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2.6 SINTEF A/S

A partir do rompimento das relações diplomáticas com os países do Eixo, dos acordos militares e comerciais assinados no primeiro semestre de 1942 e da declaração de guerra à Alemanha e à Itália, em agosto do mesmo ano, que implicaram na consolidação do alinhamento do Brasil aos Estados Unidos, o governo Vargas procurou um novo posicionamento na sua relação com este país. Apesar do aumento da dependência, o Brasil buscava um papel de liderança na América do Sul.

Acontece que em novembro de 1942, as forças anglo-americanas tiveram sucesso na invasão do Norte da África (KITCHEN, 1993, p. 82-104), o que fez com que o perigo de uma invasão do território brasileiro desaparecesse e, com isso, se enfraquecesse a posição do Brasil na aliança com os Estados Unidos.

O desembarque das forças aliadas no Norte da África criou, portanto, novos problemas para os planejadores brasileiros. A partir daquele momento, o Brasil deixava de ser um teatro potencial da guerra e passava a ser visto pelos EUA como mera fonte de material estratégico e rota para o transporte de forças aliadas para o front (MOURA, 1991, p. 28).

Isso acontecia justamente no momento em que o Brasil procurava ocupar um espaço próprio no contexto internacional. Esse espaço compreendia, para amplos setores do governo, um papel de proeminência na América do Sul e de destaque no

mundo. Dois exemplos de iniciativas políticas que procuravam explorar essas possibilidades foram a pretensão do governo Vargas obter um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a constituição de um corpo expedicionário para participar diretamente da guerra.

De acordo com Corsi (2000, p. 227-228), a intenção do governo Vargas de ocupar um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU encontrou resistências na forte oposição da Grã-Bretanha, da URSS e de alguns países da América Latina, em particular o México e o Chile. Os Estados Unidos, de início, não só se mostraram simpáticos à ideia, como a incentivaram, esperando, muito provavelmente, que o Brasil fosse um aliado fiel de suas posições.

Já a criação da FEB, consistia em uma tentativa de conseguir maiores fornecimentos de armas e projeção internacional, já que a margem de manobra do Brasil era pequena, pois o fornecimento de matérias-primas estratégicas deixou de ser tão vital quanto fora no início da guerra e a posição geográfica do Brasil tinha perdido importância com as vitórias dos Aliados. A formação de um corpo expedicionário apontava para a existência de espaços que permitiriam ao Brasil continuar sua política de obtenção de vantagens do alinhamento aos Estados Unidos, pelo menos até meados de 1944.

A FEB seria então uma iniciativa política do governo brasileiro objetivando, entre outros fatores, a conquista de um espaço próprio no contexto do alinhamento aos Estados Unidos. Porém, essa busca acabou gerando atritos e pontos de vista diferentes aos dos norte-americanos, indicando que esse processo de alinhamento não foi tranqüilo. A oposição norte-americana, em particular dos militares, à ideia da constituição da FEB, exemplifica o choque de interesses e de visões entre os dois países. De acordo com Gerson Moura,

Portanto, a FEB não foi criada para responder à demanda dos aliados, mas surgiu como resultado de uma exigência brasileira junto aos Estados Unidos. Não foi também uma criação puramente militar, mas um projeto político- militar de setores dirigentes, que buscavam extrair vários benefícios de sua criação. Esses vários benefícios poderiam ser sintetizados no esforço da

Chancelaria brasileira de obter do governo americano o reconhecimento do Brasil como uma “potência associada” que exercesse uma “proeminência natural e histórica” nos assuntos da América do Sul. A pretensão foi delicada mas firmemente rejeitada pelos EUA, que não desejavam evidentemente repartir sua própria hegemonia no continente com um “poder associado”, assim como as potências aliadas não estavam dispostas a aceitar a reivindicação brasileira de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, feita em 1944 (MOURA, 1991, p. 15).

Havia então um obstáculo pouco considerado pelos líderes brasileiros: a lógica do sistema de poder hegemônico dos Estados Unidos. Como observou Gerson Moura (1991), os norte-americanos não gostariam que o Brasil se tornasse significativamente poderoso em um sentido militar na América Latina, já que isso significaria arranjar problemas futuros para si próprios. De outro lado, porém, os Estados Unidos não podiam desconsiderar as solicitações brasileiras, dado o volume de contribuições positivas do Brasil ao esforço de guerra dos aliados. A política externa brasileira tinha, assim, pouca margem de manobra entre os objetivos hegemônicos dos norte- americanos e sua aliança com o Brasil durante a guerra. Mas, ainda que limitada, essa margem de manobra era real.

Quanto ao projeto brasileiro de participar da guerra, o governo americano começava a perceber que o assunto assumia uma importância crucial para o governo Vargas e para os militares brasileiros. O Departamento de Estado americano começou a perceber, no início de 1943, que o entusiasmo brasileiro por uma participação mais ativa na guerra não poderia ser afastada, sem que efeitos negativos surgissem na atitude do Brasil para com a guerra e seus aliados.

O governo norte-americano tentou convencer portugueses e britânicos de que as tropas brasileiras deveriam ser estacionadas nos Açores e na Madeira. Mas ambos se opuseram à proposta, pela simples razão de que tal fato revelaria a presença clara dos Estados Unidos em possessões portuguesas.

Havia então um impasse de onde estacionar as tropas brasileiras, já que os Estados Unidos não mostravam interesse nenhum nesse projeto brasileiro. O lento

progresso da FEB teve consequências sérias para a política externa brasileira, em especial para as relações militares e políticas com os Estados Unidos nos últimos meses de 1943. O resultado disso foi que, o fim do ano de 1943 foi um período de recriminações mútuas. Os brasileiros acusavam os norte-americanos de haver extraído muitos ganhos do Brasil e de haver perdido seu interesse anterior. Washington alegava que os brasileiros não aceitaram plenamente a orientação do War Department e nem mesmo completado a organização das unidades da FEB.

As dificuldades crescentes e o impasse na colaboração Brasil-Estados Unidos sobre a Força Expedicionária Brasileira foram superados nos primeiros meses de 1944, mais uma vez por uma combinação de acontecimentos na política sul-americana, envolvendo a Argentina. A situação política na bacia do Prata fez com que os Estados Unidos analisassem novamente sua política de fornecimento de armas ao Brasil.

Como vimos no segundo capítulo, em junho de 1943, um grupo de oficiais do Exército argentino (GOU), com uma orientação nacionalista e favorável a um regime autoritário derrubou o governo de Castillo, deixando a presidência ao general Ramirez. Havia também suspeitas de que o governo argentino tentava ampliar sua influência sobre as forças armadas da Bolívia, do Uruguai e do Paraguai.

Outro fator que fez com que os Estados Unidos ficasse mais preocupado com a política sul-americana foi o golpe militar na Bolívia, liderado pelo general Villaroel. Para o governo do Rio de Janeiro e de Washington, o golpe foi largamente influenciado pela Argentina e até mesmo pelo partido nazista. Segundo Gerson Moura,

A percepção americana era de que o equilíbrio político no continente se alterava substancialmente com a coalizão boliviana-argentina, em detrimento dos interesses norte-americanos. O governo Roosevelt ameaçou tornar público o envolvimento da Argentina no golpe boliviano e fez uma demonstração naval em Montevidéu (MOURA, 1991, p. 35).

Após esses acontecimentos, os Estados Unidos perceberam que não poderiam perder a confiança dos militares brasileiros e começaram a por em prática as solicitações do governo Vargas. De acordo com Corsi,

[...] setores do governo e das classes dominantes viam abrir-se naquele contexto novas possibilidades para o Brasil – possibilidades de o país alcançar um papel de destaque pelo menos na América do Sul e aprofundar o processo de industrialização. O desenvolvimento industrial era visto como um pressuposto para o fornecimento da posição mundial do país e para a mudança de sua inserção na divisão internacional do trabalho. A documentação também sugere, mais uma vez, o quanto era importante a concorrência com a Argentina na formulação de estratégias do governo brasileiro. Caberia explorar essas oportunidades, adotando políticas para alcançar esses objetivos (CORSI, 2000, p. 227).

Como foi dito por Corsi (2000), a documentação realmente mostra que os acontecimentos na Argentina tiveram um peso considerável na elaboração do política externa brasileira, e que apesar das boas relações entre o governo brasileiro e o argentino, o Brasil se aproveitou do posicionamento de Buenos Aires durante o período da guerra para conseguir maiores benefícios em relação aos Estados Unidos. Um dos documentos analisados, mostra o general Góes Monteiro justificando o fortalecimento militar brasileiro a partir dos acontecimentos na Argentina:

Nessa conformidade se deverá prever o desvio corrente de transportes projetada pelas Forças Brasileiras Expedicionárias, em vez da África ou da Europa, para a Bacia Oriental do Rio da Prata, e a constituição de depósitos e de bases de operações no sul do Brasil para forças aéreas e forças mecanizadas, e de bases navais e de bases aéreas para a frota americana em Santa Catarina ou em Montevidéu, entre outras providências necessárias. As últimas notícias da Argentina continuam confusas e obscuras (MONTEIRO, 1944, p. 1-2).

E foi justamente isso que o governo brasileiro fez. Vargas apresentou novos pedidos de material bélico a Roosevelt, além de solicitar aos Estados Unidos a construção imediata de dois campos de pouso no sul do Brasil, com o excedente de material utilizado no Nordeste. Para a felicidade do governo brasileiro, o governo norte-americano, juntamente com suas agências militares, estavam concluindo que a melhor forma de enfrentar a coalizão argentino-boliviana era dar ao Brasil forças efetivas na fronteira com a Argentina. O resultado disso é que, no início de 1944, os armamentos tão aguardados pelo Brasil finalmente começavam a chegar rapidamente ao sul do país. E também, após um impasse entre Estados Unidos e Grã-Bretanha, a FEB seria embarcada para o exterior.

Como disse Vargas em um documento datado de 10 de outubro de 1944, e classificado como secreto,

[...] o governo americano se propõe a preparar militarmente o Brasil para que este, na América do Sul, possa não só defender-se, como também os interesses da própria América do Sul [...] De qualquer forma [...] o Brasil não pretende agredir a Argentina, porém deve estar preparado para se defender como a qualquer outro país da América, principalmente os pequenos países limítrofes como a Bolívia, o Paraguai e o Uruguai (VARGAS, 1944).

Esse documento mostra justamente que o interesse norte-americano no Brasil estava estritamente ligado aos acontecimentos políticos na Argentina e em toda América do Sul. Com isso, e devido à postura argentina durante a guerra, o Brasil sai da guerra como principal aliado dos Estados Unidos no continente americano.

Pode-se dizer então, baseado no que foi apresentado acima, que a política externa brasileira ao longo do período de desenvolvimento da Segunda Guerra

Mundial foi altamente beneficiada pelos acontecimentos na política interna argentina, bem como pelas atitudes tomadas pelo país em sua política externa, onde os casos analisados apontam para um desenvolvimento melhor a partir da posição assumida pela Argentina. Por sua vez, também se comprovou, uma vez mais, que não é possível a qualquer país desenhar uma política externa e uma interna independentes. Ao contrário, ambas se inter-relacionam, determinando as ações, em todos os âmbitos, de cada um dos países e de suas relações no mundo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É comum entre os pesquisadores dizer que os condicionamentos da política exterior de um país ser de natureza interna e externa, considerando como condicionamento externo a posição relativa de um país diante dos demais integrantes do sistema internacional. No caso de países como Brasil e Argentina, colocados na periferia do sistema (periferia, tanto em termos de força econômica como de poder político e expressão militar), o elemento fundamental, mas não exclusivo, na definição de sua posição relativa será o tipo de relação que mantém com as potências dominantes, em cuja área de influência se localiza. É verdade, porém, que a política internacional de uma grande potência é também relativa ao sistema internacional. Mas a grande potência dispõe de um projeto político e de recursos de poder que lhe permitem influir na política externa dos países periféricos. Já estes vivem o processo inverso, isto é, sofrem em maior ou menor grau a influência de uma potência sobre suas definições e decisões de política externa. Em relação aos países periféricos, sua posição relativa no sistema internacional não é dada apenas pelos impulsos que vêm de fora para ajustá-los ao planejamento global da grande potência. Depende também da luta política interna, ou seja, do projeto político internamente dominante e que pode caminhar no sentido de acomodar-se aos impulsos externos, resistir, combatê-los, ou até mesmo negociar concessões mútuas.

Os diferentes arranjos de poder a que chegaram as forças sociais no Brasil e na Argentina possibilitaram que, mesmo quando dada uma problemática comum, tanto econômica como sociopolítica, aparecessem formas distintas de industrializações e esquemas de organização e controle do poder singular, levando à consecução de políticas de industrializações substitutivas diferentes em cada país. Os fatores condicionantes dessa diferenciação relacionam-se em grande medida aos modos de formação das economias e das sociedades nacionais, posto que, como vimos, as funções do Estado e as características dos grupos empresariais assumiram feições diferentes, conforme a situação de origem de cada grupo.

O que se procurou verificar é que a análise comparativa do grau de diferenciação da estrutura produtiva alcançado pela economia argentina durante a

década de 1930 e, por outro lado, pela do Brasil, indica claramente que as diferenças, tomadas ao nível puramente econômico, não são suficientes para explicar a presença de uma política de consolidação do mercado interno e de desenvolvimento industrial. O maior avanço relativo da estrutura produtiva anterior da Argentina não lhe assegurou uma política industrializadora mais audacioso que a posta em prática no Brasil, onde se alcançou nos primeiros anos da década de 1930 um esquema político- social que, a partir de então, dava mais viabilidade à consolidação do mercado interno, enquanto que na Argentina tais possibilidades não se delinearam antes dos anos 1945.

Para o governo brasileiro, a guerra européia criava vários cenários possíveis: no plano econômico, o importante intercâmbio comercial com a Alemanha caia drasticamente até o final de 1940. Já no plano político, foi decretada a neutralidade brasileira no conflito, mas nem por isso diminuíam as admirações internas pelo Eixo, estimuladas pelas vitórias arrasadoras dos exércitos alemães. Ao mesmo tempo, Washington pressionava fortemente Vargas, na tentativa de acabar de vez com toda e qualquer influência do Eixo que poderia existir em território brasileiro, além de tentar levar o governo brasileiro a aderir à estratégia de defesa continental, o que implicava em concessões amplas de natureza política, econômica e militar. Nessas circunstâncias, o governo Vargas imprimiu à política externa brasileira uma direção de colaboração realista e pragmática com os Estados Unidos. Mas essa aproximação foi baseada em um movimento lento e gradual, permitindo um processo de barganha permanente e que perseguia certos objetivos econômicos, políticos e militares. A aliança com os norte-americanos, que sugeria para o Brasil a condição de “aliado especial”, não esteve isenta de atritos. Pode-se dizer então, que no conjunto das negociações, o governo Vargas julgou inevitável a colaboração com Washington durante a guerra e tratou de extrair os melhores benefícios possíveis dessa circunstância inevitável. Alinhou-se, mas cobrou um preço pelo alinhamento.

Para um país dependente como o Brasil, que apenas na década de 1930 iniciava a reorientação de sua economia para o setor urbano-industrial, a questão do comércio exterior era crucial par assegurar uma recuperação ordenada, garantindo às classes economicamente dominantes as condições de sua recuperação e fornecer ao Estado recursos materiais e políticos que lhes permitissem por em ação seus programas de

governo, mantendo a estabilidade interna e definindo sua posição no plano internacional. As exigências brasileiras são atendidas não em função de um poder próprio, mas porque foram feitas no “momento certo”, isto é, quando os Estados Unidos tinham necessidade de garantir a unidade continental, principalmente em face aos acontecimentos na política interna e externa da Argentina.

A política externa brasileira durante a Segunda Guerra Mundial sempre esteve calcada na busca por recursos para por em prática o projeto desenvolvimentista do Estado Novo, do qual fazia parte a criação da Usina Siderúrgica Nacional, o rearmamento das Forças Armadas e a criação da Força Expedicionária Brasileira, sendo necessária a ajuda do capital estrangeiro, em especial da Alemanha e dos Estados Unidos. Um fator fundamental para explicar as posições do governo brasileiro relativa aos temas elencados foi a posição assumida pela Argentina durante a Segunda Guerra Mundial. Ou seja, a partir de 1930 a política externa brasileira passa a ser fortemente influenciada por fatores internos, como a disputa entre o setor tradicional, agroexportador e defensor do livre-comércio e a burguesia industrial favorável à proteção do mercado nacional como forma de alavancar o desenvolvimento industrial. E, também, por fatores externos, como oposição entre os dois sistemas de poder em disputa e as respectivas defesas do livre mercado ou das práticas protecionistas. Isso tudo gerou um aumento das margens de decisão e de ação da política externa brasileira, além de um maior aproveitamento das brechas geradas pela competição entre os blocos antagônicos, e um aumento do poder de barganha por parte do governo brasileiro.

A posição de neutralidade dos argentinos em relação ao Eixo culminou em uma relação conflituosa com os Estados Unidos, beneficiando o Brasil em alguns momentos, principalmente nos três momentos analisados no terceiro capítulo, ora utilizando isso como jogo de manobra, ora sendo favorecido apenas pelos acontecimentos. Já as relações entre Brasil e Argentina tiveram seus momentos de atrito, mas não há fortes indícios de uma relação mais conflituosa, visto que o interesse brasileiro era receber os seus recursos e dar andamento ao projeto desenvolvimentista, que na visão dos governantes brasileiros, daria ao Brasil uma posição de liderança no Cone Sul do continente americano.

Na busca por recursos para a criação da Siderúrgica, o Brasil se deparou com uma forte resistência por parte do governo norte-americano. O auxílio financeiro dos Estados Unidos veio somente com a ascensão de Castillo à presidência argentina, mesmo com o interesse do governo norte-americano em enviar tropas ao Nordeste brasileiro, considerado uma área de interesse do Eixo, em decorrência das vitórias alemãs na Europa. Washington sabia que Castillo tinha uma tendência nacionalista forte, o que poderia levar a Argentina a uma aproximação maior com os países do Eixo, e que se não atendesse aos pedidos dos brasileiros, ficaria sem o apoio dos dois maiores países sul-americanos.

Preocupado com o fortalecimento do exército argentino, o governo Vargas se empenhou no recebimento de armamentos para fortalecer as Forças Armadas brasileira. O antigo interesse dos norte-americanos em enviar tropas ao Nordeste brasileiro, aliado à atuação da Argentina na Conferência Consultiva dos Chanceleres, culminou em um acordo altamente favorável ao Brasil, onde este receberia 200 milhões de dólares para arrendamento de material bélico.

A importância geográfica do Nordeste para os Estados Unidos diminuíra após as vitórias aliadas no norte da África, refletindo no desinteresse dos norte-americanos com a formação da Força Expedicionária Brasileira. Porém, com o golpe de 1943 na Argentina, acompanhado pelo golpe militar na Bolívia, com aparente colaboração do governo argentina, os Estados Unidos viram na criação da FEB uma maneira de fortalecer o Exército brasileiro, em relação ao argentino, e de manter uma aliança com o Brasil, no momento em que crescia a influência argentina no continente.