4. The DEA Analysis of German Municipal Energy Suppliers – Model Selection
4.2 Selection of input and output factors
Inicialmente, cabe colocar que o campo de estudo da imagem se revela bastante amplo, tornando-se necessário um recorte amostral redutor a uma única tipologia de imagem, para melhor focar o trabalho. A escolha de imagens impressas em cartazes permitiu melhor delimitação tipológica. Contudo, não se pode esquecer que osmesmos fazem parte do grande universo das artes gráficas, que abarcam as estampas, os rótulos, as etiquetas, dentre muitos outros, usados para diferentes fins e, principalmente, como materiais de divulgação e de informação. Observa-se que tanto os cartazes como os rótulos e as etiquetas atendiam a finalidades muito semelhantes no século XIX e no início no século XX.Inclusive, usavam-se as revistas ilustradas como canal de veiculação publicitária, onde se publicavam essas diferentes formas de anúncios ou reclames , como eram denominadas. Dessa forma, optou- se por reunir, analisar e representar materiais impressos, usados para veicular e disseminar idéia associada à publicidade institucional ou cultural. Dada a dificuldade de acesso aos arquivos e à baixa qualidade de conservação dos originais, convencionou-se alargar um pouco o período de pertencimento dos cartazes analisados segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX que exploram o tema natureza, em relevo ou subliminarmente.Isto é, que apresentem conteúdo com uma carga de elementos visuais, ou fio condutor metafórico, sobre o tema natureza e sua relação com a sociedade. A partir da temática apresentada, deu-se a construção de narrativas por meio da observação da retórica visual, para sua representação numa narrativa textual, à luz dos movimentos artísticos
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vigentes na época e de outros elementos históricos contextuais, de forma a evidenciar tanto os aspectos denotativos como os conotativos presentes em cada um dos cartazes.
Cabe, ainda, introduzir que o cartaz apresenta-se em suporte de papel, visivelmente afixado em locais públicos, ou em páginas de revistas, com a função de informar e divulgar; já ocupou também os espaços internos dos bondes. Sua valorização nas revistas, cada vez mais requintadamente ilustradas, fez surgir o conceito de capa-cartaz, pela função que a capa de um periódico tem de anunciar seu conteúdo. A corriqueira publicação de cartazes em revistas levou às fontes e recolha do material imagético. Assim, primeiramente, realizou-se o trabalho de pesquisa documental em bibliotecas, arquivos e museus, cujos acervos possuem periódicos, editados e circulados no período abrangido pela pesquisa. Dentre os locais visitados que possuem coleções de cartazes mais significativas estão o Setor de Iconografia do Arquivo do Estado de São Paulo e o Arquivo da Cinemateca Brasileira. Nos setores de obras raras e coleções especiais de bibliotecas como a Biblioteca Histórica Arruda Botelho, pertencente à Fazenda Pinhal, e a Biblioteca Comunitária da UFSCar, ambas situadas no município de São Carlos, encontram-se coleções de periódicos de grande importância para esse tipo de estudo, posto que estampam cartazes e outros tipos de imagens brasileiras de determinada época. Tais coleções podem ser também encontradas na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e na biblioteca do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Dentre essas coleções, destacam-se periódicos como O Besouro , O Mosquito , Semana Illustrada e Revista Moderna . Coletaram-se as imagens nos arquivos que apresentaram maior facilidade de acesso e melhores condições de conservação, visando aumentar sua qualidade de reprodução.
O cartaz pode, também, ser apreciado como peça de valor artístico, uma vez que seus criadores buscam convencer por meio da exibição da imagem, empregando talento artístico no processo de criação. Atribuem-se ao cartaz e seus similares, além de sua importância como meio de publicidade e de veiculação de informação visual, valor histórico, como agente denunciativo dos mais importantes movimentos de caráter político, social e artístico. Pois a arte, de modo geral, expressa sinteticamente o espírito de uma sociedade, em uma determinada época (PESAVENTO, 2006).
Assim como a literatura se identifica com estilo e escolas literárias predominantes, em cada período histórico os cartazes também se associam aos movimentos artísticos. Considerando que, na virada do século XIX para o século XX, o principal modelo estético influente no mundo da publicidade ocidental era o Art Nouveau, os artistas brasileiros, na
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época, se dedicaram também a este estilo e criaram um referencial sofisticado para a propaganda da chamada Belle Époque.
No final da década de 1920, um outro movimento artístico o da Art Déco floresceu no Brasil, tal qual o Art Nouveau. O movimento Art Déco tem sido reconhecido como estilo eclético, formado pela conjunção de vários movimentos artísticos.A arte gráfica Déco é rica, como documento histórico, por sintetizar os costumes e interesses de uma sociedade ocidental, no primeiro quarto do século XX.
No Brasil, o modernismo tem seu triunfo associado à Semana de Arte Moderna de 1922, cuja proposta sugere a destruição da estrutura hierarquizada e dos valores hegemônicos da sociedade. Nesse momento, os artistas de vanguarda se recusaram a seguir a tradição estética do século XIX e submetem-se a um mundo transformado pela velocidade e pelos ritmos alucinantes do progresso técnico. Esses vanguardistas rejeitam as curvas melodiosas exageradas e o exotismo da decoração dos movimentos Art Nouveau, bem como do Art Déco, embora este último já proponha maior clareza, despojamento e geometrização das formas e linhas. Assim, ao se elaborar a síntese textual, levaram-se em consideração traços da influência de algum movimento artístico, na medida em que foi possível identificá-los, durante o processo de leitura iconográfica .