Oppstilling over endringer i egenkapital
PETROBUFFERPORTEFØLJEN
A tendência de crescimento da utilização da GIS-T por diferentes actores, em vários tipos de aplicações, e congregando uma série de avanços tecnológicos, é especialmente importante no que respeita às aplicações ITS (Intelligent Transportation Systems). Como já acontecia em alguns aspectos das TIG, o crescimento das ITS está associado à melhoria e cada vez maior penetração das TIC na sociedade. No caso dos ITS, decisivo papel é o desenvolvimento de sistemas de aquisição de informação geográfica (p.e., os Sistemas de Posicionamento Global) pela facilidade (e o baixo custo) de aquisição de dados que proporcionam, e de sistemas de comunicações.
O termo ITS designa a aplicação tecnologias de computação e comunicações a problemas de transportes (KUMAR et al., 2003), com o objectivo de melhorar a eficiência e a segurança dos sistemas de transportes (GOLLEGDE, 1998). A abordagem proposta pelos ITS para a melhoria dos sistemas de transportes, ao contrário das abordagens tradicionais, que se direccionavam essencialmente para o incremento da oferta do sistema (através, p.e., da construção de novas infraestruturas de transportes), baseia-se na aplicação integrada de tecnologias no sentido de monitorizar e influenciar os sistemas de transportes (e a ocupação do solo), quer directa, através de aplicações como o controlo de tráfego em tempo real, quer indirectamente, através da informação aos utilizadores do sistema (MILLER eSHAW, 2001).
São muitas as aplicações que se desenvolvem no âmbito dos ITS. WATERS (1999) propõe uma divisão das diferentes aplicações ITS em duas grandes categorias: os IVHS (Intelligent Vehicle Highway System) e os AVLS (Automatic Vehicle Location Systems).
Os IVHS incluem uma série de aplicações, onde se destacam sistemas de informação ao condutor, navegação, planeamento de viagens, avisos de colisão, controlo de sinalética de trânsito, e detecção automática de acidentes.
Por sua vez, os AVLS dizem respeito aos sistemas de detecção automática de veículos em tempo real, para diferentes modos de transporte. No que respeita ao tráfego rodoviário, há duas grandes de categorias de AVLS: Dispatch systems e Stand alone systems. As aplicações Stand alone localizam-se nos veículos e permitem o cálculo de percursos em tempo real, desde a actual localização até ao local de destino desejado; as aplicações Dispatch, por seu lado, são sistemas de monitorização de veículos a partir de centrais coordenadoras, e são muito utilizados quer por entidades privadas (companhias de táxi, empresas de entregas/ recolhas) quer por entidades públicas (polícia, bombeiros, emergência médica, etc.) (WATERS, 1999).
2.6.2.1. ITS e informação geográfica
Para além de aspectos ligados ao aperfeiçoamento tecnológico no âmbito das TIC, o desenvolvimento dos ITS depende muito do desenvolvimento da capacidade de lidar com informação acerca das localizações e seus atributos, assim como com informação do sistema de transportes que conecta essas localizações. Esta ligação entre a localização e a rede tem sido realizada através de dados georreferenciados (GOLLEDGE, 1998). Outro aspecto crítico para os ITS é a comunicação rigorosa destes dados georreferenciados entre diferentes entidades e plataformas (GOODCHILD, 2000). Assim, a informação espacial tem um papel central nos ITS.
MILLER eSHAW (2001) referem que, ainda que inicialmente as aplicações ITS e GIS-T se tenham desenvolvido separadamente, e os ITS fossem entendidos unicamente como uma temática do restrito campo da engenharia, e associada à informação, telecomunicações e sistemas de detecção (sensores), actualmente há uma maior aproximação entre estas duas
áreas. Importante foi o reconhecimento de que os paradigmas referentes à utilização de dados espaciais pelos ITS não poderiam ser separados da restante investigação sobre representação e modelação de dados espaciais da Ciência de Informação Geográfica.
A tabela 4 mostra a utilização de informação geográfica por diversas aplicações ITS. Verifica-se que a informação georreferenciada é transversal às várias aplicações ITS, e, quer em tarefas de monitorização de trânsito, de escolha de percursos, de segurança rodoviária e de emergência, a informação espacial é um elemento central. Deste modo, no que respeita à gestão de informação espacial, os ITS podem ser entendidos como uma sub-categoria dos GIS-T (MILLER eSHAW, 2001).
A tabela 4 evidencia-nos igualmente uma variedade de modelos de dados utilizados pelos ITS, designadamente com base na referenciação geográfica, na referenciação linear e na referenciação de endereços. Este facto pode criar problemas na transmissão e partilha de dados entre diferentes sistemas, daí que o desenvolvimento de mecanismos de interoperabilidade e comunicação de dados seja um aspecto essencial para o desenvolvimento dos GIS-T (THILL, 2000a; FLETCHER,2000;GOODCHILD, 2000).
Geographic Information Requirements Location Referencing
ITS User Service
Digital geographic
data
Arc ID Coordinates Address
Linear location referencing
Travel and Transportation Management
En-route driver information
Route guidance
Traveler information services
Traffic control
Incident management
Travel demand management
Pre-trip travel information
Ride-matching
Demand management and operations
Public transportation
Public transportation management
En-route transit information
Personalized public transit
Public transit security
Commercial vehicle operatins
Commercial vehicle admnistration
Hazardous material incident response
Commercial flet management
Emergency management
Emergency notification
Emergency vehicle management
Advanced vehicle safety systems
Longitudinal collision avoidance
Lateral collision avoidance
Intersection collision avoidance
Safety readiness
Automated highway systems
Tabela 4. Requisitos de informação geográfica para ITS (adaptado de UT-EERC et al., 1995; In MILLER eSHAW, 2001)
No que respeita ainda aos modelos de dados, os GIS-T utilizam de forma preferencial o modelo arco/nó (assim como as suas diversas extensões). Ora, este modelo conhece ainda
quer especialmente em aplicações ITS. NORONHA (2000) refere que apesar de existirem actualmente muitas fontes e produtores de informação geográfica sobre as redes de transportes, normalmente esta informação não é produzida especificamente para ITS. Por este facto, alguns autores defendem mesmo que qualquer desenvolvimento futuro nas estruturas de dados para transportes devem aceitar a responsabilidade da integração plena em aplicações ITS (FOHL et al., 1996). Este tema tem sido largamente debatido na literatura16.