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Sikkerhetsstillelse og motregning

In document Noregs Bank : årsrapport og rekneskap (sider 172-185)

Oppstilling over endringer i egenkapital

Note 10 Sikkerhetsstillelse og motregning

O acesso ao serviço de transportes colectivos é realizado a partir da análise da distância que tem que se percorrer desde um dado ponto (no que respeita à população com serviço, considerou-se o local de residência) até à paragem mais próxima. Optámos por este critério e não pela proximidade a uma via com serviço, uma vez que é sobre as paragens que acontece o acesso ao sistema.

A distância máxima que um passageiro está disposto a percorrer para aceder ao serviço de transportes colectivos numa área urbana depende muito das condições particulares do terreno, ao nível da topografia, assim como ao nível da qualidade e segurança que o espaço público oferece ao peão.

MURRAY et al. (1998) e MURRAY (2002) defendem como distância máxima que um passageiro está disposto a percorrer até à paragem mais próxima o valor de 400 metros. Este valor foi aplicado por estes autores em áreas urbanas australianas. Valor idêntico é proposto por KIMPEL et al.24 (no prelo) em estudo aplicado a uma cidade norte americana. MONDOU

(2001), por sua vez, em estudo aplicado a uma cidade europeia, utiliza como valor máximo 300 metros. Este valor parece-nos, igualmente, mais apropriado para a realidade da generalidade das cidades portuguesas, em concreto para a nossa área de estudo.

No que respeita à localização e cobertura das paragens, um importante aspecto é a possível sobreposição de áreas de influência por diversas paragens. MURRAY (2001) nota que numa área urbana, pela elevada densidade de paragens, há sempre alguma redundância, e este facto, apesar de à priori poder ser entendido como um bom princípio, proporcionando um bom o acesso ao serviço pelos passageiros, logo melhorando o sistema, também é um problema: de facto, como nota o autor, a grande proximidade entre as paragens aumenta os custos operacionais para as empresas de transportes e diminui a velocidade de deslocação (acessibilidade) proporciona pelo serviço.

Para a área urbana de Guimarães decidimos criar quatro intervalos de cobertura do serviço a partir das paragens (fig. 17). As duas primeiras (até 150 metros, e de 150 a 300 metros) são as áreas onde o acesso ao serviço pela população está garantido. As restantes (de 300 a 450 metros, e de 450 a 600 metros) são áreas que consideramos com baixos níveis de acesso. O análise da cobertura foi calculada em distância euclidiana, através da realização de buffers.

A figura 17 mostra-nos uma importante densidade de paragens TUG no centro da cidade. De facto, evidencia-se, nesta área, uma contiguidade de cobertura de paragens com distâncias entre elas inferiores a 150 metros, o que poderá denotar, a este nível, alguma redundância. O mesmo sucede na vila de Pevidém (freguesia de Selho S. Jorge) e em alguns eixos do serviço (nomeadamente, a Sul da área de estudo, nas freguesias de Urgezes, Polvoreira e Nespereira). Estas são as áreas onde a densidade de paragens é maior, proporcionando um bom acesso ao serviço pela população.

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Figura 17. Cobertura territorial do serviço de transportes urbanos.

Um aspecto importante é que a globalidade das vias onde existe serviço TUG conhecem uma cobertura contínua de paragens numa distância máxima de 300 metros. Este facto mostra-nos que, onde o serviço existe, há um bom acesso ao sistema por parte dos utilizadores potenciais. Fora desta cobertura existem apenas pequenas áreas nas freguesias da Costa, Nespereira, Fermentões, Silvares e Candoso S. Martinho.

A cobertura contínua de paragens nas vias com serviço é atingida numa distância máxima de 450 metros. As restantes áreas não cobertas por paragens não possuem também qualquer carreira TUG. Existe uma área sem serviço que inclui parte das freguesias de Ponte, Silvares e Fermentões, e as restantes áreas são na periferia da área de estudo (designadamente, áreas das freguesias de Ponte, a Norte, de Selho S. Jorge, a Oeste, de Nespereira, a Sul, e de Costa e Mesão Frio, a Este) e, portanto, o serviço TC disponível não é de tipologia transporte urbano.

Mais importante que a cobertura territorial das paragens é, no entanto, a cobertura populacional. A figura 18 mostra-nos a proporção de área e população servida pelo sistema. Este cálculo baseia-se no pressuposto de que a população se encontra distribuída de forma uniforme ao longo das subsecções estatísticas (INE, 2001a, 2001b) e se encontra fora das áreas classificadas na Carta de Ordenamento do Plano Director Municipal (CMG, 1994)

como “Zona não urbanizável”, “Área florestal”, “Pedreiras”, “Áreas non aedificandi da A7, IP9,IP9A e IC5”.

0 20 40 60 80 100 150 300 450 600 Cobertura desde as paragens (metros)

(%

) Área com serviço

Pop. com serviço

Figura 18. Cobertura do serviço de transportes urbanos: população e área.

Estes dados evidenciam-nos que o sistema de transportes colectivos está localizado onde há maior concentração de população, sendo a cobertura populacional sempre superior à cobertura territorial, principalmente a curtas distâncias.

De facto, nas freguesias consideradas, para um total de 76 342 residentes, 53 % (40 461 hab.) da população está muito próxima do serviço TUG, tendo acesso ao sistema a uma distância inferior a 150 metros. Este valor sobe para 74% (56 493 hab.) quando consideramos a distância máxima que a população tem que percorrer de 300 metros. Uma vez que na nossa área de estudo o sistema de transportes colectivos não cobre a sua totalidade, designadamente nos seus limites, podemos considerar estes valores bastante positivos.

Efectivamente, os valores de cobertura populacional para as distâncias entre 300 e 450 metros (81%, correspondendo a 61 837 hab.) e entre 450 e 600 metros (83%, o que corresponde a 63 364 hab.) apresentam apenas ligeiros aumentos de cobertura populacional, o que nos indica que onde o sistema está implementado a cobertura é relativamente boa.

Verifica-se, assim, que o sistema de transportes urbanos actual proporciona um bom acesso à população que reside nas proximidades de vias com serviço TUG. A população residente na

nossa área de estudo sem acesso a serviço TUG (ou que para tal se tem que deslocar a uma distância superior a 600 metros) está essencialmente localizada fora do perímetro da actual rede, designadamente na parte Norte da freguesia de Ponte (onde se localiza o centro da vila), na parte Sul das freguesias de Nespereira e Selho S. Cristóvão, na parte SE das freguesias da Costa e Mesão Frio, e na parte NE da freguesia de Penselo. Para se cobrir esta população seria, pois, necessário estender a rede de transportes urbanos para lá dos seus actuais limites.

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