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Schlegel’s theory on the origin of language

Schlegel’s interpretational project in On the Language and Philosophy of the Indians

2.3 Revelation and reason

2.3.1 Schlegel’s theory on the origin of language

Faz-se mister que o conceito de Fronteira Invertida (ou dupla envoltória), seja desenvolvido antes da apresentação dos resultados deste trabalho, pois o modelo proposto nesta pesquisa prevê a utilização do recurso. De acordo com Correia et al. (2011), modelos DEA clássicos, ou mesmo suas versões mais recentes, ainda apresentam um problema recorrente: fornecerem muitos empates entre as DMU avaliadas. A utilização da Análise Envoltória de Dados para o benchmarking já foi discutida anteriormente e, embora a aplicação dos modelos permita o ordenamento das unidades produtivas sem a necessidade da interferência dos gestores, mesmo assim há pouca rigidez no tratamento das DMU avaliadas. Mais especificamente, unidades tomadoras de decisão podem ser caracterizadas como benchmarks valendo-se apenas de algumas das variáveis, aquelas que lhes são mais benéficas. Sobre o tema, vale reproduzir o comentário de Rosano-Peña

et al. (2012):

As restrições implícitas nos modelos DEA permitem a total flexibilidade das ponderações imputadas aos insumos e produtos. Parte-se do princípio que as unidades avaliadas podem combinar produtos e insumos diferentemente, destacando suas melhores características, suas especializações, o que deve ser tomado em consideração na hora de avaliar suas eficiências. Assim, é possível a atribuição de peso nulo, marginalizando produtos ou insumos da determinação da eficiência, localizando um grande número de unidades na fronteira eficiente e reduzindo a capacidade discriminatória dos modelos. Quando a especialização em alguns produtos em detrimento de outros é indesejada, um dos métodos que permite uma melhor discriminação é a fronteira invertida.

Dessa forma, a ausência da discriminação mais precisa entre as DMU, causada pelo elevado número de empates entre as unidades 100% eficientes, justifica o interesse da literatura pelo desenvolvimento de métodos que mitiguem a problemática supracitada

escolha dos benchmarks, dado que estes seriam apenas as unidades produtivas mais eficientes dentro dos agrupamentos semelhantes, e não dentro de todo o espectro das unidades produtivas (TALLURI, 2000).

como, por exemplo, avaliações cruzadas, supereficiência, restrições diretas aos pesos e a fronteira invertida76.

O conceito de Fronteira Invertida foi inicialmente desenvolvido por Yamada et al. (1994) e Entani et al. (2002). Esse método consiste em uma avaliação pessimista das DMU, por meio da inversão dos papeis entre inputs e outputs do modelo original. É possível compreender o conceito de duas formas: (i) a fronteira invertida é composta pelas DMU com as piores práticas gerenciais, sendo assim uma fronteira ineficiente; (ii) ou, seguindo o raciocínio inverso, as DMU pertencentes à fronteira invertida têm as melhores práticas sob uma ótica oposta (SOARES DE MELLO et al., 2005).

Segundo Leta et al. (2005), o trabalho de Angulo Meza et al. (2003) foi o pioneiro no uso da fronteira invertida com vistas a reduzir o problema do baixo poder discriminatório dos modelos DEA tradicionais. Nos últimos anos, buscando dar mais robustez aos resultados da modelagem DEA, o método da Fronteira Invertida teve várias aplicações práticas77.

Portanto, o emprego da Fronteira Invertida permite a estimação de uma fronteira ineficiente (ou pessimista) a partir da combinação linear das piores práticas empiricamente observadas. Mais especificamente, de acordo com Silveira et al. (2012), as projeções das DMU na fronteira invertida sugerem algo como um anti-alvo, uma combinação linear de anti-benchmarks. Considerando um modelo DEA-CCR clássico com dois insumos e um produto, a figura abaixo mostra que os conjuntos de possibilidade de produção da DEA padrão e aquele gerado pela Fronteira Invertida são diferentes, assim como também são as suas avaliações.

76 Para uma revisão sobre os modelos de discriminação para DEA recomenda-se o trabalho de ANGULO

MEZA, L.; LINS, M. P. E. Review of Methods for Increasing Discrimination in Data Envelopment Analysis. Annals of Operations Research, 116, 225-242, 2002.

77Por exemplo, Novaes (2002); Pimenta et al. (2003), Lins et al. (2005); Leta et al. (2005); Correia et al.

Figura 2– Representação Bidimensional das Fronteiras Padrão e Invertida de um Modelo DEA

Fonte: Elaborado a partir de Entani et al. (2002).

Rosano-Peña et al. (2012) ressalta a importância de que as duas abordagens, otimista e pessimista, sejam ponderadas, haja vista que, consideradas apenas individualmente, poderiam gerar resultados enviesados. Dessa forma, a fronteira pessimista pode ser utilizada em conjunto com a fronteira de eficiência calculada pelo modelo DEA padrão, a fim de gerar um índice composto de eficiência. Embora não exista consenso sobre qual seria a formulação adequada para o índice composto das fronteiras otimista e pessimista, a maior parte dos trabalhos segue a formulação descrita abaixo78.

𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑐𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑡𝑎 =𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑝𝑎𝑑𝑟ã𝑜+(1−𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎2 𝑓𝑟𝑜𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑑𝑎) (15)

O Índice de eficiência composta, empregado por Leta et al. (2005), é calculado a partir da média aritmética entre a eficiência padrão (otimista) e o valor obtido da subtração da eficiência invertida (pessimista) pela unidade, conforme exposto em (15). A ótica da DEA padrão e aquela pessimista constroem fronteiras DEA, só que mutuamente invertidas. Ainda, o índice de eficiência composta pode ser normalizado por meio da formulação dada em (16).

𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑐𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑡𝑎∗ 𝑚á𝑥(𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑐𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑡𝑎𝑐𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑡𝑎) (16)

78 Esta mesma formulação foi empregada também por Soares de Mello et al. (2003; 2008), Silveira et al.

Uma das principais vantagens de se aplicar a Fronteira Invertida associada à fronteira de eficiência padrão é resolver um problema típico da DEA, qual seja, unidades analisadas serem consideradas eficientes (escore de 100%) mesmo não atribuindo peso maior que zero a vários multiplicadores. A ideia de maximização do índice de eficiência composta exige que a DMU tenha um desempenho satisfatório em se tratando da fronteira otimista (padrão) e, ao mesmo tempo, um desempenho ruim na fronteira pessimista (invertida).

Dito de outra maneira, a aplicação do método da Fronteira Invertida impõe o mesmo grau de relevância à avaliação otimista e pessimista. Além de um bom resultado nas variáveis que lhe são favoráveis, a DMU tem que se sair mal no critério em que for pior79. Assim, o escore de eficiência final (composta) irá considerar todas as variáveis

(SOARES DE MELLO et al., 2003).

O método da Fronteira Invertida é de aplicabilidade quase universal, desde que não haja uma hipótese permitindo que as DMU em análise se especializem em algumas tarefas80. Diante do exposto, o presente trabalho utilizará a técnica da Fronteira Invertida,

a fim de dar maior robustez aos resultados encontrados pelo modelo DEA padrão, evitando assim que DMU sejam consideradas benchmarks apenas por benevolência do cálculo empregado ou por default81.