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SENTRAL KRISEHÅNDTERING

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O solo é fator do “habitat” que mais influencia o crescimento das plantas e, entre seus principais atributos, encontram-se: a textura, estrutura, temperatura, pH, fertilidade, umidade e aqueles relacionados com o material de origem (PRITCHETT, 1979 apud RIGATTO et al., 2005). Com relação ao meio ambiente, as informações se referem, principalmente, à classe de relevo, ao material de origem do solo, ao tipo de cobertura vegetal primitiva e à presença de pedregosidade e rochosidade. Dentre esses fatores, a influência que os atributos físicos e químicos do solo exercem sobre o crescimento das árvores tem merecido atenção especial, mas seriam poucos os estudos que relacionam diretamente a interferência dos atributos do solo sobre a qualidade da madeira de espécies florestais. Alguns trabalhos relacionam a taxa de crescimento, que é o resultado destes atributos, com a qualidade da madeira e, conseqüentemente, suas interações com o rendimento e a qualidade da celulose produzida (RIGATTO et al., 2004).

“Normalmente não é possível antever as conseqüências de diferentes condições edáficas no desenvolvimento das plantas. Sabe-se, porém, que essas diferenças podem resultar em menor crescimento da floresta (Froehlich et al., 1985) e redução da regeneração natural, bem como prejudicar ou impedir o desenvolvimento de mudas (Hildebrand, 1994) e até provocar a morte de árvores adultas (HETSCH et al., 1994 apud RIGATTO et al., 2005). A classe de solo agrega importantes informações, destacando-se a profundidade do solo, a classe textural, os níveis de nutrientes, o teor de matéria orgânica, a atividade química da fração coloidal e a presença de camadas compactadas, que poderiam restringir o crescimento das raízes e a percolação de água (RIGATTO et al., 2005)”.

No entanto, nem sempre é possível escolher o solo ideal, mas o relacionamento do tipo de terra disponível e a necessidade edáfica da espécie utilizada é fundamental para definir um plano de manejo específico do sítio. A utilização da madeira é outra fonte de pressão importante que acaba por condicionar a análise do sítio, independentemente de sua adaptabilidade frente a análise técnico-científica baseada na produtividade. Alguns estudos comprovam que os atributos do solo (físicos e químicos) influenciam a qualidade da madeira de Pinus taeda L. e podem ser utilizados para a seleção de sítios apropriados para produção de celulose (RIGATTO, 2004).

Diversos fatores afetam a produtividade florestal, sejam atributos do solo associados ao clima, relevo, material genético e práticas silviculturais. O estudo do solo isoladamente não permite a qualificação completa do local de cultivo, em função da interação entre os diversos fatores produtivos. No entanto, podem ser construídos índices que associam medidas de produtividade, tempo e local, onde as diversas características do solo passam a ser correlacionadas à produção e representadas de forma indireta. Estudos de caracterização de

sítios florestais permitem avaliações quantitativas do potencial do solo em produzir madeira. Para a pesquisa florestal, o problema restringe-se em integrar os fatores do sítio de maneira a estimar a sua qualidade. Esta, de maneira geral, é avaliada através de fatores que apresentam estreita correlação com o crescimento (MENEGOL, 1991). O estudo de crescimento e produção, por analisar a relação entre uma medida de produção florestal em relação a variáveis como a idade, o sítio e a densidade, é a ferramenta mais utilizada para a compreensão da dinâmica do crescimento dos povoamentos florestais. O sistema absoluto de classificação de sítios é considerado o mais ilustrativo e o mais utilizado em classificações brasileiras (SCHNEIDER, 1993). A capacidade produtiva de um sítio florestal pode ser avaliada, para determinado local, através da medição de fatores intrínsecos ou extrínsecos à biomassa florestal. Ortega e Monteiro (1988) destacaram como fatores intrínsecos a altura dominante ou média, o crescimento médio máximo, o volume total no final da rotação e a intercepção. Como fatores extrínsecos do biótipo: o clima, a litologia, a edafologia e a morfologia; e fatores da biocenose: espécies indicadoras (sociologia) e associações indicadoras (fitossociologia). Essa capacidade produtiva depende, portanto, fundamentalmente, das condições do solo e do meio ambiente.

A produtividade de uma área florestal, definida em termos da qualidade do sítio, representa uma medida da quantidade máxima de madeira que a área pode produzir em um determinado período. Em um determinado macroclima, a qualidade do sítio determina o tipo e a magnitude de riscos e oportunidades que se tem ao manejar um povoamento, sendo que nenhuma decisão silvicultural é válida sem referência à qualidade do sítio (DANIEL et al., 1979, apud TONINI, 2006). Nos modelos de crescimento e determinação da curva de crescimento em altura dominante está relacionada à produtividade das áreas florestais e à capacidade produtiva do sítio florestal, das quais podem ser construídas curvas de índice de sítio, que expressam a qualidade do sítio florestal em uma determinada idade índice (SCHNEIDER, 1993). A idade índice, segundo Schneider (1993), é a idade-padrão, escolhida arbitrariamente, na qual se compara a altura dominante dos diferentes sítios. A escolha dessa idade está na dependência da rotação da espécie e deve ser preferencialmente fixada no final da rotação. A idade de referência no Brasil é de 7 anos para Eucalyptus e 15 anos para Pinus, por estas serem as idades de rotação média de povoamentos homogêneos (manejados em densidade completa). As curvas de índice de sítio podem variar de acordo com a tecnologia utilizada, que aumenta a produtividade florestal, como a utilização de material genético superior, por exemplo, entre mudas por sementes substituídas por clones (TONINI, SCHNEIDER e FINGER, 2006). Embora existam muitas críticas a respeito do método do

índice de sítio em função de algumas limitações (JOHNSTON et ad., 1967, DANIEL et al., 1979; BARROS et al., 1986; AVERY e BURKHART, 1994; e WAY e KLINKA, 1996), é o método mais utilizado para definir a potencialidade dos sítios florestais até que novos métodos consigam considerar os vários fatores ambientais traduzindo-os de forma numérica, acessível aos usuários do setor (CUNHA NETO et al.,1994).

Segundo agricultores entrevistados, a diferente ocorrência de plantas explica diferença dos solos, mesmo quando a relação entre práticas silviculturais e incremento são confusas ou desconhecidas, pois as árvores recuperam os solos. Esta percepção é apoiada pela ciência, visto que na floresta tropical:

“atuam mecanismos diferenciados de economia de nutrientes entre as espécies (Jordan & Herrera, 1981), o considerável efeito da constante deposição e decomposição de detritos orgânicos sobre o solo, a respiração de raízes e microorganismos do solo (Singh et al., 1989; Markewitz et al., 2001), além da capacidade de realizar associações simbióticas, principalmente com micorrizas (Siqueira et al., 1998), com evidências de que o P seja o principal nutriente a limitar a produção de serapilheira em florestas tropicais (Vitousek, 1984)” (LIMA et al., 2002).

Segundo Lima et al. (2002), isto faz do conceito agronômico de baixa fertilidade natural, útil para sistemas agrícolas, ser inadequado como modelo ambiental pois não explica a exuberância em formas de vida e biomassa da floresta tropical.

De acordo com depoimentos de fazendeiros, a vegetação de campo é definida pelo solo, que impede que uma formação vegetal com maior biomassa e maior porte se estabeleça no local. Desta forma, só existiriam florestas nativas onde os solos são profundos. No entanto, em muitas regiões com pouca superfície coberta por florestas, é difícil explicar somente através dos solos porque inúmeros fragmentos florestais estãos localizados justamente nos locais ditos impróprios (vide figura).

Figura 28 - Desenvolvimento de Floresa Ombrófila mista em superfície rochosa Fonte: Arquivo do autor. Local: Coxilha Rica, Lages/SC (2007).

Por outro lado, agricultores afirmam ao contrário, quando a regeneração de capoeiras se desenvolve, o solo se recupera. Desta forma não seriam apenas os bons solos que estariam em áreas florestais. Isto fica claro quando plantas são utilizadas para representar o potencial produtivo do solo, mas também, são apontadas como responsáveis pela fertilidade do solo (vide figura). Como afirmou um agricultor de Painel, é a vegetação que determina o solo, onde se desenvolve o xaxim (Dicksonia selowiana), o solo será melhor do que outro onde encontra-se a taquara (Dystacs sp).

A vegetação é que possui sentido de territorialidade, da propriedade do espaço, do abrigo de formas de produção material e de reprodução social, e se traduzem nas árvores, sua distribuição na paisagem e seu papel cultural e econômico. A representação não é direta. Árvores indicam propriedades do solo não observáveis na superfície, quando nem mesmo as

raízes são visíveis. A observação contínua de raízes arrancadas com o vento em diferentes tipos de solo resulta numa correlação empírica da relação solo-planta.

Figura 29 - Araucária em solos rasos utilizado até a década de 70 por agricultura. Fonte: Arquivo do autor. Local: Casa de Pedra, Painel/SC (2007).

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