)103 compararam os efeitos pulpares do

Dycal£

e cimento de policarboxilato com cimentos constituídos de hidróxido de cálcio e óxido de zinco, nas proporções de 25/75, 50/50 e 75/25, usando como veículo solução aquosa de ácido poliacrílico a 42%. Utilizaram 288 molares de 72 ratos. Os materiais testados foram aplicados diretamente sobre o tecido pulpar exposto e as cavidades restauradas com resina composta. Os animais foram sacrificados 1, 3 e 6 semanas após o término dos procedimentos clínicos. Os resultados da análise histomorfológica demonstraram que os três cimentos experimentais promoveram boa resposta pulpar e induziram o reparo com formação de barreira dentinária sobre polpas saudáveis, dentro de um curto período de tempo. Nos espécimes capeados com Dycal£

reagiram com inflamação suave e formação de barreira num ponto mais distante do local da exposição. Quanto ao cimento de policarboxilato, observaram que induzia uma resposta pulpar bastante suave, com ausência da zona de degeneração, na maioria dos casos, e lenta formação de dentina secundária, com barreiras estreitas e irregulares.

Heys et al. (1981)54 analisaram a resposta pulpar a doze

materiais utilizados como agentes capeadores. Foram preparadas cavidades de classe V em dentes de 4 macacos e após a exposição do tecido pulpar, foram aplicados os materiais experimentais. Os dentes foram restaurados com amálgama e os animais sacrificados 8 semanas após os procedimentos clínicos. Os resultados histomorfológicos demostraram que o Life£

experimental, Dycal£

e pasta de hidróxido de cálcio, em solução salina, foram os melhores medicamentos para estimular a formação de barreiras de tecido duro sobre polpas expostas não inflamadas. A pasta de hidróxido de cálcio determinou perda de tecido pulpar na interface entre o material e o tecido, e a formação da barreira de tecido duro ocorreu distante do material. Já com o Dycal£

e Life£

a barreira se formou junto ao material, sem perda da estrutura pulpar. Os demais produtos não apresentaram resultados satisfatórios.

Hörsted et al. (1981)71 compararam microscopicamente a

eugenol com o Dycal£

. Foram preparadas cavidades de classe V em 120 dentes de macacos e suas polpas expostas. Os materiais foram aplicados diretamente sobre o tecido pulpar e os dentes restaurados com amálgama. Os resultados foram analisados aos 8 e 90 dias de pós-operatório. A resposta inflamatória foi a mesma para ambos materiais, mas aos 90 dias o Dycal£

apresentou maior deposição de ponte dentinária do que o cimento de cálcio-eugenol. Os autores concluíram que, além do pH alto e a liberação de íons cálcio, existem outros componentes ou características que influenciam a formação de tecido duro.

Cox et al. (1982)26 utilizaram dentes de macacos, com o

objetivo de avaliar a reparação do tecido pulpar quando exposto ao meio bucal por 0, 1, 24 horas e 7 dias. Após a contaminação, os dentes foram

capeados com cimento de hidróxido de cálcio (Dycal£

e Life£ ) e restaurados com amálgama. Os animais foram sacrificados após 5 semanas e os dentes processados para análise microscópica. Os resultados demonstraram que ocorreu reparação do tecido pulpar, com reação inflamatória mínima, reorganização do tecido conjuntivo e formação de tecido calcificado na área da exposição, em 86 dos 99 dentes avaliados. Os autores concluíram que mesmo na presença de contaminação e, conseqüentemente, de bactérias, o tecido pulpar teve uma alta capacidade de cura.

Alle et al. (1984)4 estudaram o efeito de cimentos à base de

hidróxido de cálcio (Dycal£

, Life£

, Renew£

) e o hidróxido de cálcio em pó, quando utilizados em contato direto com o tecido pulpar. Foram utilizados 40 dentes de cães, sendo que, após preparo cavitário de classe V, exposição pulpar e aplicação dos materiais capeadores, as cavidades foram restauradas com óxido de zinco e eugenol. Os animais foram sacrificados após 15 e 60 dias e os dentes preparados para análise microscópica. Os resultados demonstraram que o hidróxido de cálcio puro apresentou os melhores efeitos como indutor do processo de reparo e que menor injúria

causou à polpa em todos os períodos estudados. O cimento Dycal£

apresentou efeito indutor superior ao Renew£

e ao Life£

, nos dois períodos de análise. A injúria à polpa foi menor com o Dycal£

e maior com o Life£

e Renew£

, sendo que os cimentos apresentaram menor zona de necrose por coagulação. Os cimentos Renew£

e Life£

apresentaram baixo nível de indução de barreira mineralizada. O Life£

foi, de todos os materiais testados, o que produziu maior ação flogística em ambos os períodos.

Vono et al. (1984)176 verificaram a reação do tecido pulpar de

pré-molares humanos frente ao capeamento pulpar com materiais à base de hidróxido de cálcio (MPC£

e Hypo-Cal£

) e pasta aquosa de hidróxido de cálcio. Foram utilizados 45 dentes indicados para extração ortodôntica. As

polpas foram expostas pela face oclusal e cobertas com os materiais experimentais. Os dentes foram restaurados com amálgama e extraídos aos 10, 21, 40, 60 e 90 dias de pós-operatório. Os melhores resultados foram obtidos quando utilizou-se o hidróxido de cálcio puro, com a formação de barreira mineralizada. O Hypo-Cal£

mostrou ser um material não agressivo com formação de barreira mineralizada. Quando se utilizou o MPC£

não ocorreu a formação de barreira mineralizada. Foi visualizado, no entanto, aspecto tecidual granulomatoso e em alguns espécimes, microabscessos nesta massa.

Jerrell et al. (1984)73 avaliaram microscopicamente o processo

de reparo de polpas hígidas expostas experimentalmente e capeadas com dois cimentos à base de hidróxido de cálcio (Dycal£

e Life£

). Foram preparadas cavidades de classe V em caninos decíduos humanos com indicação ortodôntica para extração e, após a exposição pulpar, foram aplicados os materiais experimentais. Os dentes foram selados com óxido de zinco e eugenol e extraídos aos 7 e 63 dias de pós-operatório. Não houve diferença entre os materiais em termos de resposta biológica. A alta alcalinidade dos cimentos promoveram necrose superficial na polpa com discreta inflamação adjacente, sendo depois, a zona necrótica reabsorvida por fagócitos com nova formação de células odontoblásticas.

Cox et al. (1985)27 verificaram a capacidade, a longo prazo, de

reparação de polpas dentais inflamadas seguidas do capeamento direto e indireto. Cavidades de classe V foram preparadas em 120 dentes de macacos, sendo que em 91 espécimes foram expostas ao meio bucal por zero hora, 24 horas ou 7 dias, antes do capeamento pulpar com dois materiais à base de hidróxido de cálcio (Dycal£

e Life£

). Os 29 dentes restantes não sofreram exposições pulpares. Os 120 dentes foram restaurados com amálgama. Foram avaliados microscopicamente 57 dentes após 1 ano e, 63 dentes após 2 anos. A análise hitomorfológica revelou que os 29 dentes sem exposição apresentaram tecido pulpar normal. Dos 91 com exposição pulpar, 45 demonstraram completo reparo pulpar, 9 apresentaram necrose total, 25 mostraram inflamação variando de aguda a crônica e 12 apresentaram abscesso. A avaliação microbiana mostrou que todos os casos de fracasso estavam associados à contaminação bacteriana, provocados por microinfiltração das restaurações.

Cordeiro et al. (1985)20 avaliaram a reação da polpa sob a ação

de materiais à base de hidróxido de cálcio. Foram utilizados 90 molares de 45 ratos. As polpas foram expostas pela face oclusal e os materiais testados (pasta de hidróxido de cálcio, Cavital£

e Life£

) colocados diretamente sobre o tecido pulpar. Os dentes foram selados com amálgama. Decorridos os períodos experimentais de 48 e 72 horas, 7, 15 e 30 dias, os animais

foram sacrificados e as peças processadas para análise microscópica. Os resultados demonstraram que o melhor comportamento ocorreu quando foi utilizado o hidróxido de cálcio puro. Com a utilização do Cavital£

ocorreu predominância de reações de baixa agressividade à polpa nos períodos finais. Com a utilização do Life£

a reação foi mais severa, chegando a provocar microabscessos e ocasionalmente a formação de massas basófilas como barreira nos períodos finais. Os autores concluíram que todos os materiais testados foram irritantes ao tecido conjuntivo pulpar permitindo, por vezes, evolução por reparação no decorrer dos períodos. 

Tagger & Tagger (1985)152 aplicaram diretamente sobre

polpas expostas dois materiais contendo hidróxido de cálcio (Life£ e Reolit£

) e uma pasta de hidróxido de cálcio (grupo controle). Foram preparadas cavidades em 15 dentes de macacos e as polpas expostas mecanicamente. Os materiais experimentais foram aplicados sobre o tecido