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Sammenligning av kvinnenavn i 1880-1889 med 1860-1869

GRUPPE 5: Navn med motsatt utvikling i Saltdal og i Norge:

6.2 Sammenligning av toppnavn i Saltdal versus tidligere periode i Saltdal

6.2.5 Sammenligning av kvinnenavn i 1880-1889 med 1860-1869

A escuta é um dos principais instrumentos de trabalho de que deve dispor um ator para potencializar a sua presença cênica. Por esta razão, ela é abordada no início do treinamento com a máscara neutra e será aprimorada de acordo com as exigências específicas de cada nova etapa do aprendizado. O ator deve desenvolver e aumentar sua capacidade de escuta em cena, pois, infelizmente, no dia a dia, ela se torna precária e rotineira. Por isto, os exercícios de escuta desenvolvidos com esta máscara têm uma importância fundamental. Eles determinam, já desde o início do aprendizado, o grau de organicidade que poderá ser atingido no futuro.

Os exercícios de escuta dão ao estudante uma grande versatilidade para que entre com consciência, domínio, e com a calma necessária, em contato com seus sentidos, que devem estar desenvolvidos especificamente para a representação em cena, de modo que ele fique livre de determinadas tensões e das preocupações iniciais que o impedem de tirar o máximo proveito da sua expressividade e criatividade.

Assim, o primeiro compromisso que o treinamento exige do ator é esse empenho pessoal para desconstruir, continuamente, atitudes, condicionamentos e comportamentos usuais do seu cotidiano. Por isso, ele deve iniciar um trabalho para restaurar o contato com a sua sensibilidade e espontaneidade.

Desta forma, para escutar verdadeiramente deve haver um comprometimento pessoal com esta ação voluntária que nos coloca em sintonia e cumplicidade conosco e com os parceiros, ou seja, entregar-nos a nós e aos outros voluntariamente e, de certa maneira, em um esvaziamento de nós mesmos. Esse esvaziar-se é um exercício em que nos colocamos conscientemente em perigo. Por outro lado, ao conquistar esta disponibilidade para a escuta, sentimos imediatamente importantes resultados, pois percebemos que agimos no presente e utilizamos o nosso potencial criativo liberto de pensamentos e atitudes preconcebidas. Valorizamos, desta maneira, nosso ser intuitivo e espontâneo que nos mantém longe do

resguardo da forma pronta e aparentemente “segura”, que muitas vezes leva à repetição dos

nossos clichês. Fazemos do risco um hábito profícuo para o nosso desenvolvimento.

O ator em cena tem que se colocar em perigo. Procurando correr riscos o tempo todo, ele desafia leis que são naturais ao ser humano, que sempre procura o prazer, o equilíbrio e o conforto corporal e emocional. Colocar-se em risco não deve gerar um sentimento de obrigação ou compromisso permanente com o acerto nas suas escolhas, ao contrário, trata-se de assumir uma atitude de honestidade e coerência com esta escolha como artista que procura alargar sua capacidade para renovar-se e ampliar seus horizontes a todo momento. Esta atitude ousada pode conduzir ao erro a qualquer momento, mas, ao mesmo tempo, cria as condições propícias para uma maior liberdade e espontaneidade em cena. É preciso não esquecer que, no período inicial do trabalho, o erro é muitas vezes o que garante o bom aprendizado. É por uma via negativa que se reconhece o que, definitivamente, não é da linguagem da máscara, prevenindo o estudante para que não se perca em atalhos que lhe proporcionam resultados aparentes e que somente se percebem como tais a partir da prática do erro, que evidencia a sua ineficácia.

A escuta como ferramenta para o ator que se inicia no trabalho com máscaras deve ter uma abrangência que atinja todos os aspectos da comunicação envolvidos em nossa arte, ela é, como aponta a professora Mariana de Lima Muniz, em sua tese de doutorado La

improvisación como espectáculo: principales experiencias y técnicas de aprendizaje del actor-improvisador: “O pilar fundamental da improvisação [...] ao improvisar, a escuta de si,

dos seus parceiros e do público é condição sine qua non para a construção da ação dramática. O bloqueio de uma improvisação deve-se, na maior parte das vezes, à dificuldade de escutar

em cena” (MUNIZ, 2005: 271)*. A pesquisadora também nos chama a atenção para o fato de que a escuta deve ser: “total e englobar nossos cinco sentidos”. (MUNIZ, 2005: 272)*

Nesta etapa inicial do treinamento do nível pré-expressivo, com a máscara neutra, o foco se encontra na escuta de si, que é abordada como uma curiosidade total que devemos desenvolver com os cinco sentidos. A partir dessa curiosidade extrema, o ator poderá vivenciar um estado de abertura que lhe permitirá aceitar e se relacionar com todos os

elementos que o rodeiam de forma completa, intensa, gerando “uma escuta ativa direcionada e

transformadora da ação ou da situação” (MUNIZ, 2005: 272)*, pois a curiosidade tem esse caráter ativo do desejo irreprimível de saber, ver, ouvir, sentir, interferir e, portanto, é

“transformadora”, também, do próprio indivíduo.

Assim, o verdadeiro contato modifica as ações no aqui/agora. Por isso, tudo com que o ator se relaciona em cena deve atingi-lo e promover uma resposta de um quilate maior e num tempo cada vez menor do que ele está acostumado nos padrões cotidianos e que, portanto, ecoará com mais força em sua sensibilidade, conduzindo-o a fazer escolhas mais intuitivas do que racionais. Isto se aplica a todos os elementos que fazem parte da cena. A começar pelo contato que o ator estabelece com as imagens criadas em seu próprio interior; por mais fugazes que elas sejam.

Ao exercitar os sentidos de forma renovada, tudo atingirá a sensibilidade do ator com mais força. O ator, como vimos, não deve tentar reconhecer intelectualmente os estímulos, mas, ao contrário, deve recebê-los como se fosse a primeira vez que entra “fisicamente” em contato com cada novo elemento que o estimula e deixar que eles o atinjam com maior intensidade. Uma vez que cada experiência vivida sempre é particular, nova, se entramos em contato com ela de forma aberta e verdadeira, ressoará sempre viva a cada novo contato. Estamos colocando, assim, uma lente de aumento direcionada para os nossos cinco sentidos e isto nos obriga a dar um valor maior do que costumamos dar cotidianamente à nossa autopercepção. A escuta de si, trabalhada com esta máscara, não é, por si só, um instrumento que garanta ao ator um bom desempenho durante a prática dos exercícios. Ela é, antes de tudo, o alicerce que cria uma maior predisposição no ator para apreender e receber os estímulos que são colocados à sua disposição no espaço cênico, que também podem ser criados pela sua própria imaginação, para, assim, fisicalisá-los de forma que suas ações se tornem orgânicas, seguindo os princípios da calma, da economia e da precisão para realizar cada movimento, de forma a encontrar o tônus muscular justo para conquistar a dinâmica de cada ação como se vivenciasse uma segunda natureza, isenta de qualquer expressão que denote um estado psicológico. Entrar no território da neutralidade com esta máscara, a partir do conceito de

escuta de si, é encontrar, com absoluto controle sobre as próprias ações, os princípios essenciais da representação. Para Lecoq, devemos entrar na máscara neutra

como em um personagem, com a diferença de que aqui não há personagem senão um

ser genérico neutro. Um personagem tem conflitos, uma história, um passado, um

contexto, paixões. Ao contrário, a máscara neutra está em estado de equilíbrio, de economia de movimentos. Movimenta-se o justo, dentro de uma economia dos seus gestos e das suas ações. Trabalhar o movimento a partir do neutro proporciona os pontos de apoio essenciais para a atuação que chegará depois. Porque, ao conhecer o equilíbrio, o ator expressa muito melhor os desequilíbrios dos personagens ou dos conflitos. [...] A máscara neutra constitui uma referência para todos. (LECOQ, 1997: 62-63)*

Assim, a máscara neutra torna-se uma experiência que pode ser comparada à criação de uma

“personagem sem personagem” em que o ator experimenta um estado de presença e “concavidade”106

físico-mental que se tornará uma referência primordial que lhe abrirá as portas de entrada para os estímulos e desafios que encontrará nas etapas seguintes de uma atuação teatral que tem como foco principal a sua corporalidade.