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Sammenligning med tidligere forskningsresultater

KAPITTEL 7: Avslutning

7.2 Sammenligning med tidligere forskningsresultater

Estratégias de aquisição e fusão têm acontecido em diversas partes do mundo, podendo ser mais observadas nos Estados Unidos há muitos anos. Alguns acreditam que essas estratégias

tiveram papel mais importante na reestruturação das empresas nos estados Unidos, nas décadas de 1980 e 90 e no início do século XXI (HITT, IRELAND E HOSKISSON, 2008).

Barney e Hesterly (2007) relatam que o número de empresas que usou as estratégias de fusão e aquisição para se diversificar é surpreendente. O valor anunciado das atividades de fusão e aquisição ao redor do mundo excedeu US$ 1,5 trilhão em 2000, 2001 e 2002.

Esses autores ainda relatam que no ano de 2003 nos Estados Unidos essas aquisições e fusões se concretizaram em poucos setores tais como: aproximadamente 26 no setor relacionado à saúde, 43 nos setores de serviços financeiros, 20 nos setores de mineração e extração de matéria-prima e 28 nos setores de alta tecnologia.

De acordo com Barros, apud Souza e Souza (2003), nas duas últimas décadas o número de fusões e aquisições entre empresas de diferentes países cresceu, e essas transações tendem a aumentar. As empresas quando participam de um processo de fusão ou aquisição o fazem por diversos motivos. O anúncio da fusão de duas empresas no mercado pode alterar o valor de suas ações no mercado, porém, isto não é fator determinante para se iniciar um processo. A firma pode decidir fazer um processo de reestruturação patrimonial que contribua para seu crescimento, ou promover uma integração vertical entre empresas reduzindo os custos de transação.

De acordo com Mintzberg (2008) a estratégia corporativa baseada em atividades compartilhadas torna-se mais poderosa se as unidades de negócios também puderem trocar habilidades. Os estudos do autor mostram a lógica de se ter como base a estratégia corporativa na transferência de aptidões ou em atividades compartilhadas.

Diante dessa afirmativa de Mintzberg, “se existe alguma esperança de que fusões e aquisições serão uma fonte de desempenho superior para as empresas compradoras, deve ser porque existe algum tipo de relação ou economia entre as empresas compradora e alvo” (BARNEY e HESTERLY, 2007).

De acordo com Magalhães e outros (2003), na década de 1990, as evidências sobre as operações de fusões e aquisições na indústria farmacêutica mundial sugerem que a busca por economias de escala e escopo em P&D, por redução dos custos de marketing e de distribuição

e pelo fortalecimento do portfólio de produtos, foi fator importante para a concretização dessas operações.

No entanto, a valorização dos mercados acionários, principalmente dos EUA, criava expectativas positivas de ganhos com as operações de fusões e aquisições. A busca de ganhos acionários não pode ser desprezada como um fator de incentivo a essas operações entre os grandes laboratórios mundiais.

Como já citado anteriormente, a quantidade de fusões e aquisições foi bastante intensa nas décadas de 1980 e 90, no entanto, de acordo com Capanema e Palmeira Filho (BNDES), os movimentos de fusões e aquisições na indústria farmacêutica continuam ocorrendo. Para exemplificar, pode-se citar o caso da conturbada fusão do grupo francês Sanofi-Synthélabo com a Aventis Pharma, que resultou, na ocasião, no surgimento do terceiro maior laboratório farmacêutico do mundo e primeiro na Europa, o Sanofi-Aventis. No quadro 7 podemos verificar os casos de fusões e aquisições na indústria farmacêutica em 2004 a 2006.

EXEMPLOS DE FUSÕES E AQUISIÇÕES NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA MUNDIAL E BRASILEIRA 2004 – 2005 E 2006

EMPRESAS CAPITAL OPERAÇÃO CAPITAL

Abbot / EAS EUA Abbot adquiriu a EAS EUA

Abbot / TheraSense EUA Abbot adquiriu a aquisição da TheraSense EUA AGT

Biosciences/ChemGenex

Therapeutics Austrália / EUA

Fusão. Nova Empresa: ChemGenex

Pharmaceuticals Austrália / EUA

Amgen / Tularik EUA Amgen adquiriu Tularik EUA

Aventis / Sanofi-Sinthélabo

França / Alemanha e França

Fusão. Nova empresa:

Sanofi-Aventis França / Alemanha

Lilly / Applied Molecular

Evolution EUA Lilly adquiriu a Applied Molecular Evolution EUA Merck & Co/Atan Pharma EUA Merck adquiriu a Aton EUA Bristol Myers Squibb/Acordis

EUA Bristol adquiriu Acordis Myers Squibb EUA Mitsubishi Pharma/Green

Cross Guangzhou

Japão / China

Mtsubishi Pharma adquiriu o total controle em sua joint venture com a Green Cross Guangzhou

Japão

Fujisawa / Yamanouchi

Japão Fusão. Nova empresa: Astellas Pharma Japão Aché / Biosintética Brasil Aché adquiriu a

Biosintética

Brasil

Biolab / Sintefina Brasil Biolab adquiriu a Sintefina Brasil Libbs / Mayne Pharma do

Brasil Brasil / Austrália Libbs adquiriu a Mayne Brasil UCB / Scwarz Pharma

Bélgica / Alemanha UCB adquiriu a Schwarz Pharma Bélgica Merck / Serono Alemanha / Suíça Merck adquiriu a Serono Alemanha Bayer / Schering Alemanha Bayer adquiriu a Schering Alemanha Nycomed / Altana

Dinamarca / Alemanha

Nycomed adquiriu a unidade de medicamentos

da Altana Dinamarca

Fonte: Scrip‟s (2005), Valor Econômico (2005), Libbs (2005) e The Economist (2006). Fonte: Capanema e Palmeira Filho (BNDES).

Quadro 7: Exemplos de fusões e aquisições na indústria farmacêutica mundial e brasileira (2004-2006)

Existem operações de fusões e aquisições que não necessariamente aumentam a eficiência econômica. Elas visam ampliar o poder de mercado da(s) firma(s) envolvida(s), reduzindo a competição e, portanto, ocasionando aos consumidores preço mais elevado. Essas operações podem ocorrer ainda por motivos especulativos. Na medida em que a fusão ou a aquisição consolida a posição de mercado e, potencialmente, aumenta a eficiência da firma reestruturada, é de se esperar que seus lucros cresçam (MAGALHÃES et al., 2003).

Hitt, Ireland e Hoskisson (2008) discutem como as aquisições são utilizadas para se ganhar poder de mercado e se obter maiores retornos diminuindo os grandes investimentos que são feitos em pesquisa e desenvolvimento. Para os autores, toda a indústria farmacêutica,

geralmente, utiliza as aquisições para entrar em mercados rapidamente, para superar os altos custos em desenvolvimento interno dos produtos e para aumentar a previsibilidade de retorno sobre seus investimentos. Na percepção dos autores o risco se torna diminuído ao realizar uma aquisição.

De acordo com Hitt, Ireland e Hoskisson (2008), outra forma de estratégia corporativa utilizada no setor farmacêutico e em diversos segmentos vai de encontro ao uso de alianças estratégicas, exportação e licenciamento para a divulgação de produtos e marcas no país de origem ou em outros países.