Oppstilling over endringer i egenkapital
Note 1 Generell informasjon
Para a aferição da acessibilidade local, há uma grande diversidade de índices, representando diferentes objectivos de análise e distintas abordagens ao conceito de acessibilidade. GUTIÉRREZ eGÓMEZ (1999) apresentam vários indicadores para a medição da acessibilidade local que podem ser utilizadas num contexto urbano ou metropolitano (tabela 3). Os primeiros dois indicadores (Tempo de acesso ao centro da cidade e Custo médio de deslocação) baseiam-se no cálculo da acessibilidade somente com base no custo de deslocação pela infraestrutura de transportes (impedância); os restantes incorporam, para além do custo de deslocação, aspectos relacionados com os atributos dos locais (importância, atractividade).
O indicador Tempo de acesso ao centro da cidade avalia a acessibilidade, tendo por base unicamente o sistema de transportes, entre dois pontos. Neste sentido, é um indicador bastante simplista.HARRIS (2001) defende que quando se calcula a acessibilidade somente a um local, não se capta a essência da acessibilidade, uma vez que a maioria das decisões são com base na acessibilidade a várias opções (designadamente, num contexto de uma região, aos vários pontos). O resultado deste indicador apresenta-se geralmente em termos de distância-tempo, e quanto maior o valor, menor será a acessibilidade.
Indicador
Definição
Vantagens
Desvantagens
Tempo de acesso ao centro da cidade
Custo de deslocação/ tempo entre um nó e o CBD;
Muito fácil de calcular; Somente tem em conta uma relação, por isso é demasiado simplista para áreas metropolitanas poli-nucleares;
Custo médio de deslocação
Média não ponderada do custo de deslocação/tempo entre um nó e todos os centroides na rede;
Tem em conta todas as relações;
Não tem em conta a distinta importância das diferentes relações; Simetria: os efeitos de uma nova infraestrutura entre dois centroides são iguais para ambos, independentemente da sua massa;
Custo de médio de deslocação ponderado
Tempo de deslocação/ custo médio entre um nó e a totalidade dos centroides na rede, ponderado pelo valor do emprego e população dos centroides;
Tem em conta todas as relações e considera-as de acordo com a massa (emprego ou população) do centroide do destino;
Não há alteração da fricção ao movimento (custo) com a distância (distance decay); Altamente sensível à fronteira externa da área de estudo;
Acessibilidade às oportunidades
Actividade económica ou população dos centroides dentro de um determinado limite de custo de deslocação/ tempo (p.e., 20 minutos);
Expressa a quantidade de emprego ou população numa área próxima do nó de referência;
Não tem em conta todas as relações; Não há alteração da fricção ao movimento (distance decay);
Potencial económico ou populacional
Interacção espacial entre um nó e todos os centroides numa rede;
Tem em conta todas as relações, considerando-as de acordo com a utilidade do centroide de destino (tendo em conta variáveis de distância e massa);
Dado ser um índice gravitacional, a acessibilidade local tem uma importante influência no cálculo dos valores potenciais (self- potential), especialmente nas zonas de maior massa (emprego ou população); Os resultados são expressos em unidades de difícil percepção.
Tabela 3. Indicadores de acessibilidade para áreas urbanas e metropolitanas (adaptado de GUTIÉRREZ eGÓMEZ, 1999)
Por sua vez, o Custo médio de deslocação é um indicador que calcula a acessibilidade entre um determinado ponto e os restantes, pe., a acessibilidade de um aeroporto em relação a uma região (ou vice-versa). Embora tenha em conta a totalidade das relações, é um indicador bastante simples, uma vez que não inclui aspectos relacionados com a importância dos locais (as oportunidades disponíveis), mas somente considera o sistema de transportes. Como tal, pode ser de bastante utilidade em estudos de avaliação da eficiência de uma determinada rede de transportes, uma vez que não é determinada pela importância dos locais. De facto, muitos dos estudos de acessibilidade, uma vez que incorporam aspectos relacionados com a
mais baixo, e consequentemente como potenciais receptoras de investimento em transportes, ainda que possam já estar dotados de boas infraestruturas (GUTIÉRREZ et al., 1998). Este indicador permite avaliar a variação espacial da acessibilidade como resultado da infraestrutura de transportes, e não na importância dos locais. Apresenta como resultado os valores médios de custo de deslocação (distância–tempo) entre um ponto e o restante território, daí ser facilmente percebido.
O Custo médio de deslocação ponderado integra, além da impedância de deslocação, aspectos relacionados com as características dos locais. Um problema dos indicadores Tempo de acesso ao centro da cidade e Custo médio de deslocação é que entendem todos os destinos como sendo de importância equivalente, quando na realidade se verifica que, geralmente, os destinos diferem no que respeita às suas características em termos de dimensão económica e demográfica (MILLER, 2005a), originando diferentes níveis de importância a atractividade.
Este indicador calcula a acessibilidade entre um determinado nó e a totalidade da região, tendo em conta o custo de distância e o peso (massa) dos centros. Expressa-se da seguinte forma (GUTIÉRREZ eGÓMEZ, 1999):
∑
∑
= =×
=
n j n jMj
Mj
Tij
Ai
1 1)
(
onde: Ai – é a acessibilidade ao nó iTij – é o custo de deslocação pelo caminho mais curto entre o nó i e o centroide j Mj - é a massa do centroide j
A massa dos locais é usada como peso no sentido de suavizar a importância dos caminhos mínimos (impedância), ou seja, para a acessibilidade não de basear somente ao custo associado à separação espacial. Este indicador, apesar de possuir variáveis acerca da dimensão dos lugares, não sendo gravitacional, não dá ênfase às pequenas distâncias. Um problema deste indicador é que, não existindo uma alteração da impedância com a distância (distance decay), é muito sensível aos elementos localizados fora da fronteira da área de
estudo, mas este facto não parece ser relevante em análises intra-urbanas ou intra- metropolitanas (GUTIÉRREZ eGOMES, 1999).
O indicador Acessibilidade às oportunidades, por sua vez, calcula o total de população ou actividade económica que pode ser alcançada desde um dado local, num determinado período de tempo (pré-definido, limitado). Neste índice, a área de análise para o cálculo da acessibilidade local toma a forma descontínua de “tudo ou nada”, de acordo com o limite máximo definido (MARTÍN et al., 2004). É, deste modo, um bom indicador para definir a acessibilidade em viagens de negócios ou turismo (GUTIÉRREZ, 2001). Pode também ser bastante útil para a medição a acessibilidade a equipamentos: p.e., pode-se calcular, em termos de volume de população, a acessibilidade de um centro comercial num período de 30 minutos. Também se mostra de grande importância para calcular as deslocações casa- trabalho (área de influência máxima de determinado centro de negócios ou parque industrial).
Segundo VICKERMAN et al. (1999), o indicador Acessibilidade às oportunidades pode ser muito válido para a definição de uma hierarquia de cidades europeias em termos de acessibilidade, uma vez que permite calcular qual o número de cidades (acima de um determinado valor demográfico) que pode ser alcançado (incluí tempo de deslocação de ida e volta, assim como tempo para realizar uma actividade na cidade de destino) desde uma determinada cidade, pelas condições oferecidas pela infraestrutura de transportes, num determinado dia de trabalho. Quanto maior o número de cidades (e de população) alcançadas, maior será a acessibilidade para o local de referência. Os resultados deste indicador são, portanto, bastante fáceis de compreender.
A grande desvantagem deste indicador, decorrente da sua visão “tudo ou nada”, é que ignora as actividades fora dos raios que se definir (GUTIÉRREZ eGÓMEZ, 1999), e que poderiam ter bastante importância para aferir da acessibilidade do local de referência.
Finalmente, o Potencial económico é um indicador gravitacional (Gravity based) muito usado em estudos de acessibilidade. Os modelos gravitacionais calculam a acessibilidade através da ponderação do valor de actividades existente em determinados destinos com o custo (tempo, distância) para a eles aceder (HANDY eCLIFTON, 2001). A acessibilidade Aij do local i será, deste modo, calculada em função da atracção do destino j, descontada pelo custo de deslocação entre os pontos i e j (MAKRÍ eFOLKESSON, 1999).
GUTIÉRREZ (2001) propõe a seguinte formulação para o seu cálculo:
∑
==
n j a ijT
Mj
Pi
1 onde: Pi – é o potencial económico do nó iMj – é a medida de actividade económica do centroide j
Tij – é o custo de deslocação pelo caminho mais curto entre o nó i e o centroide j a – é um parâmetro que reflecte a taxa de aumento da fricção da distância
O nível de oportunidade (a acessibilidade) entre dois pontos será, assim, positivamente relacionado com a massa do ponto de destino, e inversamente proporcional à distância entre os pontos. A grande diferença entre este indicador e o Custo de deslocação ponderado é que no indicador de Potencial económico existe um parâmetro para aumentar a fricção com a distância. Assim, as localizações mais próximas do ponto de referência terão mais importância para a definição a acessibilidade do que as localizações mais afastadas (gravitacional). Este aspecto pode ser um defeito deste tipo de índices, especialmente se numa determinada área de estudo se destacar um grande centro urbano (grande massa). Nestes casos os locais mais próximos vão contribuir muito para o índice de acessibilidade, e as longas distância muito pouco (GUTTIÉRREZ, 2001). Para evitar este problema, GUTIÉRREZ
e GÓMEZ (1999) dividem a área metropolitana de Madrid em 21 zonas relativamente proporcionais em termos de população e emprego (massa). Este indicador apresenta os resultados em termos de potencial económico de cada local, sendo por isso de maior dificuldade de percepção.
Os diferentes indicadores evidenciam, portanto, distintos objectivos e abordagens ao conceito de acessibilidade, e devem ser entendidos como sendo complementares entre si. A natureza da área de estudo (ao nível da escala de análise, e das suas características sócio económicas) e os objectivos da aferição a acessibilidade é que devem definir qual a metodologia a adoptar.