4.3 Finite Element Method in Abaqus
4.3.3 Modelling the plate problem
acção local, analisa-se em seguida as várias áreas/dimensões de intervenção seleccionadas no âmbito dos mesmos planos de acção local, bem como os objectivos gerais e específicos, as estratégias e as acções previstas nos mesmos planos. Com este exercício, pretende-se ponderar acerca do que convencionámos designar a “arquitectura” dos planos, o mesmo é dizer, sobre a articulação e coerência, tanto ao nível vertical (relação entre objectivos, estratégias e acções), como ao nível horizontal (relação entre cada conjunto - objectivos, estratégias e acções - no seu interior), a partir
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- Salienta-se que para muitas das localidades não dispomos de informação a respeito deste indicador, bem como de outros indicadores já descritos como o caso da cultura/recreio e de outros ainda a desenvolver (saúde e índice de conforto), uma vez que os diagnósticos patentes nos respectivos planos não continham referências explícitas aos mesmos.
dos dados copilados e sistematizados no mapa 1.2 (estrutura do plano: fase de diagnóstico), no mapa 1.3 (objectivos/estratégias/acções) e no mapa 1.4 (estrutura do plano: fase da proposta).
Continuamos ainda na análise/avaliação à escala intra-plano. Centrando-nos agora numa leitura dirigida não só ao capítulo referente aos diagnósticos, mas também já ao capítulo das propostas preconizadas nos planos de acção local, importa dirigir um primeiro olhar para o desenho dos diversos planos, o mesmo é dizer para a forma como se encontram estruturados e organizados, quer ao nível da sua especificidade, quer ao nível do grau de profundidade nos respectivos diagnósticos e propostas de intervenção.
No capítulo 2.1- Linhas orientadoras para a estruturação de um modelo -, e de acordo com o expresso nas figuras 4 (estrutura-tipo mais frequente nos planos de acção local) e 5 (componentes de avaliação nos planos de acção local), descreveram-se as linhas gerais da estrutura mais frequente e patente nos vários planos analisados. Essa estrutura é basicamente caracterizada por um encadeamento de várias componentes/dimensões de análise e diagnóstico que agregámos em: arquitectónica e urbanística,
arquitectónica e paisagística, sócio-económica e sociológica, arqueológica, sistema defensivo/fortificações/património histórico e turismo, traduzindo-se posteriormente esse
encadeamento numa hierarquização de itens ou novas componentes/dimensões, já enquanto proposta global de intervenção, segundo o modelo tipo já aqui referenciado e que, de acordo com João Ferrão, segue uma “organização de tipo arborescente ou em cascata”131, partindo da identificação de objectivos gerais e de uma estratégia global para depois se desdobrar, sequencialmente, em objectivos específicos, sub-programas e acções/projectos. É a este nível que se encontram diferenças substanciais entre os mesmos planos, nos quais, não raras vezes, se encontram designações diferentes para referenciar e explicitar situações idênticas, tornando complexa, desse modo, qualquer tentativa de uniformização ou mesmo compatibilização dos vários planos. Esta é, aliás, uma característica comum a muitos dos programas de desenvolvimento regional, estruturados frequentemente de forma muito distinta.
Muito embora se registe esta dificuldade, é possível encontrar algumas características similares. Desde logo, é notório uma forte associação entre o desenho de cada plano e o perfil técnico- profissional da respectiva equipa autora do mesmo. Quer isto dizer que, apesar de uma relativa interdisciplinaridade inerente à composição técnica das equipas que elaboraram os planos, registando-se embora uma sobre-representação de profissionais com formação em arquitectura132, a generalidade dos planos de acção local espelham a composição e as culturas profissionais dos técnicos que os elaboraram, com recurso a abordagens dos territórios em causa, linguagens,
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- “A avaliação comunitária de programas regionais” in Sociologia-Problemas e Práticas, nº 22, pp:33. 132
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conceitos, metodologias e propostas de acção específicas, muito influenciadas pelas áreas disciplinares em que se enquadram.
Contudo, apesar da tónica geral consistir efectivamente numa equipa-tipo composta por um ou mais arquitectos, um desenhador, um sociólogo (ou no seu lugar um geógrafo ou um assistente social) e um historiador, só para citar as áreas disciplinares mais frequentes, destaque-se em termos mais particulares o caso de Cabeço de Vide, cujo plano de acção é composto por dois relatórios articulados e combinados entre si, conjugando, a um lado, um conjunto de propostas de intervenção de cariz mais arquitectónico e urbanístico, da autoria dos técnicos da autarquia, e a outro lado, um diagnóstico e um leque de acções e projectos de intervenção com carácter diferente, menos arquitectónico e urbanístico, mas mais sócio-cultural e de animação, da autoria de uma equipa de geógrafos. Por outro lado, planos há também em que a vertente arquitectónica e de musealização constitui a única matriz referencial para as propostas de acção defendidas, as quais circulam geralmente em torno de um elemento arquitectónico dominante no território, socorrendo-se ainda em alguns casos, de outros planos anteriores mas com a mesma lógica de intervenção. Temos como exemplos desta situação os planos de acção local de Ouguela, no concelho de Campo Maior e o de Alter Pedroso em Alter do Chão.
Neste contexto de especificidades de planos, importa ainda destacar o caso de Monsaraz, cujo plano de acção local seguiu uma estrutura em nada próxima aos restantes, com uma configuração específica e organizado em torno de quatro projectos estruturantes, a saber: um “Centro de Informação Multimédia de Monsaraz”, um “Centro de Interpretação de Monsaraz “Genius Locci” – o Espírito do Lugar”, um “Museu do Fresco”, e por fim, um projecto centrado na “Casa da Roda”. A especificidade deste plano reside, pois, no facto de não ter sido elaborado de acordo com o esquema habitual de hierarquização de componentes e dimensões, atrás referenciado, pautando-se, pelo contrário, por uma organização mais simples e centrada exclusivamente nos projectos citados. Casos houve ainda de planos cuja equipa responsável foi a mesma, como por exemplo os planos de Alvito, Barrancos e Mértola, embora com objectivos, linhas de actuação e estratégias de intervenção diferentes e ajustadas às especificidades territoriais a que se reportavam. Todos os restantes planos aqui não especificados seguiram a estrutura–tipo cujo modelo de organização explicitámos páginas atrás.