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6.6 SEKTORSAMARBEID

Os mercados internacionais de móveis apresentam características distintas. Os países emergentes apresentam grande potencial como consumidores e representam um mercado que começa a se desenvolver especialmente a partir do aumento da renda média da população. Já nos países mais tradicionais e desenvolvidos, como Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha os clientes são mais consumistas e muito sensíveis a novas tendências. O processo de aquisição de móveis faz parte da moda e a compra não é feita apenas por necessidade, ocorre um processo de “descarte dos móveis” mesmo que poderia durar mais de cem anos como é o caso das cozinhas fabricadas com aço. Os mercados tradicionais apresentam uma vantagem sobre os demais, o poder de compra já é fato concreto, enquanto que nas novas economias vem se estruturando ao longo do tempo, como ocorre especialmente com Taiwan, Filipinas, Coréia, Tailândia e Hong Kong.

Segundo o PORTAL MOVELEIRO (2010) o faturamento do setor moveleiro nos 60 principais países gira em torno de U$376 bilhões. Os maiores importadores de móveis são os Estados Unidos, Alemanha, França e o Reino Unido, e os lideres em exportações são a China, Itália, Alemanha e a Polônia. As sete maiores economias industriais do mundo produzem juntas em torno de U$159 bilhões. Nos países de alta renda a produção corresponde a 58% da produção mundial e cerca de 42% nos países de renda média e baixa. Entretanto, devido à recessão que ocorreu nos Estados Unidos houve substancial redução na importação de móveis, atualmente existe uma grande expectativa de inversão do quadro com o início da recuperação da economia daquele país.

A indústria italiana do mobiliário3 é muito fragmentada, constituída essencialmente, de pequenas e médias empresas informais. O sistema produtivo é essencialmente horizontal, isto é, pequenas empresas se especializam no fornecimento de peças, componentes e produtos semi-acabados a grandes empresas que fazem a montagem, o acabamento e a comercialização final. As matérias-primas mais utilizadas são as chapas reconstituídas e

3A indústria italiana do mobiliário é extremamente fragmentada, representada por 39 mil empresas, que oferecem mais de 200mil empregos diretos (SILVA, José, 2006).

painéis e a madeira maciça somente na fabricação de cadeiras e alguns componentes para o mobiliário.

O uso de metal na estrutura do móvel é uma tendência crescente que encontra neste país empresas especializadas em combinar materiais como madeira, metal, vidro, pedra e couro resultando em móveis modernos, práticos e de beleza diferenciada. Esta estratégia é apoiada pelo design moderno dos móveis italianos, que ao mesmo tempo é fator de competitividade e serve de referência para o mercado mundial.

A Itália é considerada o segundo maior produtor Europeu e o maior exportador do mundo, aproximadamente de 20% de sua produção total, com um incremento anual de 3%. Todos os anos mais de 1000 feiras e salões, de vários segmentos da economia, são realizados na Itália: cerca de 200 são eventos internacionais; 400 nacionais e 500 são de caráter regional e local. Aproximadamente 10% das exportações do país são comercializadas durante as feiras de negócios (SILVA, José, 2006).

A produção da indústria moveleira Norte Americana está segmentada em móveis para uso residencial 72%, empregando aproximadamente trezentos e cinqüenta mil pessoas e o restante para móveis para escritório, gerando mais de setenta mil empregos diretos. Caracteriza-se por estar espalhado por grande parte do território americano e a maioria especializada na utilização de matérias-primas como, metal, madeira e estofados.

Para o autor recém citado, está crescendo o consumo do móvel casual/funcional, principalmente nas categorias RTA (ready-to-essemble – pronto para montar), esta demanda deve crescer mais rapidamente do que a de móveis residenciais influenciada pelos menores custos de transporte e a facilidade de montagem e pelo aumento de sua popularidade no mercado norte-americano. O processo de distribuição está concentrado nos grandes varejistas e as estreitas relações comerciais entre estes, os fabricantes e compradores de móveis com as redes nacionais e internacionais reduz muito a margem de lucro dos fabricantes nacionais. Os Estados Unidos mantém a liderança na importação de móveis, concentrando 20% das mesmas.

A Alemanha é o maior produtor mundial de móveis, exceto em relação à fabricação de estofados em que é superada pela indústria italiana. As políticas públicas, nos últimos anos, fizeram a diferença para a indústria alemã, que recebeu incentivos aos designers,

fábricas e empresas de importação e exportação através da redução de impostos e outros programas especiais.

O autor afirma ainda que, os fatores de sucesso são, igualmente, o poder aquisitivo do mercado interno, a estabilidade das empresas e o favorecimento das exportações pela sua estrutura interna. Verifica-se uma convivência pacífica entre importadores e exportadores de móveis, pois existem empresas voltadas principalmente para a exportação, ocasionando espaço para os importadores de mobiliário. No mercado interno da Alemanha encontramos móveis tradicionais com alto valor agregado. Os consumidores costumam valorizar a inovação, alta tecnologia e novas soluções, o preço nem sempre é fator decisivo na escolha do móvel. Há ainda outras preferências como a aquisição de conjuntos completos, por móveis de madeira maciça oriundas de reflorestamento, devido às restrições ambientais ao uso de madeiras nativas. Na verdade o mercado alemão de móveis privilegia a madeira certificada.

No mesmo texto, ressalta ainda o autor que o mercado argentino é o segundo maior consumidor do móvel brasileiro, devido à deficiência de suas movelarias e pela proximidade geográfica. Embora o país vizinho tenha um parque produtivo de móveis semelhante ao brasileiro sua produção anual é inferior. Podem ser citadas algumas causas para esta ineficiência: a) altos custos de produção; b) a falta de políticas públicas de incentivos oficiais; c) elevados custos das matérias-primas e da mão-de-obra e da característica artesanal de sua indústria. A produção moveleira destaca-se pela boa qualidade dos móveis, a criatividade e a forte influencia do design europeu, pois os móveis mais consumidos na Argentina possuem características mais tradicionais e influência, especialmente, do design italiano. O mercado destinado à alta decoração importada de países como a Itália, França e Espanha devido ao valor agregado pelo design, ótimo acabamento e preços competitivos.