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5.6 Remarks

6.1.1 Single plate

_________________________________________________________________________________________ No âmbito da análise dos planos dirigida para a identificação e compreensão das suas estratégias nucleares de intervenção, numa perspectiva de avaliação da sua “qualidade”, o mesmo é dizer, do “perfil” do diagnóstico realizado tendo em vista o tipo de proposta idealizada, procurou-se páginas atrás traçar um quadro genérico mas esclarecedor, quer dos vários diagnósticos elaborados, quer das várias propostas apresentadas.

Vimos assim que, regra geral e numa primeira leitura, a um diagnóstico tendencialmente dirigido para o conjunto de referentes, recursos e necessidades de carácter sócio-económico e sócio-cultural (apesar de uma atenção significativa também direccionada para a dimensão

arquitectónica/urbanística), corresponde, igualmente, em termos genéricos, a uma proposta global de

intervenção assente, desta feita, em quatro domínios/dimensões de intervenção, praticamente com o mesmo grau de preponderância e visibilidade, de acordo com a seguinte ordem: dimensão

arquitectónica/urbanística, dimensão turismo, dimensão sócio-económica/sociológica e, finalmente,

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Com efeito, entre as fases do diagnóstico e da proposta resulta claramente a assunção de uma estratégia de tipo plural – porque incidente em vários domínios, contrariamente à eventualidade de uma proposta mais sectorizada numa ou noutra dimensão mais em particular – pese embora, ainda assim, e como de resto seria plausível esperar, uma significativa preponderância da dimensão

turismo, o que vem acentuar o peso deste domínio de intervenção na generalidade das propostas

apresentadas no conjunto dos vários planos de acção local.

Todavia, sublinhe-se igualmente o lugar de destaque para a inclusão de alguns projectos e acções orientados, quer para a dimensão relativa à promoção, sensibilização e consolidação do conhecimento por parte da população local e visitante, quer para a interiorização dos valores patrimoniais e culturais inerentes a cada aldeia e vila. Intenções que se podem traduzir numa componente, senão vital pelo menos importante, quer enquanto complemento às estratégias de marketing turístico, tendo em vista a inclusão destas localidades nos circuitos turísticos existentes e/ou a criar; quer enquanto estratégia de cariz pedagógico, particularmente dirigidas para as populações autóctones, escolas e outras entidades locais e regionais. Prova disso mesmo é a significativa diversidade de iniciativas, desde exposições temáticas (permanentes e itinerantes), a criação de espaços museológicos, a edição de monografias e outras publicações de cunho científico em várias áreas de pesquisa – História, Arqueologia, Sociologia, Etnografia,... – até à realização de acções de formação e sensibilização temáticas junto de públicos específicos, entre outras iniciativas.

Neste contexto, ganham também expressão e visibilidade, tanto as intervenções incidentes no domínio arquitectónico (urbanístico e paisagístico) como no domínio sócio-económico e sociológico. Entre iniciativas que remetem para intervenções no âmbito das estruturas e malhas urbanas, nos seus valores arquitectónicos, nas redes de infra-estruturas, nas acções casuísticas e cirúrgicas neste ou naquele edifício (notável), neste ou naquele espaço público, bem como nas envolventes territoriais aos aglomerados populacionais, valorizando sempre os seus enquadramentos paisagísticos; e iniciativas que correspondem à criação e/ou ampliação dos equipamentos sócio-culturais, à criação e incremento da base produtiva local, sugerindo e apelando à instalação de empresas ligadas a actividades tradicionais (mas não só!), e de outras acções com vista à optimização e transformação dos recursos e potencialidades existentes em oportunidades geradoras de emprego e de aumento da riqueza local, para além de iniciativas ligadas à animação sócio-cultural de espaços e equipamentos, tudo parece apontar para o mesmo objectivo comum e central na generalidade dos planos de acção local: atrair e fixar mais população, em particular as gerações mais jovens.

De acordo com a pluralidade de estratégias de intervenção preconizadas no âmbito dos planos de acção e subjacentes às respectivas propostas, parece ser unânime o reconhecimento daquele objectivo como uma espécie de “desígnio comum”, a atingir por via das várias estratégias delineadas, em

consonância com os respectivos diagnósticos produzidos. Porém, se de um ponto de vista global e transversal aos vários planos em análise, tudo aponte para uma clara e determinante direcção:

promover as bases para um futuro desenvolvimento (turístico) sustentável, com mais-valias económicas e sociais para a população local e potenciais visitantes, numa lógica de intervenção integrada, com actuações em várias frentes ou domínios de intervenção; este “desígnio” ou objectivo

primordial assume diferentes leituras e capacidades de exequibilidade consoante cada plano de acção local em particular. Sobretudo se a relação entre o diagnóstico e a proposta, de cada plano, revelar uma simetria (nível de convergência ou divergência), de tendência menos plural mas mais singular e incisiva, favorecendo esta ou aquela dimensão na proposta em detrimento de outra, eventualmente mais carenciada aquando do diagnóstico. É esta relação de simetria que se procurará conhecer e medir, plano a plano, a qual será depois complementada no capítulo seguinte, dedicado à análise/avaliação da coerência interna e das complementaridades internas: realizações previstas.

Plano de Acção Local de Alcáçovas

Olhando simultaneamente para o diagnóstico e para a proposta deste plano (mapas 1.2 e 1.4 respectivamente) é visível a preocupação por fazer incidir acções e projectos de intervenção em áreas e sectores mais debilitados, onde a insuficiência de dinâmicas de desenvolvimento foram recenseadas aquando do diagnóstico. Ganham significado, por exemplo, as propostas de pendor sócio-económico, muitas das quais parecem ir ao encontro das necessidades identificadas. Contudo, já as intervenções no âmbito da dimensão arquitectónica/urbanística e paisagística tendem a relevar este domínio mais do que aquilo que, em termos de diagnóstico, parece merecer atenção, uma vez que existe uma relativa boa cobertura da localidade no que respeita, quer às redes de infra-estruturas básicas, quer ao estado de conservação dos alojamentos.

Acrescente-se ainda que para uma dimensão como o sistema defensivo/fortificações/património

histórico, cujo diagnóstico vem acentuar o respectivo valor cultural e patrimonial, corresponde um

leque de propostas de acção incidentes na recuperação e reabilitação arquitectónica de um conjunto de imóveis com interesse local, apesar de não as fazer acompanhar por acções de animação e rentabilização económica. Esta vertente surge já sobrevalorizada na dimensão relacionada com o turismo, a qual congrega uma variedade de iniciativas, particularmente viradas para a rentabilização e animação de vários recursos/potencialidades locais, numa estratégia de afirmação e promoção turística, apoiada ainda por um interessante e pedagógico conjunto de programas, de acções e de projectos relacionados com a sensibilização da população local e dos visitantes, através de iniciativas a merecer particular atenção. É o caso, por exemplo, da preocupação manifestada pela formação de animadores sócio-culturais, a elaboração de uma monografia histórico-urbanística da vila, o programa de educação ambiental, a criação do museu do chocalho, entre outros.

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Em síntese, estamos perante um plano de acção local onde se manifesta uma tentativa de articulação e correspondência entre a realidade diagnosticada e a proposta imaginada, apoiada numa estratégia de desenvolvimento relativamente equilibrada entre ambas, o que confere a este plano um grau de exequibilidade aceitável, a avaliar por uma visível simetria entre diagnóstico e proposta, pese embora uma relativa sobrevalorização da dimensão turismo, sem que, no entanto, assuma especial preponderância face às dimensões sócio-económica e arquitectónica/urbanística.

Plano de Acção Local de Alegrete

Contrariamente ao plano de Alcáçovas, o caso de Alegrete evidencia uma relação entre diagnóstico e proposta relativamente diferente. Face a um diagnóstico evidenciador de uma variedade de recursos e características de cariz sócio-cultural e até sócio-económico, a proposta delineada estabelece, pelo contrário, uma estratégia de intervenção essencialmente dirigida para duas dimensões: a

arquitectónica/urbanística e o turismo. Na primeira, são avançadas propostas de acções e de

projectos em torno de imóveis e espaços públicos, com a finalidade de evidenciar os respectivos elementos notáveis do ponto de vista arquitectónico. Esta opção tende a complementar depois uma variedade de outras acções, desta feita dirigidas, no essencial, para o exterior da vila, numa afirmação clara de promoção de uma imagem turística, quer junto de potenciais visitantes nacionais, quer em direcção (e até particularmente) a turistas espanhóis.

De acordo com este plano, transparece a intenção de se assumir claramente uma estratégia de revitalização muito centrada e orientada para o turismo enquanto plataforma de desenvolvimento para esta localidade. Ganham expressão, neste contexto, um conjunto de iniciativas de animação (turística), apoiadas por uma estudada e enquadrada divulgação sob várias formas e suportes promocionais (cartazes, folhetos, feiras,...) secundarizando iniciativas, acções e projectos com incidência mais directa em domínios como o sócio-económico, o arqueológico, o sistema defensivo e a sensibilização pedagógica sobre património e cultura, alguns dos quais sem qualquer iniciativa prevista.

Face a este quadro, poder-se-á avançar a ideia de que estamos perante um plano de acção local menos equilibrado, do ponto de vista das várias dimensões possíveis, mas mais centralizado numa dupla estratégia: a intervenção físico-arquitectónica no aglomerado urbano mais antigo por um lado, e a intervenção numa óptica claramente assumida de “venda” de um “produto turístico” para um segmento de mercado transfronteiriço por outro lado. Uma estratégia com alguns riscos porquanto se descuram componentes importantes e complementares de apoio e suporte ao desenvolvimento integrado de Alegrete.

Plano de Acção Local de Alter Pedroso

A uma pequena comunidade populacional, residente num aglomerado reduzido, corresponde um plano de acção local ambicioso. O diagnóstico realizado mostra uma localidade com um défice de população, de actividades económicas e culturais. O que se propõe, não obstante a diversidade e coerência das iniciativas planeadas, parece significar uma operação de quase renovação (total) do território abrangido pelo plano. A um certo enfoque na componente sócio-económica, junta-se uma aposta direccionada para o turismo, enquanto suportes geradores de um novo dinamismo (económico, sócio-cultural e turístico), cujas repercussões esperadas traduzem a imagem de um espaço e de um território envolvente completamente renovados.

Neste plano sobressai a aposta em dotar o pequeno aglomerado urbano de capacidades para atrair grupos específicos de visitantes e interessados, em torno de temas como por exemplo as feiras de artigos relacionados com os cavalos (tema decorrente da proximidade geográfica da sede de concelho – Alter do Chão – e da sua tradição equestre, em virtude da existência da sua Coudelaria); a realização de eventos desportivos, de jogos de guerra e de aventura (tirando partido da sua localização geográfica e altitude); a instalação de um observatório de astronomia e a preparação de um programa de animação cultural amplamente diversificado; acrescentando-se uma preocupação – a sublinhar – em não secundarizar as condições de vida da população residente. Neste sentido, ganham particular acuidade acções e projectos com vista a gerar maior mobilidade entre Alter Pedroso, a sede de concelho e outras localidades próximas; a possibilidade de criação de uma organização de desenvolvimento local e ambiental e a descentralização de alguns serviços da sede de concelho para a pequena aldeia.

Sem prejuízo da validade e da necessidade de avançar em todas as propostas delineadas, ressalta, contudo, uma estratégia cuja exequibilidade, do ponto de vista dos efeitos esperados e das eventuais expectativas geradas, pode ficar comprometida, caso a mesma se circunscreva preferencialmente à transformação de Alter Pedroso em ponto de encontros temáticos, com periodicidade irregular.

Plano de Acção Local de Alvito

Do diagnóstico à proposta, três dimensões de intervenção ganham particular visibilidade. A primeira delas diz respeito à preocupação manifestada por uma actuação dirigida às dimensões sócio-

económica e sócio-cultural, alicerçada em iniciativas, quer em torno da dinamização de actividades

económicas locais, quer em torno da criação e requalificação de equipamentos educativos. Neste contexto, importa ainda relevar as propostas de criação e dinamização de duas estruturas: a “Crialvito” e a “Musicalvito”, particularmente vocacionadas para a criação e divulgação artísticas, de

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raiz local. A segunda dimensão que recolhe uma significativa preferência é a do turismo, onde, à semelhança de outras propostas, relativas a outras localidades, a diversidade de projectos, acções e iniciativas, apontam para uma estratégia de promoção turística, complementar a uma já existente rede de equipamentos de hotelaria e de turismo rural. Finalmente, a terceira dimensão valorizada no capítulo das propostas prende-se com o domínio relativo à sensibilização pedagógica sobre

património e cultura, onde cabem várias iniciativas em prol da copilação, tratamento e divulgação

dos valores culturais locais.

Em síntese, poder-se-á dizer que trata-se de um plano onde as dimensões atrás enunciadas, constituem uma tríade a manter, no que concerne às intervenções a apoiar e a materializar no terreno. Em conjunto, dão corpo a uma estratégia integrada e ponderada de acções e projectos a dinamizar, numa óptica de desenvolvimento local integrado, incluindo também algumas iniciativas, mas em menor número, no âmbito da dimensão arquitectónica/urbanística.

Plano de Acção Local de Amieira do Tejo

O plano de acção local de Amieira do Tejo traduz uma proposta de intervenção pluridimensional, com sugestões de projectos e iniciativas em todas as dimensões contempladas por relação ao respectivo diagnóstico. Destacam-se na generalidade da proposta o conjunto de intervenções preconizadas no âmbito da dimensão sócio-económica, na tentativa de obviar o reduzido grau de actividades económicas, através do reforço da rede de equipamentos colectivos e de serviços, a criação de capacidades de alojamento e de oferta de restauração, o incentivo à produção económica, o incentivo ao ressurgimento e/ou manutenção de actividades económicas ligadas ao meio, o desenvolvimento de actividades de animação e, por fim, a criação de uma associação de desenvolvimento, como forma de reforçar o papel das associações cívicas locais.

Trata-se, pois, de um plano orientado mais para as necessidades de intervenção junto da população residente, do que em promover iniciativas com um intuito essencialmente turístico, virado para o exterior. Entre o diagnóstico e a proposta transparece assim uma preocupação em definir um rumo orientador e balizador do processo de revitalização de Amieira do Tejo, convenientemente enquadrado nas características locais e de acordo com a sua escala142.

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- Como de resto parece estar subjacente ao próprio título do plano de acção local – “Amieira do Tejo: um Património,

Plano de Acção Local de Avis

Partindo de um diagnóstico onde a dimensão sócio-económica e sociológica assume alguma relevância, por comparação às restantes dimensões contempladas, elaborou-se uma proposta onde, apesar do mesmo domínio continuar a merecer importância no conjunto das iniciativas preconizadas, é notória também uma clara incidência na componente de intervenção centrada nas questões arquitectónicas e paisagísticas, esta última em estreita articulação com a dimensão turística, motivada pela proximidade de ligação e influência à albufeira do Maranhão.

Constitui, assim, um plano onde a estratégia base parece residir mais numa intervenção direccionada para dar resposta a preocupações de índole arquitectónica e urbanística, não obstante algumas iniciativas propostas, enquadradas noutros âmbitos, como é o caso da constituição de um centro de informação cultural de Avis, no domínio da sensibilização pedagógica sobre património e cultura, bem como de outras iniciativas relacionadas com a promoção de recursos locais, numa perspectiva comercial e turística.

Plano de Acção Local de Barrancos

Tanto o diagnóstico realizado como a proposta preconizada revelam um olhar atento e critico face aos recursos locais e à sua rentabilização económica e turística. Assim, tanto numa fase como noutra, é possível encontrar uma preocupação em dotar a vila de um maior dinamismo tanto ao nível da componente sócio-económica, defendendo a necessidade de apoiar vários tipos de investimento local, particularmente os de iniciativa privada, como ao nível turístico, mediante várias propostas de acção, das quais se destaca o projecto de criação da “comunidade de vilas europeias com passado em contrabando” e o apoio à “instalação de unidades de turismo em espaço rural (TER)” em montes agrícolas, esta última com a finalidade de dar resposta a uma carência reconhecida no plano da oferta hoteleira, extremamente incipiente e pouco diversificada localmente.

Em suma, trata-se de um plano relativamente equilibrado do ponto de vista da simetria entre a realidade diagnosticada e a proposta delineada, para além de esboçar alguma preocupação pela necessidade de dinamizar a economia local, de forma diversificada e não só do ponto de vista turístico, virado portanto para o exterior.

Plano de Acção Local de Belver

Com uma proposta de várias iniciativas a desenvolver em diferentes domínios de intervenção, sobressai, no entanto, uma preocupação dirigida com maior ênfase para as questões arquitectónica e

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urbanística. Tal aposta apoia-se numa realidade urbanística caracterizada por uma significativa degradação dos fogos e das suas condições de habitabilidade, facto que explica a opção estratégica tomada. É de notar, todavia, o incentivo à dinamização de outras acções de âmbito sócio-económico e cultural, como forma de proporcionar níveis de qualidade de vida à população local, vertente que o plano de acção local tanto valoriza.

Cabe ainda aqui uma referência à componente turística, merecedora de várias iniciativas, entre acções de promoção e divulgação e acções enquadradas numa estratégia de desenvolvimento de um turismo cultural. Sublinhe-se também um conjunto de preocupações dirigidas para a possibilidade de dotar a localidade de melhores acessibilidades e comunicações, dando assim resposta a necessidades locais diagnosticadas neste domínio.

Plano de Acção Local de Cabeço de Vide

Este plano parte de um diagnóstico centrado em duas frentes: uma arquitectónica/urbanística e outra

sócio-económica e sócio-cultural, levada a cabo por duas equipas de técnicos, com perfis de

formação distintos mas complementares. O resultado desta articulação disciplinar e técnica saldou-se num plano de acção local onde as preocupações de índole sócio-económica e

arquitectónica/urbanística coexistem com maior preponderância, mesmo comparativamente à

dimensão turística, de peso também assinalável. Neste último domínio, ganha especial visibilidade um conjunto de acções que visam potenciar, directa e indirectamente, o recurso económico e turístico local assente nas Termas da Súlfurea, considerado o principal empregador sazonal da freguesia.

Assim, e no cômputo geral, o plano de Cabeço de Vide congrega uma estratégia de revitalização pluridimensional, com uma ênfase nas questões que se prendem com a intervenção no tecido económico local e, complementarmente, nos domínios arquitectónico/urbanístico e turístico.

Plano de Acção Local de Castelo de Vide

Tanto o diagnóstico como a proposta reunidas neste plano de acção apresentam-se completos e equilibrados do ponto de vista dos conteúdos, arrumados por todas as dimensões presentes. Destaca- se a preocupação central em definir uma estratégia de revitalização local direccionada para três vertentes: a dimensão sócio-económica e sócio-cultural, a dimensão arquitectónica/urbanística e a dimensão relativa a uma ampla estratégia de sensibilização pedagógica sobre património e cultura, a qual, na globalidade dos planos de acção local analisados, ganha especial destaque e preponderância.

Efectivamente, transparece uma simetria em todas as dimensões entre as necessidades e os recursos diagnosticados e as iniciativas e projectos a privilegiar. É precisamente neste último âmbito que a dimensão da sensibilização pedagógica ganha relevância, uma vez que, genericamente, prevalecem nos outros planos as acções e as campanhas de promoção turística, secundarizando frequentemente a realização de acções e campanhas de sensibilização direccionadas para outros actores importantes na esfera do tecido económico e cultural da vila. A este nível, sublinha-se então o enfoque que o plano materializa, na tentativa de, precisamente, complementar, mas localmente, a já ampla promoção dos valores patrimoniais existentes nos circuitos turísticos habituais.

Plano de Acção Local de Evoramonte

A um diagnóstico onde a componente sócio-económica e sócio-cultural ocupa alguma centralidade, referenciando equipamentos sócio-culturais, serviços locais, mas também necessidades e