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On the conflict between reason and faith in late 18 th century Germany. The pantheism controversy

Schlegel’s interpretational project in On the Language and Philosophy of the Indians

2.2 On the conflict between reason and faith in late 18 th century Germany. The pantheism controversy

A derivação do Problema de Programação Linear (PPL) a ser resolvido pela Análise Envoltória de Dados baseia-se no trabalho seminal de Charnes et al. (1978)71. A

partir do conceito básico de produtividade (razão entre produto e insumos), o escore de eficiência (𝜃), na presença de múltiplos insumos e produtos, é representado pela razão abaixo.

𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎 (𝜃) = 𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝑜𝑢𝑡𝑝𝑢𝑡𝑠𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑝𝑢𝑡𝑠

Assumindo que ‘n’ é o número total de DMU, cada uma com um número ‘s’ de

outputs e ‘i’ de inputs, o seu escore de eficiência relativa é o valor máximo assumido pela

razão entre a soma ponderada dos outputs produzidos (s) e a soma ponderada dos inputs utilizados na produção (i), sujeito à condição de que esta razão seja menor ou igual a um, para todas as n unidades produtivas (DMU); e também que todos os elementos referentes

71 Portanto, por ser baseado em Charnes et al. (1978), o problema de otimização descrito neste capítulo –

cuja solução é dada pela DEA – assume a hipótese de Retornos Constantes de Escala (Modelo CCR ou CRS). Para maiores detalhes sobre a formulação do Problema de Programação Linear considerando um DEA com Retornos Variáveis de Escala, ver Banker et al (1984).

aos pesos sejam não negativos72 (𝑣

𝑟 ∈ 𝔑+𝑚; 𝑢𝑖 ∈ 𝔑+𝑠). Portanto, a medida de eficiência

para uma DMU (p) qualquer pertence ao intervalo fechado e contínuo [0,1], atingindo o máximo em um.

Algebricamente, o escore de eficiência relativa (𝜃) para a DMU (𝑝) é obtido mediante a solução do seguinte problema de otimização descrito a seguir.

𝑚𝑎𝑥ℎ𝑝 = ∑ 𝑢𝑟 𝑠 𝑟=1 𝑦𝑟𝑝 ∑𝑚𝑖=1𝑣𝑖𝑥𝑖𝑝 (1) Sujeito a ∑𝑠𝑟=1𝑢𝑟𝑦𝑟𝑗 ∑𝑚𝑖=1𝑣𝑖𝑥𝑖𝑗 ≤ 1𝑗 = 1, … , 𝑛. (2) 𝑣𝑟, 𝑢𝑖 ≥ 0; ∀𝑟, 𝑖 (3) 𝑟 = 1, … , 𝑠; 𝑖 = 1, … , 𝑚. onde: 𝑣𝑖 é 𝑜 𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐í𝑓𝑖𝑐𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑖𝑛𝑝𝑢𝑡 𝑖; 𝑢𝑟 é 𝑜 𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐í𝑓𝑖𝑐𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑜𝑢𝑡𝑝𝑢𝑡 𝑟; 𝑦𝑟𝑝 é 𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑜𝑢𝑡𝑝𝑢𝑡 𝑟 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝐷𝑀𝑈 𝑝; 𝑥𝑖𝑝 é 𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑖𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑖 𝑢𝑡𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝐷𝑀𝑈 𝑝.

A equação (1) descreve um Problema de Programação Fracionária (PPF), cujo dual é representado abaixo.

𝑚𝑖𝑛𝑓𝑝 = ∑ 𝑣𝑖𝑥𝑖𝑝 𝑚 𝑖=1 ∑𝑠𝑟=1𝑢𝑟𝑦𝑟𝑝 (4) Sujeito a

72Originalmente, a equação (3) apresentava a condição de não negatividade dos pesos. Porém, em 1979, os

autores publicaram uma comunicação na qual havia uma modificação do modelo original substituindo a condição de não negatividade dos pesos pela condição de estrita positividade, já que apenas a não negatividade poderia enviesar os resultados. Além disso, a positividade se justificaria porque o modelo assume que todos os recursos e produtos têm valor positivo. (CHARNES et al, 1979). Não obstante, neste trabalho opta-se por seguir a versão original do trabalho, pois desenvolvimentos do modelo mostraram que assumir a positividade estrita faria com que o Problema de Programação Fracionário (PPF) de maximização deixasse de ser bem definido. (BOYD, G; FARE, R. Measuring the Efficiency of Decision Making Units: A comment, European Journal of Operational Research, vol. 15, nº 03, PP. 331-332,1984).

∑𝑚𝑖=1𝑣𝑖𝑥𝑖𝑗

∑𝑠𝑟=1𝑢𝑟𝑦𝑗 ≥ 1𝑗 = 1, … , 𝑛. (5)

𝑢𝑟, 𝑣𝑖 ≥ 0 ∀𝑟, 𝑖 (6)

O problema de programação fracionária (PPF) representado pela equação (1) pode ser convertido em um problema de programação linear (PPL) equivalente73, do tipo

representado pela equação (7).

𝑚𝑎𝑥𝑧𝑝= ∑𝑠𝑟=1𝑢𝑟𝑦𝑟𝑝 (7)

Sujeito a

∑𝑚𝑖=1𝑣𝑖𝑥𝑖𝑝 = 1 (8)

∑𝑠𝑟=1𝑢𝑟𝑦𝑟𝑘− ∑𝑚𝑖=1𝑣𝑖𝑥𝑖𝑘 ≤ 0 ∀𝑘 (9)

𝑣𝑟, 𝑢𝑖 ≥ 0 ∀𝑟, 𝑖 (10)

A função objetivo é representada pela equação (7) e busca maximizar a eficiência da DMU (p) em análise, de forma linearizada. Em relação às restrições, aquela representada por (8) exige que o input virtual seja unitário, evitando assim o problema da multiplicidade de soluções ótimas do PPF (1) original da DEA; a segunda e terceira restrições (8) e (9), respectivamente, representam a linearização das restrições dadas por (2) e (3) no Problema Fracionário original, exigindo que a eficiência de todas as DMU, quando lhes forem aplicados os pesos da DMU (p) em análise, não possa ser superior a um (CORREIA et al., 2011).

O problema descrito pela equação (7) é resolvido n vezes, a fim de determinar o escore de eficiência relativa para todas as DMU. Cada DMU seleciona o peso dos seus inputs e outputs de modo a maximizar o seu escore de eficiência (i.e, a própria função objetivo), sendo então considerada eficiente apenas quando – e se – aquele escore é igual a um. É possível, portanto, elencar uma das primeiras vantagens do modelo DEA, a não exigência de que se atribuam arbitrariamente pesos relativos às variáveis da função objetivo, dado que estas variáveis são automaticamente calibradas pela DEA.

73 Para maiores detalhes sobre o procedimento realizado para a conversão do Problema de Programação

Considerando que (7) é um Problema de Programação Linear (PPL), existe um dual cuja formulação é dada pela equação (11). Para cada DMU ineficiente, a DEA identifica um conjunto correspondente de DMU eficientes que podem ser utilizadas como referência para o aprimoramento das unidades ineficientes. As referências, ou

benchmarks, podem ser obtidas pela solução do dual do PPL da equação (7). O dual do

PPL é dado por: 𝑚𝑖𝑛𝑔𝑝 = ∑𝑚𝑖=1𝜔𝑖𝑥𝑖𝑝 (11) Sujeito a − ∑𝑠𝑟=1𝜇𝑟𝑦𝑟𝑗+ ∑𝑚𝑖=1𝜔𝑖𝑥𝑖𝑗 ≥ 0𝑗 = 1, … , 𝑛. (12) ∑𝑠𝑟=1𝜇𝑟𝑦𝑟𝑝= 1 (13) 𝜇𝑟, 𝜔𝑖 ≥ 0 ∀𝑟, 𝑖 (14)

Para obter os valores ótimos de 𝑔𝑝 e 𝑓

𝑝∗ e os pesos 𝑢𝑖∗, 𝑣𝑟∗ ≥ 0,a DEA exige apenas

que se resolva o dual do PPL, conforme apresentado nas equações acima. A solução do problema determina quais são as melhores práticas observadas que tomam o valor de 𝑔𝑝 = 1 ou 100%, formando a fronteira eficiente. Além disso, calcula-se o nível de

ineficiência das demais DMU por meio da distância entre estas e a fronteira estimada. Baseado no problema descrito em (11), uma DMU (p) qualquer é ineficiente se for identificada uma DMU composta74, chamada de (h), que utiliza uma menor

quantidade de inputs que a DMU (p), mantendo, pelo menos, os mesmos níveis de produção. As unidades envolvidas na construção daquela DMU composta (h) podem ser utilizadas como benchmarks para o aperfeiçoamento das DMU ineficientes. A Análise Envoltória de Dados também permite calcular as melhorias necessárias nos insumos e/ou produtos de uma DMU ineficiente, a fim de torná-la eficiente.

O benchmarking promove a identificação de DMU ineficientes, embora exista certa limitação no método75. Como bem ressalta Talluri (2000), a Análise Envoltória de

74 Representa uma DMU composta por uma combinação linear de outras DMU de um mesmo conjunto,

cujas unidades produtivas integrantes podem servir de benchmark para as DMU ineficientes.

75Segundo a literatura especializada em DEA, é possível que uma DMU ineficiente e seus benchmarks

divirjam quanto às práticas operacionais, tornando-se, nesse caso, não comparáveis. A razão para esse resultado indesejado é que a DMU composta, que domina àquela ineficiente, na realidade não existe. Uma possível solução é o agrupamento das DMU, com base no seu desempenho, buscando dar mais robustez à

Dados serve, inicialmente, apenas como ferramenta para o diagnóstico da eficiência, não possuindo a capacidade de determinar qual caminho deve ser seguido se objetivo é transformar DMU ineficientes em eficientes. A implementação de possíveis melhorias ficará a cargo dos gestores, ao compreender a relação entre as unidades produtivas e dentro da unidade produtiva.