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Kapittel 3: Analyse av romanen

11. september 2001 - et vendepunkt

Concluído o registro e organização dos dados, preparamos, então, o corpus para a análise interpretativa dos textos a partir do conjunto de entrevistas, selecionadas em função das temáticas, visando o processamento pelo uso do referido software. Este procedimento separou os conteúdos em classes de palavras e segmentos de textos. Esta técnica foi realizada, tanto com o material de Sexualidade, quanto de Educação Sexual.

Os Anexos A, B e C contém o resumo da etapa C do rapport oferecido pelo ALCESTE. Os relatórios completos encontram-se disponíveis digitalizados em CD na contra- capa desta pesquisa.

As questões de entrevistas do material discursivo de Sexualidade foram assim constituídas:

2. Em geral você considera que as questões que envolvem a sexualidade podem estar entre as preocupações da vida cotidiana de seus colegas professores?

3. Seus alunos lhe colocam questões sobre sexualidade? Que tipo de questões? Como foi sua explicação sobre o assunto? Como você se sentiu dando a explicação?

4. Você ou seus colegas professores conversam sobre as questões sexuais de seus alunos? 5. Como você se informa sobre assuntos que envolvem a sexualidade e educação sexual? 7. O tema sexualidade foi discutido durante a sua formação profissional?

9. Como você se posiciona frente às situações em que os jovens se beijam, namoram, tocam em seus órgãos genitais ou dizem palavrões? Gostaria de falar mais profundamente sobre alguma destas situações?

13. Em um estudo sobre sexualidade, os adolescentes responderam que os professores se sentem envergonhados para tratar dos temas da vida sexual nas aulas. Gostaria que comentasse sobre isso.

18. Nossa entrevista está se encerrando. Gostaria de abordar algum assunto que considera importante e eu deixei de perguntar?

Conforme esclarecemos, anteriormente, preparamos o corpus do conjunto discursivo sobre Sexualidade e servimos-nos do processamento dos dados. Seguimos as exigências previstas para o uso do software. Encontramos algumas dificuldades para montar o corpus Sexualidade e, conseqüentemente, obtermos um bom aproveitamento, devido a ordem do discurso dos sujeitos. Os docentes usam a forma dialogada, no sentido de responderem aos questionamentos de entrevistas como se estivessem conversando com o aluno ou com a entrevistadora. Este aspecto nos exigia que escrevêssemos utilizando travessões, reticências, pontuações desprezíveis para a metodologia utilizada, conforme observações em Oliveira; Gomes; Marques (2005).

Extraímos os vícios de linguagem e encontramos pausas, disjunções de tempo, de lugar, divagações, fugas, gírias e linguagem coloquial presentes nas falas dos professores. Assim, tivemos um investimento de tempo para organizar o texto. Entretanto, aproximar dos dados significou maior familiarização com o seu teor.

A dificuldade para alguns depoentes discorrerem sobre o tema podem ser notadas a exemplo de um trecho de uma entrevista segundo cópia fiel de gravação.

12. Quais as idéias que você acredita importantes para serem transmitidas em um trabalho de educação sexual na escola?

[...] se conhecerem, o autoconhecimento. Eu acho... (risos) eu acho que é o principal né...em cima de um projeto pra trabalhar com isso aí...eu acho que é o... Ah, ah,... que é parte daí né ...a primeira coisa é...se conhecer, né. Se conhecer pra saber até onde ir, né (pausa). É... É... Discernir o que é bom o que não é bom... Aquela história né, tudo, tudo. Tudo lhe é permitido né... Mas nem tudo é saudável né faz bem realmente né...às vezes a iniciação sexual muito cedo, por curiosidade, às vezes não, mas na maioria da vezes vem...vem prejudicando né...chega numa certa idade, até você vê, a pessoa...tem adolescente aí que já fez de tudo em uma idade bem pouca né e chegaram a engravidar [...]. **** *doc_16 *sex_2 *rel_1 *civ_3 *ida_3 *at_7 *ts_1 *nens_2 *adm_1

Buscando uma compreensão metodológica, entendemos que o processo discursivo tanto oculta quanto revela. Ao mesmo tempo, mostra para ocultar e oculta para mostrar. “[...] Trata-se de expressar o que se quer ou não dizer, o que se precisa dizer, o que se diz mesmo no que não se fala, no influxo associativo mobilizado pelo objeto”. (MADEIRA, 2005, p. 463).

Nesta tarefa, dentre as experiências e testes, compreendemos a importância da presença e persistência constante do pesquisador e a necessidade da fidelidade com os dados,

no sentido do respeito com os entrevistados e com a ética que envolve a pesquisa. Feitas algumas adaptações, o texto tornou-se mais fluente e possibilitou efetuar a análise lexical apresentado posteriormente, na primeira parte do Capítulo 3.

Dando seqüência aos procedimentos de análises, trabalhamos com o corpus Educação Sexual, processado no mesmo software cujas unidades de contextos estão distribuídas em cinco classes de palavras que constitui o Capítulo 4 deste estudo.

As questões de entrevistas do material discursivo sobre Educação Sexual arroladas como seguem, totalizam uma dezena, visto que, as respostas da 11ª foram agregadas no rol de respostas da décima, pois, dados de uma são contemplados na outra.

5. Como você se informa sobre assuntos que envolvem a sexualidade e educação sexual? 6. Em algum tempo na sua vida já recebeu algum tipo de educação sexual?

8. Como a escola se posiciona quando se depara com situações em que os jovens se beijam, namoram, tocam em seus órgãos genitais ou dizem palavrões?

10. Na sua opinião, como as famílias tratam a educação sexual dos seus filhos? O que você falou se aplica às famílias de seus alunos?

12. Se você participasse de um projeto sobre Educação Sexual, quais idéias você acredita importantes para serem transmitidas em um trabalho de educação sexual escolar?

14. Como a sua escola trabalha a educação sexual com os alunos? Se não trabalha, você acha que existem motivos que leva a escola a tomar esta atitude?

15. Na sua percepção, como seus colegas professores pensam sobre a educação sexual enquanto tema transversal proposto pelos parâmetros curriculares nacionais?

16.Existe algum comprometimento por parte da administração ou coordenação da escola no sentido de incentivos, restrições à educação sexual ou nem tomam conhecimentos? E por parte da Secretaria de Educação?

17.Alguma vez tomou contato com algum material didático pedagógico sobre educação sexual? Gostaria que fizesse comentários.

2.6.2.1 Análise de conteúdo

Tendo em vista algumas características específicas que influenciaram na construção do conjunto de dados de sexualidade, conforme comentamos e, a redução do material condensado em três classes, bem como, considerando as observações acerca da associação de mais uma técnica, decidimos que faríamos uma categorização ampla do texto discursivo sobre Sexualidade, organizadas no Capítulo 3.

Em suma, a decisão soma-se as reflexões obtidas em Madeira (2005); Paredes (2005); Oliveira; Gomes; Marques (2005). Os dados analisados por outra via metodológica possibilitam mais uma tentativa de compreender a rede de significados verbalizados pelo conjunto de depoentes.

Fizemos uma leitura do material discursivo de sexualidade que favoreceu o levantamento de algumas suposições a partir das mensagens contidas no discurso. Este momento propiciou reflexões sobre as amarrações da teoria vislumbrando, assim, o possível tratamento com os mesmos. Sobre este assunto, elucida Bardin (1977, p. 96): “Pouco a pouco a leitura vai se tornando mais precisa, em função das hipóteses emergentes, da projeção de teorias adaptadas sobre o material e da possível aplicação de técnicas utilizadas [...]”.

Buscamos alguma compreensão a respeito de algumas como seguem, tendo em vista resultados de outras pesquisas. Desta forma, esta análise pôde contribuir para confirmar e esclarecer resultados processados pelo software.

Com este propósito, o estudo guiou-se pelos apontamentos adaptados em Franco (2003). As diferentes leituras e releituras do material discursivo para a formulação de categorias, nos levam as seguintes suposições interpretativas:

Existem professores que consideram nunca terem sido informados sobre sexualidade. Os professores vivenciam problemas ao tratarem do assunto sexualidade na escola. Existem professores que tratam o assunto com preconceitos.

Existem professores que entendem sexualidade apenas como prática sexual.

Existem sentimentos que são manifestados quando acontece a abordagem do tema sexualidade em sala de aula. O fator idade pode ser um determinante para não se sentir bem para discutir sexualidade com os alunos.

A opção pelas proposições de Franco (2003) deve-se a presença de alguns discursos lacônicos, inviabilizando assim, um procedimento de análise lexical. Ademais, amparamo-nos no comentário da autora sobre a regra da exaustividade, no sentido de dar atenção a todas as informações importantes do contexto das entrevistas.

Iniciamos a organização dos procedimentos pela leitura ‘flutuante’.

A primeira atividade da Pré-Análise consiste em estabelecer contatos com os documentos a serem analisados e conhecer os textos e as mensagens neles contidas, deixando-se invadir por impressões, representações, emoções, conhecimentos e expectativas. (FRANCO, 2003, p. 44).

As questões de Sexualidade das entrevistas abaixo relacionadas foram examinadas lidas e relidas, de modo que, a descrição analítica dos trechos discursivos aos

poucos se configura em unidades de registro conforme argumenta Franco (2003). Deste modo tentamos perseguir a segunda parte da questão Quem sabe e de onde sabe? verificando quais as fontes em que os docentes se informam sobre o tema.

3.Seus alunos lhe colocam questões sobre sexualidade? Que tipo de questões? Como foi sua explicação sobre o assunto? Como você se sentiu dando a explicação?

4. Você ou seus colegas professores conversam sobre as questões sexuais de seus alunos? 5.Como você se informa sobre assuntos que envolvem a sexualidade e educação sexual? 7.O tema sexualidade foi discutido durante a sua formação profissional?

13.Em um estudo sobre sexualidade, os adolescentes responderam que os professores se sentem envergonhados para tratar dos temas da vida sexual nas aulas. Gostaria que comentasse sobre isso.

Organizamos a análise pela definição de categorias computadas por ordem de indicadores segundo freqüências. O tema explicitado passa ter importância para a análise dos dados quanto mais mencionado for. As palavras são classificadas segundo seu sentido semântico, atentando para o emparelhamento dos sinônimos e dos significados próximos. O conteúdo encontra-se disponibilizado em tabelas construídas pelo programa informático Excel Na definição de categorias conforme de acordo Franco (2003, p. 55) parece importante evitar abrir uma categoria para cada resposta. Esta ação pode fragmentar o discurso e prejudicar a análises. Optamos por classificar “[...] as respostas em categorias de menor amplitude e, em seguida, sem nos afastar do significado e dos sentidos, atribuídos pelos respondentes, criamos marcos interpretativos mais amplos para reagrupá-los”.