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Forberedelser til designprosjektet

3. Design og metoder

3.5 Forberedelser til designprosjektet

Neste bloco é apresentada a caracterização da ABIEC.

Ao ser questionado acerca do tempo de atuação da instituição, foi respondido que a “ABIEC foi criada em 79 por um conjunto de indústrias pra fomentar principalmente a exportação”.

Pode-se observar que a atuação da ABIEC como entidade representativa de um conjunto de indústrias com o objetivo principal de fomentar a exportação da carne bovina não é algo recente, já que foi criada no ano de 1979.

Em relação à área de atuação da instituição, o diretor executivo disse que: “Hoje a ABIEC representa os interesses da indústria aqui no Brasil. Não só na área de exportação, mas tudo que afeta a indústria brasileira de carnes. Regulamentação com Ministério da Agricultura, trabalhista, tributária, essa parte ambiental, tudo passa por aqui, né? Virou uma entidade de classe. A entidade de classe mais representativa do setor aqui no Brasil. Tem hoje 28 associados que são 70% do abate do SIF nacional e 92% da exportação.”

Foi observado na fala do diretor-executivo da ABIEC que a organização representa a indústria frigorífica em tudo que possa afetar a indústria brasileira de carnes, e não somente em relação à exportação, sendo que atualmente a associação tem 28 (vinte e oito) associados, o que representa 70% do abate e 92% da exportação, o que pode evidenciar que a associação não atinge a totalidade dos abates e da exportação da carne bovina brasileira.

Questionado se a instituição está presente em todas as unidades federativas brasileiras, o Sr. Fernando Sampaio respondeu que:

“Bom, a ABIEC... a nossa sede é aqui em São Paulo. A gente tem um escritório em Brasília, né? Mas os nossos associados estão presentes nos principais estados produtores. No Sudeste, Centro Oeste, lá no Rio Grande do Sul, né? No Pará, Rondônia. Então, onde tem boi, tem frigorífico nosso também.”

Conforme pode ser observado na fala do entrevistado, apesar de a ABIEC ter a sua sede localizada em São Paulo, e ter apenas um escritório, localizado em Brasília, os seus associados se localizam nos principais estados produtores brasileiros de carne bovina, o que, segundo o entrevistado, não dificulta a sua atuação.

Ao ser questionado acerca do número de funcionários da instituição, foi respondido que na “ABIEC são quinze” funcionários.

Em sua fala, o diretor-executivo da ABIEC disse que a associação tem em seus quadros 15 (quinze) funcionários, o que, aparentemente, pode ser considerado suficiente.

Ao ser perguntado se a adoção de práticas ambientais afeta de alguma forma o valor de mercado dos seus associados, foi obtida a seguinte resposta:

“Olha. É... eu não sei te quantificar isso. Mas com certeza hoje, o frigorífico que tem esse tipo de controle ambiental, de fornecimento, ele tem uma facilidade maior de garantir os seus clientes, os seus contratos, principalmente varejo e grandes empresas multinacionais, que tem uma preocupação com a reputação, assim como na parte de financiamento. Então eles têm uma facilidade maior, porque eles conseguem oferecer essas garantias de controle. Agora eu não saberia te dizer o quanto isso vale, né? Com certeza, quem faz esse tipo de controle está melhor posicionado do que quem não faz.”

Observa-se, conforme a fala do entrevistado, que, apesar de ele não conseguir quantificar, a preocupação na adoção de práticas de gestão e de estratégias ambientais empresariais pelos seus associados os tem ajudado a ficarem melhores posicionados do que quem não tem essa mesma preocupação.

Quanto ao critério para adoção das políticas de sustentabilidade ambiental dos seus associados nas diferentes plantas, a resposta foi a seguinte:

“É... então. O que a gente... assim... eu não sei te dizer hoje quem está fazendo o quê, né? A gente quer ter esse controle a partir desse protocolo aí. Saber exatamente quantos associados estão trabalhando com monitoramento e em que nível eles estão. Então, a gente teria essa informação em breve que a gente conseguir colocar em pé esse negócio aí.”

Foi possível observar, pela fala do entrevistado, que a ABIEC, aparentemente, desconhece as ações dos seus associados, mas ao mesmo tempo deseja ter o controle sobre quais associados adotam políticas de sustentabilidade ambiental.

Ao ser questionado sobre a história de exportação dos produtos dos seus associados para os diferentes países, o Sr. Fernando Sampaio disse:

“Assim... o Brasil sempre exportou, né? Agora o grande crescimento da exportação brasileira foi a partir de, do final dos anos 90, começo dos anos 2000. Aí, é que o Brasil realmente começou a ocupar um papel de destaque na exportação. Houve alguns fatores, né? A gente tinha, primeiro a estabilização da economia em 94 que permitiu investimentos. Aí... permitiu evolução dos frigoríficos, uma profissionalização do setor. Segundo é que teve uma evolução do status sanitário do país, né? Que permitiu um acesso a mais mercados, principalmente de carne in natura”.

“Então essa evolução do status sanitário foi importante pra gente poder acessar mercados. Outra coisa, o Brasil na crise de vaca louca na Europa, tirou a Europa de vários mercados, principalmente na Rússia, no Oriente Médio, e a Europa passou a ser uma importadora de carne. O Brasil começou a ocupar esse espaço. Então tudo isso contribuiu aí pro Brasil. Em 2004 a gente já era o maior exportador mundial de carne bovina. E assim, foi um ciclo que durou. Esse crescimento acelerado até a crise financeira em 2008, 2009. E nesse período todo também teve muito investimento do governo brasileiro, através do BNDES nos frigoríficos pra internacionalização das empresas brasileiras, pra consolidação do setor. Foi nesse período aí que o Brasil ganhou destaque no mercado.”

Nessa fala do entrevistado foi observado que, apesar de o Brasil sempre ter exportado carne bovina, houve um maior crescimento a partir do final dos anos de 1990 e início dos anos 2000, iniciando um processo para ocupar um papel de destaque no mercado internacional de carne bovina.

Em relação ao questionamento de como os principais países que adquirem os produtos dos seus associados influenciam suas práticas ambientais, foi obtida a seguinte resposta:

“Então, eu acho que não é tanto o país, mas como eu te falei, é o tipo de cliente. Uma empresa que fornece, por exemplo, um McDonald’s, uma Unilever, sempre vão ter mais exigências do que alguém que fornece só mercado de atacado, por exemplo. Eu acho que depende muito mais... essas exigências de clientes com certeza têm um peso muito grande no tipo de controle que está sendo feito.”

De acordo com a resposta do entrevistado, pode-se dizer que as práticas ambientais adotadas pelos frigoríficos exportadores não são influenciadas pelos países importadores, e sim pelo tipo de cliente desses frigoríficos.

Perguntado se a adoção de práticas ambientais interfere no perfil dos investidores dos seus associados, o diretor executivo respondeu que “influencia, porque o investidor também tem seus riscos, e quer controlar, e que hoje, por exemplo, o BNDES, e outros bancos, têm exigências socioambientais para emprestar dinheiro a qualquer tipo de empresa”.

Portanto, o entrevistado disse acreditar que a adoção de práticas ambientais pode influenciar o perfil dos investidores dos seus associados devido às suas exigências socioambientais.

4.1.4.2 Análise das estratégias ambientais adotadas pelas indústrias exportadoras