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5. SJANGERVALG

5.1 SJANGERBRUK I DE ULIKE MAGASINENE

O experimento foi realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Campus Uberaba, localizado no município de Uberaba-MG (19º71’50”S latitude, 47º93’45”W longitude e, 800 metros de altitude) em área da Fazenda Experimental do IFTM. O clima da localidade segundo Köppen (OMETTO, 1981), é do tipo Aw, tropical com inverno seco. A temperatura e precipitação médias durante o cultivo de sorgo para silagem e grãos foram de 21,17ºC e 1.053,36 mm (Figura 3.5), respectivamente.O

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solo da área experimental pertence à classe Latossolo Vermelho distrófico, com textura média (argila = 15%) (EMBRAPA, 2013).

Figura 3.5. Precipitação pluvial (mm) e temperatura média (ºC) registradas durante o cultivo de sorgo para silagem e grãos (Uberaba, MG, 2015).

Para avaliar a fertilidade inicial do solo, foram coletadas amostras na camada de 0-0,20 m do solo, encaminhando-as, posteriormente, para o Laboratório de Análise de Solo da

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG, em Uberaba, MG, para

determinação dos atributos químicos, cujos resultados obtidos foram: pH (H2O) = 5,9;

MO = 12,0 g kg-1; P (Mehlich-1) = 13,9 mg dm-3; H + Al = 19,0 mmol

c dm-3; Al =

0 mmolc dm-3; Ca = 13,0 mmolc dm-3; K = 64 mg dm-3; Mg = 4,0 mmolc dm-3; SB =

19,0 mmolc dm-3; CTC = 38,0 mmolc dm-3; V = 49,5%; Relações: Ca/Mg = 3,25; Ca/K = 7,94;

Mg/K = 2,44.

Na profundidade de 0,20-0,40 m verificou-se: pH (H2O) = 5,8; MO =

10,0 g kg-1; P (Mehlich-1) = 1,8 mg dm-3; H + Al = 17,0 mmolc dm-3; Al = 0 mmolc dm-3;

Ca = 11,0 mmolc dm-3; K = 62 mgdm-3; Mg = 3,0 mmolc dm-3; SB = 16,0 mmolc dm-3; CTC =

33,0 mmolc dm-3; V = 47,8%; Relações: Ca/Mg = 3,67; Ca/K = 6,94; Mg/K = 1,89. Não se

realizou a calagem antes da implantação do experimento, visto que, a dose recomendada de calcário seria inferior a 1 Mg ha-1 de calcário por hectare.

3.3.2 Delineamento experimental e tratamentos

O experimento foi instalado em esquema fatorial 5x5, sendo cinco doses de gesso

(0, 500, 1.000, 2.000 e 4.000 kg ha-1) e cinco doses de potássio (0, 100, 180, 240 e

fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15

41 360 kg ha-1) de K

2O no delineamento em blocos completos casualizados, com quatro

repetições. O experimento foi conduzido em parcelas de sete metros de comprimento x seis metros de largura, com oito linhas de semeadura espaçadas a 0,50 m. Como bordadura, consideraram-se 0,50 m das extremidades de cada parcela, e, as duas linhas da extremidade lateral de cada parcela.

O gesso aplicado ao solo apresentava a seguinte composição química, conforme laudo técnico fornecido pela empresa Agronelli Indústria e Comércio de Insumos Agropecuários Ltda: Ca = 18%, S = 15%.

3.3.3 Condução do experimento

Após demarcação da área experimental foi realizada gradagem do solo com grade aradora e niveladora, respectivamene. Todo o gesso e potássio, ou seja, 100 % destes, foram aplicados na área total das parcelas, em pré-semeadura, sendo incorporadas, posteriormente, por gradagem.

A adubação de semeadura foi constituída de 80 kg ha-1 de P2O5, sendo utilizado o

superfosfato triplo como fonte, e, 20 kg ha-1 de N (ureia), ambos aplicados no sulco de semeadura. A semeadura do sorgo foi realizada no dia 23/02/2015, utilizando-se semeadora tratorizada com espaçamento de 0,50 m entre linhas, caracterizando 120.000 plantas por hectare.

Para o cultivo de sorgo para silagem e produção de grãos (Figura 3.6), utilizou-se a cultivar Volumax de ciclo semiprecoce, de porte alto, com sistema radicular profundo e agressivo e de colmos fortes e resistentes ao tombamento (AGROCERES, 2016).

Na adubação de cobertura, utilizou-se 140 kg ha-1 de N, aplicando-se o nitrogênio ao lado das linhas da seguinte forma: 50% na primeira cobertura, aos 15 dias após a semeadura; 50% na segunda adubação de cobertura. Em função da ocorrência de precipitações pluviométricas, não foi necessário realizar irrigação na área cultivada

O manejo da área cultivada após a emergência das plantas, envolveu práticas de controle de plantas daninhas e controle da lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) com herbicida e inseticida, recomendados para a cultura, respectivamente.

42 A

B

Figura 3.6. Cultivo de sorgo aos 45 (A) e 90 (B) dias após a semeadura.

3.3.4 Avaliações

3.3.4.1 Atributos químicos do solo

A coleta de amostras de solo para determinação das características químicas ocorreu logo após a colheita das panículas, ou seja, após 20 de julho de 2015. Aleatoriamente, foram coletados quinze pontos em cada uma das parcelas, utilizando-se amostrador motorizado. Retiraram-se amostras nas camadas de 0-0,20 e 0,20-0,40 m. As amostras foram acondicionadas em sacos plásticos, e colocadas para secagem em temperatura ambiente. Posteriormente, avaliaram-se os teores de P, K, Ca, Mg, Al, S, B, Cu, Fe, Mn, Zn, Soma de Bases (SB), Saturação das Bases (V%), Capacidade de Troca Catiônica (CTC), H + Al e, relações entre Mg/K, Ca/Mg, Ca/K no Laboratório de Análises de Solo e Foliar da Fundação de Ensino Superior de Passos, conforme metodologia descrita por Raij et al. (2001).

43 Para avaliar o estado nutricional das plantas de sorgo, foram coletadas 30 folhas de cada parcela no início do florescimento, retirando-se a a quarta folha cortada do ápice para a base da planta, ou folha +4, conforme metodologia descrita por Raij et al. (1997). O material colhido foi lavado com detergente neutro em água corrente e enxaguado sete vezes com água deionizada. Após se retirar o excesso de água, as amostras foram acondicionadas em sacos de papel identificados e, posteriormente, colocadas para secagem em estufa a 65ºC, com circulação forçada de ar. Em seguida, as amostras foram moídas utilizando-se moinho tipo Willey, armazenando-se o material coletado em saco plástico, após passar por peneira de malha de 20 mesh, para posterior análise química.

No Laboratório de Análises de Solo e Foliar da Fundação de Ensino Superior de Passos, foram determinados os teores de macronutrientes (N, P, K, Ca, S, Mg) e

micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn, Zn) foliares, conforme metodologia descrita por Bataglia et al. (1983).

3.3.4.3 Características biométricas e produtivas do sorgo para silagem e grãos A avaliação das características produtivas e biométricas das plantas de sorgo para silagem ocorreram entre os dias 28/05 e 29/05/2015, nas quais avaliou-se:

a) Massa da planta (MP)

A massa média da planta foi obtida pela relação entre a pesagem total das plantas colhidas na parcela, com auxílio de balança digital, pelo número total de plantas, sendo os resultados expressos em gramas.

b) Massa da panícula (MPN)

A massa média da panícula foi determinada pela relação entre a massa total de panículas colhidas na parcela, obtida com auxílio de balança digital, pelo número total de panículas, expressando-se os resultados em gramas.

c) Altura da planta (AP)

A altura média da planta (cm) foi determinada com auxílio de régua graduada de madeira, medindo-se do nível do solo até o colar da folha bandeira, em dez plantas aleatoriamente na parcela.

d) Diâmetro do colmo (DC)

O diâmetro médio do colmo (mm) foi obtido com auxílio de paquímetro digital, medindo-se a região mediada do segundo internódio acima da superfície do solo de dez plantas aleatórias na parcela.

44 e) Produtividade de biomassa fresca (PBF)

A produtividade estimada de biomassa fresca foi obtida pela relação entre a massa média da planta e o número total de plantas por hectare (120.000 plantas por hectare), cujos valores foram expressos em kg ha-1.

No dia 20 de julho de 2015 realizaram-se as avaliações das características produtivas e biométricas das plantas de sorgo para a produção de grãos, nas quais determinou-se:

f) Massa média da panícula no ponto de colheita de grãos (MMPPCG)

As panículas foram colhidas manualmente, e em seguida a massa média da panícula (gramas por planta) foi obtida pela relação entre a massa total de panículas colhidas na parcela, com auxílio de balança digital, pelo número total de panículas,

g) Massa média de grãos por planta (MMGPP)

A massa média de grãos foi obtida pela relação entre a massa de grãos total da parcela, obtida após realizar a debulha das panículas utilizando trilhadora de grãos, pelo número total de panículas da parcela, sendo os resultados expressos em grama.

h) Produtividade de grãos (PG)

A produtividade estimada de grãos foi verificada pela relação entre a massa média de grãos e o número total de plantas por hectare (120.000 plantas por hectare), cujos valores foram expressos em kg ha-1.