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4. Resultats i discussió

4.1 Simulacions per a porcs destinats a l’engreix

Entende-se que o papel da Nova Economia Institucional (NEI) com ênfase na Economia dos Custos de Transação (ECT) está munido de conceitos que integram pressupostos fundamentais (custos, ambiente institucional) e comportamentais (oportunismo e racionalidade limitada), caracterizando uma estrutura de governança (mercado, híbrido e hierárquico) sobre uma determinada realidade econômica. Para acontecer isto, uma das vertentes da NEI coloca que a integração social e cooperação são responsáveis para promover o desenvolvimento socioeconômico de uma sociedade. E para ocorrer desenvolvimento é necessária uma ação coletiva capaz de gerar novas possibilidades de integração e transformação econômica e social. Para tanto, é preciso haver relações sociais que tornem possível a ação coletiva. Para acontecer cooperação ou a ação coletiva é necessário um ambiente institucional formal e informal. E a eficiência das instituições é diretamente proporcional ao estoque de capital social presente na sociedade.

Embora o aglomerado da floricultura paraense tenha uma constituição recente (pouco mais de uma década), o mesmo condiciona um ambiente institucional local como parte deste novo processo. A abordagem metodológica do capital social e redes sociais prioriza o estudo estrutural e funcional das organizações sociais entendidas aqui como “comunidades”, e a partir delas, a identificação das instituições locais. Mas junto às instituições locais prioriza-se também a presença dos fatores de inovação que realçam o progresso socioeconômico no setor. São considerados fatores de inovação local todo ou qualquer processo que diferencie e destaque a floricultura tropical no mercado.

Antes foi necessária a informação da configuração institucional formal do setor, procurando-se assim a integração dos diferentes níveis de atuação (segmentos produtivos da floricultura, ambiente legal e institucional, institutos de pesquisa, assistência técnica etc.) no aglomerado.

O procedimento da pesquisa levou em conta em primeiro lugar a aplicação de um questionário in loco (Anexo A), que permitiu medir capital social e redes sociais entre os “atores” dos grupos sociais dedicadas à atividade da floricultura. Foram priorizadas em primeiro lugar as comunidades produtoras e posteriormente os outros atores que conformam o aglomerado da floricultura.

A estruturação deste questionário foi baseada nos questionamentos utilizados pelo Banco Mundial em 2006 (DUDWICK et al., 2006), dos quais se fez uma adequação de

indicadores no intuito de direcionar perguntas que prevalecessem para este estudo, ou seja, dando realce os processos de inovação local com base nos seguintes pontos: (1) grupos e redes, (2) confiança e solidariedade, (3) ação coletiva e cooperação, (4) informação e comunicação, (5) coesão e inclusão social e, (6) ação e fortalecimento político.

Para a Análise das Redes Sociais (ARS) das comunidades presentes no aglomerado da floricultura local aplicou-se o software UCINET 6.0 (BORGATTI; EVERETT; FREEMAN, 2002), que permite medir o grau das interações entre “atores” ou “nós” partindo de dados qualitativos e quantitativos (VELÁZQUEZ; AGUILAR, 2005). A ferramenta gera indicadores capazes de explicar a representação de uma rede13.

Para determinar o capital social no aglomerado se consideraram a existência de duas dimensões ou eixos principais em que se alinharam as distintas formas de abordar a definição do conceito: A primeira dimensão refere-se ao capital social entendido como uma capacidade específica de mobilização de determinados recursos (como a informação) por parte de um grupo; a segunda remete-se à disponibilidade de redes de relações sociais (CEPAL, 2001). E sobre isto, a capacidade de mobilização onde convergem duas noções especialmente importantes, como é a liderança e sua contrapartida, o empoderamento (ATRIA, 2003).

Nas redes sociais aparecem implicados a noção de associatividade e o caráter de horizontalidade ou verticalidade das redes. Estas características dão origem à distinção entre as redes de relações no interior de um grupo ou comunidade (bonding), as redes de relações entre grupos ou comunidades similares (bridging) e as redes de relações externas (linking).

Hanneman (2000) propõe que a ideia básica de uma rede social é simples: trata-se de um conjunto de atores (produtores, fornecedores de insumos e equipamentos, paisagistas, decoradores, instituições públicas e privadas etc.) que possuem certos vínculos ou relações que ajudam a fortalecer as comunidades específicas no aglomerado local. Ao mesmo tempo estas redes podem ter muitos ou poucos atores e uma ou mais classes de relações entre pares de atores (HANNEMAN, 2000). Este autor ressalta também até que ponto os indivíduos estão conectados uns com outros e até que ponto a rede em seu conjunto está integrada, são as duas caras da mesma moeda.

A diferença de como um indivíduo está conectado pode ser extremadamente útil para entender seus atributos e comportamento. Muitas conexões significam que os indivíduos se expõem a mais e mais informação. Indivíduos bem conectados podem ser influentes e podem ser influenciados por outros. As populações mais conectadas podem ser mais capazes de

13 A estrutura de uma rede pode analisar-se com diversos indicadores dependendo dos resultados que o analista

mobilizar seus recursos e também pode dispor de múltiplas e diversas perspectivas para resolver problemas (HANNEMAN, 2000).

Hanneman (2000) indica também que a perspectiva de redes contribui em grande parte à compreensão do “poder” social. Talvez ainda mais importante, a aproximação às redes sociais enfatiza que o poder é inerentemente relacional. Um indivíduo não tem poder em abstrato, ou seja, tem-se poder porque se pode dominar a outros – o poder de ego é a dependência do alter e vice-versa.

O poder é uma consequência dos padrões de relação, a quantidade de poder nas estruturas sociais pode variar. Se um sistema está muito debilmente acoplado pouco poder pode ser exercido; em sistemas de alta densidade existe o potencial para maior poder. O poder é uma propriedade sistêmica (nível macro – que descreve a população inteira) e relacional (nível micro – relação entre atores); mas estas duas definições estão intimamente conectadas na perspectiva de redes sociais.

Flores e Rello (2003) mencionam que a existência destas redes sociais brinda vantagens adicionais aos indivíduos que têm acesso a elas, em comparação com as que obteriam se atuassem individualmente e sem apoio dessas relações sociais. Marteleto (2001) acrescenta que o estudo de redes sociais coloca em evidência um dado de realidade social contemporânea de que os indivíduos, dotados de recursos e capacidades propositivas, organizam suas ações nos próprios espaços políticos em função de socializações e mobilizações suscitadas pelo próprio desenvolvimento das redes.

Por último, uma estrutura de rede social em si é central à difusão de informação e inovação (BURT, 2004), que permite uma coesão comunitária (BEYERLEIN; HIPP, 2005; PUTNAM, 2000), agrupando tecnologias e conhecimento (JIANG; LI, 2009). A mesma pode ser considerada um mecanismo chave por que afeta a inovação (WU; LEE, 2007) no sentido mais amplo.