4. Resultats i discussió
4.2 Simulacions per a truges en estat gestació i lactació
Antes mesmo de identificar as redes sociais das comunidades dedicadas à floricultura, este trabalho contou com duas etapas de coleta de dados, fora os procedimentos analíticos cumpridos no patamar do estudo.
Primeira etapa da pesquisa: aqui, foram levantados dados secundários para esboçar
o cenário do aglomerado de flores. As mesmas por meio de estudos, relatórios, artigos, diagnósticos etc. permitiram identificar os atores (produtores principalmente) atuando nos principais municípios comprometidos com esta atividade, como também dando a conhecer os principais agentes comerciais e instituições públicas e privadas ligadas a este setor. Posteriormente, contactaram-se os produtores através da SAGRI, da SEDECT e do SEBRAE para criar um ambiente de confiabilidade entre pesquisador e pesquisados. Sendo que, para a pesquisa transcorrer em sua normalidade, se recebeu da SAGRI o principal aval de proximidade entre os vários atores do aglomerado. A partir disto, se teve contato com os principais atores ou “egos” das comunidades (presidente de cooperativas, associações, empresários, etc.) e com eles a aproximação com o restante dos integrantes ou “alter(s)” da rede social. Estes representantes, uma vez que o considerarmos como ponto de partida de uma rede egocentrada16, por partilharem informações relevantes sobre o cenário onde estes atuam (as comunidades em si).
Segunda etapa da pesquisa: correspondendo nesta fase a ordem empírica do assunto
(aplicação do questionário), procedeu-se primeiramente com a explicação do trabalho para com os pesquisados, para seguidamente coletar os dados (primários) pretendidos em nossos objetivos de tese. Os dados, como anteriormente explanado, ajudaram a constatar os processos que caracterizam a organização das comunidades estudadas e a valorização dos fatores locais de inovação.
Na aplicação dos questionários, as comunidades que mais informações relevantes apresentaram durante o processo de pesquisa foram aquelas que congregaram os “produtores” locais; sem desconsiderar as informações das comunidades ou agentes próximos ao aglomerado no principal centro comercial do Estado – a capital Belém.
16 Com este tipo de enfoque resultou muito efetivo obter um formulário de dados relacionais de populações
(grandes) e pode combinar-se com enfoques baseados nos atributos. Tais dados podem ser muito úteis para entender as oportunidades e restrições que tem os indivíduos, como resultado da forma como estão inseridos na sua rede (HANNEMAN, 2000).
As comunidades egocentradas comumente estão representadas pelos nomes formais constituídos no cenário local, tendo deles as seguintes características:
1) Associação AFLORBEN: esta comunidade egocentrada está representada em sua
maioria por microprodutores e produtores empresariais, especializados na produção de plantas ornamentais, flores tropicais, flores temperadas e extrativismo. Os mesmos situam-se no município de Benevides, especialmente nas localidades de Benfica e Murini. Nesta organização aplicaram-se 20 questionários.
Com a definição dos atores em microprodutores e produtores empresariais, cumpre-se nesta comunidade atividades que agregam novos fatores de produção e comercialização na floricultura, esta última congregando atores do segmento comercial e institucional do aglomerado; esta realidade comporta tanto esta comunidade produtora como as outras a serem descritas na frente. A mesma vem sendo realizada após a agrupação de produtores tradicionais e aqueles de recente exploração da cultura produtiva da área; somada certamente às motivações e incentivos de diferentes agentes do aglomerado (produtores empresariais, instituições públicas e privadas etc.). E sobre a dinâmica imposta a ocorrência de conflitos e avanços na floricultura local até a atualidade.
2) Cooperativa COOPSANT: comunidade que agrega atores dedicados à produção
de plantas ornamentais (exploração recente). A mesma localiza-se no município de Marituba, especialmente na vizinhança da comunidade Almir Gabriel. Nesta organização aplicaram-se 05 questionários específicos para os produtores de plantas ornamentais. Mas para compreensão do grupo em si, tornou-se relevante adquirir informações complementares com os cooperados que atuam também em outros setores produtivos, em especial do projeto hidropônico.
3) Associação TROPISAN: comunidade dedicada exclusivamente à produção de
plantas ornamentais e flores tropicais de corte (exploração recente). A mesma possui um local próprio para sua reprodução, dos quais os membros assumem uma parcela de responsabilidade programada, localizada no município de Santa Barbara do Pará, à margem da estrada PA-391. Nesta organização aplicaram-se 05 questionários.
4) Associação de Microprodutores de Flores de Castanhal - BARREIRÃO:
comunidade que se destaca pela produção de orquídeas – especialmente a de corte. A mesma é conformada por um ator experiente e por sócios (exploração recente) que ainda estão em um
processo de instalação. Sendo que a maioria de seus participantes está localizada no município de Castanhal. Nesta comunidade aplicaram-se 07 questionários.
5) Associação PARÁFLOR: comunidade representada por produtores empresariais
(exploração recente). Estes são detentores de ativos especializados no âmbito rural e urbano. Os mesmos comercializam produtos gerados na floricultura local (das propriedades particulares e de outros produtores locais) como da floricultura externa (São Paulo, Ceará, etc.). Estes atores também estão inseridos nos vários municípios mencionados anteriormente. Por exemplo, a empresa YAMANAKA tem propriedades na capital Belém, Ananindeua e Santo Antônio do Tauá; destes, o primeiro abriga o estabelecimento de comercialização e os outros as áreas de produção. Nesta comunidade aplicaram-se 06 questionários.
Segundo depoimento de alguns dos agentes da associação resgata-se que a especialização local sobre produtos oferecidos ao mercado comumente ocupa produtos que vão causando modismo. Processo que só é possível atender com um poder aquisitivo considerável, devido aos elevados custos para poder concretizá-lo. Já que nelas depende-se, de viagens para zonas tropicais do país e do mundo, treinamento sobre o produto adquirido, e experimentação (adaptação) no cenário local, para finalmente produzir e divulgá-lo ao mercado local ou nacional. No entanto, vão somando-se novos fatores de inovação com orientação mais incremental que radical.
6) Comunidades ou agentes que conformam o cenário comercial da floricultura – a rede do aglomerado local: nesta seção menciona-se a relação dos agentes atuando de
forma “integrada” na floricultura local. Os mesmos estão conformados por atores que atuam em diferentes segmentos deste setor econômico, como fornecedores de insumos e equipamentos, atacado, varejo, floriculturas etc.
Nesta parte tomam-se os “nomes dos municípios” onde se estabelecem principalmente as cinco primeiras comunidades (as associações e cooperativa) como atores para representá- los na cadeia produtiva local, assim, a Associação AFLORBEN representada pelo município de Benevides e; para o caso da PARÁFLOR os municípios de Benevides, Santo Antônio do Tauá e Ananindeua; e em alguns casos tomando-se os nomes de distritos e comunidades importantes que estão inseridos no aglomerado local. Aqui, estas representações municipais são tomadas como sendo os fornecedores de produtos para os principais estabelecimentos de comercialização, para nosso caso “as floriculturas”; estes últimos como sendo os ‘atores’ de maior representação e importância para com a sexta rede social. Com isto, se faz possível uma
análise geral sobre o cenário estudado. E é com esta visão holística que se ressalta os fatores de inovação vistas no início de uma maneira isolada agora sobre um olhar integrado.
Antes vale esclarecer que a decisão de tomar o município como um ator representante das comunidades produtoras é por que nelas encontram-se, ainda ‘atores’, desligados ao processo institucional de coordenação que o aglomerado em si vai vivenciando. Exemplo disto é o fornecimento particular de produtos às floriculturas locais por produtores que não atuam diretamente com as comunidades antes mencionadas. Mas deles se adquirem produtos complementares que são oferecidos ao consumidor final. Neste mesmo patamar encontra-se a comunidade de paisagistas e decoradores, sendo os mesmos neste estudo, mais indicados por outros que propriamente entrevistados.
Referente aos questionários aplicados nesta sexta comunidade, dos 43 aplicados nas organizações que conformam as comunidades produtoras, aqui se contemplou mais 50, perfazendo um total de 93 questionários realizados no transcorrer da pesquisa. Mas antes, adverte-se que o número de atores que conformam esta sexta rede social é de 60, quantidade diminuída pela representação municipal das associações e cooperativa.
Aqui, foi de suma importância à colaboração da SAGRI, que cooperou com informações relativas sobre os estabelecimentos de comercialização de Belém e municípios vizinhos.
Já com base no levantamento dos dados se utilizou a ferramenta analítica do software UCINET, sustentando assim a importância da configuração das comunidades e principalmente os “destaques” dos fatores locais de inovação na floricultura tropical. O
software fornece dados qualitativos e quantitativos. No foco qualitativo conta-se com tabelas
estatísticas simples que o programa nos proporciona, já no foco quantitativo conta-se com sociogramas que permitem inferências analíticas do quadro estrutural das comunidades. Somado a isto, confrontam-se os tipos de capital social pertinentes nas redes comunitárias identificadas acima, entre elas: 1) capital social de ligação; 2) capital social de ponte e; 3) capital de conexão.
O capital social também conta com cinco dimensões de mensuração (como efetivado no questionário) que ajuda na análise dos resultados: grupos e redes, confiança e solidariedade, ação coletiva e cooperação, informação e comunicação, coesão e inclusão social e, ação e fortalecimento político. Os mesmos subsidiam a configuração e as ações (fatores de inovação local) que valorizam a representação das instituições locais, os quais repercutem diretamente na forma de governança econômica (mercado, híbrido) que caracteriza o cenário local.
Para “grupos e redes” considera-se a natureza e extensão da participação dos atores dentre e fora da comunidade e os vários tipos de organização – para nosso caso se traduzirá como processo de institucionalização em prol ao fortalecimento da floricultura em si. Para o nível de “confiança e solidariedade”, numa atividade dinâmica como a floricultura toma-se como referência o grau de interação dos membros no intuito de diminuir os riscos e as incertezas comuns nesta atividade. Sobre a “ação coletiva e cooperação” numa atividade nova como a floricultura, busca-se nas ações conjuntas, alternativas que permitam diminuir os custos de transação decorrentes nesta atividade. Com respeito à “informação e comunicação”, torna-se relevante a descrição do esforço prestado no fortalecimento do setor e os efeitos decorrentes das ações atuais (por exemplo, produção e comercialização) implantadas pelos atores no setor. Na “coesão e inclusão social”, resgata-se de forma geral como a própria dinâmica do setor integra os agentes (atores) que ressaltam a floricultura tropical. Por último, resgata-se a “ação e fortalecimento político” como ações para uma melhor credibilidade do setor. Em suma, esta abordagem analítica junto aos vários processos (individuais ou grupais) institucionais poderá ser confrontada como os fatores locais de inovação.
4 A NOVA ECONOMIA INSTITUCIONAL, CAPITAL SOCIAL E REDES