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4.2 Sivilingeniørene regner med
O estudo foi dividido em dois capítulos. O primeiro capítulo foi elaborado sobre os casos de suicídio e o segundo capítulo sobre os casos de tentativas de suicídio.
6.1.1 Delineamento do estudo
Tem-se estudo epidemiológico de série histórica, realizado por meio do levantamento dos dados de registros de óbitos de profissionais de segurança pública do Estado do Ceará arquivados em meio digital na Perícia Forense, na unidade federada, no período de 2000 a 2014.
6.1.2 Local do estudo
Os suicídios foram analisados pelos registros de óbitos obtidos no banco de dados da Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE), elaborado em formato excel e digitado pelos profissionais da tecnologia da informação da PEFOCE, a partir das declarações de óbito geradas pelos trabalhos de medicina legal da supracitada instituição.
O estudo sobre o suicídio de profissionais de segurança pública abrangerá todo o território do Estado do Ceará.
6.1.3 População e amostra
A população é composta de todos os casos de mortes de profissionais de segurança pública do estado do Ceará, que deram entrada no serviço de verificação de óbitos da PEFOCE, entre 2000 a 2014.
Não houve amostragem uma vez que todas as pessoas que tiveram como causa da morte oficial o óbito por suicídio, no período de 2000 a 2014, estão registradas no banco de dados e fazem parte do objeto de estudo.
Vale ressaltar que, muito embora todos os casos oficialmente registrados foram acessados por meio desta pesquisa, dentro dos próprios registros oficiais existe subnotificação uma vez que “a morte indeterminada” e/ou os acidentes de trânsito podem ser suicídios
disfarçados. Além disso, é possível o erro de digitação durante o preenchimento do banco virtual da PEFOCE.
6.1.3.1 Critérios de inclusão
Foram incluídos na pesquisa, todos os casos de suicídio praticados por profissionais de segurança pública que foram registrados no banco de dados da PEFOCE (Arquivo em formato excel), entre os anos de 2000 a 2014.
6.1.3.2 Critérios de exclusão
Foram excluídos os casos de suicídio registrados fora do período de estudo, bem como o de suicídios que não foram de profissionais da segurança pública estadual cearense.
6.1.4 Coleta de dados
A coleta foi realizada pelo autor no banco de dados da PEFOCE, devidamente autorizada pelo comitê de ética da UFC, via plataforma Brasil, e da Coordenação de Medicina Legal daquela instituição, por meio de carta de anuência. Os dados foram gravados em meio digital (pen drive) em arquivo formato excel.
6.1.4.1 Variáveis do estudo
Foram utilizadas as variáveis registradas no arquivo digital do instrumento declaração de óbito: local de suicídio, tipo de óbito, data, estado civil, idade, sexo, raça, ocupação (profissão) e meio utilizado na causa morte. Além disso, foram utilizadas as variáveis renda, patente ou título funcional e tipo de serviço prestado, obtidas através do complemento de dados com os setores de recursos humanos das instituições. A variável desfecho foi “suicídio”.
6.1.4.2 Instrumento
Foram utilizadas informações dos dados existentes na PEFOCE baseadas nas declarações de óbito (Anexo A).
6.1.5 Análise estatística
Foram calculadas as taxas de suicídio anuais e médias (por 100.000 habitantes) para a população de profissionais de segurança pública do Estado do Ceará no período de estudo. Analogamente, foram colhidas da literatura científica e DATASUS as taxas anuais dos casos de suicídio da população geral do Ceará, a fim de proceder à comparação.
As taxas de mortalidade por suicídio (TMS) foram calculadas com a seguinte fórmula geral (MEDRONHO, 2009):
TMS = Número de suicídios, na área A, no período P x (100.000) População média da área A, no período P
Foram calculadas também as taxas (por 100.000 habitantes) para sexo, grupo etário (jovens de 15 a 29 anos, meia idade 30 a 59 anos e idosos, acima de 60 anos).
Ainda, foram calculadas as taxas anuais de suicídio para cada instituição vinculada (PMCE, CBMCE, PCCE e PEFOCE), a fim de evidenciar comparação interna entre os profissionais de segurança pública.
Para comparação mais específica das taxas, uma padronização direta foi utilizada para eliminar os efeitos de qualquer diferença de idade e sexo entre as duas populações, portanto aplicando as taxas de suicídio duas populações a uma única população padrão.A fórmula utilizada foi:
A partir da data do óbito foram calculados os Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP) para cada caso de suicídio e para todos os casos conjuntamente, relativos à vida útil
de trabalho, idade considerada para 75,2 anos, para profissionais de segurança pública. Mediante a fórmula (DEMPSEY apud MEDRONHO, 2009):
Onde, na fórmula imediatamente supracitada, L é o limite superior extremo estabelecido arbitrariamente para 75,2 anos, x é a idade em que o óbito ocorreu, sendo x variável discreta no presente estudo, logo X foi sempre menor que L. A variável dx foi representativa do número de óbitos ocorridos com a idade x.
Ainda, foram calculadas as porcentagens de suicídios em profissionais de segurança pública, bem como as porcentagens das demais mortes violentas (excluindo o suicídio) e mortes não violentas entre os mencionados profissionais para construção de um gráfico de setores, a fim de se visualizar a parcela do desfecho entre todas as causas de mortes.
Foram construídos gráficos de barras para as variáveis de destaque (sexo, grupo etário - jovens de 15 a 29 anos e não jovens, ocupação, escolaridade, estado civil e tipo de suicídio), ano a ano, a fim facilitar a visualização das características encontradas nos casos coletados.
A variação das taxas anuais de suicídios foi visualizada através de um gráfico de linhas.