4. Resultater og drøftinger
4.1 De fire fasene i skrivesirkelen. Observasjoner og elevenes synspunkter
4.1.1 Observasjonsresultater fra fase 1: Å bygge opp kunnskap om emnet
Neste bloco é apresentada a caracterização do Frigorífico Alfa.
Ao ser questionado acerca do surgimento, desenvolvimento e composição, em termos de atividades, foi respondido pelo seu Gerente de Sustentabilidade que: “A empresa Alfa iniciou como uma empresa familiar de transporte e criação de gado.
1 Como não foi autorizada a publicação do nome do frigorífico e do seu representante, o frigorífico
Tem um histórico de relacionamento com o fornecedor muito bom e diferente dos demais concorrentes.”
Observou-se na fala do entrevistado que a empresa iniciou as suas atividades como uma organização familiar, e que essa característica possibilitou a ela estabelecer, além de um bom relacionamento, uma maior proximidade com os seus fornecedores e, consequentemente, um melhor desenvolvimento da empresa em face aos seus concorrentes.
Em relação à evolução do número de plantas frigoríficas da empresa nos estados brasileiros, o gerente disse que atualmente a empresa está presente em 7 (sete) estados do Brasil, e ainda no Paraguai, Uruguai e Colômbia.
Foi também observado que a empresa está presente em 7 (sete) das 27 (vinte e sete) unidades federativas brasileiras, bem como em 3 (três) vizinhos do Brasil na América do Sul. Não foi possível identificar na fala do entrevistado que o motivo da presença de menos de 1/3 das unidades federativas brasileiras é devido ao fato de ela se caracterizar como uma empresa familiar, mesmo sendo de capital aberto.
Quanto à evolução do valor de mercado da empresa, segundo o gerente, a empresa tem um portfólio estimado em R$ 10 milhões e tem entre 12 mil e 13 mil colaboradores.
Na fala do entrevistado não foi apresentado o valor de mercado da empresa na época de sua fundação, somente o seu valor de mercado atual, o mesmo ocorrendo com a quantidade de colaboradores, o que dificultou analisar se a evolução da empresa pode ser considerada significativa.
Questionado se a adoção de práticas ambientais afeta de alguma forma o valor de mercado da empresa, o gerente respondeu que:
“Sim. Existe uma correlação de boas práticas de governança corporativa. Não vamos falar exatamente de práticas ambientais. A prática ambiental para efeito de valor de mercado, ela tem pouco ou zero de impacto. O que tem de impacto em termos de valores de mercado seria a governança corporativa, onde as práticas ambientais se apresentam como modelo de boas práticas de governança corporativa. A tríplice de boas práticas de responsabilidade social, boas práticas de responsabilidade ambiental e boas práticas de responsabilidade econômica, ou seja, trabalhar corretamente com o fisco, com o câmbio, isso é considerado em termos de valorização de mercado. Não há uma medição específica disso, mas sem dúvida alguma, o fato de alguns investidores, especificamente o
braço de investimento do Banco Mundial, e que possui aproximadamente 5% das ações da nossa companhia, verificou essa questão de boas práticas de governança corporativa, e isso elevou o valor de mercado da empresa. Então eu acho que a chancela do Banco Mundial, através do seu investidor privado, ser um acionista da companhia, eleva-se o valor de mercado, porque demonstra a responsabilidade da empresa com a sua governança corporativa, incluindo aí, as boas práticas ambientais.” Observa-se, conforme a fala do entrevistado, que a adoção de práticas ambientais tem pouco ou nenhum impacto significativo no valor da empresa, sendo que o que apresenta maior importância para empresa em relação ao aumento do seu valor de mercado são as práticas de governança, onde as práticas ambientais estão contidas. Portanto, isso pode demonstrar pouca ou quase nenhuma preocupação dos seus investidores e clientes, dentre outros stakeholders, em relação às práticas ambientais da empresa, e sim, em quanto a empresa pode apresentar de retorno financeiro, no caso dos investidores, e de qualidade e preço, no caso dos clientes.
Quanto ao critério para adoção das políticas de sustentabilidade ambiental da empresa nas diferentes plantas, foi obtida a seguinte resposta:
“As práticas de responsabilidade ambiental, de responsabilidade social são padronizadas corporativamente a todas as unidades do grupo, tanto no Brasil quanto em outros países em que temos operação industrial. Então o critério na verdade é de criar de acordo com a política corporativa, os padrões corporativos, respeitando as características de cada país, e aqui no Brasil respeitando a legislação de cada estado, sendo que essa legislação passa a refletir na unidade.”
Foi possível observar, pela fala do entrevistado, que a empresa não tem uma política de sustentabilidade ambiental por planta frigorífica, ou seja, a mesma política é adotada nas diferentes unidades federativas brasileiras e nos diferentes países onde a organização está estabelecida, tomando o cuidado de respeitar as características de cada país e da legislação; no caso do Brasil, de cada unidade de federação. Essa preocupação pode se dever ao fato de que a empresa não quer correr o risco de perder a sua licença e/ou autorização para exercer a sua atividade, muito mais do que uma preocupação com a sustentabilidade ambiental, que pode ser caracterizada como uma consequência de respeitar as características e as legislações dos locais onde as suas plantas frigoríficas estão estabelecidas.
Ao ser questionado sobre a história de exportação dos seus produtos para os diferentes países, o gerente de sustentabilidade disse:
“A Alfa tem uma gestão exportadora desde a sua fundação. Então, o presidente da companhia é uma pessoa com tino comercial muito forte. E a Alfa já nasceu com o DNA de exportação de commodities. Então hoje a Alfa atende mais de 100 países.”
Nessa fala do entrevistado, observou-se que um dos principais objetivos da empresa em questão sempre foi a exportação, ou seja, desde a sua fundação, sendo que hoje os seus produtos são exportados para mais de 100 países, não sendo possível identificar na fala do entrevistado os países importadores dos produtos do frigorífico Alfa. O entrevistado ainda exaltou o forte tino comercial exportador do presidente da empresa pesquisada, o que não foi possível comprovar pessoalmente, pois este não foi entrevistado, mas comprovou-se o alto grau de respeito e confiança do presidente da organização perante os seus colaboradores.
Foi perguntado ao entrevistado como os principais países que adquirem os seus produtos influenciam as práticas ambientais da empresa, e foi obtida a seguinte resposta:
“Os países que a Alfa mais atende possuem critérios mais sanitários, voltados à segurança do alimento. Então em relação à responsabilidade socioambiental é um direcionador para a nossa firma. A partir do momento que a Alfa é um exportador, uma série de critérios tem que ser adotados. Esses critérios podem conter, ou não práticas de responsabilidade socioambiental. Como a Alfa tem o Banco Mundial como investidor, procura aplicar a governança corporativa aos produtos, com responsabilidade socioambiental. É uma empresa sólida de boas práticas econômicas de mercado. A gente procura adotar os critérios dos mercados importadores. Os mercados mais criteriosos são os mercados europeu e norte-americano, onde os critérios de práticas de responsabilidade socioambiental tem que ser mais bem trabalhados.” De acordo com a resposta do entrevistado, pode-se dizer que as práticas ambientais adotadas pela organização são muito mais um direcionador da própria organização do que uma exigência dos seus importadores, que possuem muito mais critérios sanitários, voltados à segurança alimentar. Foi observado também que os mercados mais criteriosos no aspecto socioambiental são a Europa e os Estados Unidos, mesmo não sendo o seu principal critério de importação dos produtos do Frigorífico Alfa.
Perguntado se a adoção de práticas ambientais interfere no perfil dos investidores da empresa, o gerente respondeu que:
“A adoção de práticas ambientais, mais especificamente, não. O que interfere são as boas práticas de governança corporativa. Aí passo a reportar ao Banco Mundial, ao lançar direcionadores de responsabilidade socioambiental no mundo, como investidor da companhia. Então isso reforça, como a política interna de boas práticas de governança corporativa interfere no perfil dos investidores, mas especificamente as práticas ambientais não têm interferência no perfil dos investidores.”
Novamente o entrevistado ressaltou a pequena interferência da adoção de práticas ambientais, e a grande influência da governança corporativa, dessa vez, na captação de investidores da empresa, o que pode caracterizar a pouca ou quase inexistente preocupação dos investidores com a sustentabilidade ambiental, em especial do frigorífico pesquisado.