• No results found

APPARATET FOR AREAL- OG MILJØFORVALTNINGEN

Arealforvaltning og miljøvern

7.3 APPARATET FOR AREAL- OG MILJØFORVALTNINGEN

Uma das metodologias existentes para realizar análise dos pontos fortes, pontos fracos ou deficiências, oportunidades e ameaças é a análise conhecida como SWOT. A ferramenta

análise SWOT foi desenvolvida na década de 1960 pelos Professores Kenneth Andrews e Roland Christensen da escola de design, da equipe de administração geral da Harvard Business School (BRASIL, 2003). A palavra SWOT é um anacrônico formado pelas palavras inlgesas: Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças), transformadas em quatro quadrantes de variáveis para estudar o ambiente interno e externo de organizações públicas e privadas; departamentos e atividades operacionais.

O modelo proposto pelos professores é a “formulação de estratégias que busquem atingir uma adequação entre as capacidades internas e as possibilidades externas” (MINTZBERG, et al. 2000). Quando utilizada na leitura de cenários ou avaliação crítica das capacidades internas (nível/micro) identificam-se os pontos fortes e as deficiências da organização, enquanto o ambiente externo (nível/macro) no qual atua a organização deve ser analisado em termos das oportunidades e ameaças. Os quadrantes das forças e deficiências são determinados pela posição atual da empresa e se relacionam aos fatores internos. Enquanto que as ameaças e oportunidades são antecipações do que poderá vir a acontecer e estão relacionadas a fatores externos conforme Figura 1.2.1.

Figura 1.2.1 – Matriz SWOT

São denominados pontos fortes “as variáveis internas e controláveis que propiciam uma condição favorável para a empresa em relação a seu ambiente” (OLIVEIRA, 2008). São

características que favorecem o cumprimento do propósito, a missão e a consecução dos objetivos organizacionais por longo tempo. Ou seja, são fortalezas tangíveis ou não, que podem influenciar positivamente o desempenho da organização. Como exemplo pode ser citado a marca conhecida e respeitada, rede de distribuição de cobertura nacional, presteza no atendimento a reclamações, recursos industriais e de logística, pessoal de excepcional competência e motivação.

Para o mesmo autor, ao contrário, as deficiências são características negativas, existentes na organização e que dificultam seu desempenho, o cumprimento da missão e a consecução dos objetivos organizacionais. São características internas e controláveis que provocam uma situação desfavorável para a empresa em relação ao seu ambiente e podem influenciar negativamente seu resultado. São exemplos de deficiências: pessoas sem treinamento ou desmotivadas, ausência de manual do usuário claro; falta de integração entre os departamentos e sessões. Considerando-se que os pontos fortes e as deficiências são decorrentes de variáveis internas, as mesmas podem ser controlados pela instituição, uma vez que elas são resultados das estratégias de atuação definidas pelos membros da organização ou coordenação de programas e atividades. Desta forma, quando for evidenciado um ponto forte, ele deve ser ressaltado e maximizado; porém quando for percebida uma deficiência (fraqueza), a organização deve agir para controlar ou, pelo menos minimizar seu efeito.

Já as oportunidades e ameaças são decorrentes do ambiente externo, fora do controle da organização. Uma oportunidade dá à empresa a possibilidade de facilitar o alcance dos objetivos ou de melhorar sua posição competitiva e/ou sua rentabilidade; já uma ameaça coloca a empresa diante de dificuldades para o alcance dos objetivos ou de perda de mercado e/ou redução de rentabilidade (ROSSI e LUCE, 2002). Mas, apesar de não poder controlá-las, a organização deve conhecê-las e monitorá-las com freqüência, de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. As oportunidades podem propiciar condições favoráveis, desde que se tenha interesse e condições de usufruí-las. As ameaças podem criar condições desfavoráveis, no entanto pode-se fazer um planejamento para enfrentá-las, minimizando seus efeitos negativos. Uma das vantagens da matriz SWOT segundo FUSCALDI et al. (2008), está na variedade de situações em que pode ser aplicada: a uma nação, região, território, indústria ou empresa.

A análise SWOT é uma ferramenta que integra as metodologias de planejamento estratégico organizacional. Sua aplicação é recomendada para a etapa do diagnóstico estratégico (função diagnóstica) da realidade vigente e após a definição dos objetivos de um determinado projeto ou atividade. De qualquer forma, deve ser aplicada anteriormente à formulação estratégica de ação. Além de ser uma metodologia facilitadora do diagnóstico institucional, pode ser usada também no processo de tomada de decisão, na leitura de cenários, para o lançamento de novos produtos e para implantação de projetos econômicos e sociais para uma determinada região dentre outros.

O diagnóstico de uma determinada realidade é sempre uma importante etapa do planejamento estratégico, que visa conhecer a realidade do “ambiente” e as possíveis relações que podem ser estabelecidas entre seus pontos fortes e fraquezas (internas), oportunidades e ameaças (externas). Essas variáveis podem ser relacionadas metodicamente em um gráfico utilizando- se a matriz SWOT, de forma a gerenciá-las a fim de melhorar o desempenho da organização ou programa.

Para esta decisiva etapa de planejamento estratégico, o conhecimento da realidade, a análise SWOT apresenta um série de vantagens, o que vem justificando sua larga escala de utilização na administração pública e privada. Apresenta ainda vantagens quando utilizada em nível micro, dentro de cada organização, quando um departamento faz sua avaliação, ou avalia programas e projetos utilizando a matriz SWOT para identificar suas fortalezas, e deficiências ou mesmo, as ameaças e oportunidades para o atingimento dos objetivos e metas. Para MONTEIRO et al., (2001), a utilização desta matriz de diagnóstico promove a discussão e fomenta o envolvimento de todos na processo de planejamento e permite ponderar os pontos passíveis de melhorias e converter debilidades em potencialidades.

Instituições como a Food and Agriculture Organization (FAO) reconhecem a metodologia de análise SWOT, como valioso instrumento de avaliação a ser utilizado para reunir, sintetizar e analisar informações nos processos participativos de desenvolvimento florestal (FAO, 1989).

Nas Filipinas a análise SWOT foi utilizada por SUH e EMTAGE (2005), no estudo do planejamento estratégico do sistema comunitário de gestão florestal na Província de Leyte. Esta mesma metodologia foi utilizada por CARREIRAS (2007) para estudar duas estratégias de implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), o modelo tradicional baseado na

norma ISO 14.001 e um modelo mais pró-ativo, baseado em uma estrutura mais participativa, onde os colaboradores são envolvidos nas etapas de tomada de decisão: identificando os problemas; selecionando as alternativas de solução e na implantação destas soluções.

Ao realizar análise estratégica do setor de exportação de madeira de Gana na África, DAMSON (2008), constatou que a força de exportação das indústrias reside no desenvolvimento positivo dos indicadores macroeconômicos que se traduziu na taxa de inflação relativamente estável, somado a enorme disponibilidade de recursos humanos e mão- de-obra barata.

Em estudo que analisou as estratégicas de produção madeireira sustentada na Amazônica brasileira, SILVA, Fernanda, (2008) abordou pontos fortes e deficiências, oportunidades e ameaças na utilização de planos de manejo florestal na Amazônia. A metodologia SWOT analysis foi utilizada por GENTIL (2008), em pesquisa qualitativa para investigar os pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades da demanda de briquetes e peletes de madeira no mercado brasileiro.

ZERBINI (2008) comprovou a aplicabilidade da técnica A´WOT como ferramenta de planejamento florestal, evidenciando a importância do desenvolvimento de ações para introdução de novas madeiras no mercado, conjugadas com outras iniciativas das esferas econômica, técnica e política.

DE FONTES (2008) elaborou proposta para construção de um Sistema de Informações Florestais para o Brasil – SIFLOR-BR, como ferramenta de gestão estratégica para o setor florestal brasileiro e utilizou a matriz SWOT com o objetivo de avaliar os pontos fortes e fracos, as ameaças ao sistema e as oportunidades que ele pode proporcionar.

São necessários alguns cuidados para uma análise SWOT bem sucedida: a) procurar evitar áreas desconhecidas; b) precaver-se contra o excesso de subjetividade; c) manter a análise curta e simples evitando complexidade; d) centrar a análise de onde a empresa está hoje e onde ela deverá estar no futuro; e) utilizar esta metodologia como um guia não como uma prescrição. Resumindo, a matriz SWOT é uma metodologia adequada para realizar diagnóstico de uma determinada situação ou dos fatores a considerar na determinada decisão.

Na análise SWOT convencional são priorizados os fatores qualitativos identificados e a magnitude dos mesmos não são quantificados para determinar o efeito de cada um sobre a proposta do plano ou estratégia. Neste sentido vale registrar as observações de, KANGAS et al. (2003); KAJANUS, et al., (2004) e LESKINEN (2006), segundo estes autores, a análise SWOT não considera o grau de importância de cada fator interno e externo, além trabalhar com grande número de variáveis. Este efeito poderá ser minimizado através da utilização da análise fatorial multivariada.