3. METODISK TILNÆRMING
3.3 KVALITATIVE INTERVJUER
O experimento foi instalado em esquema fatorial 5x5, sendo cinco doses de gesso
(0, 500, 1.000, 2.000 e 4.000 kg ha-1) e cinco doses de potássio (0, 100, 180, 240 e 360 kg ha-1) de K2O no delineamento em blocos completos casualizados, com três repetições.
Cada unidade experimental foi constituída de 12 plantas, dispostas em canteiros, no espaçamento de 0,80 m entre linhas e 0,50 m entre plantas. Como parcela útil, consideraram- se as oito plantas centrais de cada parcela.
O gesso aplicado ao solo apresentava a seguinte composição química, conforme laudo técnico fornecido pela empresa Agronelli Indústria e Comércio de Insumos Agropecuários Ltda: Ca = 18%, S = 15%.
32 3.1.3 Condução do experimento
A área experimental foi preparada por meio de aração, gradagem e levantamento dos canteiros. Os canteiros foram levantados com rotoencanteirador tratorizado, apresentando, posteriormente, 1,1 metro de largura e altura de 0,2 metros. Todo o gesso foi aplicado manualmente na área total das parcelas, de acordo com cada tratamento, sem realização de incorporação. Já para a incorporação dos fertilizantes (N, P, K), foram feitos em cada canteiro, dois sulcos para a aplicação dos fertilizantes, com posterior incorporação dos mesmos (Figura 3.2).
De acordo com os resultados da análise de solo e as recomendações de Fontes (1999) para a cultura da couve-flor, na adubação de plantio, foram aplicados 50 kg ha-1 de P2O5,
utilizando-se como fonte o superfosfato simples; e, 20% de cada uma das doses de K2O; e,
20% da dose recomendada de 150 kg ha-1 de N, utilizando-se como fonte cloreto de potássio e ureia, respectivamente. As adubações de cobertura foram realizadas aplicando-se o nitrogênio e as doses de K da seguinte forma: 20% na primeira cobertura, aos 15 dias após o transplante (DAT); 30% na segunda adubação de cobertura, aos 30 DAT; e, 30% na terceira adubação de cobertura, aos 45 DAT.
Neste estudo foi utilizada a cultivar “Sharon” que apresenta resistência à podridão
negra, inflorescência de granulação média e de coloração branca, peso médio entre 0,9 a 1,2 kg, com ciclo de 90 a 100 dias, adaptada para o cultivo no fim da primavera/ verão (MAY et al., 2007). As mudas da cultivar Sharon foram produzidas em bandejas de 128
células, preenchidas com substrato comercial Bioplant®, sob estufa, recebendo de quatro a cinco irrigações ao dia, sendo transplantadas para o local definitivo de cultivo em 05/11/2014 (Figura 3.2), aos 34 dias após a semeadura, quando apresentavam de quatro a cinco folhas definitivas.
Foram realizadas três adubações foliares com boro e molibdênio nas seguintes etapas: durante a fase de mudas (20 dias após a semeadura) e, aos 15 e 30 dias após o transplante, utilizando-se a concentração de 1 g L-1 de B e de 0,5 g L-1 de Mo, segundo Raij et al. (1997), utilizando-se como fontes de B e Mo, respectivamente, o ácido bórico e molibdato de amônio. Devido à alta cerosidade das folhas, foi realizado o acréscimo de espalhante adesivo na calda, para maior eficiência da operação, na dose recomendada pelo fabricante.
Para o controle de pragas e doenças foram utilizados inseticidas e fungicidas recomendados para a cultura, observando-se a dose recomendada pelo fabricante em função
33 da ocorrência do agente, inseto ou patógeno na área experimental. Por meio de capina manual realizou-se o controle de plantas invasoras durante todo o ciclo da cultura. Como forma de irrigação da área cultivada, adotou-se o sistema de aspersão convencional em complementação às precipitações, durante todo o ciclo da planta, mantendo-se o solo próximo à capacidade de campo.
A C
B D
Figura 3.2. Adubação de plantio (A), couve-flor 15 dias após o transplante (B), couve-flor 25 dias após o transplante (C), couve-flor 65 dias após o transplante (D).
3.1.4 Avaliações
3.1.4.1 - Atributos químicos do solo
A coleta de amostras de solo foi realizada após a colheita das cabeças de couve-flor. Aleatoriamente, foram coletados quinze pontos em cada uma das parcelas, utilizando-se amostrador motorizado. Retiraram-se amostras nas camadas de 0-0,20 e 0,20-0,40 m. As amostras foram acondicionadas em sacos plásticos, e colocadas para secagem em temperatura ambiente. Posteriormente, avaliaram-se os teores de P, K, Ca, Mg, Al, S, B, Cu, Fe, Mn, Zn, Soma de Bases (SB), Saturação das Bases (V%), Capacidade de Troca Catiônica (CTC) calculada, acidez potencial (H + Al) e, relações entre Mg/K, Ca/Mg, Ca/K no Laboratório de Análises de Solo e Foliar da Fundação de Ensino Superior de Passos, conforme metodologia descrita por Raij et al. (2001).
34
Para análise do estado nutricional das plantas, foram coletadas 10 folhas recém-maduras de cada parcela, no início da formação das inflorescências (RAIJ et al., 1997).
O material colhido foi lavado com detergente neutro em água corrente e enxaguado sete vezes com água deionizada. Após se retirar o excesso de água, as amostras foram acondicionadas em sacos de papel identificados e, posteriormente, colocadas para secagem em estufa a 65ºC com circulação forçada de ar. Em seguida, as amostras foram moídas utilizando-se moinho tipo Willey, armazenando-se o material coletado em saco plástico após passar por peneira de malha de 20 mesh, para posterior análise química.
No Laboratório de Análises de Solo e Foliar da Fundação de Ensino Superior de Passos, foram determinados os teores de macronutrientes (N, P, K, Ca, S, Mg) e
micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn, Zn) foliares, conforme metodologia descrita por Bataglia et al. (1983).
3.1.4.3 - Características biométricas e produtivas
A colheita das cabeças da couve-flor foi iniciada em 10 de janeiro de 2015, quando as inflorescências apresentavam-se totalmente desenvolvidas, com os botões florais ainda unidos (cabeça compacta e ainda firme), realizando-se o corte no pedúnculo da planta, deixando-se algumas folhas para a proteção da cabeça durante o transporte até o laboratório, as quais foram removidas antes da pesagem. No laboratório avaliaram-se as seguintes características:
a) Massa comercial da cabeça – MCC:
A massa comercial da cabeça foi obtida com auxílio de balança digital após as folhas externas serem retiradas, sendo a massa expressa em quilogramas;
b) Diâmetro da cabeça – DC
O diâmetro da cabeça foi obtido pela medida da distância entre suas extremidades utilizando-se régua graduada em cm, cujos valores foram expressos em centímetros;
c) Diâmetro do pedúnculo – DP
Para esta medida foi realizado primeiramente um corte transversal na base do pedúnculo, obtendo-se os valores (cm) com auxílio de régua graduada.
d) Altura da cabeça – AC
Apoiando-se o pedúnculo à superfície plana da bancada do laboratório, mediu-se com régua graduada (cm) a distância entre a superfície da bancada e o ponto mais alto da inflorescência.
35 3.2 Doses de gesso e potássio no cultivo de milho verde e grãos de milho