Begreper og definisjoner
Risikofaktor 12 - For høy kompleksitet i datagrunnlaget:
3. Teknologier og rammeverk
3.1 Sentrale teknologier
No caso da sinonímia instancial, os itens lexicais sinonímicos dependem do próprio texto, pois não pertencem a campos semânticos comuns no sistema lingüístico abstrato-conceitual. A sinonímia instancial parte de uma relação sintagmática entre os termos sinônimos, implicando a inclusão de aspectos do co-texto. Em outras palavras, aquilo que se refere está explicitado no texto anaforicamente em uma situação especí- fica: o mecanismo referencial sinonímico se exaure no texto.
Desse modo, a sinonímia instancial pode se adequar à definição proposta por Hasan (1984, p. 201-202): “as relações lexicais instanciais são ligadas ao texto. Sua validade é um artefato do próprio texto, e não se estendem ao sistema da língua”. Em outras palavras, há expressões referenciais sinônimas pelas contingências das instân- cias textuais, porque sua significação se realiza pelo contexto lingüístico do texto.
As formas-padrão dessa caracterização são os itens lexicais substitutivos re- presentados por termos figurados25, pelas descrições definidas e por expressões mais gerais que substituem ou retomam expressões mais específicas, com a particularidade de designarem o mesmo referente situacional no texto.
A substituição sinonímica instancial por termos figurados ocorre quando o item lexical substituto desvia-se da sua significação própria, efetivando-se equivalência de sentido entre esse item lexical e seu antecedente. Nessa forma de retomada entre i- tens lexicais, há sinonímia entre o termo antecedente e o substituto em sentido figura- do. Nessa perspectiva, a sinonímia instancial por termos figurados não é somente uma figura literária, mas um mecanismo cognitivo que se utiliza para processar informações abstratas a partir de conceitos mais concretos, simples e familiares. Essa manifesta- ção sinonímica ocorre nos textos analisados principalmente como expressão metafóri- ca. São exemplos retirados dos textos analisados:
a) formação superior : o canudo (TA, Nº 05) b) a globalização : o ritmo global (TA, Nº 05)
c) um emprego : um lugar ao sol (TP, Nº 05)
Pela análise dos textos, pode-se perceber que se encontram, também, situa- ções cujos substitutos são descrições definidas, exercendo a função de fortes opera- dores da continuidade referencial do texto. Esse mecanismo referencial pela retomada por descrições definidas, nesta investigação, constitui uma das formas-padrão da substituição sinonímica instancial.
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Segundo Dubois et al. (c1973, p.277), “diz-se que uma palavra tem sentido figurado, ou que está em- pregada em sentido figurado, quando definida pelos traços “animado” ou “concreto”, se lhe atribui no contexto de uma expressão ou de uma frase o traço “não-animado” (coisa) ou “não-concreto” (abstrato). Assim, em “o caminho da vida”, “caminho”, que tem o traço “concreto” e recebe o traço “não-concreto”, está empregado no sentido figurado.”
As descrições definidas são reconhecidas como um dos expedientes lingüísti- cos referenciais de grande relevância, uma vez que permitem não só a identificação da entidade referida, mas ainda atribuem propriedades ou qualidades capazes de ca- racterizar o referente: são os usos referencial e atributivo das descrições, posição de- fendida por Donnellan (1998, p. 176)26.
As seguintes configurações podem assumir as expressões referenciais defini- das em português, como observa Koch (1998; 2002, p. 87; 2004-a, p.68):
Determinante + Nome
Determinante + Modificador(es) + Nome + Modificador(es) Determinante = Artigo Definido ou Demonstrativo
Modificador = Adjetivo, SP, ou Oração Relativa.
A autora menciona que o uso de uma descrição definida implica sempre uma escolha dentre as propriedades ou qualidades capazes de caracterizar o referente, escolha essa que é feita, em cada contexto, em função dos propósitos a serem atingi- dos pelo produtor do texto. São exemplos citados por Koch (1998, p. 3):
(61) Michael Jackson acaba de lançar no mercado um novo CD. Acre- dita-se, contudo, que o famoso cantor não terá desta vez o mes- mo sucesso de épocas anteriores.
(62) Michael Jackson acaba de lançar no mercado um novo CD. Acre- dita-se, contudo, que o desencaminhador de menininhos não te- rá desta vez o mesmo sucesso de épocas anteriores.
No exemplo 61, pela escolha da descrição definida “o famoso cantor”, o produ- tor informa ao leitor uma qualidade relativa ao referente situacional. No exemplo 62, por meio do uso da descrição definida “o desencaminhador de menininhos”, o produtor enfatiza a sua opinião sobre o referente.
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O interesse na teoria das descrições surgiu, atualmente, do artigo “Reference and Definite Descriptions”, publicado em 1966, de Keith Donnellan, reimpresso em 1998.
Dado o exposto, a posição adotada é a de que a ocorrência da substituição le- xical sinonímica instancial pode envolver as expressões nominais definidas, pois iden- tificam a entidade referida correferencialmente, indicando-lhes propriedades ou quali- dades (atributos), por meio dos elementos indicadores de sua caracterização. São imanentes ao texto e não se estendem ao sistema da língua.
São exemplos retirados dos textos analisados:
a) os jovens : esses moços (TP, Nº 01) b) Daiane : essa menina (TJ, Nº 02)
Importante é ressaltar que há ocorrências de algumas descrições definidas com termos figurados. Assim, as explicações fornecidas até o momento servem para explicitar a sinonímia instancial, porém, na contagem dos itens para a análise, são somados os termos pela classificação sinonímica lexical ou instancial, sem que sejam observadas as formas-padrão mencionadas.
A sinonímia instancial pode ser representada, também, pela relação entre um item lexical mais geral, antecedente ou substituto, com outro item lexical mais especí- fico, com a particularidade de implicar o mesmo referente situacional. Essa ocorrência sinonímica tem base na afirmação de Lyons (1979, p. 483-484), quando sugere a pos- sibilidade de definir a relação de sinonímia como “hiponímia simétrica”. Isto é, a hipo- nímia propriamente dita tem relação unilateral, assimétrica, como entre “tulipa” e “flor”, mas a sinonímia, como um caso especial de hiponímia, tem propriedade adicional de ser uma relação simétrica, como entre “acadêmico” e “aluno”, desde que no contexto particular do texto um possa ser substituído pelo outro, com reciprocidade de sentido e identidade referencial.
Esse tipo de sinonímia instancial também se fundamenta em Halliday (1985, p.310-311), que prevê a possibilidade de sinonímia entre um item mais específico e outro item com um nível mais alto de generalidade. O autor cita como exemplos: “mel- ros” : “passarinhos”; “um porco : a criaturinha”. Esses exemplos são mencionados na seção 1.2.2 “Mecanismos de Coesão Lexical sob Diferentes Perspectivas”, no Capítulo 1 deste trabalho, apresentados no seguimento textual.
São exemplos retirados dos textos analisados: a) o jovem : o aluno (TP, Nº 01)
b) formação acadêmica : o curso (TA, Nº 01)
Nos exemplos citados, os termos substitutos são considerados sinônimos ins- tanciais pela identidade referencial e reciprocidade de sentido no texto. Nesse caso, o item mais específico pode se encontrar no item lexical substituto ou no antecedente, assim como o termo mais geral.
No que diz respeito à sinonímia instancial com distinção referencial, essa ocor- re quando os elementos antecedente e substituto se encontram no mesmo campo ge- ral de significado, possuindo traços comuns, sem que haja sobreposição de significa- ção, e manifestando-se com distinção referencial. Na maioria das vezes, esses itens lexicais se seguem numa cadeia consecutiva seqüencial, dando continuidade ao texto. Tais séries funcionam, assim, como mecanismo de reforço, de reformulação, de ex- pansão ou de aprofundamento, uma vez que os termos que se seguem ao primeiro tendem a confirmar o aspecto central do seu sentido. Esse tipo de seqüência sinoní- mica é reiterativa e interveniente na continuidade e progressão textual. São exemplos:
a) a vida humana : a vida cotidiana (TP, Nº 02)
b) o ensino técnico que habilita para muitas tarefas : e garante o em- prego (TP, Nº 02)
Essa manifestação de sinonímia instancial mostra-se presente em quase to- dos os textos analisados, porém esse uso da sinonímia com distinção referencial é pouco significativo em relação à sinonímia correferencial nos textos desta pesquisa.
Segundo o ponto de vista desta investigação, portanto, as diferentes formas de expressão dos itens lexicais sinônimos apresentadas são consideradas mecanis- mos coesivos sinonímicos, as quais servem de parâmetro para a análise dos textos que compõem o corpus deste trabalho.
Para o reconhecimento dos termos envolvidos que são registrados na análise dos dados como sinônimos, são apresentadas, a seguir, a proposta conceitual e a ca- racterização classificatória:
SUBSTITUIÇÃO LEXICAL SINONÍMICA
PROPOSTA CONCEITUAL: A substituição sinonímica define-se como a retomada de um item lexical por outro item lexical com equivalência de sentido ou reciprocidade de propriedades se- mânticas, dependente de elementos explícitos no co-texto, efetivando-se pelas vias da correfe- rencialidade ou da distinção referencial, manifestando-se como uma expressão referencial es- sencialmente substitutiva, nem sempre intercambiável, e podendo o substituto introduzir novas informações, cumprindo a função de reforço, reformulação, ampliação ou aprofundamento.
CLASSIFICAÇÕES CARACTERÍSTICAS
. Quanto à Estrutura
1 – Por Unidade de Palavra A substituição sinonímica se efetiva por uni- dade de palavra.
2 – Por Perífrase A substituição sinonímica se efetiva por sin- tagma, expressão nominal ou oração. 1 – Lexical Os termos do elo são sinonímicos desde o
sistema da língua. .Quanto à Formação
2 – Instancial
Os termos do elo são sinonímicos no co- texto, no contexto particular do texto, cujas formas-padrão são: termos figurados e des- crições definidas, no termo substituto, bem como um item do elo mais geral retomando outro item mais específico, com o mesmo referente situacional.
As classificações no Quadro 6 constituem o que se denomina, aqui, de substi- tuição lexical sinonímica. Abarcam alguns aspectos diferenciadores, explicitados neste capítulo, no entanto o teor coesivo da retomada pela substituição sinonímica destaca- se pelo uso do item lexical que retoma segmentos prévios do texto. Tal uso revela, além do cuidado por fazer variar a realização lexical no texto, as providências do pro- dutor no sentido de especificar ou esclarecer passagens já introduzidas. Sublinha-se, ainda, que a sinonímia não se restringe à identidade referencial, e que, bem como no domínio da distinção referencial, a ocorrência da sinonímia tem evidente valor coesivo.
No próximo capítulo, a metodologia de análise é apresentada, com aplicação do cálculo do grau de textura e da sinonímia, baseada no Modelo de Hasan e no Mo- delo Proposto.