3. Propuesta didáctica
3.3 Propuesta: World Englishes al aula mediante el cine
3.3.5. Sección V: Singapur, un pequeño Lejano Oriente
Na fase de design é feito o “mapeamento e sequenciamento dos conteúdos a serem trabalhados, a definição das estratégias e atividades de aprendizagem para alcançar os objetivos traçados”, além da seleção das mídias e descrição dos recursos a serem desenvolvidos. (FILATRO, 2008, p. 29)
Em um ambiente adaptativo, o professor deve levar em conta os diferentes perfis dos estudantes para os quais ele vai apresentar o conteúdo. No modelo adaptativo deste trabalho, que tem um ambiente que se adapta segundo o desempenho do estudante, os perfis dos estudantes são diferenciados pelo nível de conhecimento deles (básico, médio, avançado).
Assim, o professor deve prever conteúdos que contemplem estes níveis de aprendizagem, sendo que, esta diversidade de materiais não precisa ser colocada em todos os tópicos do curso, mas sim em uma quantidade suficiente para que o ambiente possa oferecer diferentes caminhos para os estudantes, segundo as características próprias deles.
Como foi explicado anteriormente, o modelo adaptativo aplicado neste trabalho contém, além dos três níveis de desempenho, um nível geral que é utilizado quando o professor deseja mostrar o mesmo conteúdo a todos os estudantes.
Dessa forma, o professor, no momento em que realiza o mapeamento e sequenciamento dos conteúdos, ele define, para o modelo adaptativo, a quantidade de níveis que irá colocar para cada tópico do curso.
Para uma melhor visualização desta parte, vamos exemplificar com um curso qualquer contendo quatro tópicos (Figura 26). O professor pode criar conteúdos dos diferentes níveis de complexidade e em tópicos específicos pode, também, criar conteúdos gerais que serão mostrados para todos os estudantes, sem distinção de qual é o perfil em que cada um deles se encontra.
O ponto chave nessa definição dos materiais está relacionado com a necessidade de se ter uma diferenciação entre os conteúdos a serem disponibilizados para os estudantes, questão característica da adaptatividade. Quando um estudante tem um perfil de desempenho básico, ele visualizará o conteúdo básico, se ele tem um perfil médio visualizará o médio e se o seu perfil é avançado visualizará o conteúdo mais avançado.
Sabendo isto, o professor consegue, para cada tópico, verificar os níveis nos quais pode separar o conteúdo para que, por exemplo, o estudante que tenha um desempenho maior possa ter acesso a exercícios mais difíceis, explorando ainda mais a capacidade que o estudante possui.
Na fase de design, então, o professor precisa definir como será feita a criação do material, segundo os níveis de dificuldade para cada um dos tópicos. Indicando quais tópicos terão só o nível geral e quais terão os níveis básico, médio e avançado.
Figura 26. Curso com quatro tópicos
Fonte: Elaborado pela autora (2017)
Disciplina Tópico 1 Básico Médio Avançado Tópico 2 Geral Tópico 3 Básico Médio Avançado Tópico 4 Básico Médio Avançado
Após isso, o professor precisa definir o sequenciamento dos materiais, sendo que cada tópico é disponibilizado em tempo de execução, isto é, o estudante vai visualizando o conteúdo conforme ele vai avançando no curso. Quando o estudante acessa o ambiente ele visualiza o primeiro tópico, depois, quando ele é avaliado neste primeiro tópico é colocado em um perfil de desempenho pelos agentes e, com isso, ele visualiza o próximo tópico segundo este perfil. Depois, ele é avaliado neste segundo tópico e colocado, novamente, em um perfil (que pode ser o mesmo), visualizando o próximo tópico segundo esta nova colocação, e assim por diante.
Tendo esse fluxo de execução no modelo, o professor define qual é a ordem em que os tópicos serão apresentados para os estudantes. No exemplo anterior, podemos entender que a ordem seria tópico 1, tópico 2, tópico 3 e tópico 4. Porém, não é só o tópico em si que deve ser definido, mas também cada um dos níveis do tópico, pois cada um dos níveis é um conteúdo.
Além disso, para cada tópico o professor pode colocar tanto conteúdo teórico quanto conteúdo prático com diferentes níveis de dificuldade. Este sequenciamento, então, vai depender de como o professor definir, para cada tópico, o tipo de material e a quantidade de níveis de cada material a ser disponibilizado.
Voltando ao exemplo dos quatro tópicos, entendendo que um tópico é o título do conteúdo que será apresentado para o estudante, O tópico 1 pode ter conteúdos teóricos e práticos com níveis de desempenho diferenciados. O tópico 2 pode ter tanto o conteúdo teórico quanto o prático com um só nível, o geral. O tópico 3 pode ter o conteúdo teórico com nível geral e os conteúdos práticos com níveis de desempenho diferenciados. E, o tópico 4 pode ter o conteúdo teórico com níveis diferenciados e o prático com um nível geral. (Figura 27)
O ambiente adaptativo possibilita que todas estas opções de colocação de conteúdos e materiais sejam definidas pelo professor, segundo o que ele considera que é melhor para aquela turma ou curso, levando em conta, também, o trabalho que é necessário para criar os materiais.
É importante salientar que, quanto menos diversidade de conteúdos sejam planejados, a turma terá um comportamento menos adaptativo, pois, o ambiente é adaptativo porque pode se adequar a diferentes perfis de alunos e, se ele não tem recursos para ter esta adequação, a adaptação fica limitada.
Figura 27. Curso com diversos níveis nos tópicos
Fonte: Elaborado pela autora (2017)
A definição do sequenciamento dos materiais deve ser realizada para que após o desenvolvimento e inserção dos conteúdos no ambiente o professor possa configurar este sequenciamento no bloco Tutor do curso dele. Para isso, ele precisa ativar o bloco no Moodle e, depois, fazer a seleção dos conteúdos iniciais. Em seguida, o professor precisa escolher, para cada conteúdo os pré-requisitos dele. Esta ação faz com que no final dessa configuração o professor consiga visualizar o grafo de dependência dos conteúdos do curso, que mostra as relações entre eles.
Este grafo de dependências mostra, então, o modelo pedagógico definido pelo professor, para aquele curso. A extensão da fase de Design do modelo fica como mostra a figura 28.
Disciplina Tópico 1 Teoria Básico Exercício Básico Teoria Médio Exercício Médio Teoria Avançado Exercício Avançado Tópico 2 Teoria Geral Exercício Geral Tópico 3 Teoria Geral Exercício Básico Exercício Médio Exercício Avançado Tópico 4 Teoria Básico Teoria Médio Teoria Avançado Exercícios Geral
Figura 28. Extensão Design.
Fonte: Elaborado pela autora (2017)