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3.6 Reliabilitet og validitet

5.2.1 Samtalen

A fim de garantir a coerência interna da pesquisa, de forma a buscar responder ao seu problema norteador e considerar os objetivos propostos, foram utilizados os seguintes instrumentos de pesquisa:

a) Pesquisa bibliográfica: Este foi o primeiro procedimento realizado em busca de subsídios para a formulação do corpo da pesquisa. Foi feito na base de dados do Scielo e da CAPES um estado da arte, ou seja, uma busca de livros, periódicos, teses entre outros para verificar o que já se tinha pesquisado ou se havia alguma lacuna a considerar sobre o tema deste trabalho. Este procedimento de busca foi constante e ocorreu durante todo o período da pesquisa, a fim de apoiar e sustentar a fundamentação teórica.

b) Análise documental: Foi realizada uma busca por informações, a partir da Secretaria Municipal de Educação, no site da prefeitura de São José dos Campos e em documentos institucionais para análise para verificar a quantidade de professores ingressantes no município, sua distribuição por escola e região, o ingresso e as diretrizes curriculares da Educação Infantil própria da entidade e proposta de formação continuada. A pesquisa aconteceu após a autorização expressa da Secretaria Municipal de Educação de São José dos Campos, formalizada por meio do Processo n. 83076/2014, o qual encontra-se devidamente documentado no Anexo II, além da devida aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP/UNITAU).

Foram requeridos, junto ao Departamento DPA/Protocolo Geral os documentos comprobatórios com as diretrizes que norteiam o currículo da Rede Municipal, sobretudo no que tange a Educação Infantil.

Primeiramente foi realizado, junto ao departamento da Coordenadoria Administrativa na Divisão de Administração de Pessoal da Rede Municipal de Ensino, uma pesquisa acerca da quantidade de professores ingressantes na Educação Infantil no período de 2012 a 2014, como pode ser observado no item 3.2 deste projeto.

Em seguida, fez-se um levantamento nos documentos disponibilizados pelo DEB/ Departamento de Educação Básica para localizar em quais escolas estão lecionando, no ano de 2014, os professores que ingressaram no período de 2012 a 2014.

c) Questionário: Foi aplicado um questionário com 34 (trinta e quatro) questões, para todos os 159 (cento e cinquenta e nove) professores iniciantes que ingressaram na Educação Infantil entre os anos de 2012 a 2014, dos quais 89 (oitenta e nove) retornaram respondidos. Neste, foram realizadas perguntas fechadas, de múltipla escolha, a fim de verificar quais são, realmente, professores iniciantes, levantar o perfil sócio-econômico dos professores, as características de sua formação inicial, tempo de magistério e de docência na Educação Infantil. Foram feitas algumas questões abertas a fim de que cada professor apontasse sua avaliação sobre a formação recebida nas escolas e indicasse se gostaria de participar de um encontro (denominado nesta pesquisa como grupo focal). Este questionário pode ser observado no Apêndice A.

Para a aplicação do questionário, a pesquisadora reuniu-se com a chefe de divisão da Educação Infantil para explicar sobre o objetivo e tema da pesquisa e pedir autorização para a aplicação dos questionários com os professores iniciantes. Acordou-se que os questionários e os Termos de Consentimento Livre e Esclarecido seriam entregues pela pesquisadora para as diretoras de escola (em um momento de reunião coletiva), para que estas os disponibilizassem para as professoras, cada uma em suas respectivas escolas.

A pesquisadora, então, explicou para as diretoras os objetivos da pesquisa e salientou a não-obrigatoriedade de participação dos professores, bem como o direito de cada professor desistir da pesquisa a qualquer tempo. As diretoras, por sua vez, gentilmente se comprometeram a socializar os questionários e os Termos de Consentimento Livre e Esclarecido com os professores iniciantes e combinou-se que todos os documentos de pesquisa seriam devolvidos pelas próprias diretoras na Secretaria Municipal de Educação, na coordenadoria da Educação Infantil, cujo material seria recolhido pela pesquisadora, o que prontamente foi feito.

d) Grupo Focal: Foram realizados dois grupos focais com professores iniciantes da rede municipal de ensino estudada na modalidade Educação Infantil. Foram, no total, dois encontros, sendo um encontro com cada grupo, os quais seguiram a mesma pauta de discussão para a pesquisa. O primeiro encontro teve a participação de cinco professores iniciantes que, no questionário, apresentaram o menor tempo de experiência na carreira docente. O segundo encontro contou com a participação de seis professoras iniciantes que lecionam em uma mesma EMEI. As professoras participantes tiveram seus nomes trocados por nomes fictícios, escolhidos pela pesquisadora, a fim de preservar-lhes a identidade.

Esta técnica fundamentou-se na construção teórica de Gatti (2005), acerca do planejamento, execução e análise de encontros de grupo focal, mas apresentou elementos diversificados para discutir as temáticas de pesquisa, como sensibilização por meio de música e trecho de filme; perguntas disparadoras; escrita com definição prévia de um gênero textual; discussão em duplas e/ou em grupos; e confecção de um produto que sistematizasse as discussões.

Powel e Single (apud GATTI, 2005, p. 7), afirmam que o grupo focal “[...] é um conjunto de pessoas selecionadas e reunidas por pesquisadores para discutir e comentar um

tema, que é objeto de pesquisa, a partir de sua experiência pessoal”. Acredita-se que este é um

bom instrumento de levantamento de dados e que precisa estar integrado com a pesquisa como um todo. É fato que a organização do grupo focal, como realizado nesta pesquisa, não atende exclusivamente ao que Gatti (2005) compreende como grupo focal quanto aos seguintes critérios: quantidade de pessoas por discussão e a forma de introdução dos temas (unicamente por apresentação oral). No entanto, em muitos outros aspectos esta técnica encontra aproximações, sobretudo na forma de oportunizar as discussões de forma coletiva, proporcionando aos participantes demonstrar o que pensam, como e porque pensam sobre o que pensam. Acredita-se que o encontro de grupo focal “(...) faz emergir diversos pontos de vista e processos emocionais e permite captar significados mais difíceis de ser percebidos por

outros meios” (GATTI, 2005, p.9).

Para o êxito nos grupos focais, foi preciso planejar e articular esse momento para que as participantes contribuíssem com elementos relacionados à sua prática e expusessem suas percepções sobre o início da docência. Gatti (2005) diz que para conduzir a discussão, é preciso que o pesquisador tenha uma atitude de respeito com relação ao pesquisado, não

mencionando suas próprias opiniões, para não influenciar (tanto de forma negativa quanto positiva), ao mesmo tempo que deve articular as trocas e encaminhar a discussão para que o objetivo de trabalho do grupo não disperse.

Para Gatti (2005), a discussão do grupo não pode ser confundida com um momento de entrevista, e sim um momento em que o sujeito de pesquisa conversa coletivamente e pode fazer críticas, explicitar o seu ponto de vista, inferir, analisar, refletir diante da temática e da problemática a qual foi convidado a conversar, atendendo ao objetivo do pesquisador que é fazer emergir o que pensam, como pensam e porque pensam.

3.4 Procedimentos para Análise dos Dados

Os dados quantitativos, colhidos com a aplicação do Questionário, foram tabulados pelo programa Sphinx Léxica e apresentados em tabelas analisadas pela pesquisadora.

Os dados produzidos pelos dois encontros do Grupo focais foram analisados mediante a técnica da Análise de Conteúdo de Bardin (2011), que consiste em uma técnica de investigação destinada a formular, a partir dos dados coletados, inferências reprodutíveis e válidas que se podem aplicar a um contexto.

No caso desta pesquisa, os dados advindos das falas dos professores iniciantes apontam subsídios importantes para a análise das condições de ingresso, acolhida e formação desses professores concomitantemente ao seu exercício profissional.

A Análise de Conteúdo evita a compreensão espontânea e vai além da subjetividade, da intuição e do significado imediato. Atinge o objetivo de superar a incerteza e validar a leitura dos dados na medida em que aumenta a compreensão dos fatos, preservando a particularidade do sujeito que fala, ao sintetizar a totalidade dos dados verbais (BARDIN, 2011).

Bardin (2011, p.37) afirma que “[...] a Análise de Conteúdo é um conjunto de técnicas de análises das comunicações”. Para a autora, qualquer comunicação entre o emissor e o

receptor deveria ser escrita e decifrada pelas técnicas de Análise de Conteúdo, a qual apresenta a intenção de inferir, ou seja, deduzir de maneira lógica, os conhecimentos relativos às condições de produção, que recorre a indicadores (quantitativos ou não). Trabalha-se, portanto, com vestígios, pistas, índices que se colocam em evidência por meio de procedimentos para atingir os objetivos propostos ou mesmo para realizar novas descobertas.

Bardin (2011, p.51) afirma que “[...] o propósito a atingir é o armazenamento sob uma

forma variável e a facilitação do acesso ao observador, de tal forma que este obtenha o máximo de informação (aspecto quantitativo), com o máximo de pertinência (aspecto

qualitativo)”. É a primeira fase para a organização de um banco de dados de documentos que

facilita a busca de informações.

Uma vez realizado o tratamento sintetizado, os dados são concluídos por meio da inferência, que é o procedimento intermediário entre a descrição, a enumeração das características do texto, seguida da interpretação, ou seja, a significação destas características (BARDIN, 2011).

Somente após o cumprimento destas etapas, o conteúdo das falas dos sujeitos compõe as temáticas apresentadas na pesquisa.

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

Os dados obtidos com a pesquisa estão organizados nos seguintes eixos: a) Perfil dos Professores Iniciantes; b) Formação Inicial dos Professores Iniciantes; c) A inserção dos Professores Iniciantes na carreira; d) O início na carreira docente; e) Formação Continuada e Professores Iniciantes; e f) Desafios na formação dos Professores Iniciantes.

Os eixos “Perfil dos Professores Iniciantes”, “Formação Inicial dos Professores Iniciantes” e “A inserção dos Professores Iniciantes na carreira” contém os dados obtidos de

forma quantitativa nos 89 (oitenta e nove) questionários respondidos pelos professores. Por

sua vez, os eixos “O início na carreira docente”, “Formação Continuada e Professores Iniciantes” e “Desafios na formação dos Professores Iniciantes” apresentam o resultado das

falas das professoras participantes dos grupos focais, atreladas a alguns dados quantitativos, advindos dos questionários.